terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Jan Akkerman - Kharman Chantalah - Espíritos do rio (Botos cor de rosa) HD

Kharman Chantalah - Espíritos do rio 



Editei este vídeo como uma sincera homenagem à estes seres incríveis, anjos de graça e beleza, que simplesmente sorriem para a câmera, proporcionando imagens hipnotizantes. Na minha modesta concepção, "dançam" ao som desta maravilhosa canção de "Jan Akkerman", do seu último álbum "Minor Details" (2011).

"Kharman Chantalah", cujo nome têm apelo espiritual, me pareceu bastante condizente com a atmosfera das imagens. Espero que os amigos possam curtir...  assim como eu quando da revisão onde me prendia aos detalhes encantadores no comportamento dos "Espíritos do rio".

Abaixo, uma reportagem na Geographic Brasil:



  • Ao caçar no âmago da floresta, os botos aproveitam ao máximo as prodigiosas cheias anuais da Amazônia 

Com uma espécie de brilho alaranjado, os botos-cor-de-rosa, ou ou botos-vermelhos vivem submersos nas águas escuras da Amazônia

Os botos nadam por entre a copa das árvores. Curvam o corpo sinuoso, deslizam pelos ramos e se enroscam como serpentes em torno dos troncos canelados. Não se trata de nenhuma paisagem onírica extraída de romance; essa é uma cena real que ocorre na temporada das chuvas no alto Amazonas, a jusante da cidade peruana de Iquitos. O rio inunda a floresta tropical, permitindo que os golfinhos fluviais busquem alimento no meio da mata.

O boto-cor-de-rosa (Inia geoffrensis), da Amazônia, afastou-se de seus ancestrais oceânicos há 15 milhões de anos, no período conhecido como Mioceno. Na época, "o nível dos mares era mais elevado", explica o biólogo Healy Hamilton, e partes extensas da América do Sul, incluindo a bacia Amazônica, podem ter sido inundadas por águas rasas e salobras. Quando esse mar interior recuou, segundo a hipótese de Hamilton, os golfinhos permaneceram na bacia fluvial.

Os botos amazônicos possuem testa gorda e um bico magro e alongado, adaptado para agarrar peixes entre ramos emaranhados ou para escarafunchar a lama do leito fluvial em busca de crustáceos. Ao contrário dos golfinhos marinhos, as vértebras do pescoço dos botos não estão fundidas, e isso lhes permite girar a cabeça em ângulos de até 90º, o que facilita sua movimentação. Eles também têm nadadeiras largas, uma barbatana dorsal reduzida (se fosse maior, poderiam acabar entalados) e olhos pequenos - uma espécie de "sonar" que lhes permite identificar suas presas na água lamacenta.

Com um peso que chega a 200 quilos e até 2,5 metros de comprimento, o boto amazônico é a maior das quatro espécies conhecidas de golfinhos fluviais. As outras vivem nos rios Ganges (Índia), Indo (Paquistão), Yang-tsé (China) e da Prata (entre a Argentina e o Uruguai). Todos eles são parecidos, mas as quatro espécies não pertencem à mesma família. Estudos de DNA, realizados por Hamilton e outros, mostraram que os golfinhos fluviais evolveram de cetáceos marinhos arcaicos (a ordem que também inclui as baleias) em pelo menos três ocasiões distintas - primeiro na Índia e, mais tarde, na China e na América do Sul -, antes que os golfinhos marinhos modernos emergissem como um grupo específico. Em um exemplo do que se denomina "evolução paralela", espécies geograficamente isoladas e geneticamente diferentes acabaram desenvolvendo características similares, pois tiveram de se adaptar a ambientes semelhantes.

Todos os anos os botos amazônicos saem dos canais fluviais e revivem a experiência de seu hábitat primitivo. Na reserva de Mamirauá, onde Tony Martin, da Universidade de Kent, na Inglaterra, vem estudando os botos há 16 anos, dois afluentes do Amazonas inundam milhares de quilômetros quadrados de floresta durante metade do ano, transformando-a em um vasto mar pontilhado de copas de árvores. Martin e sua colega Vera da Silva, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, em Manaus, descobriram que os botos do sexo feminino em especial avançam longe na mata - talvez como proteção contra os machos agressivos e de um rosado brilhante. As fêmeas são, em geral, cinzentas. A cor rosada dos machos, na opinião de Martin e Vera, deve-se à cicatrização do tecido da pele.

