quinta-feira, 14 de março de 2013

Saiba mais sobre o "Pacto pela restauração da Mata Atlântica"



Considerando o histórico de degradação e o alto grau de fragmentação dos remanescentes da Mata Atlântica, torna-se impossível viabilizar a preservação dos ciclos naturais, do fluxo gênico e dos serviços ambientais fornecidos pela floresta, sem que se priorizem políticas, programas e projetos de grande escala voltados à restauração do bioma.

Por esta razão, foi criado o Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, que tem como missão articular instituições públicas e privadas, governos, empresas e proprietários, com o objetivo de integrar seus esforços e recursos para a geração de resultados em conservação da biodiversidade, geração de trabalho e renda na cadeia produtiva da restauração, manutenção, valoração e pagamento de serviços ambientais e adequação legal das atividades agropecuárias nos 17 estados do bioma.

A meta do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica é a restauração florestal de 15 milhões de hectares até o ano de 2050, distribuídos em planos anuais aprovados por seu Conselho de Coordenação

Ao todo, são mais de 90 projetos e iniciativas cadastradas no site, somando mais de 16 mil hectares em processo de restauração florestal, e mais de 170 organizações trabalhando efetivamente para recuperar um dos biomas mais importantes e ameaçados do planeta.

Embora recente, o movimento, cujo foco é a restauração de uma das florestas mais ricas e mais ameaçadas do planeta, já comemora vários resultados conquistados neste período. O Pacto chegou em abril de 2011 com mais de 170 organizações comprometidas em viabilizar e restaurar 15 milhões de hectares até 2050, o que levará a Mata Atlântica a ter 30% de sua cobertura original, assumindo, neste caso, que hoje há menos de 12% da área total e que haverá iniciativas extras na recuperação do bioma.

Áreas potenciais para restauração (fonte: Pacto pela restauração da Mata Atlântica)O cadastro nacional de inciativas e projetos de restauração é um esforço inédito no Brasil e visa conhecer o estágio atual da restauração ecológica na Mata Atlântica, bem como reunir iniciativas e promover a troca de experiências, contribuindo para o aumento da restauração em qualidade e escala. Mais de 90 iniciativas de restauração já estão sendo cadastradas, sendo que 60 já estão disponíveis para consulta no site, o que somam mais de 16 mil hectares em processo de restauração e uma rede que envolve mais de 16 viveiros e produtores de mudas.

No início de 2012, o Pacto lançou a atualização do Mapa de Áreas Potenciais para Restauração Florestal, que ampliou a área analisada em mais três Estados (PB, RN e SE). Com isso, mais 300.000 hectares foram acrescidos nas áreas potenciais, totalizando 17.728.187 hectares para serem restauradas em 14 dos 17 estados do bioma. Além do levantamento de áreas potenciais, o Pacto trabalha atualmente na conclusão de novos mapeamentos: áreas elegíveis para o mercado de carbono, de serviços ambientais voltados para água e de áreas com maior potencial de conectividade de fragmentos florestais. Os objetivos são conquistar investimentos que levem a melhores resultados ambientais, sociais e econômicos para os projetos desenvolvidos, e também contribuir para a construção de politicas públicas para a restauração na Mata Atlântica.

Outra iniciativa pioneira é a construção do Protocolo de Monitoramente de Projetos de Restauração Florestal. O auxílio para o monitoramento de projetos é uma demanda real de grande parte das organizações que atuam na Mata Atlântica e, para que seja útil, a metodologia deve ser padronizada. O trabalho vai favorecer a mobilização de recursos para os projetos de restauração, pois será possível avaliar os investimentos e a eficiência dos processos.

