domingo, 30 de outubro de 2011

CD traz o canto de 340 espécies de pássaros da Amazônia

Vozes da Amazônia na sua casa

Para estudar, colecionar ou relaxar, uma coletânea de quatro CDs  cataloga o canto de 340 espécies de pássaros da Amazônia. Os CDs, fruto da iniciativa inédita de pesquisadores vinculados ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), terão toda a verba arrecadada para manter as pesquisas e o sonho de continuar a coletânea até catalogar todos as vozes das cerca de 1,2 mil espécies de pássaros da Amazônia brasileira. Ouça: O canto do Inhambu-de-cabeça-vermelha O canto do Garrinchão-coraia O canto do Araçari-negro O canto do Anacã O canto do Formigueiro-ferrugem Os cantos do Vozes da Amazônia foram gravados ao longo de 31 anos pelos pesquisadores Mario Cohn-Haft, Luciano Nicolás Naka, Philip Stouffer, Curtis Marantz, Andrew Whittaker e Richard Bierregaard do Projeto Dinâmica Biológica de Fragmentos Florestais do Inpa. "Neste primeiro volume, inserimos cantos de pássaros do norte do Amazonas, leste de Roraima, norte do Pará, todo o Amapá e as Guianas Inglesa, Francesa, Suriname e leste da Venezuela", afirmou o ornitólogo Cohn-Haft. Com brochura bilíngüe, os CDs estão todos catalogados com o nome científico, o popular e o trecho cantado. A coletânea está à venda pela editora do Inpa, no e-mail editora@inpa.gov.br. O trabalho foi financiado pela ONG Conservação Internacional do Brasil. Segundo o ornitólogo, a idéia da coletânea surgiu para servir de material didático para estagiários, alunos e pesquisadores do Inpa.

Ouça e sinta-se na Amazônia!

Garrincha-coraia (Thryothorus-coraya)


Comprimento: 14,5 cm. Presente localmente em grande parte da Amazônia brasileira, estendendo-se em direção sul até Goiás e para leste até o Maranhão. Encontrado também nas Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador e Peru. É comum no sub-bosque ou no chão de florestas úmidas e capoeiras, sendo mais freqüente próximo a água.Vive aos pares ou em grupos familiares. Junta-se a bandos mistos de aves insetívoras, capturando presas inclusive nos emaranhados de cipós do estrato médio e das bordas. Faz ninho semelhante ao do garrinchão-pai-avô. Conhecido também como garrincha-coraia.

Anacã (Deroptyus accipitrinus)


O anacã (Deroptyus accipitrinus) é uma ave amazônica psitaciforme da família dos psitacídeos. Tais aves chegam a medir até 35 cm de comprimento, com um grande cocar de penas encarnadas e dotadas de uma larga faixa azul. No Brasil é restrita à Bacia Amazônica, norte do Mato-grosso e leste do Maranhão. A fêmea é nitidamente maior. Vive na beira das matas. Alimenta-se de frutos e insetos.

Formigueiro-ferrugem (Myrmeciza ferruginea)



O Formigueiro-ferrugem (Myrmeciza ferruginea) é uma espécie de ave da família Thamnophilidae. Pode ser encontrada nos seguintes países: Brasil, Guiana Francesa, Guiana, Suriname e Venezuela. Os seus habitats naturais são: florestas subtropicais ou tropicais húmidas de baixa altitude. A característica mais notável deste pássaro é a área azul brilhante ao redor dos olhos.Suas pernas e maxilar inferior também são azul. A parte superior é marrom e tem duas bandas da mesma cor alinhada em bege nas asas. As bochechas e no peito são mais escuros na cor delimitada por uma linha branca, a partir de trás do olho, indo para trás. A fêmea tem uma mancha branca na garganta, o macho não tem. Eles são geralmente encontrados em pares no chão da floresta.

Maú (Perissocephalus-tricolor)


Presente no Brasil apenas ao norte do Rio Amazonas, do Rio Negro para leste até o Amapá. Encontrado também nas Guianas, Venezuela e Colômbia. Varia de incomum a localmente comum na copa e no estrato médio de florestas úmidas não muito altas. Vive principalmente solitário, congregando-se em pequenos grupos de até 4 indivíduos em exibições durante o período reprodutivo. Alimenta-se de frutas e, eventualmente, de grandes insetos. Conhecido também como maú, pássaro-maú, pássaro-capuchinho e mãe-de-balata.

Inhambu-de-cabeça-vermelha (Tinamus-major)


O Inhambu-de-cabeça-vermelha é um tinamiforme da família Tinamidae. É conhecido também como inhambuaçu, inhambu-galinha (Amazonas), inhambu-grande, inhambu-serra, inhambu-toró e macuco-do-pantanal. Mede cerca de 41 cm e pesa 1,05 kg. É ave cinegética. Muito arisca e cuja plumagem apresenta excelente coloração de camuflagem. Na região Norte do Brasil, divide seu hábitat com outras espécies do gênero Tinamus, como a azulona (Tinamus tao) e o macuquinho ou inhambu-galinha (Tinamus guttatus), o menor representante do gênero. Sendo de maior ocorrência nessa região, a subespécie Tinamus major olivascens. Alimenta-se de vermes, insetos, sementes, brotos e frutos. Eles praticam a poligiandria, ou seja, um grupo de machos tem uma relação exclusiva com um grupo de fêmea, e qualquer macho do grupo pode se acasalar com qualquer fêmea do grupo. Uma vez fertilizada, a fêmea põe cerca de três ovos (arredondados de cor azul) em cinco ou seis dias. 