"Os machos atracam-se com enorme ferocidade", diz Martin. "Eles são brutais. Mordem sem dó a mandíbula, a cauda, as nadadeiras e os orifícios respiratórios de outros machos. Os espécimes maiores estão recobertos de tecido cicatrizado." Apenas um percentual pequeno dos machos adquire tonalidade rosada brilhante, explica Martin, e são eles os mais atraentes para as fêmeas - pelo menos ao longo da temporada de acasalamento, quando as águas recuam para os canais dos rios e espécimes de ambos os sexos são obrigados a conviver juntos.

A cor rosada não é o único recurso dos machos para impressionar as fêmeas. Às vezes agarram com o bico ramos de folhas ou pedaços de galhos, giram o corpo com a cabeça fora d’água, e batem o objeto contra a superfície. Martin descobriu que só os machos carregam objetos na boca, e apenas na presença das fêmeas. Além disso, há uma chance 40 vezes maior de eles brigarem quando adotam esses comportamentos ostensivos. Nenhum outro mamífero, além dos seres humanos e dos chimpanzés, recorre a objetos para se exibir. "É o equivalente de sair por aí dirigindo uma Ferrari", explica Martin.

Os botos não são atacados por nenhum predador, com exceção dos seres humanos. Em dezembro de 2006, o golfinho do rio Yang-tsé, chamado baiji, afinal sucumbiu à poluição, às hélices de barcos, às represas e à pesca desenfreada. Ele tornou-se o primeiro cetáceo a ser declarado "praticamente" extinto. "Sem o baiji, perdemos 20 milhões de anos de evolução independente", comenta Hamilton. O golfinho fluvial do Ganges também corre perigo; só restam poucos milhares em alguns dos rios mais poluídos do planeta.

Inspirando as pessoas a cuidar do planeta desde 1888
por Mark Jenkins
Fonte: NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL 

Conheça as belas plantas carnívoras...


As plantas carnívoras originaram uma mitologia que as apresentava como monstros terríveis, capazes até de vitimar pessoas. São, no entanto, bem mais modestas! Só poderão aparecer como monstros aos olhos dos insectos ou de outros pequenos animais que conseguem capturar.

As plantas carnívoras, também denominadas insectívoras, representam um caso muito particular de adaptação de algumas espécies vegetais, pois capturam geralmente insectos para reforçar as suas necessidades alimentares. Encontram-se normalmente em habitats oligotróficos, muito pobres em nutrientes minerais, sobretudo azotados. Nestes habitats normalmente encharcados, quase sem solo, onde a decomposição da matéria orgânica é muito lenta, muitas plantas têm de completar o regime alimentar através da digestão de insetos ou outros pequenos animais, em vez de os obter a partir do solo. Esta capacidade de digerir organismos animais, não constitui mais do que uma fonte adicional da nutrição, e nunca um requisito essencial à vida, já que ao contrário das parasitas, são espécies que desenvolvem órgãos fotossintéticos com capacidade de assimilar a sua própria matéria orgânica, o que lhes permite, quando dispõem de condições adequadas, desenvolverem-se até à floração e maturação das sementes sem recurso à digestão adicional de insetos.

Esta capacidade de se alimentarem à maneira dos animais, conservando ao mesmo tempo o mecanismo autotrófico, exigiu ao longo da evolução o aparecimento de uma série de adaptações anatômicas e morfológicas que lhes permitem a captação, retenção e digestão das presas. Possuem métodos muito aperfeiçoados para capturar as suas presas, podendo-se distinguir vários tipos de armadilhas, algumas delas bastante sofisticadas: as pegajosas ou adesivas, as escorregadias, as urnas ou ascídias, as articuladas e as que aspiram as vítimas.

As plantas carnívoras sempre despertaram o interesse do público em geral, acendendo a imaginação das pessoas, devido à sua natureza exótica quando comparada com os demais membros do reino vegetal.

