terça-feira, 28 de junho de 2011

Em 2013 preço de módulos solares pode chegar a US$ 1



Relatório sugere que queda nos preços da energia solar e aumento no custo dos combustíveis fósseis podem tornar instalações solares competitivas em menos de dez anos

O custo dos módulos solares tem caído rapidamente e até 2013 pode chegar a metade do valor de 2009, o que possibilitaria à energia solar a se tornar competitiva em menos de uma década, indica uma nova pesquisa da Ernst and Young
A análise foi feita com base nas informações fornecidas por dez empresas britânicas que trabalham com uma gama de tamanhos de sistemas acima de 50 kW que são atualmente instalados no Reino Unido. De acordo com a pesquisa, o preço do módulo solar caiu de mais de US$ 2 em 2009 para US$ 1,50 em 2011. Com essa continua queda, o estudo prevê que o preço deve chegar perto de US$ 1 até 2013. 
Além disso, o relatório considerou fatores como despesas iniciais, preços de combustíveis e taxas de preço da energia para estimar quando a energia solar se tornará competitiva em relação às fontes fósseis. 
Segundo o estudo, com a continuidade de subsídios em curto prazo, as instalações solares em larga escala se tornarão competitivas entre 2016 e 2019, e em dez anos poderão mesmo se tornar competitivas no mercado mesmo sem auxílios. 
Atualmente, as instalações solares são economicamente viáveis em alguns países em residências e empresas apenas por causa dos subsídios governamentais, mas a pesquisa indica que o aumento no preço dos combustíveis fósseis pode tornar as solares competitivas em uma década – menos do que se esperava previamente. 
A pesquisa vai ao encontro de outros relatórios, que já apontavam para a queda no preço da energia solar e uma consequente competitividade. “O relatório reforça o que nós explicamos na nossa estratégia de Revolução Solar e vem de uma consultoria independente”, declarou Howard Johns, presidente da Associação de Comércio Solar (STA). 
Ben Warren, principal autor do relatório da Ernst & Young, afirmou que a análise sugere também os benefícios que a energia solar pode trazer para a economia. “Se você cria um mercado sustentável, você gera economias e direciona benefícios econômicos em termos de renda de impostos e criação de empregos”, disse. 
No entanto, Warren lembra que por enquanto, os subsídios ainda são necessários, pois ajudam a gerar novas fontes de capital que podem acelerar o desenvolvimento das energias renováveis. “O mercado de energia está faminto por capital – e o capital não virá todo de empresas públicas e bancos. Há uma necessidade desesperadora de criar compromissos com investidores institucionais”, explicou.


Fontes: 
The Guardian
Instituto CarbonoBrasil

Fernando Pessoa "Não sei quantas almas tenho"


Fernando Pessoa e seus heterônimos


Não sei quantas almas tenho.

Cada momento mudei.  
Continuamente me estranho.  
Nunca me vi nem acabei.  
De tanto ser, só tenho alma.  
Quem tem alma não tem calma.  
Quem vê é só o que vê,  
Quem sente não é quem é,  
Atento ao que sou e vejo,  
Torno-me eles e não eu.  
Cada meu sonho ou desejo  
É do que nasce e não meu.  
Sou minha própria paisagem;  
Assisto à minha passagem,  
Diverso, móbil e só,  
Não sei sentir-me onde estou.  
Por isso, alheio, vou lendo  
Como páginas, meu ser.  
O que segue não prevendo,  
O que passou a esquecer.  
Noto à margem do que li  
O que julguei que senti.  
Releio e digo : "Fui eu ?"  
Deus sabe, porque o escreveu.  


Fernando Pessoa

Prêmio reconhece iniciativas de preservação realizadas por professor

O prêmio Bios e Terra surgiu como um instrumento para difundir iniciativas positivas para um relacionamento harmonioso com a vida animal, doméstica ou silvestre, contribuindo para a valorização e preservação da biodiversidade
Podem participar todos os professores da rede pública e/ou particular, enviando iniciativas que podem ser aula, seqüencia didática, ação ou um projeto envolvendo o alunado. São aceitas as iniciativas desenvolvidas desde 2006, com resultados parciais.
As iniciativas passarão por duas comissões julgadoras e a finalista ganhará o prêmio de R$ 1.000,00 em dinheiro direto em conta. A primeira comissão analisará metodologicamente a iniciativa e a segunda, analisará os impactos para a biodiversidade,.
Todas as informações são comunicadas por mídias sociais, como facebook, twitter e o site será palco de toda a divulgação.
O prazo para recebimento da iniciativa vai até 06 de agosto de 2011. 
Regulamento: http://www.bioseterra.com.br/site/pdf/regulamento.pdf

Mais informações: www.bioseterra.com.br

Fonte: Bioseterra 

Universidade da Pensilvânia - Aumento do nível do mar é o maior e mais rápido em dois mil anos.

