sábado, 17 de março de 2012

WWF lista os dez países que investem mais alto em tecnologia verde




  • Eles fazem um futuro mais limpo

Assim como a inovação tecnológica facilitou mudanças incríveis no consumo, estilo de vida e produtividade nos últimos 200 anos, o desenvolvimento das chamadas tecnologias verdes será essencial para catalisar e facilitar a revolução da sustentabilidade no século 21. Mas quais países têm o maior potencial para produzir e comercializar esse futuro limpo?

Para responder a essa pergunta, a consultoria Cleantech e o grupo ambientalista WWF avaliaram 38 países a partir de 15 indicadores relacionados ao desenvolvimento de empresas de soluções ecológicas, como políticas públicas e regulações, incentivos financeiros privados, estímulos acadêmicos, investimentos privados no setor, número de patentes ambientais registradas, entre outros.

O levantamento Global Cleantech Innovation Index, mostra que o setor de energias renováveis é o principal agente catalisador dos investimentos verdes: 77% do total investido em tecnologias limpas em 2010, por exemplo, foi para área de geração renovável de energia. No ranking, o Brasil ficou em 25º lugar, considerado um país de cultura empresarial forte, mas com pouco investimento em inovação, pesquisa e desenvolvimento de tecnologias verdes. Nas imagens os 10 países mais avançados em inovações verdes que lideram a revolução verde da sustentabilidade neste século

Ciclista em Copenhague
Dinamarca 

Os primeiros lugares ficaram com países pequenos, mas com potencial de realizar grandes transformações rumo a um futuro mais sustentável.  Copenhague foi a primeira capital do mundo a ter empréstimo de bicicletas público. A liderança da Dinamarca é explicada pela capacidade em apoiar novas empresas que desenvolvem tecnologias limpas até que esse conhecimento se torne lucrativo e beneficie tanto à economia quanto o meio ambiente.

Na Dinamarca, o setor de energia eólica é um dos mais avançados e, segundo o plano ambicioso do governo de reduzir suas emissões em 40% até 2020, os ventos deverão contribuir com mais da metade do consumo energético dinamarquês na próxima década. No quesito pioneirismo, vale destacar que a capital Copenhague foi a primeira no mundo a promover o empréstimo público de bicicletas, um modelo que depois foi copiado por grandes metrópoles como Bracelona, Berlim, Paris e Rio de Janeiro.

Placa solar em vila de Israel 
Israel

O segundo lugar ficou com Israel, que desde a década de 50 desenvolve tecnologias ambientais para lidar com o déficit de recursos energéticos e a escassez de água. Por causa das relações delicadas que tem com os países produtores de petróleo do Oriente Médio, Israel precisou buscar alternativas e apostou na energia solar – usada atualmente em 90% das residências. Além disso, Israel é o país que investe mais recursos no tratamento e reciclagem de água.

Recicalgem na Suécia 
Suécia

A Suécia ocupa o terceiro lugar no ranking, com bom desempenho em todos os indicadores avaliados. Segundo o relatório, o governo oferece financiamentos vultosos para pesquisa e desenvolvimento de tecnologias limpas. Para enfrentar os desafios ambientais, o país possui centros de excelência em know-how que mantém parcerias estratégicas com indústrias de ponta.

A tradição no desenvolvimento de soluções ambientais está presente em vários setores – da construção verde à reciclagem mecânica e energética do lixo, que aquece 80% das casas suecas, só para citar alguns. No tratamento de esgoto, o país tem um dos padrões mais elevados do mundo.

Casa solar desenvolvida por estudantes finalandeses 
Finlândia

Em quarto lugar na lista de líderes em tecnologias verdes aparece a Finlândia, outro pequeno país nórdico que funciona como um laboratório de soluções ambientais. Só em 2010, o setor de energia renovável finlandês cresceu 5,6% com faturamento de 17,9 bilhões de reais. Por trás desse desempenho está a organização Cleantech Finland, que reúne mais de 2 mil empresas de tecnologia sustentável do país, facilitando o contato entre elas e com investidores potenciais.

Recentemente, o Brasil assinou um acordo de cooperação tecnológica com a Finlândia. Uma área de interesse em comum entre os dois países é a de tecnologia offshore, uma vez que a Finlândia tem tradição na área de construção naval e de plataformas de perfuração e prospecção de petróleo.
A lista segue com Finlândia, Estados Unidos, Alemanha, Canadá, Coreia do Sul, Irlanda e Reino Unido. 

