quinta-feira, 29 de setembro de 2011

SBIAgro 2011 - VIII Congresso Brasileiro de Agroinformática


O Congresso Brasileiro de Agroinformática é um evento bianual promovido pela Associação Brasileira de Agroinformática. O SBIAgro 2011 será realizado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em parceria com a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e ocorrerá na semana de 17 a 21 de outubro de 2011, no Dall’Onder Grande Hotel, na cidade de Bento Gonçalves, RS.

O tema central do congresso será ”Agricultura de Precisão, da Coleta de Dados à Gestão do Agronegócio” e contará com importantes palestrantes nacionais e internacionais. Serão apresentados trabalhos nas formas oral e pôster e serão realizadas mesas redondas, palestras técnicas e exposições de tecnologias de empresas e instituições de ensino e pesquisa.

A cidade de Bento Gonçalves está localizada na serra gaúcha a 690 metros de altitude, e a 120 km da capital do estado, Porto Alegre. Bento Gonçalves é o maior produtor de uvas do Rio Grande do Sul, e o maior produtor de vinhos e derivados de uva do Brasil. O plantio da videira no município remete à chegada dos imigrantes italianos na região, o que mostra que a atividade não tem apenas caráter econômico, mas também cultural. Várias das empresas de destaque no cenário nacional têm sua sede dentro da cidade ou na periferia, como Vinícola Aurora, Vinhos Salton, Miolo Wine Group e Casa Valduga. Além de grandes empresas, também há diversidade de pequenas vinícolas familiares, que contribuem para a diversidade e qualidade dos produtos elaborados. Autalmente, os produtos ganham prêmios de reconhecimento internacional, que evidenciam a qualidade oferecida pelas empresas.

A organização do congresso está trabalhando para oferecer um ambiente produtivo de apresentações dos trabalhos, intercâmbio de informações, criação de parcerias e apresentações de inovações tecnológicas aplicadas com sucesso no mercado.

Congresso:

De: 17/10/2011 08:00 até 21/10/2011 17:00
Bento Gonçalves, RS
Eduardo Augusto Bezerra
E-Mail de Contato Eduardo.Bezerra@eel.ufsc.br
Telefone de Contato (48) 3721.9506
Contatos Estudantes, Pesquisadores, Professores.

Lei do Bambu vai potencializar pesquisas com a planta


O Brasil possui a maior diversidade de bambu das Américas, com cerca de 200 espécies. O cultivo e a aplicação dessa planta predominante na Amazônia Brasileira viraram política pública. Um projeto de lei sancionado no início de setembro cria a Lei do Bambu, mecanismo de incentivo ao cultivo e manejo sustentado deste recurso natural e que estabelece um novo conceito para a gramínea, que passa a ser tratada como produto agrícola e contará com linhas de financiamento diferenciadas.

Segundo a nova Lei, receberão incentivos do governo agricultores familiares que investirem na atividade de cultivo e manejo sustentável de espécies nativas de bambu, para produção de colmos, extração de brotos e obtenção de serviços ambientais. A Lei também fomentará ações de pesquisa e desenvolvimento tecnológico com a cultura, iniciativas voltadas para a assistência técnica e certificação, parcerias e comércio.

O aumento do desmatamento e a crescente demanda por madeira levam à busca por materiais alternativos, em virtude da escassez e altos preços desses recursos. De acordo com o pesquisador da Embrapa Acre, Elias Miranda, o bambu destaca-se pela versatilidade da sua fibra, podendo ser usado como matéria prima principal e complementar à madeira.

A cultura do Bambu é uma realidade em várias regiões do mundo, particularmente na China e outros orientais e em países andinos como Colômbia e Equador. No Brasil, já existem iniciativas com utilização dessa matéria prima, mas a cadeia produtiva ainda é incipiente.

Usos múltiplos 

O bambu pode ser usado na construção civil, fabricação de móveis, utensílios domésticos e de decoração e em benfeitorias rurais. “Além disso, a planta apresenta elevada eficiência no resgate de CO2, podendo contribuir para a redução do efeito estufa e oferta de serviços ambientais como recuperação de áreas degradadas e controle da erosão e do assoreamento de cursos d'água.

Recentemente, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram uma nova alternativa de aplicação do bambu: o uso como matéria prima para a produção de placas de fibrocimento. Segundo a pesquisa, as placas de fibrocimento reforçadas com polpa de bambu são altamente resistentes e possuem padrão de absorção de água melhor que o exigido pela legislação, podendo ser uma alternativa na fabricação de telhas, caixas d´água e outros produtos, em substituição ao amianto, material que vem sendo banido do mercado mundial por conter substâncias cancerígenas.

