sexta-feira, 29 de abril de 2011

Investigadores norte-americanos descobrem vírus que aumenta a eficiência dos painéis solares


Um grupo de investigadores do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachussetts) descobriu uma versão modificada de um vírus – conhecido como M13 – que pode ajudar a aumentar a eficiência dos painéis solares.
Os testes mais recentes demonstraram que a estrutura – com o vírus – aumentou de 8 para 10,6% a eficiência da conversão energética. Nesta experiência, os cientistas do MIT utilizaram um tipo de célula solar de baixo custo, na qual a camada ativa é composta por dióxido de titânio. Ainda assim, esta técnica pode ser aplicada em células convencionais de silício.
O estudo, que já foi publicado na revista Nature Nanotechnology, utiliza também nanotubos de carbono para aumentar a eficiência no agrupamento de elétrons na superfície da célula solar para a produção de corrente eléctrica.
Esta propriedade dos nanotubos já era conhecida, mas a sua utilização tinha dois problemas. Em primeiro lugar, a sua produção produz uma mistura de dois tipos – semicondutor e metálico –; em segundo, os nanotubos tendem a aglutinar-se, o que reduz a sua eficiência.
E foi para resolver este último problema que os investigadores recorreram ao vírus M13, que foi usado para controlar o arranjo de nanotubos numa superfície, mantendo-os separados e isolados de modo a não causarem curto-circuito

Código da vida


Muito mais do que uma lei no papel, o Código Florestal diz respeito à vida de todos os brasileiros. “É a discussão do futuro do Brasil, dos nossos filhos e netos, que país eles vão ter no futuro”, afirmou Paulo Adario, diretor da Campanha Amazônia do Greenpeace, ao Jornal Nacional desta segunda-feira.
Com uma série de reportagens sobre o assunto durante essa semana, o telejornal pretende esmiuçar o debate que está no Congresso e que pouco inclui a população. Na primeira matéria – que pode ser vista aqui – além do Greenpeace foram ouvidos pesquisadores e produtores. E um consenso, pelo menos, já pode ser tirado: produção que não respeita o meio ambiente está fadada ao prejuízo. Seja pelo mercado, que não aceita mais produtos com mancha de desmatamento, seja pela própria produção, que não se sustenta com uma terra arrasada.

Das florestas para o Congresso


Reunidos em Parintins (AM), agricultores familiares, extrativistas, cientistas e ambientalistas pedem a Brasília que pare a derrubada do Código Florestal. 
Greenpeace / Alberto César Araújo
São dois cenários e uma só história: de um lado, Brasília. Do outro, a Amazônia. Enquanto deputados e representantes do agronegócio tentam derrubar o Código Florestal na Câmara dos Deputados, centenas de ribeirinhos, extrativistas e organizações que representam os povos da floresta estão na cidade de Parintins, no Amazonas, dando o que apelidaram de Grito da Floresta. Após estender uma faixa dizendo “Congresso, desliga a motosserra” no Bumbódromo, onde acontece a tradicional Festa do Boi-Bumbá, eles circularam ummanifesto pedindo o fim do desmatamento.
O protesto em Parintins faz parte do evento “Grande Encontro da Floresta, dos Povos e da Produção Sustentável”. Organizado por entidades do movimento social e ambiental que atuam na Amazônia, inclusive o Greenpeace, o encontro tem como meta fortalecer a conservação e a economia da floresta e marcar um pacto pela produção sustentável na Amazônia. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, esteve presente.
O grito somou-se à manifestação de cerca de 3 mil agricultores de base familiar e pequenos produtores rurais em Brasília na semana passada, que foram ao Congresso para pedir a rejeição ao projeto de lei do deputado Aldo Rebelo que muda o Código Florestal. Os manifestantes também defenderam o desmatamento zero e exigiram tratamento diferenciadopara a agricultura familiar, dois itens que estão fora das propostas de mudança no Código Florestal encabeçadas pela bancada ruralista.
“Essa sequência de manifestações feita por pequenos produtores, familiares, ribeirinhos e extrativistas, mostra que quem vive da floresta não quer desmatamento”, diz Rafael Cruz, da campanha Amazônia do Greenpeace. “Sem florestas não há produção. A agricultura familiar – que leva mais de 70% dos alimentos para a mesa dos brasileiros – fica comprometida, já que é a floresta que garante o clima e as chuvas essenciais à produção.”
Contrárias às alterações no Código Florestal que abrem brecha para mais desmatamento, as organizações presentes no encontro de Parintins aguardam uma intervenção do governo. “Os deputados que representam o agronegócio já mostraram que preferem o caminho do tratoraço, e estão ignorando as demandas tanto da ciência quanto dos povos da floresta na discussão da lei”, aponta Cruz. “Esperamos que o governo cumpra seu papel democrático e faça valer o direito dessas comunidades. Qualquer medida que permita mais devastação é desastrosa para quem depende da floresta para se sustentar.”

