segunda-feira, 9 de abril de 2012

Satélites permitem cortar menos e melhor madeira


O novo sistema funciona através da combinação de satélites e serviços de comunicação móveis

Os satélites vão passar a ajudar na produção de mais madeira usando menos árvores, segundo um teste que está a ser feito pela Agência Espacial Europeia.

A Agência Espacial Europeia (ESA) e a empresa irlandesa Treemetrics estão desenvolvendo um projeto que permite aos gestores florestais e às máquinas de corte no local comunicarem-se em tempo real. O Satmodo, assim se chama o sistema, está sendo utilizado através da combinação de satélites e serviços de comunicação móveis.

Até hoje, os responsáveis pela coleta das árvores tinham que dar as instruções aos operadores via correio eletrónico, telefone ou presencialmente. "Ninguém sabe ao certo o que está nas florestas até as árvores serem abatidas. Isto é ineficiente. Muitas vezes, as máquinas vão para a floresta errada e cortam árvores que não são as adequadas aos pedidos do mercado", anunciou a Treemetrics em comunicado à imprensa.

CSD, InmarsatIsatM2M / D+, 
IsatData Pro or BGAN

Através deste novo sistema, a ESA anuncia que "o valor da coleta pode ser determinado quase em tempo real e alterado no local, em vez de se esperar até cortar a floresta toda".

O Satmodo permitirá fazer uma gestão cuidadosa dos recursos, através de satélites que identificam aquelas mais adequadas a cada pedido do mercado. Como nem todas as árvores são criadas da mesma forma, os satélites detetam, por exemplo, aquelas que podem ser destinadas para toras (pedaços de madeira) ou para o fabricação de celulose. Assim, com base no pedido do cliente, é criada "uma instrução de corte" que informa a máquina e o seu operador como fazer o abate das árvores.

Essa comunicação é feita através do IsatM2M, o novo serviço da empresa Inmarsat. O IsatM2M é um serviço de mensagens via satélite, que permite a localização e monitorização máquina-a-máquina em qualquer lugar do mundo.


JPN - jpn@icicom.up.pt 

'Maternidade de estrelas' ganha nome de poeta


A alcunha da região NGC 3324 é ‘Nebulosa Gabriela Mistral’ (clique para ampliar)
NGC 3324 é ‘Nebulosa Gabriela Mistral’


Uma nova imagem da NGC 3324 mostra uma maternidade estelar. A intensa radiação ultravioleta emitida por várias das estrelas jovens quentes da NGC 3324 faz com que a nuvem de gás brilhe com cores vivas ao mesmo tempo que escava uma cavidade no gás e poeira ao seu redor.

Os observadores das nebulosas encontram algumas formas nestas “nuvens cósmicas”. Uma das alcunhas da região NGC 3324 é ‘Nebulosa Gabriela Mistral’, nome da poetisa chilena que ganhou o prémio Nobel da literatura em 1945. As bordas da parede de gás e poeira à direita parecem-se bastante com uma cara humana de perfil, com o “alto” no centro correspondendo a um nariz.


Imagem captada pelo Wide Field Imager, 
no Observatório de La Silla, Chile
© ESO (NGC 3324)


A NGC 3324 está situada na constelação austral de Carina, a cerca de 7.500 anos-luz de distância da Terra. Encontra-se nos arredores norte do ambiente caótico da nebulosa Carina, a qual se viu esculpida por muitos outros bolsãos de formação estelar.


© ESO (Nebulosa Carina)

Um depósito rico em gás e poeira na região da NGC 3324 deu origem a formação estelar intensa nessa zona há vários milhões de anos e levou a criação de várias estrelas muito grandes e quentes, as quais se podem observar bem destacadas nesta nova imagem. 

Os ventos estelares e a intensa radiação emitida por estas estrelas jovens abriram um buraco no gás e poeira circundantes, o que se observa claramente como uma parede de material na região central direita da imagem. A radiação ultravioleta emitida pelas estrelas quentes jovens retira elétrons dos átomos de hidrogênio, que são seguidamente recapturados, originando um brilho característico de cor avermelhada à medida que os elétrons decaem em cascata através dos vários níveis de energia, mostrando-nos toda a extensão do gás difuso local. Outras cores vêm de outros elementos, com o brilho característico do oxigênio duas vezes ionizado tornando as partes centrais da imagem amarelo-esverdeadas. 