Em primeiro lugar, é preciso dizer que elas não são monstros de casas mal-assombradas, nem devoradoras de exploradores inocentes perdidos em florestas tropicais africanas. Pelo contrário, na maioria são plantas pequenas e delicadas que capturam pequenos insetos ou animais aquáticos microscópicos. Sua beleza exótica engana muitas pessoas, levando-as a crer que suas folhas, altamente especializadas, são flores - mais ainda, nem se apercebem de que elas são carnívoras. Portanto, a menos que você tenha o tamanho de um inseto, elas lhe são perfeitamente inofensivas. MAKF

Dionaea muscipula,

 
Drosera spatulata 

 
Utricularia subulata

Para que uma planta possa ser considerada carnívora, é preciso que ela tenha a capacidade de:
(1) atrair,(2) prender, e (3) digerir formas de vida animais.

A grande maioria das flores tem a capacidade de atrair insetos para fins de polinização, algumas chegam até a prendê-los para garantir a polinização; exemplos destas são o papo-de-peru e algumas orquídeas. Mas não os digerem, portanto não são carnívoras verdadeiras.

Existem muitas plantas que apresentam algumas destas caraterísticas, mas não todas. Alguns autores consideram-nas carnívoras, outros não. Por exemplo, Darlingtonia e Heliamphora aparentemente não produzem enzimas para digerir suas presas, ficando na dependência da ação de bactérias e fungos, que é lenta, para absorver os nutrientes. Mas suas folhas altamente especializadas, ascídios na verdade, não deixam dúvidas que são plantas carnívoras. FRL

Heliamphora tatei var. neblinae

Byblis liniflora 

Um outro caso é o dos gêneros Roridula e Byblis, que embora capturem grande quantidade de insetos com suas folhas colantes, parece que não produzem enzimas para digerí-los. Mesmo assim, a absorção dos nutrientes ocorre a partir dos excrementos de outros insetos, que se alimentam das presas mas nunca ficam presos nas folhas. Trata-se de uma relação de comensalismo entre estas carnívoras e os insetos imunes às armadilhas.

Há o caso das bromélias Brocchinia e Catopsis, que por alguns autores são consideradas carnívoras basicamente por parecer que capturam muito mais insetos que outras bromélias. Na verdade, todas as bromélias capturam e matam muitos invertebrados por acidente. FRL

Brocchinia reducta

MAKF
Ibicella lutea 

Mais um caso é o da Ibicella e Proboscidea, que possuem glândulas colantes, capturam muitas presas, não produzem enzimas digestivas, e não abrigam os insetos que se alimentam das presas e defecam nas folhas. Fica meio difícil definir ao certo se são carnívoras, porque as glândulas colantes estão presentes em uma infinidade de plantas - acredita-se que tenham o propósito de defesa. Por exemplo, o Plumbago possui essas glândulas na face exterior de suas sépalas, o que supostamente impede que formigas e outros insetos roubem o néctar e pólen das flores, deixando-os para os verdadeiros polinizadores (insetos voadores).

O QUE ELAS "COMEM" ?

Com frequência encontra-se na literatura o nome "insentívora" para estas plantas, mas tal termo não é correto. Insetos podem ser o principal elemento de seu cardápio, mas a dieta pode ser bem variada, incluindo desde organismos aquáticos microscópicos, moluscos (lesmas e caramujos), artrópodes em geral (insetos, aranhas e centopéias), e ocasionalmente pequenos vertebrados, como sapos, gecos, passáros e roedores. FRL

Uma perereca capturada por uma Drosera sessilifolia

LRP
Nepenthes alata 

As plantas do gênero Nepenthes são as que possuem as maiores armadilhas, que podem alcançar até meio metro de altura cada e armazenar até cinco litros de água. Com frequência elas capturam presas grandes.

Na verdade supõe-se que os vertebrados tornam-se presas acidentamente, quando procurando por insetos presos nas armadilhas, em busca de alimento, os mais debilitados não conseguem escapar, e acabam passando de predador à presa.

  • COMO CAPTURAM SUAS PRESAS ?

Inicialmente, elas precisam de algum mecanismo para atrair as presas às suas armadilhas. Muitas carnívoras atraem-nas da mesma forma que as flores atraem seus polinizadores: com vívidas cores e odor de néctar. Outras aproveitam-se de padrões de luz ultravioleta de suas armadilhas para atrair insetos voadores. Mais ainda, a luz refletida pelas numerosas gotículas de mucilagem (presentes nas armadilhas de Byblis, Drosera, etc.) ou pelo revestimento externo das folhas de certas bromélias também atrai insetos voadores. Em Genlisea e Utricularia, cujas armadilhas aprisionam principalmente microorganismos, acredita-se (não provado entretanto) que algum tipo de substância química é liberada no solo ou água para atrair as presas.