Guia Quatro Rodas e a revista National Geographic lançam listas de hotéis sustentáveis de todo o Brasil

   

O Guia Quatro Rodas e a revista National Geographic lançaram recentemente listas de hotéis sustentáveis de todo o Brasil, separadas por regiões. 

Nordeste
, a região brasileira que mais apresentou opções de turismo sustentável nas publicações citadas. Escolha o seu paraíso:

Ecopousada Teju-açu (pelo Guia Quatro Rodas e revista National Geographic)

Foto: Divulgação

Na ilha Fernando de Noronha, a pousada Teju-açu se divide entre a Mata Atlântica e o mar, mas nem por isso possui algum imapcto sobre a natureza local. O abastecimento de água e energia, assim como a rede de esgoto, foi planejado para preservar a natureza - por meio de energia renovável, reciclagem de resíduos e reutilização da água da chuva. Para quem quiser se hospedar nos bangalôs disponíveis, a diária custa a partir de R$ 735,00.

Hotel Villa Bahia (pela National Geographic)

Foto: Divulgação

Só porque um hotel é instalado em uma construção do século 17 e lembra a época medieval, não quer dizer que a comida servida na cozinha não pode ser orgânica. Muito pelo contrário. E os orgânicos da Villa Bahia, por exemplo, são abastecidos por fazendas a poucas horas de distância.

Os visitantes que se hospedarem no terceiro andar possuirão seus próprios terraços, e próximo ao hotel encontram-se lojas, restaurantes, galerias e até uma escola de samba. As diárias custam a partir de R$ 455,00 e incluem café da manhã e wi-fi.

Pousada do Toque (pelo Guia Quatro Rodas)

A população de São Miguel dos Milagres em um projeto de valorização da cultura local/Foto: Divulgação

Como já falamos aqui no EcoD, em meio aos coqueiros e as águas do litoral de Alagoas a Pousada do Toque promove projetos de leitura, escrita e produção oral de histórias da cultura alagoense para crianças e adolescentes do povoado de São Miguel dos Milagres.

Não bastasse o trabalho social, o lugar ainda tem ares de sustentabilidade. A pousada é decorada com artesanato da região e peças de lixo reciclado. Uma diária custa a partir de R$ 645,00, com jantar.

Pousada Mangabeiras (pela National Geographic)

Foto: Divulgação

Em julho de 2006, 20% da propriedade da Pousada Mangabeiras foi registrada pelo IBAMA como Reserva Legal. O lugar é a casa de dendezeiros, cajazeiras, cajueiros, bromélias, orquídeas e, é claro, mangabeiras, além de pequenos animais como tatus, tamanduás e calangos.

Em meio à mata foram erguidos bangalôs desenvolvidos para ter o menor impacto possível no ambiente, seja na própria construção ou na rede de esgoto. O mais barato deles custa cerca de R$ 300,00, incluindo café da manhã.

Tivoli Ecoresort (pelo Guia Quatro Rodas)

Foto: Divulgação

O Tivoli Ecoresort recolhe óleo residual para ser transformado em biocombustível e realiza coleta seletiva, mas o forte do local são os passeios pela região. Localizado na Praia do Forte, o hotel é uma opção para quem quer conhecer a natureza com acompanhamento especializado, com guias biólogos. Para descançar em um resort em meio aos coqueiros do litoral baiano, os visitantes pagam por diárias a partir de R$ 939,00, com jantar incluso.