“As múltiplas possibilidades de uso dessa matéria prima podem contribuir para a geração de emprego e renda na cidade e no campo e para redução da pressão sobre a floresta. A implementação de uma Política Nacional voltada para o bambu confirma uma tendência de valorização da temática, vai fortalecer as pesquisas desenvolvidas e incentivar novos projetos”, afirma Miranda.

Com a execução de pesquisas na área, a Embrapa Acre, Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, se antecipou à valorização do tema. Desde 2009 a Empresa, em parceria com outras instituições, investe em projetos para desenvolvimento e consolidação da cultura.

As primeiras pesquisas da Unidade resultaram no mapeamento das espécies, ocorrência das populações e dinâmica de mortalidade de plantas no Acre, além da identificação de fatores que contribuem para o manejo e conservação de bambuais. Este ano estão em fase de elaboração mais dois projetos: um focado no zoneamento, domesticação e usos tecnológicos do bambu nativo na Amazônia Sul Ocidental; outro voltado para o manejo e utilização do gênero Guadua (conhecido como taboca gigante) como alternativa de eco-desenvolvimento na Reserva Extrativista Chico Mendes.

Os projetos também vão dar continuidade ao desenvolvimento de protocolos para produção de mudas de bambu pelo método de micropropagação in vitro. Conforme explica a pesquisadora Andrea Raposo, a espécie possui bactérias próprias que em ambientes naturais não prejudicam o seu desenvolvimento, entretanto, no cultivo em laboratório passam a competir por nutrientes. Com as pesquisas iniciais conseguimos identificar essas bactérias. “O próximo passo é testar o uso de antibióticos para inibir o crescimento bacteriano e proporcionar as condições necessárias para o uso da técnica de clonagem na cultura do bambu”, diz.

Reservas nativas

Existem cerca de 18 milhões de hectares de bambu na Amazônia. Essa imensa mancha verde está distribuída em áreas que incluem as regiões da tríplice fronteira (Brasil, Peru, Bolívia). O estado do Acre abriga uma das maiores reservas nativas do mundo, com mais de 600 mil hectares ocupados pela planta. A maior parte desse recurso natural está localizada na Reserva Extrativista Chico Mendes, no município de Xapuri, onde predomina o gênero Guadua, considerado de grande potencial econômico.

Para Miranda, o manejo e a utilização dessa espécie representam uma excelente alternativa para diversificação das atividades produtivas e ampliação das oportunidades de geração de renda na comunidade, por ser um recurso abundante na região e devido à sua exploração reconhecidamente sustentável.

Em breve o Acre contará também com mecanismos locais de fomento à cultura do bambu. Um grupo de trabalho formado por pesquisadores e técnicos da Embrapa, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresa (Sebrae), Fundação de Tecnologias do Acre (Funtac) e Universidade Federal do Acre (Ufac) vem atuando na definição de diretrizes para a elaboração de uma política voltada ao apoio e incentivo a programas de pesquisa e desenvolvimento do bambu no estado.

Fonte: Embrapa

Embrapa Florestas apresenta resultados de pesquisas em seminário sobre araucária


Evento discutiu a atual situação das matas de araucária, com análise de suas potencialidades no campo econômico, ambiental e social

Entre os dias 22 e 24/09 aconteceu o "1º Seminário Sul Brasileiro sobre a Sustentabilidade da Araucária", na Câmara dos Vereadores de São José dos Pinhais, Paraná. O objetivo foi discutir a atual situação das matas de araucária, com análise de suas potencialidades no campo econômico, ambiental e social. A Embrapa Florestas (Colombo/PR) participou de dois painéis, na sexta-feira e sábado.

No painel "Resultados alcançados e necessidades de novas pesquisas", o pesquisador Ivar Wendling falou sobre as pesquisas realizadas pela Embrapa Florestas com araucária nos últimos 30 anos.

Na década de 1970, a empresa realizou coletas de pinhão (a sementa da araucária) em diversos locais de ocorrência no Brasil: região Sul, São Paulo e Minas Gerais. Com isso, montou, em sua base física, um banco genético que hoje pode ser considerado um dos únicos no País. Além desta memória viva, que possibilita tanto conservar quanto resgatar a genética populacional existente na época, tais áreas servem para avaliação de itens como crescimento das árvores e produção de pinhão.

