sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Índice GaIn aponta os países mais preparados às mudanças climáticas


Já há algum tempo as nações mais pobres do planeta e os pequenos países insulares são considerados os mais vulneráveis às mudanças climáticas e por isso deveriam ser os primeiros a receber a ajuda internacional. Dar embasamento para essa teoria é o principal objetivo do Índice de Adaptação Global (GaIn), que foi publicado neste mês e que avaliou inúmeros fatores para chegar a um ranking mundial que combina dados da prontidão de um país e de sua vulnerabilidade.

A posição final das nações no ranking foi estabelecida após o cálculo de sua prontidão menos o valor designado para a sua vulnerabilidade. Assim, mesmo países localizados em áreas de risco podem estar melhor no índice porque já possuem políticas de adaptação.

Para o cálculo da vulnerabilidade de cada país foram avaliados a exposição às consequências das mudanças climáticas, a sensibilidade a esses impactos e a capacidade para lidar com eles. Quatro outros indicadores também foram levados em conta: água, alimento, saúde e infraestrutura.

Já a pontuação em prontidão mede a habilidade dos setores público e privado de um país para absorver investimentos e aplicá-los de forma eficiente para aumentar a resiliência às mudanças climáticas. Três elementos são chave para a prontidão: economia, dados sociais e governança.

O Instituto de Adaptação Global avaliou segundo esses critérios todos os 192 países membros da ONU, mas para muitos deles foi impossível ter acesso às informações necessárias para incluí-los no ranking. Os dados dizem respeito ao período de 1995 a 2010.

No topo do GaIn estão os países mais bem preparados e aparecem em destaque nações europeias. A Dinamarca ficou com o primeiro lugar, seguida pela Suiça e Irlanda.

Interessante é que a quarta e quinta colocações são ocupadas pela Austrália e Nova Zelândia, nações que já sofrem com secas e ondas de calor e podem ser consideradas em risco por estarem localizadas geograficamente em uma região muito vulnerável ao aquecimento global. A boa classificação desses países se deve a postura proativa dos governos em adotar políticas climáticas, como mercados de carbono e limites de emissões de gases do efeito estufa.

No outro extremo do ranking aparecem os países africanos e as pequenas nações insulares. A República Centro-Africana está em último lugar, sendo assim o lugar mais vulnerável e menos preparado do planeta para lidar com as mudanças climáticas. Zimbábue, Burundi, Chade e Etiópia também estão no fim do índice.

O Brasil ficou em 63º no GaIn, apresentando uma baixa pontuação em vulnerabilidade -- ocupando a posição 75 neste quesito -- e uma boa classificação na prontidão (26º). O Instituto de Adaptação Global afirma que existem desafios climáticos para o país, mas que dificilmente o Brasil precisará de ajuda internacional para lidar com eles.

De uma forma geral, as nações emergentes (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul e México) melhoraram sua situação nos últimos anos, diminuindo sua vulnerabilidade e aumentando a prontidão. Porém, a Índia pode sofrer muito com a falta de tecnologia na produção de alimentos e a China com a escassez de recursos hídricos.

"Acreditamos que criar os incentivos corretos e expandir nosso conhecimento e entendimento das necessidades de adaptação é indispensável para melhorar a qualidade de vida de milhões de pessoas ao redor do mundo. Queremos que o GaIn se torne uma ferramenta de consulta para direcionar os investimentos públicos e privados para mitigar as mudanças climáticas", explicou José María Aznar, ex-presidente da Espanha e Presidente do Conselho do Instituto de Adaptação Global.

Carbono Brasil

Justiça mantém decisão da Anvisa sobre banimento do agrotóxico Metamidofós



O Tribunal Regional Federal suspendeu a liminar que autorizava a empresa Fersol Indústria e Comércio S/A a continuar produzindo o agrotóxico metamidofós no país, apesar de a Resolução RDC 01/2011 daAnvisa determinar a retirada do produto do mercado brasileiro. A decisão do Tribunal Regional da Primeira Região foi proferida no dia 5 de setembro de 2011.

A desembargadora federal Selene Maria de Almeida, relatora do processo, acatou a argumentação da Anvisa de que os riscos do ingrediente ativo metamidofós foram amplamente comprovados em estudos científicos independentes realizados em vários países e que a alegação da Fersol contraria o entendimento da autoridade sanitária, atendendo apenas ao interesse econômico da empresa.

HISTÓRICO

A Resolução RDC 01/2011, determinou, em janeiro deste ano, a retirada programada do agrotóxico metamidofós até 30 de junho de 2012. A decisão da Anvisa foi baseada em estudos toxicológicos que apontam o metamidofós como responsável por prejuízos ao desenvolvimento embriofetal. Além disso, o produto apresenta características neurotóxicas, imunotóxicas e causa toxicidade sobre os sistemas endócrino e reprodutor, conforme referências científicas e avaliação elaborada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

De acordo com o cronograma de retirada programada do produto do mercado brasileiro, as empresas só poderiam produzir agrotóxicos com o ingrediente ativo metamidofós com base nos quantitativos históricos de comercialização de anos anteriores de cada empresa e com base nos estoques já existentes no país de matérias-primas, produtos técnicos e formulados, até 30 de junho de 2011. A comercialização destes produtos só poderá ser feita até 31 de dezembro de 2011 e a utilização, até 30 de junho de 2012.

Em junho de 2011, a empresa Fersol Indústria e Comércio S/A entrou com ação judicial, solicitando a tutela antecipada para suspender os efeitos da RDC no 1/2011 da Anvisa, pedido deferido em 4 de julho. Com a decisão do Tribunal Regional da Primeira Região, a Fersol deve obedecer ao que preconiza a resolução da Anvisa e proceder à retirada do agrotóxico Metamidofós, conforme estipulado na norma.

Atualmente, o referido inseticida pode ser utilizado para controle de pragas nas culturas de algodão, amendoim, batata, feijão, soja, tomate para uso industrial e trigo. O metamidofós já havia passado por reavaliação da Anvisa no ano de 2002. Na ocasião, haviam sido excluídas várias culturas agrícolas e o modo de aplicação costal, devido à não segurança do agrotóxico para os agricultores expostos.

PARA SABER MAIS

Leia aqui a decisão do TRF na íntegra.

FONTE

Às Estrelas


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O Fato Mais Importante (Legendado)

PET



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Google Street View - Dados cartográficos

A gigante de couro pode atingir dois metros de comprimento e pesar até 750 kg.