Eólica nos EUA 
EUA

A quinta colocação no ranking verde ficou com os Estados Unidos, que no ano passado registrou um aumento expressivo de investimentos no setor, subindo de 5,2 bilhões de dólares em 2010, para 6,8 bilhões em 2011 - um acréscimo de 31%.

Entre os estados americanos, o que mais se destaca é, naturalmente, a Califórnia, o polo mais efervescente de tecnologias limpas. No ano passado, o estado recebeu um total de 3,7 bilhões de dólares em investimento, mais da metade (54%) do total investido no setor em todos os EUA.

Casa "verde" na Alemanha 
Alemanha
Não dá para falar de inovações verdes, principalmente no que diz respeito ao setor de energia renovável, sem mencionar a Alemanha, que aparece na sexta posição do ranking do Cleantech. O país, que prometeu encerrar o uso de reatores nucleares e substituí-los por novas fontes até 2022, se destaca pelo incentivo dado à energia solar e à eólica.

Segundo um levantamento do Global Wind Energy Council, a Alemanha é o terceiro país do mundo que mais investe na força dos ventos, com capacidade instalada de 29 mil MW, respondendo por 12,2% do acumulado mundial. A conversão para energia limpa garante não só a redução das emissões de gases nocivos ao planeta como a geração de novos postos de trabalho. Na última década, mais de 300 mil vagas foram criadas no agitado mercado verde dpaís.

Turbinas eólicas em praia no Canadá 
Canadá

Embora tenha anunciado sua saída do grupo de países signatários do Protocolo de Kyoto durante a última reunião da ONU sobre clima, em Durban, na África, o Canadá vem se esforçando em desenvolver tecnologia verde de ponta nos últimos anos. 

O país possui uma série de estímulos e investimentos em tecnologia limpa, como práticas de captura e armazenamento de carbono. No tocante à energia renovável, o Canadá é o nono país com maior capacidade eólica instalada, cerca de 5,2 mil MW, que representam 2,2% do total mundial.
O estudo avaliou 38 países a partir de 15 indicadores. Realmente a área de geração de energias renováveis se destacou como a que recebeu mais incentivos.

Placa solar, com prédios ao fundo em Seoul 
Coréia do Sul

O oitavo colocado no ranking está se reinventando como um núcleo exportador de tecnologia verde para cidades. A Coreia do Sul desenvolve projetos ambiciosos de urbanismo sustentável, como o Distrito Comercial Internacional Songdo, um centro de excelência em tecnologia, educação e negócios em construção a 65 quilômetros de Seul.

A estratégia de crescimento verde do país está sustentada no plano de ação "Green Growth". Lançado em 2009 e com duração de cinco anos, o plano prevê, entre outras mediadas, o aumento de investimentos do governo, a comercialização de tecnologias verdes e a cooperação internacional.

Produção de turbinas eólicas na Irlanda 
Irlanda

Há uma atmosfera verde em torno da Irlanda, nono colocado do ranking, e não apenas no dia de São Patrício. Nos últimos anos, ativos de fundos de investimento verdes mais do que duplicaram nos últimos dois anos chegando a 2,3 bilhões de dólares, segundo pesquisa da Pricewaterhouse Coopers (PwC).

Mais, a Irlanda também se tornou, no início de fevereiro, o primeiro país a aceitar créditos de carbono gerados por projetos de redução das emissões por desmatamento e degradação (REDD) no seu regime fiscal.

Ultra, carro elétrico do aeroporto de Heathrow, em Londres 
Reino Unido

No décimo lugar do ranking de tecnologias limpas, o Reino Unido promete inspirar o Brasil e o mundo com as soluções ambientais que a Inglaterra implementou para a construção do seu Parque Olímpico. Na lista entram projetos de descontaminação de solo, arenas totalmente recicláveis e um sistema moderno de transporte elétrico nas intermediações do principal aeroporto de Londres.

Além disso, o país conta com um empresariado entusiasmado com as novas tecnologias. Uma pesquisa feita pela consultoria Carbon Trust mostrou que 99% dos líderes empresariais britânicos enxergam oportunidades de crescimento no desenvolvimento e uso de tecnologias verdes. Na corrida da energia renovável, o país é o sexto mais atraente para investimentos, segundo ranking da Ernst & Young.

