terça-feira, 15 de maio de 2012

Brasileiros podem debater tema da Rio+20 em site lançado pela ONU




  • Participe da maior conversa sobre o futuro. Clique Aqui 
  • Porque o futuro será como nós quisermos que ele seja.
  • O Futuro que Nós Queremos

Os brasileiros que desejem contribuir com as discussões sobre desenvolvimento sustentável, tema da conferência Rio+20, que a Organização das Nações Unidas (ONU) realiza no Rio de Janeiro em junho de 2012, pode enviar textos, fotos ou vídeos para o site: www.ofuturoquenosqueremos.org.br. A iniciativa, apresentada ontem (14/05/12) no Rio, faz parte de uma campanha de conversa global lançada mundialmente pela ONU, com versões para o árabe, chinês, espanhol, inglês, francês e russo, línguas oficiais das Nações Unidas.

De acordo com o diretor do Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil (Unic Rio) e porta-voz adjunto da Rio+20, Giancarlo Summa, a criação do site pretende mobilizar os brasileiros para que manifestem seu pensamento sobre como seria o futuro num mundo mais sustentável, apresentando problemas e sugestões.

"A discussão sobre desenvolvimento sustentável só será um sucesso se a opinião pública em cada país se envolver e fizer pressão sobre governos e empresas, com contribuições envolvendo o tripé economia, ambiente e social. A nossa proposta aqui no Brasil é envolver a sociedade civil nessa discussão, para que se manifeste sobre o que queremos para daqui a 20 anos", explicou.

Summa ressaltou que parte do conteúdo postado será apresentada em telões de led no Riocentro, onde chefes de Governo e de Estado se reunirão durante a conferência. "Também estamos pensando em outras formas de fazer chegar diretamente ao governo brasileiro e a outros governos as propostas dessa conversa global, com formas mais inovadoras, com muita internet e pouco papel", disse.

Ele explicou que o site estará no ar a partir de hoje e que vai receber as contribuições até o fim do ano. "O Brasil é um país muito conectado, onde a internet faz parte da vida de milhões de pessoas. Usando a rede, achamos que vamos influenciar as conversas sobre desenvolvimento sustentável", destacou.

Para convocar a população a contribuir, foi produzida uma campanha multimídia exclusiva para o público brasileiro, intitulada Eu Sou Nós. Com depoimentos de pessoas famosas e brasileiros comuns, as peças serão veiculadas em televisão, rádio, jornais, revistas e internet. Além disso, uma série de anúncios será exposta em lugares púbicos explicando como participar da mobilização.

Outra iniciativa, também lançada ontem (14/05/12) pela ONU no Rio de Janeiro é a Agenda Total (AT), uma plataforma de conversação na internet que vai reunir todas as agendas da Rio+20, incluindo os eventos oficiais da ONU e os paralelos, promovidos pela prefeitura e pelo governo do estado, além da programação da Cúpula dos Povos e da sociedade civil.

Segundo Silvana de Matos, coordenadora da AT, o instrumento será a principal forma de interação da ONU com a sociedade brasileira durante a conferência. "São milhares de agendas e precisávamos integrá-las. Ao mesmo tempo, essa ferramenta vai ser o centro de documentação de todo o evento. As pessoas que estão ligadas às instituições [que vão participar da Rio+20] receberão login e senha e poderão publicar data e horário de seus eventos, além de disponibilizar vídeos e imagens em alta resolução", explicou.

Silvana acrescentou que o projeto vai ajudar aos profissionais da imprensa na organização da cobertura dos eventos e também ao público em geral, que vai ficar sabendo o que vai acontecer na cidade durante a Rio+20. "O público em geral vai ver o que foi publicado, os eventos que acontecerão, os locais e como chegar a eles. Poderá também assistir a palestras e até fazer perguntas por chats", enfatizou.

O serviço estará disponível no site www.agendatotal.org a partir de 8 de junho.

O debate online Rio+20, o Futuro Que Queremos lançado pela ONUservirá para promover o evento no Brasil e torná-lo mais popular. No Rio de Janeiro, por exemplo, enquanto a cidade se prepara para receber a conferência, nas ruas muitos cariocas ainda desconhecem o que será tratado durante a conferência.