 
O estudo indica que variações nos níveis oceânicos estão ligadas a mudanças de temperatura e que desde a revolução industrial o índice do aumento é de cerca dois milímetros ao ano, o maior registrado no intervalo de tempo analisado
O fato de que o nível dos oceanos está subindo já não é novidade para a comunidade acadêmica. No entanto, uma nova pesquisa da Universidade da Pensilvânia sugere que esse aumento está ocorrendo mais rapidamente do que em qualquer outro período nos últimos dois mil anos.

O relatório, intitulado "Variações do nível do mar relacionadas ao clima nos últimos dois milênios" e publicado pela Proceedings, da Academia Nacional de Ciências (NSF), indica que há uma relação entre as alterações nos níveis oceânicos e as variações climáticas ocorridas no período, visto que quando a temperatura estava mais baixa o nível do mar permanecia estável, enquanto que nos de aumento de temperatura, verificou-se que o nível oceânico subia.

“O aumento do nível do mar é um resultado potencialmente desastroso das mudanças climáticas, à medida que o aumento das temperaturas derrete o gelo terrestre e aquece as águas do aceano”, declarou Benjamin Horton, professor e diretor do Laboratório de Pesquisas de Nível do Mar da Universidade da Pensilvânia e um dos coautores da pesquisa.

Para comprovar que há essa ligação entre as alterações climáticas e as variações do nível dos oceanos, os pesquisadores coletaram amostras de salinas de diferentes regiões, onde existem micro fósseis de bactérias e plantas que podem ser analisados a fim de medir os níveis de salinidade, o que pode fornecer pistas sobre os níveis dos oceanos. “À medida que você vai mais e mais fundo [na profundidade das salinas], você volta no tempo”, disse Horton.

De acordo com o relatório, entre 200 AC e 1000 DC, o nível do mar manteve-se relativamente estável, e passou a aumentar no século 11, quando ocorreu um período de 400 anos de aquecimento nas temperaturas conhecido como Anomalia Climática Medieval, no qual os cientistas perceberam que o nível oceânico passou a subir cerca de 0,6 milímetros ao ano.

Após este período, entre os anos de 1400 e 1800, o planeta passou pela chamada Pequena Idade do Gelo, na qual as temperaturas estabilizaram-se novamente, só vindo a aumentar a partir do século 19, depois do começo da Revolução Industrial. Desde então, o índice do aumento oceânico é de cerca dois milímetros ao ano, o maior registrado no intervalo de tempo analisado.

Segundo Horton, “se se olha o recorde do nível do mar, a primeira aceleração é em 1000 DC. O que se pode imaginar é que as temperaturas eram mais quentes, como sabemos que elas eram durante o aquecimento medieval. Pode-se assumir que os oceanos expandiram e os mantos de gelo derreteram. Então há um período estável do nível do mar, que coincide com a Pequena Idade do Gelo – os oceanos podem ter se contraído levemente, então o nível do mar responde a isso”.

“É evidente sustentar o óbvio. As leis básicas da física dizem que se você aumenta a temperatura, o gelo derreterá. Mas o que mostramos é o quão sensível o nível do mar é às mudanças de temperatura. O período de aquecimento medieval foi uma mudança muito súbita, mas resultou em uma resposta do nível do mar. Isso indica que eles estão ligados intrinsicamente, e que é uma resposta muito sensível e instantânea”, continuou Horton.

Para Stefan Rahmstorf, um dos coautores do relatório, a descoberta confirma outros estudos que sugerem que o nível oceânico está aumentando. “Isso reforça nossas projeções... o aumento acelera por causa do princípio de que quanto mais quente fica, mais rápido o nível do mar sobe. Os dados do passado ajudaram a calibrar nosso modelo, e melhorarão as projeções do aumento do nível do mar em relação aos cenários de futuros aumentos de temperatura”.

“Cenários de um futuro aumento dependem de entender a resposta do nível do mar às mudanças climáticas. Estimativas precisas da variabilidade do nível do mar fornecem um contexto para tais projeções”, ressaltou Andrew Kemp, outro coautor da pesquisa.

Paul Cutler, diretor do programa da Divisão de Ciências da Terra da NSF exaltou a importância do estudo, alegando que “ter um quadro detalhado dos índices da mudança do nível do mar dos últimos dois milênios fornece um contexto importante para entender as mudanças atuais e as potencialmente futuras. É especialmente valioso para antecipar a evolução de sistemas costeiros nos quais mais da metade da população mundial vive agora”.

“Nos últimos mil anos, quando a temperatura mudava, o nível do mar mudava. É um grande conjunto de evidências dizer que no século 21, com a indicação de que as temperaturas estão aumentando, o nível do mar vai subir. Essa é uma grande preocupação que resulta desse estudo”, concluiu Horton.