Plantemos para o Planeta - Meta da ONU é chegar a 14 bilhões em todo o planeta




Campanha Bilhão de Árvores


A “Plantemos para o Planeta: Campanha Bilhões de Árvores” é uma iniciativa global de plantio de árvores promovida pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. Pessoas, comunidades, empresas, indústrias, organizações da sociedade civil e governos são incentivados a fazer um compromisso de participação online. A Campanha encoraja o plantio de árvores nativas e árvores que são apropriadas para o meio ambiente local.


Até o final de 2011, mais de 12 bilhões de árvores já tinham sido plantadas no âmbito desta campanha – muito acima da meta inicial de 7 bilhões de árvores – por participantes de 170 países. Com este sucesso, que persiste em 2012, a Campanha Bilhões de Árvores confirma uma contribuição substancial  com ações de conscientização sobre a importância da biodiversidade para o nosso bem-estar. As árvores desempenham um papel crucial como componentes fundamentais da biodiversidade que constitui a base das redes da vida e dos sistemas, permitindo-nos saúde, bens, alimentação, combustível e outros serviços ecossistêmicos dos quais a nossa vida depende. Elas ajudam a fornecer ar puro, água potável, solos férteis e um clima estável. As bilhões de árvores plantadas por meio do esforço coletivo dos participantes da Campanha contribuirão significativamente para a biodiversidade em todo o planeta.



“Quando Plantamos árvores, plantamos sementes de paz e esperança”


"Creio firmemente no valor simbólico da Campanha do 1 Bilhão de Árvores e espero sinceramente que isso venha ao encontro de nossas expectativas, não só no que diz respeito ao bem-estar gerado com plantação das árvores, mas também no benefício das geranções futuras.”




Combate ao carbono negro, Economia Verde

UNEP logo 
 

O objetivo desta visão política é contribuir para a Rio +20 , demonstrando o papel fundamental da Gestão do Ecossistema em que se assenta a Economia Verde, ilustrando as vantagens desta abordagem. O documento centra-se sobre o que fazer no período de transição do próximos 20 anos após a Rio +20. Ele destaca algumas soluções-chave, utilizando a abordagem de gestão do ecossistema para combater as muitas pressões que estamos enfrentando.

Considerando a base fundamental da vida na Terra, é inconcebível que se possa progredir sem a manutenção da saúde de diversos ecossistemas do Planeta. Assim, recai sobre todas as pessoas como indivíduos, comunidades, setor privado e representantes de nações, a responsabilidade de enfrentar os desafios futuros e utilizar as melhores soluções disponíveis com empenho e compreensão, para assegurar uma transição estável para uma Economia Verde 

 

Um pacote ambiental com 16 medidas para diminuir as emissões do chamado carbono negro – o maior componente presente na fuligem, no gás metano e no ozônio da troposfera – poderia, se fosse globalmente implementado, salvar cerca de 2,5 milhões de vidas por ano, evitar perdas anuais em colheitas agrícolas da ordem de 32 milhões de toneladas e cortar em 0,5ºC o aumento da temperatura de Terra por volta de 2040.

Estudo do Pnuma estima que a execução dessas medidas ajudaria a manter o aumento da temperatura abaixo da meta de 2ºC, pelo menos até a metade deste século. No entanto, alerta que as ações propostas seriam complementares no combate ao agravamento do efeito estufa, porque não conseguiriam manter o aumento da temperatura nesse patamar até o final do século se os países não atuarem decisiva- mente no corte das emissões do principal gás-estufa, o dióxido de carbono (CO )

Financiado pelo governo da Suécia, o estudo estima que cerca da metade da redução das emissões de carbono negro e de gás metano pode ser alcançada com medidas que resultariam em economia de custos para as pessoas. É o caso do corte das emissões de carbono negro com a substituição de ineficientes fogões caseiros e dos tradicionais fornos de tijolos por peças mais eficientes, o que representaria menor uso de combustíveis.

A íntegra deste estudo está disponível em:  http://www.unep.org/publications/ebooks/slcf/  



PNUMA recomenda combate a poluentes como forma de frear aquecimento global

Uma ação rápida sobre poluentes como o metano, ozônio e o carbono negro seria uma das formas mais eficientes para manter o aquecimento do planeta em menos de 2ºC e ainda traria benefícios para a saúde pública, agricultura e economia. 

Conclusão do relatório “Integrated Assessment of Black Carbon and Tropospheric Ozone: Summary for Decision Makers” (UNEP.Black Carbon.pdf), apresentado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), em Bonn, na Alemanha.