A estudante Tatiana Cerqueira, de 17 anos, sabe apenas que não vai ter aula nos dias do evento. "Não estou sabendo de absolutamente nada. Só sei que não vai ter aula, porque os professores já comentaram, mas o que é o evento, eu não sei", afirmou. O contador Marciele de Souza, de 49 anos, também disse não ter ideia do que se trata. "Não sei nada de Rio+20. Já ouvi falar, mas não sei o que é nem quando vai acontecer", contou.

A auxiliar de escritório Cirlane de Jesus Santos, de 32 anos, disse ter "um pouco de conhecimento sobre o assunto", mas não sabe como se envolver ou como participar. "Eu sei que é um projeto que aconteceu há vinte anos e que vai acontecer de novo esse ano e que vem muita gente de vários lugares. Mas não sei como participar ou o que eles vão discutir", garantiu.

A Rio+20 acontece de 20 a 22 de junho de 2012, no Rio de Janeiro, e deve reunir milhares de pessoas, entre políticos, membros de organizações não governamentais (ONGs), representantes da sociedade civil e empresários, além dos chefes de Estado e de Governo. De acordo com a ONU, dos seus 193 países-membros, 183 já confirmaram presença.



FONTE
Unic-Rio

Especialistas defendem estudos integrados para compreender a Amazônia


Prof. Paulo Artaxo (IF-USP)

  • Contribuições da arqueologia e da física marcam o segundo encontro do módulo

Com a presença do arqueólogo Eduardo Góes Neves e o físico Paulo Artaxo o segundo encontro do módulo “Descobrir a Amazônia, Descobrir-se Repórter” do projeto Repórter do Futuro proporcionou espaço para a compreensão da Amazônia e seu alcance global. Artaxo ressalta: “A Amazônia não pode ser estudada deslocada do resto do mundo. É necessário integrar as pesquisas”.

Para os palestrantes o Brasil conta com uma legislação eficiente, o que falta são medidas de fiscalização e regulamentação. Neves é otimista ao apresentar o cenário de crescimento da oferta de trabalho no campo da arqueologia. “A lei 3924 da Constituição Federal garante a defesa do patrimônio cultural da União. Toda grande construção precisa contar com o trabalho de uma equipe de arqueólogos. E em tempos de desenvolvimento do país estas grandes construções são frequentes.”

Em tempos de desenvolvimento, é necessário lembrar que o Brasil firmou, durante o Encontro em Copenhagen – COP15, acordo para redução do desmatamento. Segundo Paulo Artaxo os avanços estão sendo positivos e há chances do Brasil conseguir reduzir em mais de 80% o índice de desmatamento da Amazônia, mas alerta: “Não podemos prever o futuro e se o Novo Código Florestal for aprovado na íntegra há grandes chances deste índice não ser alcançado. Não precisamos de novas leis, precisamos que as atuais sejam aplicadas e fiscalizadas”.

Atentos aos grandes projetos de desenvolvimento do país não deixaram de comentar obras como Belo Monte e Jirau. O arqueólogo lembra que a construção de Belo Monte movimentará quase e mesma quantidade de terra usada na construção do Canal do Panamá. Já Artaxo pontua que cabe à sociedade fazer a escolha pela matriz energética que mais lhe convém. Hidrelétricas tem os custos mais reduzidos, mas as matrizes eólicas e solares estão se tornando cada vez mais acessíveis. Artaxo defende o incentivo à estas novas fontes de energia limpa na região Nordeste onde as condições climáticas são favoráveis e o uso destas matrizes ainda é escasso. Artaxo coordena o Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA).

Ciente da necessidade de integração entre os diferentes campos de pesquisa, ele defende a interdisciplinaridade e a cooperação entre os estudos macro e micro. Para Artaxo, tanto estudos de satélites quanto estudos da fotossíntese de uma folha devem estar integrados. Assim como as queimadas no Sahara influenciam no aumento de fumaça e CO2 da Amazônia, também a ação de micro-organismos são peças essenciais na manutenção deste grande e complexo ecossistema. Artaxo também compreende que a Amazônia não atua em seu espaço restrito. Ela orienta seu próprio clima, mas sofre interferências diretas de mudanças naturais e humanas, bem como influencia a dinâmica de outros ecossistemas. Neves ressalta que a Amazônia vista pelos olhos da arqueologia é mais ampla do que consta em nossos mapas: “as fronteiras modernas não representam as fronteiras arqueológicas”. Para o aluno Rafael Persan a oportunidade de compreender a dimensão de influência da Amazônia foi ponto chave: “Não sabia que a Amazônia se organizava de forma tão interdependente”.