Há vários tipos de armadilhas utilizadas pelas plantas carnívoras para capturar suas presas: (1) armadilhas tipo "jaula", (2) armadilhas de sucção, (3) folhas colantes, e (4) ascídios.

As armadilhas "jaula" são as mais famosas por serem a própria representação da ação carnívora por meio de vegetais ! As folhas são modificadas em duas metades com gatilhos no interior. Quando os gatilhos são tocados por presas potenciais, as metades da folha se fecham em incríveis frações de segundo, esmagando a presa e digerindo-a. Esse tipo de armadilha é encontrado na DionaeaAldrovanda. MAKF

Dionaea muscipula

FRL
Utricularia humboldtii 

Armadilhas de sucção são utilizadas por todas as espécies de Utricularia. Elas consistem de pequenas vesículas, cada qual com uma diminuta entrada cercada por gatilhos que, quando estimulados, provocam a abertura desta entrada. Devido à diferença de pressão entre o interior e o exterior da vesícula, quando a entrada é repentinamente aberta, tudo ao redor é sugado para dentro, incluindo a presa que estimulou o gatilho.

Armadilhas do tipo folhas colantes são as mais simples, e encontradas em algumas famílias sem parentesco próximo. Basicamente, são glândulas colantes espalhadas pelas folhas ou até pela planta toda. As presas são, na maioria, pequenos insetos voadores. Esse tipo de armadilha é encontrado em Byblis, Drosera, Drosophyllum, Ibicella e Triphyophyllum. FRL

Drosera montana var. schwackei

AGH
Drosera burmannii 

Dentre estas, Drosera apresenta movimento nas glândulas, às vezes na folha toda, enrolando-se sobre a presa para colocar mais superfície em contato com ela, portanto ajudando a digestão e subsequente absorção.

Ascídios são folhas altamente especializadas, inchadas e ocas, como se fossem urnas, com uma entrada no topo e líquido digestivo no interior. Novamente, estão presentes em algumas famílias sem parentesco próximo: Cephalotus, Darlingtonia, Heliamphora, Nepenthes, Sarracenia, etc. Capturam desde pequenos vertebrados até diminutos invertebrados. As presas caem no líquido digestivo, aonde se afogam e são digeridas; seus restos se acumulam no fundo, às vezes enchendo a armadilha até o topo ! LRP

Nepenthes alata

FRL
Brocchinia reducta 

Brocchinia e Catopsis são bromélias típicas que aprisionam suas presas na água acumulada entre suas folhas. Embora suas folhas não tenham formato especializado como com os gêneros acima, o funcionamento da armadilha é basicamente o mesmo.

Genlisea possui armadilhas relativamente pequenas, localizadas no subterrâneo ou na água. Capturam pequenos organismos que nadam para dentro delas, provavelmente atraídos por alguma substância liberada pela planta. Embora sejam únicas morfologicamente falando, apresentam paralelos interessantes aos ascídios. FP

Genlisea aurea

  • COMO REALIZAM A DIGESTÃO ?

Tendo sido capturada a presa, dá-se início ao processo de digestão.

A digestão das presas é realizada por enzimas proteolíticas (enzimas que digerem proteínas), elas quebram as substâncias em moléculas menores, estas últimas podem ser absorvidas pelas folhas. É um processo similar ao que acontece, por exemplo, no estômago humano, aonde, depois da quebra das moléculas, ocorre absorção pelas paredes do intestino.

Essas enzimas são muito fracas, não causam dano algum à pele humana ou qualquer animal de médio à grande porte.

Apenas algumas espécies não produzem suas próprias enzimas. Elas dependem de bactérias para a digestão de suas presas, um processo bem mais lento.

De forma alguma pode-se dizer as plantas carnívoras são plantas "meio vegetal, meio animal". Como qualquer planta, elas realizam fotossíntese. As presas são nada mais que um complemento alimentar, uma fonte de nutrientes para compensar o que as raízes não obtêm do solo. Esta adaptação chegou a tal ponto que essas plantas nem sequer toleram solos ricos em nutrientes.

  • QUANTAS EXISTEM ?

Atualmente, são conhecidas mais de 500 espécies de plantas carnívoras, espalhadas pelo mundo todo (exceto a Antártida). Podem ser encontradas em regiões desde as quentes e úmidas florestas tropicais, até as tundras gélidas da Sibéria, ou os desertos esturricantes da Austrália.

