quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O ranking das 10 florestas em extinção.

Quais as 10 florestas mais ameaçadas do mundo?

Quais as 10 florestas mais ameaçadas do mundo?

Uma região florestal entre a Índia e Myanmar, na Ásia-Pacífico (na foto), é considerada a mais ameaçada do mundo, conservando apenas 5% do seu habitat original. A indicação é da ONG Conservação Internacional (CI), que elaborou um ranking das 10 florestas mais ameaçadas do mundo.

No Ano Internacional das Florestas, a CI procura desta forma “focar a atenção do mundo na necessidade de aumentar a protecção das florestas e garantir que a sua grande importância para a conservação da biodiversidade, estabilização do clima e desenvolvimento económico não é subavaliada”.

De acordo com a CI, a segunda floresta mais ameaçada do mundo situa-se na Nova Caledónia, também na região da Ásia-Pacífico, que conservará, de igual forma, apenas 5% do seu habitat.

Seguem-se na lista as florestas de Sundaland (Ásia-Pacífico), Filipinas (Ásia-Pacífico) e a Mata Atlântica, no Brasil.

Completam o top 10, as montanhas do sudoeste chinês, na Ásia, a floresta da Califórnia, nos Estados Unidos, as florestas da costa da África Oriental, as florestas de Madagáscar e das ilhas do Oceano Índico e, finalmente, a floresta Afromontane, em África.

Leia o comunicado de imprensa da CI.

De acordo com a CI – que trabalha em perto de 40 países de todo o mundo – estas 10 florestas perderam já cerca de 90% do seu habitat original e perto de 1500 espécies de plantas endémicas.

“Estas florestas ajudam a suportar, potencialmente, as vidas de perto de mil milhões de pessoas que vivem perto delas e dependem, direta ou indiretamente, dos recursos naturais que estes ecossistemas proporcionam.

Confira o top 10 das florestas mais ameaçadas do mundo, com a respectiva percentagem de habitat original.

1.Floresta Indo-Burma: 5%

2. Nova Caledónia: 5%

3. Sundaland: 7%

4. Filipinas: 7%

5. Mata Atlântica (Brasil): 8%

6. Montanhas do Sudoeste da China: 8%

7. Floresta da Califórnia (EUA): 10%

8. Florestas da costa da África Oriental: 10%

9. Madagáscar e Ilhas do Oceano Índico: 10%

10. Afromontane (África): 11%

Foto: Sitha Som, cedida pela Conservação Internacional

Austrália repensa emissões de CO2

Desastres fazem Austrália repensar emissões de CO2

08/02/2011 - Autor: Fabiano Ávila - Fonte: Instituto CarbonoBrasil/Agências Internacionais

A frequência com que o país vem sendo atormentado por enchentes, secas e ciclones está trazendo de volta os debates sobre medidas polêmicas que haviam sido arquivadas, como a criação de um cap-and-trade e de taxas de carbono


A Austrália é o maior exportador mundial de carvão e possui uma das maiores emissões de gases do efeito estufa per capita do planeta, fatores que explicam porque o país é sempre um dos mais relutantes em adotar qualquer tipo de política climática e costuma ser um obstáculo nas conferências do clima das Nações Unidas.

Foi preciso que eventos climáticos extremos afetassem a vida de milhões de australianos para que as autoridades despertassem para a necessidade de mudanças nos hábitos de consumo e de produção industrial.

O ano começou com a Austrália sendo varrida pela maior enchente da história, que causou bilhões em prejuízos. Antes disso, uma severa seca em 2010 resultou na queda expressiva da produção de cereais, o que elevou os preços dos alimentos em todo o mundo. Mais recentemente, na semana passada, um ciclone atormentou a costa do país.

Para avaliar o que está acontecendo com o clima na Austrália e quais são as perspectivas para o futuro, o conselheiro de mudanças climáticas do governo, Ross Garnaut, está preparando uma série de oito relatórios que devem ficar prontos até maio. O primeiro deles foi divulgado na semana passada e alerta que os fenômenos climáticos extremos ficarão mais intensos e frequentes.

“O que estamos vendo já são as consequências iniciais do aquecimento global. Se pensarmos que ainda estamos no começo desse processo, o futuro não parece nada promissor”, afirmou Garnaut.

Diante desse prognóstico, a Austrália está revendo questões que haviam sido dadas como arquivadas, como a criação de um mercado cap-and-trade e uma taxa para o carbono.

Segundo Garnaut, nos últimos anos os políticos estavam muito alinhados com as indústrias, mas agora devem contar com uma maior pressão popular para realizar as transformações que o país precisa.

“As tentativas de aprovação de leis climáticas no passado nos ensinaram que mexer com interesses econômicos sempre é difícil. Porém é hora dos políticos permanecerem independentes e evitarem ser seduzidos por lobbies”, explicou Garnaut.

O plano original para o mercado de carbono da Austrália chegou a propor o preço simbólico de AU$ 1 por tonelada de CO2 em sua fase inicial, mesmo assim não conseguiu ser aprovado e acabou engavetado.

Outra iniciativa que pode retornar é a de uma taxa interna de carbono, pela qual as indústrias pagariam um valor conforme a intensidade de carbono utilizada para produzir suas mercadorias.

Essas medidas já estão sendo analisadas e discutidas por autoridades, mas o mais provável é que elas só comecem a ganhar forma depois de maio, quando Garnaut deve finalizar seu último relatório para o governo.

Os estudos serão então analisados por um comitê multipartidário que decidirá qual o melhor caminho a ser adotado.

“Esperamos que os relatórios sejam o inicio de um importante diálogo com os 22 milhões de australianos para mostrar que existem benefícios econômicos e morais em se colocar um preço no carbono”, afirmou o parlamentar independente Rob Oakeshott.

Os ganhos econômicos com uma economia de baixas emissões são outra preocupação de Garnaut, que considera que a Austrália está ficando para trás na corrida pelas tecnologias limpas.

“Não temos mais o luxo de poder falar que vamos liderar o mundo rumo à sustentabilidade. Para ser bem sincero, agora temos é que alcançar as outras nações”, concluiu Garnaut.

Imagem: Ciclone Yasi na costa do estado de Queensland / Nasa

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