Os ovos são depositados sobre folhas ou entre raízes, sem proteção alguma, e transfere a responsabilidade de chocar os ovos para o macho. Ele passa os próximos 17 dias chocando e tentando protegê-los.


Para comprar os CDs, ligue para (92) 3643-3223 ou mande e-mail para editora@inpa.gov.br .

A planta Cordia nodosa, e suas formigas da Floresta Amazônica


Estudo demonstra que o sucesso reprodutivo de uma planta mirmecófita é determinado pela a identidade da formiga associada

No artigo publicado na revista Acta Amazônica, dois pesquisadores do Programa de pós-graduação em Ecologia e Conservação dos Recursos Naturais (IB/UFMT) estudaram a relação mutualística entre a planta Cordia nodosa, e suas formigas associadas uma área ao sul da Floresta Amazônica. Algumas espécies de formigas podem se associar a esta planta, e estas espécies variam biogeograficamente. Esse estudo se deu em uma fazenda (São Nicolau - ONF/Pegeout), as márgens do Rio Juruena, uma região muito pouco conhecida pela ciência e inserida no "arco do desmatamento". Lá, os autores demonstraram que, para a planta, a identidade da formiga importa e muito para que a associação a mesma produza frutos. Adicionalmente, comparando os resultados com estudos já publicados, demonstraram que o padrão em escala biogeográfico, justamente em função da variação da fauna de formigas, o que sugere a necessidade de um estudo em grande escala para ajudar a entender como o mutualismo evolui.

Todas as plantas desenvolveram estratégias para diminuir a herbivoria incidente, e consequentemente aumentar seu sucesso reprodutivo. Uma estratégia intrigante é a associação com formigas. Nesses casos algumas plantas podem possuir estruturas ocas, chamadas domáceas, que tem como única função abrigar permanentemente colônias de formigas, que executam a tarefa de eliminar os herbívoros de suas folhas. Essas plantas são chamadas de mirmecófitas, e são bastante comuns e particularmente diversas na Amazônia. Os pesquisadores constataram que a redução da herbivoria foliar na planta mirmecófita Cordia nodosa é relacionada à existência uma colônia de formigas habitando seus ramos. Porém, não apenas a colonização da planta por uma colônia de formigas é suficiente. Também foi demonstrado que também importa em muito a influência da espécie de formiga colonizadora na produção de frutos. No caso, o sucesso reprodutivo de plantas quando associadas a formigas do Gênero Azteca é muito superior ao de plantas associadas a formigas Allomerus octoarticulatus. Isto pode ser explicado por A. octoarticulatus ser uma notória trapaceira em relações mutualísticas com plantas, onde a formiga corta as flores da planta hospedeira a fim de redirecionar o fluxo de energia da produção de flores para a produção de ramos, e consequentemente, mais espaço para a colônia.

Uma segunda questão curiosa apontada pelos pesquisadores é que a mirmecófita C. nodosa tem distribuição geográfica bastante extensa, ocorrendo em toda a Amazônia e ocorrendo também na mata atlântica nordestina e ao sudeste brasileiro. Resultados similares, quanto a dependência de formigas específicas para reprodução da planta, também foram encontrados por outros pesquisadores em outros sítios na Amazônia Andina (Peru e Guiana), onde a fauna de formigas associadas é similar. Porém, na Amazônia Central a fauna de formigas se restringe a formigas do gênero Azteca e na mata atlântica aparentemente há a domácea ma não há formigas especialistas associadas. Esse padrão aponta que sistemas como o da mirmecófita C. nodosa e suas formigas associadas são excelentes modelos para elucidar mecanismos coevolutivos em escala biogeográfica.



Contato:
Thiago Junqueira Izzo
Universidade Federal de Mato Grosso
Email: izzothiago@gmail.com

Pacote diminui custos e prazos de licença ambiental



É uma tentativa de diminuir a demora na aprovação de investimentos. O Ibama terá de acelerar seu processo de licenças

Brasília - Para lidar com a demanda crescente por licenciamento ambiental de empreendimentos de infraestrutura no país, o governo baixou ontem pacote que reduz prazos para a autorização de obras e também os custos para compensar danos e impactos no meio ambiente e nas populações atingidas. O pacote editado ontem ocupa 23 páginas do Diário Oficial.

"Vamos garantir a celeridade necessária, sem perder a qualidade das licenças", insistiu Curt Trennepohl, presidente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).O governo trabalha com a multiplicação dos pedidos de licença. Nos próximos dez anos, a previsão é que será necessário licenciar mais 31,5 mil megawatts de energia gerados por novas hidrelétricas, 32.450 quilômetros (km) de linhas de transmissão, 16.419 km de rodovias e 23.140 km de ferrovias, além de investimentos de R$ 1,4 bilhão em portos e o aumento da produção de 3,3 milhões de barris de petróleo.