No Brasil, existem mais de 80 espécies diferentes (exceto pela Austrália, o Brasil é o país que mais tem espécies carnívoras no mundo). Elas crescem principalmente nas serras e chapadas, e podem ser encontradas em quase todos os estados, sendo mais abundantes em Goiás, Minas Gerais e Bahia. LRP

Serra do Cipó

  • COMO É SEU HABITAT ?

As plantas carnívoras crescem em solos pobres em nutrientes. A maioria, em solos encharcados (como brejos), de pH baixo (ácido), às vezes pedregosos.

FRL
Drosera sessilifolia 
  
Utricularia amethystina 

A falta de nutrientes, especialmente o nitrogênio, é um fator crítico que limita o crescimento das plantas de maneira geral. Este problema foi resolvido pelas primeiras plantas carnívoras que surgiram na Terra, ao desenvolverem métodos para aprisionar e digerir animais e assim utilizarem-se de suas proteínas (ricas em nitrogênio) como fonte de nutrientes. Como sugerem fósseis de pólen, isso foi há cerca de 65 milhões de anos - na época dos dinossauros !

  • COMO EVOLUÍRAM ?

Em termos evolutivos, acredita-se que as plantas carnívoras evoluiram a partir de plantas que capturavam parasitas para se defenderem deles, como no caso do Plumbago. Os insetos ficavam presos nas glândulas colantes das folhas, e com o tempo morriam e apodreciam.

Em um certo ponto, as enzimas que normalmente realizam a digestão de proteínas em sementes teriam sido transferidas para outras regiões da planta, assim se especializando na digestão das pragas capturadas, tornando-se plantas competitivas em solos pobres em nutrientes.

Daí, as novas carnívoras especializaram suas folhas, distribuindo glândulas colantes por toda sua extensão para melhor capturar as presas. Elas evoluíram para atrair presas também. 

 AGH
Drosera burmannii

Dessas folhas de ação passiva, colantes, evoluíram folhas de ação ativa, mais complexas, como as armadilhas da Dionaea, os ascídios de Nepenthes e Sarracenia, e até as esquisitas armadilhas subterrâneas/aquáticas deUtricularia e Genlisea.




Fontes : 
poderdasplantas
USP

Embrapa e Universidade do Mississípi autenticando espécies fitoterápicos no Ceará




A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Universidade do Mississípi, dos Estados Unidos, trabalham juntas para estabelecer normas de cultivo de plantas medicinais e ampliar a produção de fitoterápicos "de qualidade".

"Vamos trabalhar no processamento de plantas medicinais e desenvolver métodos para autenticar e padronizar os fitoterápicos, além de fornecer dados de manejo adequado", adiantou o investigador Flávio Pimentel, da Embrapa Agroindústria Tropical de Fortaleza, Ceará.



O acordo de cooperação entre as instituições contempla o aproveitamento das potencialidades dos ecossistemas de cerrado e da caatinga do nordeste do Brasil –, uma área de plantas naturais como espinheira santa, guaco, Quebra pedra, carqueja, fáfia, aroeira, copaíba, unha-de-vaca, barbatimão, catuaba e unha-de-gato, entre outras.

"Os extratos das plantas brasileiras também serão testados na agricultura como bio-defensivos", referiu Flávio Pimentel.

A ideia é criar um viveiro de espécies nativas e estabelecer uma rede com informações sobre recursos genéticos das plantas da região.

Colheita e autenticação "Cientistas já identificaram que áreas de 'tensão ecológica' têm grande potencial para a diversidade química, se forem comparadas com ecossistemas homogêneos", justificou Flávio Pimentel. Segundo o diretor do Centro Nacional de Pesquisa de Produtos Naturais, da Universidade do Mississipi, Larry Walker, existem entre 50 mil e 70 mil plantas medicinais e aromáticas no mundo, mas a maioria ainda é desconhecida.

Segundo o pesquisador da Embrapa Agroindústria Tropical, Flávio Pimentel, cientistas já identificaram que as áreas de fronteira do Cerrado, por serem regiões de “tensão ecológica”, possuem grande potencial para a diversidade química, se comparadas com ecossistemas homogêneos. Ele salienta que 52% dos fármacos comercializados hoje são derivados de produtos naturais, ou cujos derivados serviram de molde para sua síntese ou semi-síntese. “Se considerarmos os produtos anticâncer o número chega a 60% dos fármacos utilizados em quimioterapia”, informa.