Tal como as nuvens no céu da Terra, os observadores de nebulosas imaginam formas entre estas nuvens cósmicas. Um dos apelidos para a região NGC 3324 é a de Nebulosa Gabriela Mistral, nome que vem da poetisa chilena que ganhou o prêmio Nobel da literatura em 1945. As bordas da parede de gás e poeira à direita parecem-se bastante com uma cara humana de perfil, com o “alto” no centro correspondendo a um nariz. 

O instrumento Wide Field Imager instalado no telescópio MPG/ESO de 2,2 metros no Observatório de La Silla revela-nos também muitas estruturas escuras na NGC 3324. Os grãos de poeira nestas regiões bloqueiam a radiação que vem do gás brilhante de fundo, criando estruturas filigrânicas sombrias que acrescentam mais uma camada evocativa a esta já rica imagem. 

O olho poderoso do Telescópio Espacial Hubble também já esteve voltado para a NGC 3324. O Hubble consegue observar maiores detalhes do que a visão mais alargada do Wide Field Imager, embora num campo de visão menor. Os dois instrumentos quando usados em conjunto fornecem-nos as perspectivas de zoom-in e zoom-out, ambas bastante interessantes.

Fonte: ESO

Cerâmica verde é referência para o País



Por conta da sua prática sustentável, deixam de ser emitidas 300 toneladas de carbono por ano na atmosfera

Há dez anos, a Cerâmica Gomes de Matos (CGM), localizada nesta cidade da região do Cariri, a 567 Km de Fortaleza, começou uma metamorfose na sua produção que a tornaria referência até mesmo para o Ministério do Meio Ambiente (MMA). Criada em 1986, adota um modelo que privilegia a eficiência energética e a sustentabilidade.

Trabalha com três planos de manejo licenciados e acompanhados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), nas fazendas Pau d´Arco, no Crato; Canabrava, em Farias Brito e Boqueirão, em Assaré.

"As fazendas abastecessem quase toda nossa produção. Mas, buscamos também combustíveis alternativos que não venham da base da lenha e da biomassa florestal. Nesse sentido, trabalhamos com a poda de árvores urbanas. Como não temos aterro sanitário aqui no Crato, esse material ia todo para o lixão. Investimos nada menos do que R$ 400 mil em equipamentos para beneficiá-lo e transformá-lo em energia", explica o engenheiro florestal da CGM, Stephenson Ramalho.


Outra estratégia adotada pela empresa é recolher a biomassa da limpeza de quintais. "Fazemos isso no Crato e em Juazeiro. As pessoas nos ligam e mandamos o caminhão pegar. Também aproveitamos o excedente de pó das serrarias que ia para o lixão. No início, recebíamos gratuitamente. Hoje, formamos uma cadeia que permite às pessoas cadastradas recolherem o pó e nos repassarem mediante compensação financeira".

Para passar pelo crivo da CGM, o pó deve ser proveniente de serrarias legalizadas que se enquadrem em preceitos sustentáveis, desde a compra da madeira até a sua estrutura institucional. Outra atitude para otimizar a aquisição do material é adquiri-lo em Picos (PI). "Os caminhões que vão para lá carregados de tijolos voltam repletos de pó de serraria", observa Stephenson.


Carbono

Todas essas iniciativas fizeram com que, pelo quinto ano seguido, a empresa deixasse de emitir 300 mil toneladas de carbono. "Quando a gente queima esse material no nosso forno, emite carbono. Se for para o lixão, a emissão é de metano, que é vinte vezes mais poluente", compara Stephenson.

A CGM trabalha com uma linha de pelo menos vinte produtos diferenciados, como telha prensada, colonial e romana. Outra novidade é o meio bloco, que evita desperdícios na construção: "Como se sabe, os pedreiros quebram muitos blocos durante a obra. A cada milheiro vendido, incluímos um meio bloco para atender a essa demanda".

A maneira sustentável de operar atrai anualmente centenas de visitas de empresários do ramo de todo o País e autoridades.