Toca da Coruja (pelo Guia Quatro Rodas e revista National Geographic)

Foto: Divulgação

A praia da Pipa, no Rio Grande do Norte, é um espaço utilizado tanto pelas tartarugas (para a desova) quanto pelos golfinhos (para a diversão). Nesse paraíso, o hotel Toca da Coruja foi erguido com materiais de construção reutilizados e possui uma horta orgânica.

A pousada também tem um projeto de preservação da mata local, o que lhe oferece a presença de vizinhos como pássaros e iguanas. A reserva para esse paraíso pode ser feita por a partir de R$ 280,00, com café da manhã incluso.

Transamérica (pelo Guia Quatro Rodas)

Foto: Divulgação

Em uma parceria com a Universidade Estadual Santa Cruz, o hotel Transamérica, da Ilha de Comandatuba (distrito do município de Unas, na Bahia), já transformou em biodiesel mais de 24 mil litros de óleo residual, desde 2002. Mas essa não é a única ação sustentável do resort, outro projeto é um trabalho de conscientização ambiental realizado com a população de Una, em parceria com a ONG Ecotuba.

O hotel fica no meio de um paraíso baiano, a dez minutos de barco, a partir do povoado de Comandatuba. Ele faz parte do grupo Transamérica e possui diárias a partir de R$ 968,00 em apartamento ou R$ 1.040,00 em chalés, ambos com jantar.

Txai (pelo Guia Quatro Rodas)

Foto: Divulgação

O hotel Txai monitora o nascimento de tartarugas em mais de 30 km de praia de Itacaré, na Bahia, com ajuda da comunidade. Dessa forma, auxilia na educação ambiental dos moradores e visitantes da região, além de preservar espécies nativas. Localizado em uma área preservada do tamanho de 100 campos de futebol, o resort fica em Itacarezinho e possui diárias a partir de R$ 900,00 em apartamento ou R$ 1.300,00 em bangalôs.

Vila Galé (pelo Guia Quatro Rodas)

Foto: Divulgação

No Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, o Vila Galé Eco Resort realiza ações para a preservação. Além de reutilizar a água da lavanderia e ter placas solares para abastecer os equipamentos, o resort possui um centro de triagem no qual recicla o próprio lixo. São cerca de 300 apartamentos rodeados de uma extensa área verde, perto do mar e de jardins. As acomodações diárias custam em média R$ 909,00.

Uxua Casa Hotel (pela National Geographic)

Foto: Divulgação

No centro de uma aldeia de pescadores, com vista para o oceano Atlântico, o Uxua Casa Hotel recebe hóspedes interessados em conhecer a beleza de Trancoso. A pousada foi construída com materiais reutilizados e possui o design de Wilbert Das - que já foi diretor de criação da Diesel. Uma das curiosidades da decoração são os chuveiros escavados à mão em madeira de eucalipto.
Os hóspedes instalados ainda podem conhecer mais sobre a cultura local Pataxó, com a visita de indígenas que vendem produtos naturais (eles vendem repelentes!). Os quartos custam a partir de R$ 1.100,00, com café da manhã.



 Redação EcoD

Geração de lixo no Brasil cresce mais do que população e coleta seletiva


Destinação inadequada do lixo no Brasil segue 
preocupante. - Redação EcoD/Foto: Arthur Rolim