 
Fonte: Instituto CarbonoBrasil/Agências Internacionais


Conferência Internacional 'Reservas da Biosfera e as Mudanças Climáticas' organizada pela Unesco

 
 A cidade alemã de Dresden recebe a Conferência Internacional “Reservas da Biosfera e as Mudanças Climáticas”. Realizada pela Unesco em parceria com o governo do país, o encontro tem como objetivo discutir o impacto das mudanças climáticas e o desafio que essas alterações representam. 
A conferência marca os 40 anos do Programa da Unesco “o Homem e a Biosfera”. Agentes de decisão, gestores, especialistas e outros interessados vão discutir o futuro do projeto em tempos de mudança climática. 
Cooperação 
Desde 1971, o projeto da Unesco entitulado “o Homem e a Biosfera” apoia a cooperação entre Estados e cientistas na busca de uma gestão sustentável dos recursos naturais. 
Hoje, dezenas de milhares de pesquisadores e profissionais de mais de 150 países participam do 
programa em 14 áreas de projeto que envolvem 564 reservas em todos os continentes. 
Decisões sobre a agenda estratégica deste programa intergovernamental são tomadas pelo Conselho de Coordenação Internacional, composto por representantes dos 34 Estados 
Membros. 
Um dos principais objetivos do encontro desta semana na Alemanha é adaptar conceitos e estratégias do projeto para o atual contexto de aquecimento global. 
A “Declaração de Dresden” será apresentada à Conferência Geral da Unesco no final de 2011.

Fonte: Rádio ONU

Pode-se reduzir emissões em até 96% adotando carne artificial


Alimento desenvolvido em laboratório pode ser uma das apostas para a escassez dos recursos naturais e para às mudanças climáticas, pois utiliza menos de 4% da água da produção convencional e evita a liberação de toneladas de GEEs

 
A produção e manipulação de alimentos em laboratório é uma questão que tem dividido opiniões há muito tempo. Agora, entretanto, pode ser que essas técnicas ganhem mais alguns defensores, pois cientistas lançaram um novo estudo demonstrando que a carne artificial pode ajudar a diminuir a emissão de gases do efeito estufa (GEEs), além de economizar energia, água e terras. 
De acordo com a pesquisa, intitulada Impacto Ambiental da Produção de Carne Cultivada publicada pelo Environmental Science & Technology, a produção da carne de laboratório emitiria entre 78% e 96% menos GEEs, usaria entre 82% e 96% menos água e 99% menos área de terra do que o necessário para a produção do similar convencional. 
“Nossa pesquisa mostra que a carne cultivada poderia ser parte da solução para alimentar a crescente população mundial e ao mesmo tempo cortar as emissões e economizar tanto energia quanto água. A carne cultivada é potencialmente uma forma muito mais eficiente e ecológica de colocar carne na mesa.

Os impactos ambientais da carne cultivada podem ser substancialmente menores do que os da carne produzida do jeito convencional”, declarou Hanna Tuomisto, cientista da Universidade de Oxford, que conduziu o estudo. 
Segundo o relatório apresentado, comparando o uso de energia, as emissões de GEEs e o uso da terra e da água, a carne artificial é mais eficiente do que todas as alternativas – bovina, ovina e suína –, exceto pelo frango. Contudo, os pesquisadores alegaram que mesmo o frango pode ser menos eficiente que a carne de laboratório, já que há aspectos que o estudo não leva em conta. 
“O uso de energia sozinho não é necessariamente um indicador suficiente do desempenho energético se os custos de oportunidade do uso da terra não forem considerados. A produção de carne cultivada requer apenas uma fração da área de terra que é usada para produzir a mesma massa de carne de frango produzida convencionalmente. Portanto, mais terra poderia ser usada para a produção de bioenergia, e pode-se argumentar que a eficiência energética total da carne cultivada seria mais favorável”. 
Com o crescimento do consumo de carne pela população mundial, o desenvolvimento da carne artificial poderia ser uma saída para combater o aumento do preço dos grãos, o desmatamento, a escassez de água e a falta de terras, todos esses problemas relacionados ao cultivo de gado e à produção da carne convencional. No entanto, Tuomisto diz que ainda há obstáculos a serem ultrapassados até elevar a produção dessa carne ao patamar comercial. 
“Não estamos dizendo que faríamos, ou que necessariamente queremos substituir a carne convencional pela similar cultivada agora. Podemos demonstrar que isso é possível, mas é caro. 
Chegar à produção comercial depende de que mais dinheiro seja colocado nessa pesquisa”. A cientista calcula que seriam necessários cerca de US$ 160 milhões e cinco anos para colocar a carne de laboratório do mercado. 
Além disso, as questões culturais e de saúde podem fazer com que o produto enfrente certa resistência dos consumidores. Porém, em relação a isso, a pesquisa alega que “a carne cultivada consiste em um tecido muscular similar à carne produzida convencionalmente, apenas a técnica de produção difere. Também pode-se argumentar que muitos sistemas atuais de produção de carne estão longe de serem sistemas naturais”.


Fonte: Instituto CarbonoBrasil

Às Estrelas


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