Atuação nacional e internacional

Integrar pessoas e mobilizar recursos são as principais atividades do Pacto. Segundo o relatório da 1a Oficina realizada em fevereiro de 2011, membros do movimento apresentaram mais de 50 propostas para o BNDES, sendo que 25 projetos de restauração estão em processo de aprovação para restaurar quatro mil hectares de floresta, com um investimento aproximado de R$ 75 milhões em cinco anos. O Pacto também participou do processo de aprovação da conversão da dívida externa entre o governo brasileiro e a United States Agency for International Desenvolvimento (USAID). Este acordo, denominado Tropical Forest Conservation Act (TFCA), tem como objetivo canalizar parte dos US$ 21 milhões da TFCA para atividades de conservação e restauração dos biomas Mata Atlântica (predominantemente), Cerrado e Caatinga. USAID_Relatorio_Encerrramento 2012.pdf

Durante os dois primeiros anos do projeto, vários membros e organizações participaram de eventos nacionais e internacionais representando o Pacto, e mais recentemente a Rio +20. Ainda em agosto de 2011, mereceu destaque, a  coordenação de um simpósio da Sociedade de Restauração Ecológica, na 4ª Conferência Mundial, realizada em Mérida, no México. Passando a ser considerado um centro de difusão de informações e conhecimento sobre restauração florestal. É possível encontrar diversos artigos científicos relacionados ao tema no site, entre outras informações, inclusive a disponibilidade de manter-se informado através de newsletter via inclusão do seu e-mail. 

Além de todos esses resultados, o Pacto está trabalhando para a implementação de outras ações e estratégias previstas em seu planejamento. Seu principal objetivo é garantir à população ar limpo, água, regulação do clima e, ainda, a geração de empregos, renda e negócios sustentáveis.

2a Oficina de Monitoramento de Programas e Projetos de Restauração Florestal do Pacto

Recentemente no dia  09 de março de 2013, oficializou-se  a realização da 2a Oficina de Monitoramento de Programas e Projetos de Restauração Florestal do Pacto

O Pacto pela Restauração da Mata Atlântica restará realizando entre hoje e amanhã em Campinas, a 2a Oficina de Monitoramento de Programas e Projetos de Restauração Florestal. A oficina tem o apoio do Projeto Cooperação da Mata Atlântica II, por meio da GIZ e Funbio.

Durante o encontro, os profissionais reunidos poderão discutir e aperfeiçoar o PROTOCOLO DE MONITORAMENTO do PACTO, (vide arquivo pdf, abaixo), que foi construído durante a 1a Oficina realizada em Fevereiro de 2011.

Neste intervalo de tempo, muitas organizações puderam testar a aplicação do Protocolo em campo e agora é a oportunidade de rever este documento e, ao mesmo tempo, aperfeiçoá-lo, de forma a torná-lo um documento de fácil e prática aplicação pelas centenas de instituições que atuam com restauração no bioma Mata Atlântica.

Os objetivos da Oficina seguem abaixo e os desdobramentos do encontro serão divulgados para todos os membros e sociedade.

Objetivos:
  • Avaliar o protocolo de monitoramento das áreas em restauração, resultado da “Oficina de Monitoramento do Pacto pela Restauração pela Mata Atlântica”, realizada em março de 2011;
  • Propor melhorias e refinamento ao protocolo de monitoramento,
  • Incluir no protocolo métodos para estimar estoques de carbono em áreas em restauração/regeneração natural na Mata Atlântica.
Dctos para consulta:

Mais informações, entre em contato:

Pacto pela restauração da Mata Atlântica
Rua do Horto, 931 – Casa das Reservas da Biosfera – Jd. Tremembé - São Paulo, SP – CEP 02377-000
TEL/FAX: (11) 2232-2963 2232-5728 – E-mail: secretariaexecutiva@pactomataatlantica.org.br

Assessoria de Comunicação
Pacto pela Restauração da Mata Atlântica
Telefones: 11 2232-2963 e 11 2232-5728


Informativo por ocasião da origem do Pacto, via SOS

2009

Tartarugas de Couro nascem pela 1ª vez na base de Sauípe/BA


As tartarugas de couro são as mais misteriosas

Os pesquisadores do Projeto Tamar registraram pela primeira vez o nascimento de filhotes dessa espécie na área monitorada pela Base de Sauípe/BA, na praia de Massarandupió. 

