sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Edital seleciona projetos de conservação de zonas costeiras

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A Fundação SOS Mata Atlântica está selecionando projetos que tenham como objetivo a preservação da biodiversidade em zonas costeiras e marinhas sob influência do bioma Mata Atlântica. O edital do programa Costa Atlântica prevê recursos de até R$ 300 mil.

O edital deste ano tem duas categorias. A primeira, Criação e Consolidação de Unidades de Conservação Marinha, que vai disponibilizar até R$ 40 mil por projeto, vai atender Unidades de Conservação que sejam constituídas em grande parte por ambientes marinhos submersos, como recifes de coral.

A outra, Conservação e Uso Sustentável de Ambientes Marinhos e Costeiros, tem foco na gestão e ordenamento de recursos pesqueiros e de recursos naturais, planejamento de negócios que aliem conservação da biodiversidade a práticas sustentáveis e pesquisas sobre a valoração dos serviços ambientais destes ambientes. O valor disponível por projeto é até R$ 30 mil. Todos devem ter duração de no máximo 12 meses e serão coordenados por ONG, empresa ou parceria com o poder público.

As inscrições podem ser feitas até 12 de outubro pelo site http://gerencia.sosma.org.br/ costa ou pelo correio. O edital está pode ser consultado na página www.sosma.org.br.


Costa Atlântica


Conservar o patrimônio natural e cultural das zonas costeiras e marinhas do país resume o objetivo do programa Costa Atlântica, que atua numa série de frentes estratégicas para essa conquista: fortalecimento do Sistema Nacional de Unidades de Conservação e da gestão integrada dos ecossistemas; inclusão da sociedade civil organizada e de parceiros locais nas ações; apoio a projetos de pesquisa e diagnósticos; e capacitação e promoção de campanhas de mobilização e informação.


O programa existe desde 2006 e direciona recursos para a sociedade por meio do Fundo Costa Atlântica e do Fundo de Apoio às Unidades de Conservação Marinha. O primeiro aposta em projetos de criação e consolidação de Unidades de Conservação Marinhas e em iniciativas que aliem o uso responsável dos recursos naturais àconservação da biodiversidade. O segundo, conta com a participação de doadores, pessoas físicas, para garantir a proteção, gestão e sustentabilidade das Áreas Marinhas Protegidas.

Em 2007, teve origem o Fundo Atol das Rocas, que é gerenciado pela SOS Mata Atlântica em parceria com o Conselho de Amigos do Atol das Rocas para garantir a proteção, gestão e sustentabilidade da Reserva Biológica do Atol das Rocas. Essa reserva foi a primeira Unidade de Conservação marinha do Brasil, de 1979, e é Patrimônio Natural da Humanidade. Com 36 mil hectares, está localizada a 144 milhas náuticas da cidade de Natal (RN), próximo ao Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha.

Em 2008, em parceria com a Conservação Internacional (CI), o programa Costa Atlântica também lançou a Aliança para a Conservação Marinha da Mata Atlântica, para a realização de campanhas, estudos, levantamento de dados e cursos de formação para a sustentabilidade e apoio de gestão dasUnidades de Conservação Marinha. Um exemplo de ação da Aliança é o projeto “PSA Marinho:Planejamento de um Sistema de Pagamento por Serviços Ambientais na Reserva Extrativista Marinha do Corumbau, Extremo Sul da Bahia”, que possibilitou a realização do Workshop sobre Certificação das Pescarias no Banco de Abrolhos, em Caravelas (BA).

Até 2012, o Fundo Costa Atlântica já havia lançado quatro editais. Eles tiveram como destaque a formação de três conselhos gestores – no Parque Natural dos Corais (RJ), na Área de Proteção Ambiental Armação de Búzios (RJ) e na Reserva Extrativista Cassurubá (BA) –, além da conclusão de uma proposta de Unidade de Conservação Marinha, a Área de Proteção Ambiental Litoral Leste(CE), e a capacitação de 25 monitores ambientais em São Francisco do Sul.


Por meio do Fundo Pró-Unidades de Conservação Marinha, a sustentabilidade das Unidades de Conservação públicas vem sendo ampliada, com diversas atividades que visam a valorização dessas unidades. E em 2011 uma nova Unidade de Conservação passou a ser beneficiada peloFundo: a Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais, com 413 mil hectares ente Pernambuco e Alagoas.

Diferentes iniciativas também foram deflagradas pelo programa Costa Atlântica, como o reconhecimento do grupo de monitores locais daSerra do Guararu, junto à Prefeitura Municipal do Guarujá e à Fundação Florestal de São Paulo, que tem sido um importante interlocutor da comunidade nos processos de regularização fundiária e ordenamento do turismo.

Em Paraty, tem sido executado o projeto “Estudo para determinar a capacidade de suporte, indicadores de sustentabilidade e propostas de ações para a região de Trindade e áreas abrangidas pela Área de Proteção Ambiental Cairuçu, Parque Nacional da Serra da Bocaina e Reserva Ecológica da Juatinga, Município de Paraty – RJ”

SENAR vai levar Projeto Biomas ao produtor rural


Igor Borges, assessor técnico do SENAR Central

Técnicos do SENAR Central e do Espírito Santo participaram essa semana da capacitação do Projeto Biomas na Mata Atlântica. A primeira da série que será realizada nos seis biomas brasileiros. O Projeto Biomas já está sendo desenvolvido na Mata Atlântica, no Cerrado, na Amazônia, na Caatinga e no Pampa. Caberá ao SENAR, maior escola sem sala de aula do mundo, levar os resultados das pesquisas ao produtor rural e orientá-lo sobre a reintrodução de arvores nativas e exóticas que, combinadas com a produção de alimentos, podem gerar renda e tornar a propriedade mais sustentável. Essa é a grande meta do projeto, parceria da CNA com a EMBRAPA.