O Brasil produziu 60,8 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos em 2010, quantia 6,8% superior ao registrado em 2009 e seis vezes superior ao índice de crescimento populacional urbano apurado no mesmo período. Contudo, tanto a correta destinação desses resíduos quanto os programas de coleta seletiva não avançam na mesma proporção, segundo dados do estudo Panorama dos Resíduos Sólidos, divulgados na terça-feira, 26 de abril.
De acordo com o levantamento feito pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), a média de lixo gerado por pessoa no país foi de 378 quilos (kg), montante 5,3% superior ao de 2009 (359 kg). Ao longo de 2010, o montante chegou a 60,8 milhões de toneladas de lixo. Dessas, 6,5 milhões de toneladas não foram coletadas e acabaram em rios, córregos e terrenos baldios. Do total de resíduos produzidos, 42,4%, ou 22,9 milhões de toneladas/ano, não receberam destinação adequada: foram para lixões ou aterros controlados (que não têm tratamento de gases e chorume).
Os programas de coleta seletiva também deixaram de avançar: dos 5.565 municípios brasileiros, 3.205 possuem alguma iniciativa de coleta seletiva. Em 2009, eram 3.152 - uma alta de apenas 1,6%, aquém do crescimento da geração de resíduos.
Mesmo com o aumento da geração de resíduos, o crescimento da coleta de lixo apresentou crescimento expressivo, superior à geração. Em 2010, das 60,8 milhões de toneladas geradas, 54,1 milhões de toneladas foram coletadas, quantidade 7,7% superior à de 2009.
O levantamento identifica ainda uma melhora na destinação final dos resíduos sólidos urbanos: 57,6% do total coletado tiveram destinação adequada, sendo encaminhados a aterros sanitários, ante um índice de 56,8% no ano de 2009.
Mesmo assim, a quantidade de resíduos encaminhados a lixões ainda permanece alta. “Quase 23 milhões de toneladas de resíduos seguiram para os lixões, em comparação a 21 milhões de toneladas em 2009”, afirmou o diretor executivo da Abrelpe, Carlos Silva Filho.
Em relação à reciclagem, o estudo mostra tendência de crescimento, mas em ritmo menor ao da geração de lixo. Em 2010, 57,6% dos municípios brasileiros afirmaram ter iniciativas de coleta seletiva, ante 56,6% em 2009. “É importante considerar que, em muitos casos, as iniciativas resumem-se à disponibilização de pontos de entrega voluntária”, ressaltou o diretor.
Os dados mostram que o país está em uma trajetória ascendente na geração de resíduos, o que já havia sido verificado nos anos anteriores. No entanto, a destinação adequada não avança no mesmo ritmo, diz Carlos Silva Filho.
Centro-Oeste e São Paulo
A região Centro-Oeste foi a que mais descartou resíduos sólidos em lixões em 2010, segundo o levantamento. Das 13,9 mil toneladas de resíduos sólidos urbanos coletados por dia, em 2010, no Centro-Oeste, 71,2% tiveram como destino final os lixões e aterros que não impedem a contaminação do meio ambiente. No Nordeste, onde foi produzida 38 mil toneladas diárias de resíduos, o porcentual de destinação foi 66%. No Norte, 65% das 10,6 mil toneladas de lixo diário recolhido não tiveram descarte adequado.
Nas regiões Sudeste e Sul o cenário é menos negativo. Das 92 mil toneladas de lixo coletadas diariamente em São Paulo, Minas Gerais, no Rio de Janeiro e Espírito Santo, 28,3% foram para lixões. Nos três estados do Sul, que juntos coletaram quase 19 mil toneladas por dia em 2010, o percentual de resíduos que tem destino inadequado é de 30,3%.
Em São Paulo, maior estado do país, a geração de resíduos por habitante subiu 9% em 2010. No mesmo período, a população paulista cresceu 1%. O número preocupa, segundo a Abrelpe, porque, caso continue a subir, não haverá infraestrutura adequada para acondicionar todos esses dejetos. De acordo com a pesquisa, cada paulista gerou 1,265 kg de lixo por dia em 2009, ante 1,382 kg no ano passado - como o estudo considera apenas números oficiais, o lixo clandestino, que fica nas ruas, praças ou terrenos baldios e não é coletado, deixa de ser contabilizado.
A boa notícia é que São Paulo foi o estado que mais avançou na gestão do lixo, ao destinar menos resíduos para lixões - 8,7%, ou 4.776 toneladas/dia. Desde 1997, o governo estadual vem implementa ações para interditar lixões e regularizar aterros, explicou ao Estadão Maria Heloisa de Assumpção, engenheira da Cetesb, a agência ambiental paulista. "Em 1997, 77,8% dos municípios paulistas dispunham o lixo de forma inadequada. Hoje, são apenas 3,7%", comparou.
Política Nacional de Resíduos Sólidos
Regulamentada em dezembro de 2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que atualmente está em fase de estruturação, estabelece a extinção dos lixões até 2014, o que significa que os 61% dos municípios brasileiros que ainda destinam o lixo de forma inadequada têm pouco tempo para se adaptarem.
Para Silvano Silvério Costa, secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, o prazo para adequação dos municípios é factível. "O Brasil precisa trabalhar para cumprir a lei [PL 1991/07]. Se depender do governo federal, a PNRS será feita no prazo estipulado."

Às Estrelas


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