Um ponto a ser destacado é a possibilidade de manejo da araucária, com sua utilização em sistemas puros ou integrados (sistemas agroflorestais). Resultados de pesquisas avaliaram nutrição, solos e sistemas de manejo, para conhecer a produtividade de cada sistema.

Ainda sobre manejo, a Embrapa Florestas desenvolveu um software, o SisAraucária, que auxilia na prognose e elaboração de prognoses de crescimento e produção de plantios de araucária, além de estimar o carbono presente nestes plantios.

Um projeto recente abordado na palestra é o Estradas com Araucárias, uma parceria da Embrapa Florestas com a Secretária Estadual do Meio Ambiente (SEMA), Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) , Secretária da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (SEAB) , Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR). O projeto incentiva o plantio de árvores de Araucária em divisas entre propriedades rurais e beira de estradas, com possibilidades de uso de áreas não exploradas pelo produtores e retorno financeiro..

Como planejamento futuro, o pesquisador abordou a possibilidade de fabricação de compósitos - produtos similares aos aglomerados - com casca do pinhão e das acículas de araucária e estudos de melhoramento genético da espécie, especialmente estudos da composição química das árvores do banco genético existente na Embrapa Florestas.

Outro grande desafio para a pesquisa florestal são os métodos de armazenamento das sementes, não só com fins produtivos mas também para consumo humano. O pinhão é bastante apreciado no Sul do país, no entanto seu armazenamento ainda é um gargalo do sistema produtivo. São necessárias pesquisas sobre avaliação de embalagens, temperatura de armazenamento e criopreservação (congelamento dos tecidos biológicos).

Ainda sobre a produção de pinhão, pesquisas estão sendo realizadas envolvendo propagação vegetativa ou clonagem. Na questão de propagação via enxertia, a intenção é a formação de pomares de produção precoce de pinhão e com árvores de porte reduzido, fazendo com que a "safra" de pinhão tenha maior amplitude, o que vai possibilitar comercialização em épocas não-tradicionais. Na Embrapa Florestas encontra-se atualmente a primeira e única planta de araucária masculina com florescimento aos 4 anos após a enxertia e 2 metros de altura. Já as mudas produzidas via estaquia e miniestaquia tem como objetivo a produção de madeira com qualidade tecnológica para o mercado consumidor de serrarias e produção de móveis.

No painel que discutiu os produtos não-madeiráveis, a pesquisadora Catie Godoy abordou o pinhão na alimentação humana, aliando dados nutricionais ao sabor da semente. Foram mostrados os resultados de um projeto de culinária com o pinhão, realizado em parceria com o Colégio Estadual Júlia Wanderley, de Curitiba. As próprias cozinheiras do colégio produziram várias receitas com a semente e após isso foram avaliadas pelos alunos, que escolheram as mais saborosas. Além disso, cada receita deveria apresentar um grande valor nutricional. Futuramente, pretende-se lançar um livro com as receitas originadas no projeto.

Texto:
Katia Pichelli - Jornalista (MTb 3594/PR)
Camila Toppel - estagiária
Embrapa Florestas
(41) 3675-5638

Ilhas Maldivas cria site para viabilizar o país neutro em carbono até 2020


Ilhas Maldivas pedem ajuda para se tornarem neutras em carbono

País lança nesta quinta-feira website para buscar colaboradores que auxiliem nas ideias para mitigar as emissões de gases do efeito estufa do arquipélago

Se reduzir as emissões de dióxido de carbono de um país já não é tarefa fácil, imagine transformá-lo em uma nação completamente livre de carbono. Esse é o sonho das Ilhas Maldivas, que vão dar o primeiro passo nessa direção lançando um website para buscar sugestões e tecnologias limpas.

De acordo com o governo maldívio, o site procura conseguir a assistência e o apoio de especialistas em questões energéticas para conseguir cumprir seu plano de tornar o país neutro em carbono até 2020. O projeto foi lançado em 2009 e é a meta mais ambiciosa do mundo relacionada à mitigação das emissões de gases do efeito estufa (GEEs).

Segundo a administração das Maldivas, essa ajuda que será solicitada através do site é fundamental, já que um dos principais desafios do país é a falta de conhecimento nesta questão. Além do auxílio virtual, o governo também convidará especialistas de todo o mundo para estudar e aperfeiçoar o plano.

A ferramenta virtual terá fóruns sobre questões específicas relacionadas a tecnologias de baixo carbono, como: quais são os melhores tipos de tecnologias para ambientes corrosivos, o estabelecimento da Companhia de Finanças de Energia das Maldivas, uma organização proposta para reduzir os custos de infraestrutura e formas de arrecadar capital.