O curso oferecido pelo projeto Biomas vai nortear as ações de capacitação que serão desenvolvidas para os pequenos e médios produtores. “Ainda vamos estudar o que poderá ser feito, mas acredito que até o ano que vem teremos cursos de capacitação do SENAR sobre o projeto Biomas”, avalia o assessor técnico do SENAR Central, Igor Borges.

“Esse conhecimento técnico que é de fundamental importância, vai ficar mais acessível para o produtor rural através de novos cursos e treinamentos que o SENAR disponibiliza para a população rural, afim de melhorar a qualidade de vida dessas pessoas”, finaliza Christiano Schiffler, técnico do SENAR de Colatina, Espírito Santo.



Sobre o Projeto Biomas

O projeto é uma parceria entre Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Os estudos já estão sendo desenvolvidos em cinco dos seis biomas brasileiros. Os pesquisadores buscam soluções para a produção sustentável de alimentos, a partir da reintrodução da árvore nas propriedades rurais do Brasil. O Projeto Biomas tem o apoio do SEBRAE, Monsanto, John Deere e Vale Fertilizantes.


Assessoria de Comunicação Digital do Sistema CNA/SENAR
Reportagem Especial: Larissa Trevisan
Fotos: Cadu Gomes
(61) 2109-1382
www.canaldoprodutor.com.br

Girafa 'vela' filhote morto e levanta discussão sobre luto de animais



"Velar" filhote é comportamento incomum para girafas

Um incidente incomum a respeito de uma girafa morta reabriu a discussão sobre se os animais sofrem por seus mortos.

Zoólogos testemunharam uma girafa mãe se recusando a sair de perto do corpo de seu filhote morto, no terceiro incidente do tipo registrado.

Outros animais sociais, como elefantes e chimpanzés, são conhecidos por examinar atentamente os corpos de seus mortos, especialmente de parentes próximos.

Esse tipo de comportamento levanta discussões sobre a possibilidade de que os animais tenham um "modelo mental" de morte.

Detalhes do último incidente foram publicados no African Journal of Ecology.

O professor de zoologia Fred Bercovitch, pesquisador do Primate Research Institute &Wildlife Research Centre na Universidade de Kyoto, no Japão, e da Giraffe Conservation Foundation, com sede em Surrey, na Grã-Bretanha, testemunhou um desses episódios.

Enquanto observava girafas no South Luangwa National Park, na Zâmbia, Bercovitch testemunhou uma girafa se inclinar sobre seu filhote natimorto.

Ela passou vários minutos lambendo o filhote, antes de levantar. A girafa repetiu o comportamento algumas vezes, ficando ao todo mais de duas horas examinando do filhote que perdeu.
Comportamento

Esse comportamento é surpreendente por diversas razões.

As girafas fêmeas raramente passam tempo sozinhas, e no entanto esta passou horas com seu filhote morto, longe das outras fêmeas.

As girafas também raramente se inclinam, a não ser para beber ou comer. E, a não ser por dois outros episódios semelhantes, as girafas não costumam ser vistas examinando atentamente seus mortos.

"A reação maternal a seu filhote morto não foi tão prolongada quanto a observada em elefantes africanos", escreveu Bercovitch.

Elefantes e chimpanzés, ambos vivendo em grupos altamente sociais, já foram observados aparentemente sofrendo a perda de seus mortos.

Os elefantes ficam agitados quando um membro de sua manada morre, examinam o morto e geralmente protegem os corpos.


Episódios mostram que girafas mães formam laços mais profundos com filhotes do que se pensava

Há registros de chimpanzés carregando seus filhotes mortos. Geralmente, filhotes mais velhos são carregados por mais tempo.
Episódios

No caso das girafas, em um dos três episódios registrados até agora, em 2010, no Quênia, uma girafa fêmea passou quatro dias ao lado do filhote de um mês que havia acabado de morrer.

O comportamento foi observado pela bióloga Zoe Muller. Dezessete outras girafas fêmeas cercaram o corpo do filhote em diferentes momentos ao longo dos quatro dias.

No incidente da Zâmbia, testemunhado por Bercovitch no fim do ano passado, a girafa ficou duas horas com o filhote, que aparentemente nasceu morto.

O terceiro episódio foi registrado em 2011, na Namíbia, quando uma manada de girafas parou para inspecionar o local em que uma jovem fêmea havia morrido três semanas antes.

Uma girafa macho parou de caminhar e farejou o terreno. Quatro outros membros da manada examinaram o local da mesma maneira.
Laços

No entanto, enquanto o comportamento de elefantes e primatas tem sido usado para sugerir que alguns mamíferos são capazes de conceituar a morte, Bercovitch se mantém cauteloso.

Os episódios claramente mostram que girafas mães formam laços com seus filhotes de maneira mais profunda do que se pensava, diz Bercovitch.

Mas a importância da descoberta também pode residir mais no fato de que amplia o número de espécies que reagem quando parentes ou membros de seu grupo morrem.

Somente ao coletar evidências de várias espécies os cientistas poderão começar a investigar se os animais sofrem por seus mortos, e em que momento da evolução essa característica apareceu.

BBC News

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