segunda-feira, 16 de maio de 2011

FAO alerta para a influência dos incêndios no clima

O braço da ONU para Agricultura e Alimentação está pedindo novas estratégias para controlar as queimadas, que estão ficando mais frequentes com o aquecimento global e que podem também estar acelerando o fenômeno
A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) está preocupada com um novo ciclo vicioso que pode ter sido criado nas últimas décadas devido às transformações no clima. Em um estudo divulgado nesta terça-feira (10), a entidade aponta que o aquecimento global está multiplicando o número de grandes incêndios e que as emissões de gases do efeito estufa resultantes dessas queimadas são significantes e podem estar acelerando o aumento das temperaturas no planeta.
“Grandes incêndios são causados principalmente pela ação do homem e têm ficado mais frequentes por causa das mudanças climáticas. O que nós suspeitamos é que estamos vivendo um novo e perigoso ciclo vicioso, que pode resultar em prejuízos gigantescos para a economia e para a vida”, explicou Pieter van Lierp, oficial de Florestas da FAO.
O relatório, intitulado "Findings and Implications from a Coarse-Scale Global Assessment of Recent Selected Mega-Fires" (algo como “Descobertas e Implicações da Avaliação Global de Grandes Incêndios Recentes”), traz informações sobre incêndios na Austrália, Botsuana, Brasil, Indonésia, Israel, Grécia, Rússia e Estados Unidos.
Alguns dos exemplos de grandes incêndios recentes incluem a tragédia que ficou conhecida como Black Saturday, que em 2009 matou 173 pessoas na Austrália. Também foram estudados os mais de 32.000 focos de incêndio na Rússia no ano passado, onde 62 pessoas morreram e 2,3 milhões de hectares foram destruídos.
“As temporadas de secas e fortes ventos estão ficando mais frequentes e intensas, é preciso que existam planos de contenção por parte dos governos para evitar novos desastres”, afirma van Lierp.
Emissões e Estratégias
Quase todos os grandes incêndios estudados tem em comum o fato de terem sido provocados pelo homem. É comum o uso do fogo para limpar áreas para a agricultura e muitas vezes essa prática é feita sem o devido controle e segurança.
Os governos devem adotar medidas para proibir ou ao menos monitorar as queimadas. Além disso, é preciso que as emissões resultantes dos incêndios sejam contabilizadas nas metas climáticas de cada país.O relatório pede para que sejam criadas ferramentas que meçam as emissões das queimadas.
Quantidades massivas de carbono são liberadas a cada grande incêndio e segundo a FAO não há dúvidas que essas emissões são relevantes no cenário internacional. Para a entidade, frear a ocorrência das queimadas teria além dos claros benefícios para o ecossistema, um impacto positivo nas mudanças climáticas.
Para prevenir os incêndios, a FAO destaca dois exemplos bem sucedidos em prática na Flórida e na Austrália.
O serviço florestal dos Estados em conjunto com o governo da Flórida realiza queimadas controladas, ao custo de US$ 10 a US$ 30 o hectare, para evitar a ocorrência dos grandes incêndios. A cada dois ou quatro anos são renovados dessa forma até 20% dos 800 mil hectares de florestas da região .
No sudeste da Austrália, o Departamento de Meio Ambiente e Conservação, responsável por uma área de 2,5 milhões de hectares, também utiliza a pratica de queimadas controladas para evitar incêndios maiores. Dados mostram que os prejuízos com o fogo diminuíram em grande escala desde que essa técnica foi adotada.
“É preciso que seja criada uma política de prevenção, para que não ocorram mais as tragédias vistas no passado. A ONU vai encorajar a busca por soluções reais que ajudem as comunidades a lidar melhor com o fogo e com a terra”, salientou o secretário-geral Ban Ki-moon.