Segundo o estudo, o carbono negro, assim como o ozônio da troposfera (principal componente da poluição urbana) e o metano, além de responsáveis por problemas respiratórios, afetam também o clima do planeta, favorecendo o aquecimento global.

Uma equipe de 50 cientistas participou do estudo e verificou que esses poluentes contribuem em até 30% para o aumento das temperaturas. O grupo propôs 16 medidas para lidar com o problema, entre elas: a remoção dos veículos menos eficientes das estradas, melhorias dos fornos caseiros e industriais, o banimento das queimadas nas áreas rurais e o uso obrigatório de filtros em motores a diesel.

Para Michel Jarraud, Secretário-Geral da OMM, é preciso ampliar o foco dos debates climáticos. “A maior parte das atenções internacionais está no combate aos principais gases do efeito estufa, como o CO2, entretanto está claro que poluentes como o carbono negro e o ozônio estão agravando o problema”.

“Existem muitas razões para diminuir a presença de poluentes na atmosfera, a contribuição deles para as mudanças climáticas é agora mais uma delas”, concluiu Achim Steiner, diretor executivo do PNUMA.

PROGRAMA CO2 NEUTRO:

A sua empresa, escritório, produto ou campanha de alguma forma impacta o meio ambiente, seja pela queima de combustível relacionado ao transporte, ou pelo consumo de energia, ar-condicionado, água e geração de lixo.

Uma empresa ou produto é neutro em carbono quando todas as emissões de gases de efeito estufa provenientes de sua atividade são devidamente quantificadas e uma ação de compensação ambiental (neutralização) é realizada na mesma proporção.

CO2 Neutro é um programa voluntário de responsabilidade socioambiental para organizações e pessoas conscientes sobre o problema das mudanças climáticas, cujos objetivos principais são:

  • Viabilizar economicamente projetos de desenvolvimento sustentável que não existiriam sem os incentivos do mercado de carbono; 
  • Educar, conscientizar e sensibilizar o público envolvido sobre causas e consequências das mudanças climáticas melhorar a imagem da empresa com seus stakeholders

NASA faz pesquisa inédita sobre a Amazônia

Erika Podest stands next to a sign marking the Arctic Circle
Erika Podest 

  • Estudo inédito feito pela NASA mostra novas nuances da Amazônia captados por satélites americanos, através do projeto Planeta sustentável, que é promovido por várias empresas públicas e privadas. 

A cientista Erika Podest apresentará uma extensa e inédita pesquisa da NASA sobre uma avaliação completa da Amazônia feita pelos satélites da agência espacial americana.

Em sua primeira viagem ao Brasil, a cientista que é especializada em água e emissões de carbono pelo Jet Propulsion Laboratory, embarcou em uma expedição pelo Rio Negro (AM) para participar do Seminário O Futuro da Amazônia, promovido pelo Planeta Sustentável.

Para saber mais sobre tudo o que Erika viu, acontece hoje uma palestra com a cientista da Nasa. O evento vai até a próxima segunda-feira, 19, reunindo especialistas e lideranças em sustentabilidade a bordo de um navio pelo Rio Negro, com visitas in loco e vivências práticas.

Além de promover um intercâmbio de conhecimento, o Seminário O Futuro da Amazônia visa aprofundar o conhecimento sobre a Amazônia e seu novo posicionamento econômico, ambiental e social. A experiência será compartilhada com o grande público como preparação para a Rio+20, conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável que ocorre em junho deste ano, no Rio de Janeiro.

 


Planeta Sustentável é um plano de comunicação multiplataforma inovador, que traz a discussão da sustentabilidade para a pauta do dia. Liderado pela Editora Abril e empresas patrocinadoras, o projeto começou em 2007 e conta com a força de 37 títulos de revistas, bem como sites, aplicativos para iPhone e eventos, como o Planeta no Parque.

Casas na floresta e condições técnicas
 para uma produção sustentável e viável 
para os ribeirinhos. (Antônio Ximenes)

A missão do Planeta Sustentável é produzir e difundir conhecimento sobre desafios e soluções para as questões ambientais, sociais e econômicas do nosso tempo. Trabalhar com diferentes plataformas e títulos permite que o projeto atinja diversos públicos, falando com cada um deles dentro de sua própria linguagem, tornando assim a mensagem mais eficaz.