Além de 60% de biomassa alternativa, é feito o manejo florestal

A Cerâmica Gomes de Matos (CGM) foi criada em 1986, portanto, há 26 anos. Mantém várias áreas do chamado remanejamento, que consiste numa faixa de terra de onde provém a lenha para queima nos fornos. Esta área é dividida igualmente em dez partes. Todo o manejo é acompanhado por órgãos competentes, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O processo funciona da seguinte forma: cada décimo da terra é explorado no período de um ano. Após esse período, a extração da lenha passa para a segunda parte da terra e assim sucessivamente até chegar na décima parte. Quando isso ocorre, aquela primeira parte já está em condições de ser explorada novamente, pois floresceu e se recuperou ao longo dos dez anos passados. Dentre as áreas de remanejamento, existe a da Fazenda Pau d´Arco que conta com 200 mil tarefas de terra. Também é feito o reflorestamento com árvores nativas ou de madeira de rápido crescimento, como é o caso dos eucaliptos. Ronaldo Gomes de Matos, um dos sócio-diretores da CGM, ressalta que "a madeira das florestas de manejo é renovável e, aliado a isso, trabalhamos com cerca de 60% de biomassa alternativa. As empresas estão buscando cada vez mais essa opção que, um dia, pode ficar também escassa".

Mão de obra feminina dá toque de qualidade à produção de tijolos

Uma das práticas adotadas pela Cerâmica Gomes de Matos contribuiu ainda mais para evitar o desperdício: a contratação de mulheres. Hoje, elas já são em número 15, de um total de 180 trabalhadores.

"Depois que elas chegaram, o desperdício diminuiu consideravelmente, além de um cuidado especial com a produção", assegura o engenheiro florestal Stephenson Ramalho.

A responsável por todo o setor de licenciamento ambiental da CGM também é uma mulher, a técnica em saneamento ambiental Dagonelli Lemos. É ela quem encaminha a documentação para órgãos como o Ibama, ICMBio, Semace, DNPM e Secretaria Municipal do Meio Ambiente, dentre outros.

"A presença da mulher aqui é irreversível. Já se fala em aumentar o número delas. Tomamos conhecimento de que a nossa iniciativa está sendo copiada por outras cerâmicas da região. Isso é muito gratificante", enfatiza.

Além das mulheres dando o seu toque de economia à produção, uma medida que ajudou a assegurar a sustentabilidade do empreendimento foi a construção de um galpão para estocar o barro, promovendo uma redução de 60% no uso de água. Antes, a céu aberto ocorria grande evaporação e era preciso molhar constantemente a matéria-prima para a fabricação de tijolos.

A sobra da produção é toda reaproveitada, voltando à jazida. Por conta de todas essas medidas adotadas ao longo de dez anos, a cerâmica explora apenas 10% de toda a área que tem direito a escavar, diminuindo em muito os impactos causados à natureza na região do Cariri.

Informações técnicas:

Biomassa

A biomassa (massa biológica) é a quantidade de matéria orgânica produzida numa determinada área de um terreno.


Este termo tem sido muito utilizado nos últimos anos, em função das preocupações relacionadas às fontes de energia. A biomassa é capaz de gerar gases que são transformados – em usinas específicas – em energia, como também podem ser queimadas, convertendo a biomassa em energia térmica.

A CGM conta hoje com uma porcentagem bastante significativa na produção de energia térmica oriunda da biomassa. Hoje, cerca de 47% da geração daquela energia provém da queima de resíduos, como restos de serraria. Uma matéria que anteriormente seria irresponsavelmente descartada na natureza.

Madeira Legal

A CGM mantém várias áreas do chamado remanejamento. O remanejamento consiste numa área de terra de onde provém a lenha para queima nos fornos. Esta área é dividida igualmente em dez partes. Todo o manejo é acompanhado de perto pelos órgãos competentes, como IBAMA. O processo funciona da seguinte forma: cada décimo da terra é explorado no período de um ano. Após esse período, a extração da lenha passa para a segunda parte da terra e assim sucessivamente até chegar na décima parte. Quando isso ocorre, aquela primeira parte já está em condições de ser explorada novamente, pois esta se recuperou ao longo dos dez anos em que ficou descansando.


A cada ano que passa a CGM depende menos ainda do corte da lenha de suas várias áreas de remanejamento. Isso se deve ao fato do uso da biomassa vir aumentando ano após ano. Se cada empresa tivesse a preocupação com o meio ambiente como a CGM, a degradação ambiental seria menor. Pois acreditamos que o meio ambiente, se explorado com responsabilidade e preocupação com a sua sustentabilidade, poderemos viver num mundo melhor sem comprometer o nosso bem estar nem o das gerações que estão por vir.


