sexta-feira, 17 de junho de 2011

NA VÉSPERA DO RIO 20, BAN KI-MOON ALERTA SOBRE DEGRADAÇÃO "talvez irreversível" dos ecossistemas marinhos e florestais


Ban Ki-moon pede acordo climático rígido e alerta para desastre

O seguinte é o texto da mensagem do Secretário-Geral Ban Ki-moon, por ocasião do Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 05 de junho, trazendo este ano  " Florestas: Natureza a seu serviço "
Quase 20 anos após a Cúpula da Terra em 1992, o mundo está prestes a pegar a estrada para o Rio, onde será a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável em junho de 2012. Ocorreram mudanças significativas ao longo das últimas duas décadas, tanto em termos de questões geopolíticas e ambientais. Centenas de milhões de pessoas na Ásia, América Latina e, cada vez mais, na África conseguiram escapar da pobreza. No entanto, cada vez mais evidências também indicam que a capacidade do planeta para continuar a garantir nosso progresso está seriamente comprometida, talvez de forma irreversível. 

O rápido crescimento econômico tem sido acompanhado por custos que raramente aparecem nas contas nacionais, como a poluição do ar e da água, degradação das pescas e florestas, etc., Muitos fenômenos todas as quais afetam a prosperidade e o bem-estar da humanidade. O tema deste ano do Dia Mundial do Meio Ambiente, ou seja, "Florestas: a Natureza a seu serviço", destaca o fato de que esses ecossistemas, em particular, valem bilhões e bilhões de dólares para a sociedade especialmente os pobres.

Embora haja crescimento em todo o mundo a consciência dos perigos da degradação ambiental, incluindo as alterações climáticas, redução da biodiversidade ea desertificação, o progresso tem sido lento desde a realização da Cúpula da Terra.Podemos construir um mundo justo e equitativo que quando vamos dar um peso igual a três componentes do desenvolvimento sustentável, ou seja, o. Sociais, econômicos e ambientaisSe quisermos alcançar uma redução sustentada da pobreza, segurança alimentar e nutricional e trabalho decente para populações em crescimento, devemos fazer o melhor uso de nosso patrimônio natural.
Índia, anfitrião do Dia Mundial do Ambiente em 2011, está entre o crescente número de países que trabalham para aliviar a pressão das mudanças ambientais. O país é também um dos primeiros a empreender uma avaliação mais precisa do valor econômico dos serviços baseada na natureza, com o apoio do Programa Ambiental das Nações Unidas eo Banco Mundial.A lei sobre o emprego rural e promoção de fontes renováveis ​​de energia são exemplos importantes que ilustram como a Índia estende crescimento verde e acelera a transição para uma economia verde.

A introdução do desenvolvimento sustentável só pode ser feito em um dia. Mas no caminho para o Rio +20, a celebração deste ano do Dia Mundial do Meio Ambiente podem incluir membros de setores influentes tanto públicos como privados que podem e devem - tomar medidas para atender às expectativas suscitadas pela Cúpula da Terra. O mundo inteiro olha para eles e não espera menos.  
GENEBRA  
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, cobra  mais empenho na negociação do novo tratado climático global, para evitar o que segundo ele seria um desastre econômico caso o nível dos mares suba até 2 metros ao longo deste século. 
O tratado climático, que irá substituir o Protocolo de Kyoto após 2012, está sendo negociado em várias reuniões. "Até o final deste século, o nível dos mares pode subir entre meio metro e dois metros," disse ele. Isso ameaçaria pequenos países insulares, deltas de rios e cidades como Tóquio, Nova Orleans e Xangai, segundo ele. 
A projeção apresentada por ele está acima da previsão de aumento de 18 a 59 centímetros no nível do mar, citada em 2007 por uma comissão de especialistas da ONU. Essas estimativas, no entanto, não incluíam a possibilidade de um degelo mais acelerado da Antártida e da 
Groenlândia. 
Ban disse que as emissões de gases do efeito estufa continuam crescendo rapidamente, apesar das promessas dos governos no sentido de contê-las. "Nosso pé está cravado no acelerador, e estamos rumando para o abismo," disse ele. 
"Não podemos nos dar ao luxo de um progresso limitado. Precisamos de um progresso rápido," disse ele, afirmando que já viu os impactos da mudança climática na camada de gelo do oceano Árticona costa da Noruega. 
Cúpula de líderes 
Ban disse esperar da cúpula de líderes mundiais  um novo ímpeto para as negociações com base no tratado de Copenhague. 
"O apoio político para a ação climática está crescendo. Mas ainda não com a rapidez suficiente," disse ele a uma plateia que incluía cerca de 20 líderes mundiais, a maioria oriundos de países em desenvolvimento, como Tanzânia, Bangladesh e Moçambique, e ministros de cerca de 80 paises. 
Os líderes de países pobres pediram mais ajuda financeira e tecnologias limpas. 
O presidente da Etiópia, Girma Woldegiorgise, afirmou que os países africanos estão sendo afetados pela mudança climática apesar de quase não terem contribuído com o problema, já que a maior parte das emissões de gases do efeito estufa é resultado da queima de combustíveis fósseis em nações industrializadas. 
Os países em desenvolvimento querem que os países ricos se comprometam com cortes mais profundos até 2020 e que ofereçam mais ajuda. Já os países ricos querem que as nações em desenvolvimento se comprometam com metas mais claras em relação ao clima.  
Conforme a conferência climática de Genebra, que reuniu cerca de 1.500 delegados aprovou-se formalmente a meta de criar um novo sistema para melhorar o monitoramento e informação sobre o clima, de modo a ajudar amplos setores, como a agricultura e os investidores em energia.