Os procedimentos definidos em portarias também exigirão mais qualidade dos estudos ambientais apresentados pelos empreendedores. O Ibama só poderá pedir uma única vez o complemento de informações do empreendedor. Da mesma forma, os interessados em licenças deverão apresentar explicações de uma única vez.

"Se os estudos forem mal feitos, o Ibama negará a licença, e o pedido irá para o arquivo. Vamos acabar com a história de que a licença não sai por falha do Ibama", disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que afirmou ter recebido estudos que citavam a presença de leões-marinhos e focas no litoral brasileiro.

Contribuirá para acelerar as licenças a fixação de prazo máximo de 90 dias e diretrizes claras para manifestação de órgãos envolvidos em processos de estudos de impacto ambiental mais complexos, como a Fundação Nacional do Índio (Funai), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e Fundação Palmares.

Em alguns casos, o prazo de concessão de licenças poderá ser reduzido à metade, avaliou a ministra Izabella Teixeira. Haverá tratamento diferenciado para obras com menor impacto ambiental. Um exemplo: o licenciamento de uma linha de transmissão que acompanha as margens de uma rodovia dispensará estudos de impacto ambiental.

O pacote prevê procedimento simplificado para o licenciamento de linhas de transmissão com menos de 750 km de extensão, que desmatem até 30% da área total de influência e não prevejam a remoção de populações nem estejam localizadas em unidades de conservação ou territórios indígenas.

Obras mais antigas, concluídas antes da exigência de licenças ambientais, regulamentada em 1983, contarão com um programa de regularização.



Governo modifica regras de licenciamento ambiental


O governo federal publicou dia 28, novas regras para o processo de licenciamento ambiental para as áreas de petróleo e gás, rodovias, portos e linhas de transmissão. Entre as mudanças estão o tratamento diferenciado aos projetos de acordo com o potencial de impacto ambiental e critérios mais claros para a definição de obras de alto e baixo impacto no meio ambiente.

Segundo o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Curt Trennepohl, as medidas foram tomadas para garantir maior segurança jurídica na análise dos processos e atender ao dinamismo do crescimento brasileiro. “Estamos trazendo o Ibama para a celeridade necessária sem perder a qualidade nos estudos e licenças”.

As rodovias federais que não têm licença ambiental porque foram implementadas antes da atual legislação ambiental deverão ser regularizadas em um prazo de até 20 anos. O cronograma dará prioridade às estradas de maior tráfego ou as que oferecem mais riscos de acidentes. As obras feitas dentro da faixa de domínio de rodovias que já possuem licença de operação não vão precisar de um novo licenciamento, apenas comunicação ao Ibama.

Em relação à área de petróleo e gás as novas regras, que valem para a exploração em alto-mar (offshore), preveem procedimentos e licenciamentos diferenciados por causa da sensibilidade ambiental (medida pela distância da costa), profundidade e riqueza ambiental. Também vai permitir o licenciamento por polígono, quando ocorrem diversas perfurações em um mesmo local, e o aproveitamento de estudos já feitos sobre as mesmas áreas em licenciamentos futuros.

A regularização dos portos vai permitir o licenciamento de intervenções de rotina, como dragagens de manutenção e aprofundamento de canais. Hoje 35 portos da Companhia Docas federais operam sem licença. Os portos terão 120 dias para aderir ao programa de regularização e 720 dias para concluir os estudos necessários. O Ibama terá mais 120 dias para a análise dos processos de licenciamento. No caso das linhas de transmissão, o licenciamento será definido segundo o grau de impacto na região em que serão implantadas.

Outra mudança estabelecida pelas portarias publicadas hoje está o prazo de 90 dias para que órgãos como a Fundação Nacional do Índio (Funai), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a Fundação Palmares e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) se manifestem sobre estudos de impacto ambiental de obras em licenciamento do Ibama. Atualmente, não há prazo definido para que esses órgãos se manifestem.

Para a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, as mudanças não significam uma flexibilização do licenciamento ambiental, mas sim a unificação das regras. "O que fizemos foi definir novos prazos e ritos para as instituições federais envolvidas no processo de licenciamento ambiental. Com isso estamos dando regras claras, novos prazos, regularizando empreendimentos que não têm licenças ambientais”.

Ela também ressaltou que os estudos ambientais que forem apresentados de maneira insuficiente poderão ser complementados apenas uma vez e, se o órgão ambiental julgá-los insuficientes poderá rejeitar os estudos. “Isso vai fazer com que haja mais celeridade com aqueles empreendimentos que estão em licenciamento ambiental e que cumprem as regras”.

Segundo o Ibama, as demandas por licenças cresceram cerca de 700% nos últimos dez anos e atualmente há 1.829 processos esperando o licenciamento ambiental. Em 2011 foram emitidas 414 licenças ambientais.


Fonte: Sabrina Craide, Agência Brasil

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