O nascimento de tartarugas de couro, ou gigantes, nome científico Dermochelys coriacea, aconteceu na área monitorada pela Base de Sauípe, na Bahia, na praia de Massarandupió, município de Entre Rios, aproximadamente 30 quilômetros ao norte da Praia do Forte.

O ninho gerou 49 filhotes que nasceram e seguiram para o mar sem a interferência humana. Quando os pesquisadores chegaram ao local, a maioria já tinha ido para o mar, alguns filhotes ainda estavam no ninho e outros estavam sem vida. Esses filhotes retidos, mais fragilizados, foram levados pelos pesquisadores para os devidos cuidados da equipe de veterinários da base da Praia do Forte. Estes precisarão de ajuda para sobreviver e serão fundamentais para que se possam estudar sua biologia e comportamento, e ainda dar a oportunidade para que as pessoas possam conhecer essa espécie considerada rara pelos pesquisadores.

Como explica o coordenador nacional do Projeto Tamar/ICMBio, oceanógrafo Guy Marcovaldi, já houve no norte da Bahia um ninho dessa espécie, mas não foi possível acompanhar o nascimento dos filhotes. As tartarugas de couro podem desovar fora da área comum a sua espécie. Elas são as mais misteriosas, afirma Marcovaldi, pois vivem em águas oceânicas e por seu enorme tamanho, até 2,5 metros com 700 kg, são difíceis de embarcar para marcação e biometria. Poder estudá-las e acompanhar o crescimento dos filhotes será de fundamental importância para o avanço do conhecimento sobre as tartarugas marinhas e sobre as melhores práticas para sua conservação.

A maior tartaruga marinha de todas

Essa espécie de tartaruga é a mais ameaçada de extinção no Brasil, e suas desovas se concentram principalmente em praias do norte do Espírito Santo. No Delta do Parnaíba, também têm sido registradas desovas desta espécie. Podem ocorrer desovas esparsas ao longo da costa, como já registrado isoladamente no Rio de Janeiro, no Paraná, no sul da Bahia (Prado), no sul do Espírito Santo, e no norte da Bahia.

Na temporada passada (2011-12) de reprodução das tartarugas marinhas o Tamar no Espírito Santo levou ao mar em segurança 7.744 filhotes de tartarugas de couro.

Saiba mais sobre as tartarugas gigantes:

Cada fêmea de tartaruga de couro, a gigante Dermochelys coriacea desova pelo menos seis vezes por temporada, mas é a espécie com menor quantidade de ovos por ninho, cerca de 90, enquanto que uma cabeçuda (Caretta caretta) pode chegar a colocar 120 ovos de uma vez. O intervalo entre as desovas varia de 8 a 11 dias.

Normalmente, a tartaruga gigante sai da água enquanto a maré sobe, o que diminui a energia gasta em seu deslocamento na areia. Suas áreas de desova são limitadas às praias arenosas, sem a presença de recifes ou rochas que podem provocar ferimentos devido ao seu grande peso.

Seu casco é preto-azulado, com quilhas brancas longitudinais e salpicado por manchas brancas. Bem desenvolvido, é formado por pequenos ossos organizados lado a lado e cobertos por uma camada de couro que o torna mais flexível (ao contrário das demais espécies). Essa característica possibilita mergulhos a grandes profundidades (superiores a 1.500m), em busca de alimento (águas-vivas e outros organismos semelhantes).

Como diz o seu nome comum, é a maior das espécies de tartarugas marinhas do mundo. Pode atingir dois metros de comprimento e até 750 kg. É também a que tem distribuição mais abrangente: vive em todos os oceanos, atingindo águas subpolares. A estimativa mundial é de uma população em torno de 50 mil fêmeas em idade reprodutiva.

Espírito Santo tem a maior concentração de desovas da tartaruga gigante
Espírito Santo tem a maior concentração de desovas da tartaruga gigante

A espécie ainda é considerada como criticamente em perigo de extinção e está exposta a vários riscos; situação preocupante, alertam os pesquisadores.