Autor: Fabiano Ávila - Fonte: Instituto CarbonoBrasil/FAO

Inpe projeta Amazônia mais quente, seca e sujeita a desastres naturais

Embarcação navega pelo Rio Amazonas: paisagem ameaçada



Um cenário de mais secas ao Sul e chuvas mais intensas no Norte espera a floresta amazônica nos próximos anos, segundo estudo recente feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) em parceria com o Centro Hedley, do Reino Unido.
De acordo com o trabalho científico, que também incorporou na análise o ciclo do carbono e a dinâmica da vegetação diante das mudanças climáticas, a floresta amazônica ficará mais quente e com eventos naturais extremos constantes, como grandes secas ou inundações.
Esse tipo de projeção já aparecia em pesquisas anteriores, mas o cenário pessimista foi corroborado agora por um modelo climático mais sofisticado, levando em conta as características específicas da Amazônia. "Os modelos anteriores consideravam uma vegetação estática, que não reagia às alterações no clima", explicou à Folha.com o climatologista do Inpe José Marengo, um dos autores.
Por exemplo, na seca de 2010, estima-se que a mortalidade das árvores tenha liberado 5 bilhões de toneladas de CO2 na atmosfera. O cenário agora é de mais secas no Sul da Amazônia nos próximos anos e chuvas mais intensas no Norte da floresta. Além disso, a mata deve ficar mais rala e aberta, em um processo chamado de savanização.
Tal situação pode ainda piorar caso o desmatamento não seja freado. "Se o desmate aumentar, os impactos na floresta também ficarão mais intensos", observou Marengo. Os resultados dos novos modelos sugerem que, quando o desmatamento atingir mais de 40% da extensão original da floresta amazônica, a precipitação (ou seja, o índice de chuvas) diminuirá de forma significativa no Leste. Isso provocaria um aquecimento de mais de 4ºC na parte oriental da floresta, com redução significativa das precipitações na área.

"Políticos precisam saber" 
Segundo Marengo, as incertezas quanto a eficácia das políticas de redução dos impactos das mudanças climáticas nos próximos anos dificultam as projeções referentes a cenários futuros. No caso da malha fluvial amazônica, por exemplo, secas extremas deixarão os rios intrafegáveis, conforme o estudo. "Os políticos precisam saber disso", alertou o pesquisador.
Os tomadores de decisão precisam saber dessas previsões. É preciso reconhecer que o problema pode ter impactos na economia e sociedade, José Marengo.
"Aldo Rebelo [relator da proposta do novo Código Florestal] diz que faltam estudos científicos. Aqui temos um estudo científico afinado com a realidade nacional. A evidência está aí", apontou Marengo.
De acordo com o especialista, a publicação dos resultados do estudo em forma de relatório, e não em uma revista científica, foi a forma encontrada pelo grupo de cientistas para que as informações chegassem até os políticos.

Redação EcoD

União Europeia apresenta seis medidas para combater a perda de biodiversidade


Peixes são vítimas da pesca predatória no mundo inteiro
Maior controle sobre espécies invasoras, aplicação integral da legislação existente, maior utilização de infraestruturas verdes, assegurar a sustentabilidade das atividades agrícolas e florestais, salvaguardar e proteger as unidades populacionais de peixes da União Europeia (UE) e reforçar a contribuição da UE para a construção de um mundo mais sustentável.
São essas as seis iniciativas divulgadas no dia 5 de maio pela Comissão Europeia presente em Bruxelas. Essas medidas deverão ser cumpridas até 2020 e, segundo Janez Potočnik, comissário europeu para o Meio Ambiente, o controle sobre as espécies invasoras deverá ser um ponto bastante discutido pelo órgão durante os próximos dez anos.
“A biodiversidade está em crise com a extinção de espécies a atingir níveis elevados. Muitos ecossistemas já não são capazes de proporcionar a grande variedade de elementos dos quais dependemos, desde água e ar limpos até à polinização de culturas”, afirmou o comissário.
De acordo com ele, a "degradação" da biodiversidade já atinge a União Europeia economicamente. Na polinização por insetos por exemplo, os países poderão perder cerca de 15 bilhões de euros por ano se os animais não forem protegidos corretamente.

Salvaguardar os peixes: Pescadores serão pagos para recolher plásticos

Jonez Potocnik comunicou seis medidas da UE 
para preservação da biodiversidade/Foto:European Parliament

Uma das medidas para reduzir a perda de biodiversidade na Europa é o incentivo a proteção das unidades populacionais dos peixes da UE.
Sobre o assunto, uma campanha chamada Fish Fight denunciou as indústrias pesqueiras que jogam de volta ao mar os peixes capturados, mas não utilizados, seja por questão de pesca inadequada ou pelo baixo de valor do mercado do peixe.
Dessa forma, a campanha sensibilizou a população. São 674 mil pessoas no mundo inteiro contra a pesca predatória inadequada e o governo, após as manifestações, afirma que vai intervir no processo pesqueiro.
Uma dessas mudanças foi sugerida pela Comissária da Pesca da UE, Maria Damanaki. Ela acredita que a situação pode ser revertida caso os pescadores comecem a ser pagos para recolher plásticos do mar. Assim, os pescadores teriam mais uma fonte de renda e poderiam evitar que os modelos de pesca predatória sejam prosseguidos.
“Terminar com a prática de jogar fora peixes que servem perfeitamente como alimento é do interesse dos consumidores e dos próprios pescadores”, afirmou Maria para o jornal britânico The Guardian.