A nação insular aposta principalmente na energia solar para se ver livre das emissões de CO2. O governo espera que cerca de 60% da eletricidade do país venha de paineis solares até 2020. Também se propõe a construção de uma nova usina de biomassa para complementar as fontes solares e há chances de se utilizar a energia eólica, embora esta tecnologia não deva ter um papel tão importante por causa dos períodos de pouco vento no país.

“Estamos investindo em energias renováveis porque é mais barato e limpo do que a queima de combustíveis fósseis. No momento, nossa economia é conduzida com petróleo importado e toda vez que o preço do petróleo sobe, todos sofremos”, explicou Mahmood Razee, ministro do desenvolvimento econômico.

Com essa mudança para as energias renováveis, acredita-se que as Maldivas possam se tornar de 80% a 90% livres de carbono. Segundo o plano do governo, um corte de 100% nas emissões é possível, mas “será difícil e precisa que novas tecnologias sejam comercializadas para que aconteça”.

O projeto não inclui as emissões não relacionadas à eletricidade como as dos carros, barcos, cozimento de alimentos e aviação, pois estes setores são essenciais para o turismo do arquipélago, e a economia do país se baseia neste segmento. Como faltam opções realistas para a descarbonização total das Maldivas, tais emissões serão tratadas em planos futuros.

As Ilhas Maldivas são um dos países mais prejudicados pelos impactos das mudanças climáticas, já que por ser um arquipélago de baixas altitudes, a pequena nação de 400 mil habitantes poderá se tornar inabitável se o nível do mar continuar a subir.

Pesquisa comprova inesperada presença de corais na costa de SC


Em conjunto com pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que já desenvolviam projetos junto à Reserva Biológica Marinha do Arvoredo, em 2009 o biólogo e mergulhador Paulo Bertuol observou corais recifais na região. O fato despertou novos interesses acadêmicos e se tornou tema de uma dissertação de mestrado que está sendo desenvolvida junto ao Programa de Pós-Graduação em Ecologia da UFSC.

Resultados parciais dessa pesquisa foram este ano publicados em um artigo na revista Coral Reefs. "Nesse artigo reportamos a formação de corais recifais mais ao sul em todo o Oceano Atlântico, localizada na Reserva Biológica Marinha do Arvoredo, ao norte de Florianópolis e a 1,5 mil km ao sul dos recifes de Abrolhos", destaca o professor Alberto Lindner, que desde 1996 estuda os cnidários, conjunto de animais que inclui corais, anêmonas e águas-vivas.

"Os resultados apresentados no artigo são importantes pois mostram que é possível a formação de bancos de corais recifais mesmo no sul do Brasil, em Santa Catarina", complementa Lindner, também coordenador do projeto Biodiversidade Marinha de Santa Catarina.

Monitorando o fundo do mar

Desde dezembro de 2010, a mestranda Kátia Capel vai a cada três meses visitar a reserva para monitorar a população dos corais, que são da espécie Madracis decactis. A região ocupada mede 3,4 mil m² e está entre seis e 15 m de profundidade. A maior densidade (maior número de colônias de corais por m²) concentra-se em regiões com cerca de nove metros de profundidade, e um dos aspectos já observados é que conforme a profundidade aumenta, aumenta também o tamanho das colônias.

"Para nós foi uma grande surpresa encontrar esse tipo de formação aqui no sul do Brasil. A espécie Madracis decactis havia sido registrada para Santa Catarina, mas não esperávamos observar o desenvolvimento de um banco de corais recifais no estado", reforça Lindner.

Ao contrário do que acontece em Abrolhos, a espécie de coral encontrada em Santa Catarina não forma recifes, mas um banco de colônias livres sobre o fundo do mar. São duas hipóteses que podem explicar o desenvolvimento desses corais em forma livre.

A primeira é a de que esses animais marinhos estavam em formação rochosa e por algum motivo, como hidrodinâmica (movimento da água), se soltaram e continuaram se desenvolvendo de forma livre. A outra teoria é a de que a larva do coral pode ter se fixado em algum local móvel, como conchas, e se movimentou através das ondas, marés, ou movimento de outros animais. "Esse sítio de corais tem grande potencial para estudos e poderemos desenvolver outros projetos na região", comemora Kátia Capel.