Tamar - Plano de Ação Nacional orienta conservação da fauna e da flora do Brasil


A tartaruga de couro é uma das mais ameaçadas de extinção

O Plano de Ação Nacional (Pan), que o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) elabora e implementa em conjunto com seus Centros especializados, é ferramenta para avaliação e melhoria do estado de conservação das espécies brasileiras. Trata-se de um planejamento tático centrado na eliminação, neutralização ou redução das ameaças que põem em risco de extinção as espécies da fauna, da flora e o patrimônio espeleológico. No caso das tartarugas marinhas, o Pan elaborado em 2007, em conjunto com o Projeto Tamar, foi atualizado em 2012 e serve como instrumento indispensável para a conservação dessas espécies no Brasil.

Com a participação de especialistas do ICMBio e de entidades de pesquisa e conservação com comprovada experiência com as tartarugas marinhas, foi realizado na Praia do Forte, em novembro de 2012, um Painel de Gestão, instrumento de monitoramento amigável e didático, que apresentou um resumo dos resultados alcançados nos últimos dois anos e serviu de base para reflexão na atualização das ações para os próximos dois anos.

Das 71 ações de conservação e pesquisa redefinidas para 67 ações, já estão em andamento 54% destas e 6% já foram concluídas. A Fundação Pró-Tamar, instituição privada sem fins lucrativos fundada em 1988 e considerada de Utilidade Pública Federal desde 1996, coadministra o Projeto Tamar juntamente com o ICMBio, e é responsável pela execução de 27 destas ações redefinidas, além de apoiar outras 34.

Como explica o coordenador nacional do Projeto Tamar-ICMBio, oceanógrafo Guy Marcovaldi, através da participação multilateral, os Pans estabelecem um pacto envolvendo diversos segmentos da sociedade (governo, organizações não governamentais, cientistas, lideranças comunitárias, entre outros) em prol da conservação da biodiversidade brasileira. São instrumentos de gestão e de políticas públicas, construídos de forma participativa. Abrangem políticas públicas, desenvolvimento de conhecimentos científicos e a sensibilização de comunidades.

Abrolhos avalia impacto de mergulho recreativo em corais


Objetivo é melhorar uso público do parque nacional marinho

Brasília (04/03/2013) – O Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, gerido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), no litoral sul da Bahia, realizou estudo que investiga o impacto do mergulho recreativo nos recifes de corais protegidos pela unidade de conservação (UC). O objetivo é aperfeiçoar a gestão do uso público do parque.


Abrolhos é considerado um dos melhores pontos de mergulho do Brasil, atraindo visitantes de diversos países. Dentre as atrações, destacam-se espécies endêmicas, como o coral cérebro Mussismilia brasiliensis, e colunas de coral de até 20 metros de altura que se erguem do fundo e se abrem em arcos de até 50 metros de diâmetro perto da superfície, em forma de imensos cogumelos submarinos, os chamados Chapeirões.


Apesar do mergulho autônomo recreativo ser considerado como uma atividade de baixo impacto ambiental, há a preocupação de que possa contribuir para a degradação biológica e estética das comunidades recifais em locais onde ocorrem altas taxas de visitação.

O estudo

Nas temporadas de verão de 2012 e deste ano, o pesquisador Vinícius Giglio, da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), na Bahia, acompanhou visitantes durante mergulhos recreativos em Abrolhos. Ele analisou os contatos físicos dos mergulhadores com os corais e em quais condições isso ocorre.

Durante o estudo, foi constatado que há diferenças no comportamento de visitantes com diferentes níveis de experiência de mergulho e entre os que estavam munidos de equipamentos extras como câmeras fotográficas e os que não utilizaram equipamento adicional.


A pesquisa propõe medidas de mitigação dos possíveis impactos aos corais, como a definição de capacidade de carga (limite máximo de visitantes) para mergulhadores recreativos em pontos específicos da unidade. O trabalho contou com o apoio das empresas Horizonte Aberto Catamarãs, Apecatu Expedições e Parú Divers.

Comunicação ICMBio
(61) 3341-9280

Às Estrelas


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Google Street View - Dados cartográficos

A gigante de couro pode atingir dois metros de comprimento e pesar até 750 kg.