Assita ao vídeo da campanha do Fish Fight:


Redação EcoD

Ativistas norte-americanos processam governo por não proteger atmosfera

Grupos ambientais estão movendo ações em todos os 50 estados dos EUA para transformar o ar em ‘bem público´
Cansados de esperar por ações do governo que garantam a qualidade da atmosfera terrestre, ambientalistas norte-americanos iniciaram batalhas judiciais contra os 50 estados dos EUA e a administração federal para conseguir, através da lei, que o ar seja preservado da poluição causada pela queima de combustíveis fósseis e pela emissão de CO2.
Os demandantes dos processos alegam que o governo e seus órgãos não têm conseguido cumprir seu dever de proteger a atmosfera para as futuras gerações. A maioria dos querelantes são adolescentes e jovens, que têm tentado chamar a atenção para a obrigação que as legislações estaduais e federais têm de preservar o planeta das mudanças climáticas.
Um dos grupos requerentes é o Our Children’s Trust, que afirma que as ações estão sendo movidas nos 50 estados do país e em Washington DC. O objetivo dos processos é incluir a atmosfera terrestre no princípio do ‘bem público’, um conceito já utilizado para obrigar a despoluição de rios e litorais, e que poderá assegurar a qualidade do ar.
Especialistas na área jurídica não estão certos se a doutrina pode ser aplicada às alterações climáticas, mas indicam que há semelhanças com uma ação pendente movida por alguns estados contra as cinco maiores empresas americanas de utilidade pública. Esse processo pretende classificar as emissões de gases do efeito estufa (GEEs) como ‘perturbação pública’.
No último mês, a Suprema Corte norte-americana ouviu as partes da ação de ‘perturbação pública’. No entanto, muitos juízes são céticos quanto a este caso. A juíza Ruth Bader Ginsberg, por exemplo, questionou se as cortes deveriam intervir em um campo no qual deve atual o executivo, mais especificamente a Agência de Proteção Ambiental (EPA em inglês).
A EPA determinou que os GEEs são um perigo para a saúde pública e para o bem estar e que, por isso, deveriam ser submetidos à regulamentação do Ato Institucional do Ar Limpo. A agência argumentou que esse processo regulatório, que já está em curso, não deveria ser desconsiderado pelos tribunais.
Michael Gerrard, professor de direito da Universidade de Columbia, considera as ações de ‘bem público’ arrojadas, pois os ativistas usam todas as opções possíveis para impor restrições aos GEEs. Para ele, a ação de ‘perturbação pública’, que deve ter um parecer emitido pela Suprema Corte nesse semestre, influenciará muito no resultado dos processos estaduais.
Gus Speth, ex-presidente do Conselho de Qualidade Ambiental da Casa Branca, tem uma visão mais otimista do caso, e diz que litígios de ‘bem público’ sobre as mudanças climáticas podem ser aceitos se os seus defensores encontrarem um juiz que esteja disposto a inovar neste setor jurídico.
Já Hans von Spakovsky, analista conservador e membro da Fundação do Patrimônio, defende que “isso é uma violação completa de todo o sistema constitucional [americano]. Essas questões de política pública devem ser determinadas ou pelas legislações estaduais ou pelo Congresso, não por juízes”.
Esses casos costumam levar anos até serem julgados, mas mesmo que haja uma vitória em apenas um ou dois estados, isso poderia ter grande influência na legislação, obrigando o governo a criar mais regulamentações para restringir as emissões de dióxido de carbono.
“As pessoas têm tentado exercer pressão sobre a legislação, mas isso não tem funcionado”, lamentou o californiano Alex Loorz, um dos querelantes, que tem apenas 16 anos de idade. “Obama não tem sido capaz de exercer nenhuma pressão. A única opção que temos é o sistema judicial – levar o caso para os tribunais”.