15 anos do FUNBIO

Funbio


O Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), uma associação civil sem fins lucrativos que trabalha para conservar a diversidade biológica do País está completando 15 anos, é a organização responsável pela gestão dos recursos financeiros e pela coordenação geral do Programa. 

Foi criada em 1996, com uma doação de US$ 20 milhões do Fundo para o Meio Ambiente Mundial (em inglês Global Environment Facility - GEF) para complementar as ações governamentais, em consonância com a Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), de âmbito mundial, e o Programa Nacional da Diversidade Biológica (Pronabio). 

Cabe a ele receber, guardar e investir os recursos destinados à Carteira Fauna, assim como elaborar editais para seleção dos projetos a serem apoiados, e então aplicar os recursos nos projetos selecionados. Cabe ainda ao Funbio monitorar e avaliar a execução e os resultados de tais projetos, além de elaborar relatórios periódicos que demonstrem o andamento financeiro do Programa a todos os parceiros.

Desenvolvimento da capacidade técnica para conservação e uso sustentável da fauna e dos recursos pesqueiros:

Esta linha temática apóia as demais na capacitação e formação de recursos humanos por meio do financiamento de bolsas ou auxílio à pesquisa para técnicos em formação até especialistas de alto nível.

Ressalta-se que a coordenação da Carteira Fauna pelo Funbio é feita sob supervisão da Comissão Técnica de Fauna e de seu Conselho Deliberativo, e orientação da Comissão de Finanças e Auditoria, com função de conselho fiscal dentro da instituição.
 
No cumprimento de sua missão, o Funbio executa diferentes tarefas: aponta oportunidades e necessidades prioritárias de investimento, busca e aporta recursos estratégicos, elabora arranjos e mecanismos econômicos e financeiros que garantam a sustentabilidade financeira de longo prazo de iniciativas de conservação, concebe e executa programas de fomento, além de estimular a capacidade de agentes locais para operar com os recursos que ajuda a disponibilizar. 

Devido a sua capacidade em desenvolver projetos e gerenciar ativos, o Funbio é cada vez mais procurado pelo setor privado para o desenvolvimento de estratégias de conservação. Suas atividades estão de acordo com a visão estratégica de empresas de ponta e instituições que buscam preservar o ambiente sem perda da rentabilidade financeira com processos de conservação nos mais diferentes cenários produtivos. 

O Funbio está convencido que a essência do desafio da conservação da biodiversidade reside em encontrar e desenvolver soluções de escala, proporcionais em tamanho e intensidade às forças que motivam a sua perda. É com este perfil de atuação que o Funbio pretende contribuir efetivamente para a conservação da biodiversidade no Brasil.

A missão do Funbio é aportar recursos estratégicos para a conservação da biodiversidade.

CARTEIRA FAUNA BRASIL

A Carteira de Conservação da Fauna e dos Recursos Pesqueiros Brasileiros – Carteira Fauna Brasil é um mecanismo financeiro destinado a receber recursos provenientes de sanções penais, multas administrativas ambientais e doações, e investi-los diretamente em projetos de proteção da fauna e dos recursos pesqueiros brasileiros. Seu principal objetivo é garantir que recursos provenientes de sanções penais aplicadas contra crimes ambientais sejam destinados à proteção da fauna e à mitigação dos danos provocados, com resultados efetivos para a conservação da biodiversidade.

Resultado da parceria entre o Funbio, o Ibama, o ICMBio e o Ministério Público Federal, a Carteira Fauna Brasil foi lançada em 2006, com a assinatura de um acordo de cooperação entre os parceiros, e tendo como suporte a seguinte base legal:
  • Lei nº. 9.605/1998 
  • Decreto nº 6.514/2008 
  • Decreto nº 6.099/2007 
Os recursos da Carteira Fauna Brasil destinam-se à execução de projetos em quatro linhas temáticas:

Conservação de espécies ameaçadas de extinção ou migratórias:

A Lista Oficial da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção (Instrução Normativa MMA nº 3/2003) e a Lista Oficial das Espécies de Invertebrados Aquáticos e Peixes Ameaçados de Extinção e Sobreexplotados ou Ameaçados de Sobreexplotação (Anexo I da Instrução Normativa MMA nº5/2004), totalizam 627 espécies da fauna terrestre e aquática ameaçadas de extinção. Estimativas recentes indicam que este número poderá dobrar até 2020 caso a tendência atual seja mantida. Esta linha temática visa à adoção de estratégias para reverter este quadro, recuperando e protegendo as espécies em declínio.