Fonte: 
http://www.un.org

UNCCD - Dia Mundial de Combate à Seca


Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca é lembrado como alerta


Degradação do solo é acentuada pelas mudanças climáticas.
UNCCD
Instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1995, o Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca é lembrado nesta sexta-feira, 17 de junho. Em mensagem especial para a data, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, destacou que o gerenciamento, a conservação e o desenvolvimento sustentável das florestas secas são centrais para combater o problema. 
"Atualmente, 42% das florestas tropicais e subtropicais da Terra são secas. O gerenciamento insustentável da terra e a agricultura são causas significantes de seu esgotamento, bem como da degradação da terra e da desertificação subsequentes. Lamentavelmente, só depois que estes ecossistemas estão comprometidos é que muitas comunidades ou autoridades despertam para a importância das florestas secas para o bem estar social e para a prosperidade", observou Ban. 
Dados da ONU apontam que a desertificação já causa impactos negativos na vida de 2 bilhões de pessoas em todo o mundo, o equivalente a um terço da população mundial. Fatores como a insegurança alimentar e a migração desordenada são apontados como alguns dos problemas causados por esse fenômeno - provocado, muitas vezes, em razão da ação humana. 
Entre os principais problemas da desertificação estão: 
Influência negativa para a agricultura, uma vez que o solo degradado inviabiliza as produções;
Contribuição para as mudanças climáticas, uma vez que a perda da biodiversidade acelera o problema; 
Migração desordenada de milhões de pessoas, que perderiam o sustento em razão da improdutividade do solo.
Problema no Brasil 
No Brasil, as áreas suscetíveis à desertificação são as regiões de clima semiárido ou subúmido seco, encontrados no Nordeste e Norte de Minas Gerais. Situam-se nesta região 1201 municípios. O semiárido brasileiro também apresenta em 10% de sua área processos graves de desertificação. 
Um terço do território de Minas Gerais corre o risco de virar deserto até 2020, em razão de fatores como o desmatamento, a monocultura e a pecuária intensiva, somados a condições climáticas adversas, que já empobreceram o solo de 142 municípios, segundo dados de um estudo encomendado pelo governo mineiro. 
Se nada for feito para reverter o processo, essas terras não terão mais uso econômico ou social, o que vai afetar 20% da população mineira. Tal realidade obrigaria 2,2 milhões de pessoas a deixarem a região Norte do estado e os vales do Mucuri e do Jequitinhonha. 
Década de combate 

United Nations Convention to Combat DesertificationPara ajudar a chamar a atenção da comunidade internacional sobre o tema, a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD) declarou o período entre 2010 a 2020 como a Década sobre Desertos e Combate à Desertificação. 
Em setembro, a Assembleia Geral da ONU vai realizar o Encontro de Alto Nível sobre a Desertificação, Degradação da Terra e Seca, na véspera da 66ª sessão. De acordo com Ban Ki-moon, o tema será um principais pontos discutidos na Conferência sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que está programada para junho de 2012, no Rio de Janeiro.

Fonte:  UNCCD

Eco Parade - Arte pela educação ambiental

O uso da arte para incentivar a reciclagem em São Paulo

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A cidade de São Paulo produz diariamente 17 mil toneladas de lixo, mas só recicla 1% de todo esse material. Uma situação que não é tolerada por Renato Becker, gestor ambiental e empresário. Motivado em sensibilizar a sociedade por um novo comportamento, lançou na capital paulista o movimento Eco Parade, uma intervenção urbana que une arte e educação ambiental.
“Lixo é uma estupidez gigante”, diz Becker ao afirmar que as pessoas precisam despertar para o fato de que o ciclo de vida de um produto não termina com o simples descarte em lixeiras, e que cada um deve ser responsável pelo que consome e por aquilo que seu consumo produz.