Cansados de esperar por ações do governo que garantam a qualidade da atmosfera terrestre, ambientalistas norte-americanos iniciaram batalhas judiciais contra os 50 estados dos EUA e a administração federal para conseguir, através da lei, que o ar seja preservado da poluição causada pela queima de combustíveis fósseis e pela emissão de CO2.
Os demandantes dos processos alegam que o governo e seus órgãos não têm conseguido cumprir seu dever de proteger a atmosfera para as futuras gerações. A maioria dos querelantes são adolescentes e jovens, que têm tentado chamar a atenção para a obrigação que as legislações estaduais e federais têm de preservar o planeta das mudanças climáticas.
Um dos grupos requerentes é o Our Children’s Trust, que afirma que as ações estão sendo movidas nos 50 estados do país e em Washington DC. O objetivo dos processos é incluir a atmosfera terrestre no princípio do ‘bem público’, um conceito já utilizado para obrigar a despoluição de rios e litorais, e que poderá assegurar a qualidade do ar.
Especialistas na área jurídica não estão certos se a doutrina pode ser aplicada às alterações climáticas, mas indicam que há semelhanças com uma ação pendente movida por alguns estados contra as cinco maiores empresas americanas de utilidade pública. Esse processo pretende classificar as emissões de gases do efeito estufa (GEEs) como ‘perturbação pública’.
No último mês, a Suprema Corte norte-americana ouviu as partes da ação de ‘perturbação pública’. No entanto, muitos juízes são céticos quanto a este caso. A juíza Ruth Bader Ginsberg, por exemplo, questionou se as cortes deveriam intervir em um campo no qual deve atual o executivo, mais especificamente a Agência de Proteção Ambiental (EPA em inglês).
A EPA determinou que os GEEs são um perigo para a saúde pública e para o bem estar e que, por isso, deveriam ser submetidos à regulamentação do Ato Institucional do Ar Limpo. A agência argumentou que esse processo regulatório, que já está em curso, não deveria ser desconsiderado pelos tribunais.
Michael Gerrard, professor de direito da Universidade de Columbia, considera as ações de ‘bem público’ arrojadas, pois os ativistas usam todas as opções possíveis para impor restrições aos GEEs. Para ele, a ação de ‘perturbação pública’, que deve ter um parecer emitido pela Suprema Corte nesse semestre, influenciará muito no resultado dos processos estaduais.
Gus Speth, ex-presidente do Conselho de Qualidade Ambiental da Casa Branca, tem uma visão mais otimista do caso, e diz que litígios de ‘bem público’ sobre as mudanças climáticas podem ser aceitos se os seus defensores encontrarem um juiz que esteja disposto a inovar neste setor jurídico.
Já Hans von Spakovsky, analista conservador e membro da Fundação do Patrimônio, defende que “isso é uma violação completa de todo o sistema constitucional [americano]. Essas questões de política pública devem ser determinadas ou pelas legislações estaduais ou pelo Congresso, não por juízes”.
Esses casos costumam levar anos até serem julgados, mas mesmo que haja uma vitória em apenas um ou dois estados, isso poderia ter grande influência na legislação, obrigando o governo a criar mais regulamentações para restringir as emissões de dióxido de carbono.
“As pessoas têm tentado exercer pressão sobre a legislação, mas isso não tem funcionado”, lamentou o californiano Alex Loorz, um dos querelantes, que tem apenas 16 anos de idade. “Obama não tem sido capaz de exercer nenhuma pressão. A única opção que temos é o sistema judicial – levar o caso para os tribunais”.

Autor: Jéssica Lipinski - Fonte: Instituto CarbonoBrasil/Agências Internacionais

Governo britânico apresenta parecer sobre 'Climategate'

E-mails hackeados não evidenciam nenhuma informação que questione mudanças climáticas, declararam as autoridades
Após um ano e meio do ocorrido, o governo britânico finalmente publicou um parecer sobre o caso ‘Climategate’, que aconteceu em novembro de 2009. De acordo com as autoridades britânicas, não há provas para questionar as bases científicas da influência humana nas alterações climáticas.
Tudo começou em novembro de 2009, quando um site russo divulgou o que seriam 160 MB de dados, incluindo e-mails, da Unidade de Pesquisa Climática da Universidade de East Anglia (UEA), na Inglaterra. Em poucas horas essas informações estavam presentes em diversos sites e blogs ao redor do mundo como uma possível prova da manipulação dos cientistas para convencer o planeta das mudanças climáticas.
No entanto, as acusações dos ‘céticos do clima’ foram desmentidas depois que a UEA solicitou que fossem feitas duas análises independentes do material. Ambos os diagnósticos, exibidos em 2010, não encontraram provas de que houvesse negligência científica nos estudos.
“Nós não achamos nenhuma evidência de comportamento que possa desmentir as conclusões das avaliações do IPCC [Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas]”, garantiram os autores dos relatórios. O que os exames, realizados por Lord Oxburgh e Sir Muir Russell, apontaram é que as pesquisas sobre ciências climáticas deveriam ser mais transparentes.
Após essas análises, o Comitê de Ciência e Tecnologia do Parlamento Britânico também realizou dois relatórios sobre osestudos da UEA, concordando com os exames anteriores a respeito da transparência e divulgação das pesquisas, e reafirmando que não havia provas de que os estudos tivessem sido alterados para comprovar as mudanças climáticas.
Com base nos diagnósticos, o governo britânico, representado pelo Gabinete Governamental para Ciência, mostrou seu parecer sobre o assunto, afirmando que “depois de duas análises independentes, e de duas análises do Comitê de Ciência e Tecnologia, não encontramos nenhuma evidência para questionar as bases científicas da influência humana no clima”.
Segundo as autoridades, o IPCC e “quase todas as publicações na literatura acadêmica” apontam para a mesma direção, indicando que “as evidências para as mudanças climáticas induzidas pelo ser humano continuam a crescer e que as percepções dos futuros riscos climáticos não estão diminuindo”.
 
Autor: Jéssica Lipinski - Fonte: Instituto CarbonoBrasil/Agências Internacionais

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