 

Para estimular a produção de conhecimento e promoção da Sustentabilidade, o projeto conta com o Conselho Consultivo, formado por autoridades em diversas áreas do conhecimento, como Hélio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu; Tasso Azevedo, engenheiro florestal e consultor para Florestas e Clima do Ministério do Meio Ambiente; Roberto Damatta, antropólogo e autor de diversas obras referenciais nas ciências sociais; Jaime Lerner, consultor das Nações Unidas (ONU) para assuntos relacionados a urbanismo, entre outros.

Vale lembrar que o Planeta Sustentável conta com o patrocínio de importantes empresas públicas e privadas: Abril, CPFL Energia, Bunge, Petrobras, Grupo Camargo Corrêa e Caixa.



Serviço Florestal debate, na Itália, relatório de florestas da FAO para 2015

Logo SFB - Serviço Florestal Brasileiro 
  • Especialistas vão discutir temas que deverão ser incluídos na próxima versão do documento, que funciona como instrumento de análise das florestas no mundo

Representantes de mais de 10 países e de organismos internacionais se reuniram segunda-feira, 12/03, em Ispra, na Itália, para discutir a preparação do próximo relatório mundial sobre florestas feito pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

Os relatórios, chamados de Avaliação dos Recursos Florestais Mundiais, ou Global Forest Resources Assessment (FRA), em inglês, são divulgados a cada cinco anos e produzidos com o auxílio de especialistas de diversos países, entre eles o Brasil, que será representado pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB).

A ideia é que o próximo FRA, que será lançado em 2015, aborde questões como a pressão sobre as florestas e sua relação com a demanda por alimentos e combustíveis, por exemplo, e amplie sua capacidade de influenciar políticas, estimular a cooperação multilateral, além de ações para o uso sustentável dos recursos florestais.

“A presença do Brasil permite que participemos da formulação de mudanças e adaptações para o próximo levantamento, antecipando e evitando dificuldades e contribuindo para que as informações a serem produzidas pelo FRA 2015 ganhem em qualidade e sejam apresentadas em formato que possibilite o uso por um público cada vez maior”, afirma o diretor de Pesquisa e Informações Florestais do SFB, Joberto Freitas, que no ano passado foi escolhido para exercer a vice-presidência do Grupo Consultivo do FRA até 2015.

Durante o encontro, será discutido o escopo e o conteúdo do próximo relatório, o processo para coleta das informações e de sua análise. Também será debatido como aprimorar o compartilhamento das informações e das experiências entre os países e as organizações parceiras para aumentar a qualidade dos dados e sua acessibilidade para os diferentes públicos que utilizam o documento.

Participam do encontro representantes da Alemanha, Austrália, Chile, China, Estados Unidos, Finlândia, Índia, Indonésia, Rússia, Senegal e Suíça, além de integrantes da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), Fórum das Nações Unidas sobre Florestas (UNFF) e do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP).


Serviço Florestal Brasileiro
Assessoria de Comunicação
(61) 2028-7130/ 7293/ 7277/ 7125
comunicacao@florestal.gov.br

Para presidente da Embrapa, Código Florestal terá que ser revisto em cinco anos

Ecologia - Novo Código Florestal pode ser votado somente depois da Rio+20<br>Foto: Greenpeace 

Para ele, o novo código representa um avanço sobre o tema e precisa ser aprovado, mas está prejudicado por questões políticas e ideológicas. Esses componentes, segundo ele, podem expor a necessidade de ajustes

Mesmo com o texto do novo Código Florestal em tramitação no Congresso Nacional e sob a ameaça de ter a votação adiada para depois da Rio+20 - a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável -, em junho, o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Pedro Arraes, acredita que, ainda que o Legislativo chegue a um consenso, o texto terá que ser revisto em cinco anos.

Para Arraes, o novo código representa um avanço sobre o tema e precisa ser aprovado, mas está prejudicado por questões políticas e ideológicas. Esses componentes, segundo ele, podem expor a necessidade de ajustes.

A Embrapa foi uma das instituições que subsidiaram o debate no Legislativo, apresentando resultados de estudos técnicos e científicos e, segundo Arraes, também sobre pontos que exigem "bom-senso".

"Há um item, por exemplo, que diz que o produtor pode tirar 20 metros cúbicos [de madeira] por hectare por ano para seu consumo. Se é 20, 5 ou 10 [metros cúbicos], isso é uma decisão política e prática. Você acha que alguém vai controlar o produtor que tira a madeira para cozinhar para os filhos dele? Ele vai ter que pedir autorização para o Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis]? Cria-se uma lei e como vai ser aplicada? Em um país desse tamanho, com essa diversidade?", indagou o presidente da Embrapa.