A CGM matém várias áreas de remanejamento. Dentre elas, existe a da Fazenda Pau D'arco que conta com 200 mil tarefas de terra. O remanejamento consiste em explorar uma determinada área da reserva de cada vez, devidamente autorizada e medida pelo IBAMA. Cada área pode ser explorada por um período não superior a um ano. Essa terra é dividida em dez partes, chamadas de talhão, e quando o corte chega no décimo talhão a primeira área já conseguiu se recuperar. Também é feito o reflorestamento com árvores nativas ou de madeira de rápido crescimento, como é o caso dos eucalíptos. A CGM trabalha duro para agrantir a sustentabilidade de suas áreas de remanejamento, garantindo assim um melhor aproveitamento da floresta sem agredir o meio ambiente, de forma a garantir a preservação.

Diário do Nordeste
FERNANDO MAIA
REPÓRTER

Amazônia é principal responsável por mudanças do clima no Brasil



Eventos extremos, que provocam chuvas significativas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, estão associados a um canal de umidade da floresta, diz coordenador de previsão do tempo.
O que mais influencia as mudanças de clima no Brasil é a Amazônia. A região é também a de maior peso no equilíbrio ambiental do país.

Inundação em Minas Gerais. Vendaval em Campo Grande, na Região Centro-Oeste. Temporais no Vale do Itajaí, em Santa Catarina.

Para entender um pouco mais do que acontece com o clima no Brasil, a equipe da Rede Globo foi até a Amazônia que, segundo os meteorologistas, é a região que mais influencia o tempo no país. São os pesquisadores da sede do Inpa, principal centro de pesquisas da Amazônia, em Manaus, que vão dizer qual o peso da região quando o assunto é previsão do tempo.

"A gente pode considerar que a Amazônia seria como um grande entreposto de umidade. Ela recebe muita umidade do Oceano Atlântico e também tem muita evaporação, então alimenta a atmosfera com muita umidade da superfície, que se mistura, forma nuvens e se transforma em chuva. Mas também sobra uma grande quantidade de umidade que é transportada para outras regiões", diz o coordenador de pesquisas do INPA, Antonio Manze.

A Amazônia, que já é uma região muito úmida pela grande concentração de água doce e pela floresta, recebe mais umidade do Oceano Atlântico, trazida por ventos que sopram em direção ao Pacífico. Mas na ponta da Amazônia há uma barreira natural, a Cordilheira dos Andes. Então, uma parte dessa umidade fica na região e outra é desviada para a América Central e para o Centro-Sul do Brasil.

"A maioria dos eventos extremos que provocam chuvas significativas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, principalmente as mais recentes, estiveram associadas justamente a esse canal de umidade que vem da Amazônia em direção à Região Sudeste", afirma o coordenador de previsão do tempo do Cptec, Gustavo Escobar.

Foi uma grande concentração de umidade que provocou tragédias, como a de Angra Dos Reis, nas primeiras horas de 2010 e praticamente fez desaparecer a cidade de São Luiz do Paraitinga, no interior de São Paulo. Devastou, em 2011, a Região Serrana do Rio e mais recentemente provocou inundações em várias cidades de Minas Gerais.

Uma das bases de observação meteorológica de Manaus fica dentro da Reserva Biológica de Cuieiras a 50 quilômetros do Centro. São 30 quilômetros de estrada de terra e 2,5 quilômetros por uma trilha até chegar à estação no meio da mata. Nela há uma torre de 52 metros de altura que tem que ser vencidos com coragem e preparo físico.

Em um dos pontos mais altos de observação da floresta tem todos os equipamentos que os cientistas precisam para medir a interação da floresta com a atmosfera. Dois deles medem chuva, outro temperatura, outro radiação solar, outro umidade do ar e outro o vento.

Os resultados captados são analisados em computadores em Manaus e ajudam a melhorar os modelos de previsão de tempo e clima, não só do Brasil como do mundo todo.
E os olhos do mundo também se voltam para a floresta porque ela concentra, tanto nas árvores quanto no solo, uma das maiores reservas de carbono do planeta.

"Uma mudança climática que venha a matar essa floresta ou mesmo que o homem venha a cortar essa floresta vai fazer com que grande parte do carbono acabe indo para a atmosfera e intensificando ainda mais o efeito estufa, aquecimento global e as mudanças climáticas", diz Manze.

Às Estrelas


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A gigante de couro pode atingir dois metros de comprimento e pesar até 750 kg.