Neves é otimista com o avanço da arqueologia no Brasil e defende a criação de uma maior quantidade de cursos superiores na área bem como a qualificação destes cursos. “Com este aumento acelerado na formação de arqueólogos é necessária a regulamentação da profissão”, defende. Neves também aponta que para o trabalho do arqueólogo não ser uma atividade imposta às comunidades locais é necessária uma inserção do profissional em projetos de conscientização e educação. “A arqueologia não vai mudar o mundo, mas dá muitas lições sobre respeito à diversidade”. O arqueólogo defende uma maior interação entre poder público, arqueologia acadêmica e aquela que chama de arqueologia de mercado. Considera que a mercantilização da arqueologia deve ser analisada com cuidado, mas mantém o otimismo: “entre o copo meio cheio e o meio vazio, creio que estamos com o meio cheio”.


Fonte: Repórter do Futuro
Por Amanda Monteiro

Carta da Amazônia para a Rio+20 condensa propostas de povos amazônicos




  • Documento está sendo construído em dois eixos: “Bases para a sustentabilidade” e “Economia da Sustentabilidade e Inovação” 

Reunião com representantes dos nove Estados que compõe a Amazônia Legal discutem as propostas a serem inseridas na "Carta da Amazônia para a Rio +20, que será apresentada em junho, na cidade do Rio de Janeiro (Divulgação)

Os nove Estados da Amazônia Legal estão identificando e reconhecendo os desafios da região para elaborar a “Carta da Amazônia para a Rio +20” com diretrizes e propostas para formar um novo modelo de desenvolvimento sustentável para os povos amazônidas. O documento será apresentado na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio +20, no próximo mês, na cidade do Rio de Janeiro.

De acordo com informações da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS) do Amazonas, a proposta está sendo preparada a partir de dois conceitos: “Bases para a sustentabilidade”, abordando o que precisa acontecer para atingir o desenvolvimento sustentável como a regularização fundiária e ambiental, gestão de áreas protegidas, desmatamento e queimadas, por exemplo; e “Economia da Sustentabilidade e Inovação”, abordando a definição de atividades econômicas, implementação e incorporação das questões ambientais e sociais nas tomadas de decisões como as relacionadas com a agricultura, pecuária e aquicultura.

A titular da SDS do Amazonas, Nádia Ferreira, explica que a ideia é promover a participação dos Estados da Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão) para “pensar estratégias de desenvolvimento sustentável a longo prazo”. “A Carta da Amazônia chama a atenção para as peculiaridades típicas entre os Estados da Amazônia brasileira”, disse.

“O mais importante é que esta Carta está sendo elaborada com a sociedade civil e ela irá acompanhar o cumprimento das diretrizes. Queremos mostrar que o desenvolvimento sustentável leva em conta outros fatores além do meio ambiente, como economia, por exemplo”, salienta Nádia. O processo está sob a coordenação da SDS do Amazonas em articulação com os representantes das secretarias de Meio Ambiente dos outros oito Estados da Amazônia Legal e dos grupos majoritários reconhecidos pela Organização das Nações Unidas atuantes em cada uma delas.

“Não queremos ser apenas espectadores de decisões fundamentais para a nossa sobrevivência. A Carta será a voz dos amazônidas para o mundo”, reforça a secretária da SDS. Outro destaque do documento é a discussão de “Economia Verde”, que é conceituado como “um conjunto de instrumentos econômicos, financeiros e regulatórios para se atingir o desenvolvimento sustentável, e não uma fórmula única que possa ser aplicada mecanicamente a todos os casos”.

Bambu é adotado como material de construção sustentável




Rústico e de uso permanente sob a ótica do manejo sustentável, o bambu é pesquisado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, para ser utilizado como matéria-prima estrutural, com aplicação social. A ideia é agregar valor à planta, fabricando produtos sustentáveis de alta qualidade e de baixo custo, que possam ser usados ou produzidos por comunidades carentes e rurais.

Bambu necessita ser processado para substituir madeira em estruturas

De acordo com a doutoranda Claudia de Lima Nogueira, do Programa de Pós-graduação (PPG) em Recursos Florestais, o bambu precisa ser processado para que possa ser empregado da mesma maneira que se utiliza a madeira em estruturas. “Há necessidade de colocar a ciência na prática, o que significa transferir tecnologias desenvolvidas nas universidades para as comunidades e para o setor produtivo.”