"Os resíduos só viram 'lixo' quando são destinados no lugar errado. Portanto, se encaminharmos nossos resíduos para a reciclagem, não produziremos lixo, e sim ecossistemas sustentáveis”, esclarece.
Apoiado pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo, o movimento irá instalar, a partir do dia 18 de junho, 30 coletores de resíduos sólidos personalizados com obras de arte em oito parques da capital paulista.
As "Eco Bases", como foram batizadas, são equipadas com dois coletores - um para vidro e outro para receber papel, plástico e metal. Como o objetivo despertar a atenção, os organizadores criaram as eco bases em formato de uma pequena casa, com reproduções de obras de 28 artistas de grafite e artistas plásticos. 
O lançamento oficial da iniciativa ocorreu no dia 15 de junho e ficará exposta ao público durante 90 dias, contando a partir de sábado (18). Durante o período o serviço de coleta seletiva resgatará diariamente os resíduos das Eco Bases e os encaminhará paras as centrais de coleta especifica de cada parque. 
Os cooperados farão o tratamento adequado dos materiais e toda a renda será revertida para a qualificação profissional deles. Os resíduos serão rastreados através de um serviço de auditoria ambiental que irá publicar relatórios em diversos canais de comunicação.
Arte pela educação ambiental 
De acordo com Renato Becker, a criação de coletores semelhantes a "casinhas" não foi à toa. “As pessoas sentem amor inconscientemente por suas casas, então a casinha é pra que elas tenham amor pelo lixo – só é lixo quando é jogado fora”, disse.
Além de sensibilizar as pessoas para essa questão e utilizar obras de arte para a construção de uma sociedade mais participativa, o projeto tem ainda como objetivos:

- Educar as pessoas de que pequenas atitudes têm grande valor;
- Intervir artisticamente no espaço urbano, democratizando a cultura;

- Ampliar a prática da reciclagem;

- Diminuir o volume de lixo e ampliar os recursos para os profissionais de reciclagem;

- Engajar marcas no compromisso socioambiental;

- Incentivar uma nova maneira de produzir e consumir.

As peças originais dos artistas serão expostas em duas galerias ao longo do projeto e, posteriormente, leiloadas tendo a renda revertida para entidades de escolha dos artistas.
Quem tiver interessado em ver as obras e contribuir com a causa pode visitar as Eco Bases que estarão espalhadas pelos parques: Aclimação, Buenos Aires, Ibirapuera, Burle Marx, Independência, Jardim da Luz, Povo e Trianon. A estimativa é de que sejam coletadas 500 toneladas de reciclável ao longo dos três meses de projeto.
Veja na galeria algumas imagens das Eco Bases e as obras originais:


Portal botânico vai gerar valor agregado à biodiversidade.


Brasil terá portal colaborativo sobre botânica

Uma das formas de criar um caminho alternativo para a sustentabilidade, que não seja só combater o desmatamento, é gerar valor agregado da biodiversidade.
O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) desenvolverá um site com conteúdo informativo sobre botânica, pois constataram que há poucos especialistas em classificação de seres vivos ativos na Amazônia. A página, uma espécie de Wikipédia, será criada para suprir, pelo menos, parte dessa deficiência.
Compartilhar as informações e envolver pessoas não especializadas em meio ambiente é o principal objetivo do projeto. O site será desenvolvido em parceria com a IBM (companhia norte-americana de computadores e sistemas de informática).
A criação do projeto Comunidade Ciência, foi assinada na última quarta-feira (15), em Brasília, pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, e o presidente da IBM Brasil, Ricardo Pelegrini.
Para o ministro, é preciso criar novos mecanismos para que o conhecimento sobre a Amazônia seja levado ao maior número de pessoas possíveis.
Espera-se que o portal colaborativo, batizado de Wikiflora, seja uma boa fonte de informações sobre a biodiversidade brasileira. Todos os dados relacionados ao tema e produzidos no Brasil serão registrados no espaço.
“É pegar essa responsabilidade e levar para o dia a dia da comunidade. Professores e alunos vão poder se registrar e criar redes temáticas. Criar um projeto em parceria com o pesquisador”, afirmou o pesquisador da IBM, Sérgio Borger.
O portal terá ferramentas de redes sociais, referências geográficas do conteúdo e acervo científico. Só serão publicadas as informações cientificamente comprovadas, para isso haverá um comitê científico que validará as informações.
Ficarão disponíveis coleções biológicas já existentes, que permitirão aos usuários fazerem comparações com plantas já conhecidas e até mesmo descrever novas espécies. Na Conferência Rio+20, no próximo ano, uma versão do site será apresentada para induzir outros países a também refletirem sobre a questão.
Segundo o pesquisador do Inpa, Alberto Vincentini, há 2.500 espécies catalogadas na reserva Adolpho Ducke, na Amazônia, que representa apenas um quinto da área total.

“Uma das formas de criar um caminho alternativo para a sustentabilidade, que não seja só combater o desmatamento, é gerar valor agregado da biodiversidade, conhecer a biodiversidade, mostrar a importância que ela tem para a farmacologia e para a alimentação. A riqueza que todo esse material genético tem, para o Brasil e para o planeta”, concluiu Vincentini. Com informações do Ministério da Ciência e Tecnologia e Folha de S. Paulo.


Fontes: 
Ministério da Ciência e Tecnologia
Redação CicloVivo
Folha de S. Paulo.
Fotos do próprio Blog


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