A proposta de trabalho inclui a colheita e autenticação das plantas medicinais usadas no Brasil, o isolamento dos marcadores químicos e o desenvolvimento de métodos analíticos. "Há muitos produtos que têm o mesmo nome e composições químicas diferentes", observou Flávio Pimentel.

No Brasil, a expectativa é diminuir a importação de matérias-primas para a produção de fitoterápicos, "com foco principalmente nas plantas que já estão na lista do Sistema Único de Saúde (SUS)". Para os Estados Unidos, o acordo possibilita a ajuda da Embrapa no desenvolvimento de protocolos analíticos de padronização das plantas medicinais de origem brasileira comercializadas naquele país, facilitando a identificação correta, informou Flávio Pimentel.

  • Convênio entre Brasil e Estados Unidos busca avanços em pesquisas com fitoterápicos se estende até 2013


Ampliar a base de conhecimentos para a produção de fitoterápicos de qualidade e descobrir novos agroquímicos e fármacos das reservas naturais do Cerrado e da Caatinga. Estes são os principais objetivos do convênio assinado entre a Universidade do Mississipi (EUA) e a Embrapa.

A discussão sobre ações e cronograma do projeto aconteceu na sede da Embrapa Agroindústria Tropical, em Fortaleza (CE) – coordenadora das ações no Brasil - e com a participação de representantes da Universidade do Mississipi e das outras duas Unidades da Embrapa participantes – Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna-SP) e Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Brasília-DF). O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos também irá participar dos estudos.

A parceria proporciona a produção de fitoterápicos de qualidade. “Uma das razões para o pouco uso das plantas medicinais como terapia no Brasil é a falta de estudos sobre a segurança no uso dos fitoterápicos e a baixa qualidade dos produtos no mercado, além da alta variabilidade entre produtos de uma mesma espécie.”A partir deste projeto, será possível desenvolver métodos para autenticar e padronizar os fitoterápicos, além de fornecer dados de manejo adequado”. Pimentel acredita que, tomando medidas para estabelecer normas de cultivo e processamento das plantas medicinais, a qualidade dos fitoterápicos vai melhorar, e poderão ser usados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), barateando o custo de várias terapias.

O projeto prevê a formação de uma rede com informações sobre recursos genéticos das plantas medicinais do Cerrado e da Caatinga, bem como a criação de um viveiro de espécies nativas. Também será feita coleta e autenticação das plantas medicinais usadas no Brasil, bem como isolamento dos marcadores químicos e o desenvolvimento de métodos analíticos. Os extratos serão testados para diferentes atividades biológicas, seja para uso na agricultura (como biodefensivos), ou como fármacos.

De acordo com o pesquisador, de maneira geral os produtos naturais não são uniformes e são comercializados de diferentes formas – como extratos, cápsulas, dentre outros – e podem conter diversos componentes químicos com atividades biológicas variáveis após a ingestão. Por isso, o isolamento de genes específicos ou marcadores químicos e o desenvolvimento de métodos analíticos são ferramentas importantes para o controle de qualidade e para identificar as espécies que contêm metabólitos de interesse. “Produtos sem controle de qualidade ou padrão e prometendo curas milagrosas são inseguros e podem ter efeitos tóxicos e interações com outros medicamentos desconhecidos à comunidade médica”, alerta Pimentel.

Durante a vigência do convênio – que se estende até 2013, com recursos da ordem de US$ 2 milhões – Espinheira Santa, Guaco, Quebra Pedra, Carqueja, Fáfia, Aroeira, Copaíba, Unha de Vaca, Barbatimão, Catuaba e Unha de Gato serão algumas das espécies autenticadas.

Acervo genético inaugurado na Embrapa Uva e Vinho é o maior da América Latina

Embrapa Uva e Vinho 
  • Ministro da Agricultura em inauguração na Embrapa Uva e Vinho

Mendes Ribeiro inaugurará as instalações do maior acervo de material genético da videira da América Latina

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, inaugura, na manhã de sexta-feira, dia 17, na Embrapa Uva e Vinho, em Bento Gonçalves, as instalações do maior acervo de material genético da videira da América Latina, o Banco Ativo de Germoplasma de Uva (BAG-Uva). Também na ocasião, será lançado o CD Cadastro vitícola georreferenciado: uso na caracterização vitícola e desenvolvimento da IG Monte Belo. A programação, com início às 9h30, contará com as presenças, ainda, do diretor-presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Pedro Antonio Arraes Pereira, do secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Caio Tibério da Rocha, e do superintendente federal da Agricultura do RS, Francisco Signor, entre outras autoridades já confirmadas.