O estudo relata que a falta de informações sobre o bambu, seu alto teor de sílica e o fato dele ser oco, induzem a escolha de outros materiais, mesmo os não amigáveis ao ambiente, para usos generalizados, porém o bambu é um material oportuno e adequado. O Laboratório de Engenharia da Madeira, do Departamento de Ciências Florestais (LCF) da Esalq, onde foi realizado grande parte do estudo, possui duas linhas de trabalho com bambu – a primeira baseada no uso de colmos, e a segunda, baseada no uso do bambu industrializado na forma de laminado colado.

O projeto é baseado, fundamentalmente, nas análises de amostras retiradas da matéria-prima e dos produtos obtidos em diferentes fases de transformações físicas ou mecânicas, utilizando ensaios mecânicos estruturados, microscopia eletrônica de varredura, microscopia óptica, micro análise de Raios-X a baixos ângulos e espectroscopia. A proposta inicial, de fabricar e testar a resistência de vigas estruturais à base de bambu laminado colado, estendeu-se para o estudo da microestrutura da matéria prima e do produto resultante. Dessa forma, atualmente, a pesquisa busca na microestrutura explicações para a elevada variabilidade encontrada nos resultados dos ensaios mecânicos realizados nas amostras, a fim de identificar variáveis da matéria prima e do processo de fabricação que influenciam diretamente na qualidade do painel, principalmente na adesão entre as lâminas.



Varredura

A utilização do microscópio eletrônico de varredura possibilitou o entendimento da anatomia do colmo e, principalmente, ajudou na compreensão da ancoragem dos adesivos no tecido lenhoso do bambu. Assim, está se tornando mais claro o fenômeno da adesão que motiva ensaios exploratórios e práticos generalizados para culminar no aumento da resistência e da rigidez de peças laminadas coladas de grandes dimensões.

“Os resultados estão sendo observados para explicar a alta variabilidade das propriedades mecânicas oriundas dos colmos, das ripas, das lâminas e das vigas com intenção de diferenciar a variabilidade natural do material, daquela introduzida pelo processo de industrialização”, explica a pesquisadora. “O aprimoramento das técnicas de processamento mecânico do material, com ênfase na qualidade das superfícies a serem coladas, tem sido tratado como um tema básico para unir peças a baixa pressão”, explica a pesquisadora.



Cláudia destaca, ainda, que a produção de painéis e vigas de bambu deve ser otimizada em função do grande risco que existe de se perder energia demasiada no processo de fabricação. Ela explica que o desperdício de energia redunda em uma imensa dificuldade de se usar o bambu laminado colado em ambientes carentes. “Quando isso acontece, a solução remendada é o uso do colmo como peça estrutural. O uso eficaz e seguro de colmos em estruturas não convencionais será o assunto do meu programa de pós-doutorado dentro de parcerias do Laboratório de Engenharia da Madeira com instituições internacionais”, conclui a doutoranda.

Além de ser matriculada no Programa de Pós-Graduação (PPG) em Recursos Florestais, a pesquisadora, que é orientada pelo professor José Nivaldo Garcia, do LCF, também está envolvida na co-orientação de alunos de graduação da Esalq e de outras escolas em pesquisas de iniciação científica. No XXIII Congresso da Sociedade Brasileira de Microscopia e Microanálise, Cláudia foi classificada em segundo lugar com a micrografia “Micro-visão do bambu laminado colado”, e terceiro com “Visão além da viga”. “Hoje, muitos laboratórios de renome estão seguindo a idéia e a metodologia por ela adotada”, finaliza o orientador.



Além do Laboratório de Engenharia da Madeira, o projeto teve como parceiros outros laboratórios especializados: Laboratório de Histopatologia e Biologia Estrutural de Plantas do Centro de Energia Nuclear na Agricultura, Laboratório de Microscopia Eletrônica de Varredura, do Núcleo de Pesquisa em Geoquímica e Geofísica da Litosfera (NUPEGEL) da Esalq, Núcleo de Apoio à Pesquisa em Microscopia Eletrônica Aplicada à Agricultura (NAP/MEPA) da Esalq e Laboratório de Cristalografia do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP.


Imagens: Marcos Santos / USP Imagens
Alicia Nascimento Aguiar, da Assessoria de Comunicação da Esalq, email: alicia.esalq@usp.br
Mais informações: (19) 9662-6637, emailclaudian@esalq.usp.br, com Cláudia Nogueira

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