Uso sustentável de espécies nativas:

Espécies nativas de fauna são alimento e fonte de renda para milhões de brasileiros. Entretanto para que sua exploração não prejudique sua existência e permita o uso pelas próximas gerações, é necessário estabelecer métodos de utilização sustentável. Esta linha temática tem o objetivo de promover medidas para o ordenamento da exploração sustentável de espécies da fauna brasileira e recursos pesqueiros.

Manejo de espécies invasoras:

Espécies invasoras são uma das maiores ameaças à biodiversidade. Para garantir ambientes ecologicamente equilibrados, capazes de fornecer os serviços naturais necessários para a saúde humana e para a produção, como a pecuária e agricultura, é necessário minimizar o impacto dessas espécies por meio de medidas de controle. Esta linha temática tem o objetivo de promover o manejo de espécies invasoras que ameacem fauna e recursos pesqueiros brasileiros.

A Comissão Técnica de Fauna, por sua vez, é composta por representantes das instituições parceiras responsáveis pela criação do Programa e tem como funções principais: indicar as diretrizes técnicas para atendimento aos objetivos da Carteira; indicar as prioridades para uso dos recursos aportados; avaliar e recomendar ao Conselho Deliberativo do Funbio a seleção de projetos a serem apoiados, além de acompanhar a execução do Programa e dos projetos integrantes a ele.

Através do Banco de Projetos, a Carteira Fauna Brasil cadastra iniciativas, projetos e atividades em execução e identifica projetos já estruturados, mas que ainda não tiveram apoio financeiro.

Instituições podem cadastrar projetos, com valores para execução entre R$ 50.000 e R$ 250.000, que se enquadrem em pelo menos uma das linhas temáticas que a Carteira Fauna Brasil apóia.

Os projetos apresentados devem observar as condições estabelecidas na Chamada de projetos para o Banco de Projetos da Carteira Fauna Brasil

Na Vitrine de Projetos, possíveis doadores podem encontrar projetos pré-selecionados pela Carteira.

Diálogos Sustentáveis

O programa Diálogos Sustentáveis tem como objetivo inserir na agenda do setor privado a preocupação com a conservação da biodiversidade e mostrar sua influência no desenvolvimento dos negócios.


Contato:
Natália Prado Lopes Paz
Gerente do Projeto
gerenciafauna@funbio.org.br - Tel: (21) 2123-5300

ONU declarou 2012 como o Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos

Energia Sustentável para Todos

Energia sustentável para todos é uma prioridade 
para o segundo mandato do Secretário-Geral

A Organização das Nações Unidas (ONU) declarou 2012 como o Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos em decorrência dos dados alarmantes apontados pela Rede de Conhecimento ONU-Energia, em que mais de 1,4 bilhão de pessoas ao redor do mundo não têm acesso à eletricidade e mais de um bilhão têm acesso escasso.

Energia Sustentável para Todos, iniciativa projetada pelo Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, tem como objetivo implantar fontes renováveis com maior eficiência e assim torná-las viáveis a todos. “Salvar nosso Planeta, tirar pessoas da pobreza, avançar no crescimento econômico fazem parte da mesma luta. Precisamos interligar os pontos entre o combate às mudanças climáticas, escassez de água e energia, saúde global, segurança alimentar e capacitação das mulheres. Soluções de um problema devem ser soluções para todos”, declarou.

O Secretário-Geral anunciou ainda que um alto grupo de prestígio irá aconselhar e orientar a iniciativa. Líderes de corporações globais, instituições financeiras e fundações irão juntar-se às Nações Unidas para produzir uma ampla agenda de ações concretas e sustentáveis de energia e, assim, atender a três objetivos até 2030:

- assegurar acesso universal a serviços modernos de energia;

- dobrar a taxa de eficiência energética global;

- dobrar o uso de energias renováveis em todo o mundo.

“Todo desafio global acaba sempre voltando para o acesso à energia. Sem acesso à energia, desafios como educar as crianças, capacitar as mulheres e melhorar a saúde tornam-se impossíveis. A energia é o motor do crescimento econômico, o qual é necessário para aliviar a pobreza”, explicou Reid Detchon, Vice Presidente de Energia e Clima da Fundação das Nações Unidas.

Há diversas formas de apoiar a iniciativa. Você pode doar, criar atividades, divulgar materiais autorizados, etc. Acesse o site oficial Energia Sustentável para Todos e faça parte dessa celebração.

Às Estrelas


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A gigante de couro pode atingir dois metros de comprimento e pesar até 750 kg.