O que será inaugurado é o prédio de laboratórios para apoiar as atividades do BAG-Uva, com uma área construída de 340 metros quadrados, o qual será denominado de Laboratório de Documentação, Conservação e Caracterização (LDCC) do Banco Ativo de Germoplasma de Uva (BAG-Uva). Os coordenadores do Programa de Melhoramento Genético de Uva da Embrapa (ao qual o Banco é vinculado), pesquisadores Patrícia Ritschel e João Dimas Maia, explicam que o BAG-Uva é um acervo que reúne cerca de 1,4 mil tipos de uva, entre espécies cultivadas e silvestres, variedades, clones e seleções. De acordo com eles, a coleção começou a ser formada antes mesmo da criação da Embrapa, em 1948, na antiga Estação de Enologia de Bento Gonçalves. Depois da criação da Embrapa Uva e Vinho, em 1975, o hoje pesquisador aposentado Umberto Camargo reuniu, a esta coleção embrionária, outras coleções mantidas em instituições nacionais e internacionais. Atualmente, o acervo oferece suporte à obtenção de novas cultivares de uva, adaptadas às condições climáticas brasileiras.

Foram investidos mais de R$ 2 milhões, desde 2010 – com recursos do projeto Agrofuturo/AgroVerde, apoiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) –, no LDCC, em melhorias como a construção do prédio de laboratórios e a aquisição de câmaras frias e equipamentos para conservação e avaliação da coleção, tanto na sede da Embrapa Uva e Vinho, em Bento Gonçalves, quanto na Estação Experimental de Viticultura Tropical, em Jales, SP. Além disso, em parceria com a Embrapa Semiárido e com a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, a avaliação genética da coleção de uva mantida na Embrapa Semiárido será complementada e comparada com a coleção conservada no sul do país.

O CD a ser lançado é a primeira publicação do Cadastro Vitícola do Rio Grande do Sul que apresenta informações georreferenciadas (coordenadas geográficas tomadas por meio de GPS) dos vinhedos. Sua proposta é servir de subsídio à implementação da Indicação Geográfica (IG) de vinhos finos e espumantes Monte Belo, em andamento, e de referência metodológica para a atualização e expansão do Cadastro Vitícola, até o momento só realizado no Rio Grande do Sul. O Cadastro foi iniciado em 1995, em conjunto com instituições públicas e privadas, com levantamento de campo utilizando trena para as medições das áreas; a partir de 2008, em parceria com o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), começou a ser atualizado com a utilização de GPS de precisão, ampliando o uso das informações coletadas. Com a nova metodologia, o produtor dispõe de um mapa preciso de seus vinhedos, para auxiliá-lo na administração de sua propriedade; a pesquisa, de um instrumento para situar e prospectar potenciais produtivos, disseminação de doenças e pragas e outras aplicações que utilizem sistemas de informação geográfica.

O CD Cadastro vitícola georreferenciado: uso na caracterização vitícola e desenvolvimento da IG Monte Belo apresenta dados cadastrais da região de referência da pretendida IG Monte Belo, seu georreferenciamento e a caracterização da viticultura local, por meio da geomorfologia da região de referência, além de informações sobre aspectos paisagísticos e histórico-culturais dela. Os editores técnicos da publicação – fruto de parceria com Ibravin e Mapa, com apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e Prefeitura Municipal de Monte Belo do Sul – são os pesquisadores da Embrapa Uva e Vinho Loiva Maria Ribeiro de Mello e Carlos Alberto Ely Machado.

A programação contará, ainda, com apresentação do relatório de conclusão do Programa de Erradicação da Cydia pomonella, pelo pesquisador da Estação Experimental de Fruticultura de Clima Temperado (EFCT) da Embrapa Uva e Vinho Adalécio Kovaleski.

Embrapa
Giovani Capra, jornalista

Às Estrelas


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A gigante de couro pode atingir dois metros de comprimento e pesar até 750 kg.