Além das regras que podem ficar comprometidas pela incapacidade de fiscalização de todo o território nacional, Arraes também alerta sobre as diversas realidades produtivas que existem no país. Na sua opinião, é difícil construir uma legislação nacional para uma questão que guarda tantas especificidades.

Em algumas regiões do Rio Grande do Sul, que vêm sofrendo constantemente com a estiagem, por exemplo, os produtores retêm a água dos rios próximos como uma medida preventiva e de resguardo da produção e renda. "Ele não pode reter água porque tira aquele resquício de mata nas margens, mesmo que diga que vai fazer uma represa e plantar muito mais em volta. Como você põe isso em legislação nacional? Outra questão, no Sul do país, é a conveniência de plantar maçãs naquela inclinação. Você vai a Portugal e é tudo assim há mil anos", disse.

A diversidade de biomas também foi apontada por Pedro Arraes como uma dificuldade no cálculo exato e nacional do que seria o estoque de florestas suficiente para garantir uma agricultura sustentável. Segundo ele, o georreferenciamento por satélite que está sendo elaborado pela empresa, mapeando a produção e os tipos de solo do território nacional, deve oferecer um cenário mais preciso para balizar políticas públicas de incentivo por parte do governo.

Por Carolina Gonçalves e Danilo Macedo, Agência Brasil 

Solano (IBF) "Novo Código Florestal Caminha para o Maior Colapso Ambiental do Planeta"


Solano Martins Aquino 
Diretor Presidente do IBF

Segundo o pesquisador e presidente do Instituto Brasileiro de Florestas, Solano Aquino, os deputados e senadores esqueceram que as florestas representam o maior patrimônio brasileiro desde o descobrimento.

A proposta de acabar com as Áreas de Preservação Permanente (APPs) reduzindo pela metade a mata ciliar de 30 para 15 metros é uma forma de usurpar o direito das gerações futuras ao acesso aos recursos hídricos e demais recursos naturais.

O solo e clima brasileiro são os mais produtivos do mundo, mas o que está prevalecendo é a ambição de grandes grupos agropecuários em explorar de forma insustentável e mesquinha uma faixa de terra que representará muito pouco à produtividade. É preciso que a sociedade brasileira abra os olhos, pois os parlamentares que estão conduzindo este processo deixaram de lado o interesse público para favorecer grandes grupos privados às custas do patrimônio nacional. Vale ressaltar que por uma questão social é justo que destinem menores Áreas de Preservação Permanentes para pequenos proprietários rurais em regime de economia familiar.

Segue abaixo a reprodução do site O Eco: "Dilma durona? Contra rebelião, governo pode manter o CF atual"

Votar o Código Florestal com a base rebelada é um risco de derrota que o governo não está a fim de correr. Depois de substituir o líder do governo na Câmara e adiar mais uma vez a votação, o governo estuda fazer o impensável: manter o atual código, de 1965, e flexibilizar por decreto as regras para os pequenos produtores. Será? A matéria, do repórter Claudio Angelo, foi publicada hoje (15/3) pelo jornal Folha de S. Paulo.

Essa possibilidade é um recado do Planalto - que só pode ter o aval direto de Dilma Rousseff - para os ruralistas, que querem tornar o texto a ser votado mais parecido com o que passou pela Câmara, do deputado Aldo Rebello. O aviso parece bem óbvio: quer brigar, então vamos pro pau.

O governo já disse que não aceita o texto da Câmara e prefere aprovar o substitutivo do Senado. Na Câmara, como a base sinaliza uma rebelião, a saída pragmática do Executivo é, em vez de vetar, empurrar a votação para depois de abril ou até mesmo adiante da Rio+20.

Abril é um mês caro para os ruralistas, já que no dia 11 de abril vence o decreto que suspende as multas aos desmatadores. A presidente Dilma já avisou que não pretende estendê-lo mais uma vez e, assim, as multas voltarão a valer.

Ainda segundo a Folha de S. Paulo, já há na manga do governo dois decretos que ampliam prazos para recomposição de florestas desmatadas em pequenas propriedades e liberam o cultivo de café, maça e uva nas encostas, que são Áreas de Preservação Permanente na lei atual.

As alternativas maquinadas pelo governo, então, se resumem a manter o atual código e agradar os pequenos produtores através de decreto; ou, número 2, adiar a votação até um momento mais adequado. Parece que vai começar um novo capítulo da quebra de braço entre o Legislativo e o Executivo.

Fonte: O Eco

Às Estrelas


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