quarta-feira, 4 de maio de 2011

Tecnologia espacial da Nasa pode ajudar a melhorar saúde e nutrição


A agência espacial Nasa vai exportar para os países em desenvolvimento parte dos seus conhecimentos de saúde, nutrição e segurança, na sequência de um acordo com a USAid, a agência norte-americana para o desenvolvimento internacional.
“Quando exploramos o espaço, também exploramos soluções para os problemas de saúde, nutrição e segurança, que são desafios nos países em desenvolvimento”, explicou o director da Nasa, Charles Bolden, em comunicado.
Este acordo visa ampliar a aliança bilateral e ajudar os países em desenvolvimento a enfrentar desafios como a segurança alimentar, as fontes de energia e a mudança climática.
Válido para os próximos cinco anos, a parceria irá também utilizar dados fornecidos pela Nasa para ajudar a minimizar os riscos de catástrofes naturais e facilitar a resposta humanitária nos países em desenvolvimento.
A Nasa irá também preparar um conjunto de tecnologias geoespaciais para resolver problemas que dificultam o desenvolvimento destes países.
“As tecnologias utilizadas nas missões da Nasa melhorarão – e muito – a vida na Terra. Juntamente com a USAid, conseguiremos um desenvolvimento mais sustentável para a Terra, resolvendo problemas para toda a comunidade internacional”, continuou Bolden.
A USAid espera que áreas como a saúde, segurança alimentar e água, saiam reforçadas com este acordo. Ambas as agências já trabalham desde 2003, através do programa Servir, que permite aos países em desenvolvimento utilizar os dados que a Nasa obtém do planeta Terra para enfrentar problemas agrícolas e prever possíveis alterações climáticas.

Corrupção nas políticas climáticas


ONG alerta: Transparência Internacional afirma que os mecanismos de combate ao aquecimento global e de preservação das florestas devem ser fortalecidos para garantir que bilhões em recursos não se percam antes de chegar a quem realmente precisa
Existe uma grande pressão para que os países ricos comecem de uma vez a liberar recursos para a adaptação das nações mais vulneráveis às mudanças climáticas. Porém, aTransparência Internacional alerta que é preciso criar ferramentas de controle para que todo esse dinheiro não acabe indo pelo ralo da corrupção.
De acordo com a organização, 20 das nações que mais precisam de ajuda climática estão entre as mais corruptas do planeta. Países como Bangladesh, Zimbábue, Egito e Vietnã não possuem condições de garantir a aplicação do dinheiro e apresentam um índice de corrupção menor que 3,6 numa escala de zero a dez, onde zero significa totalmente corrupto.
Segundo o relatório “Global Corruption Report: Climate Change”, o investimento total no combate às mudanças climáticas deve alcançar US$ 700 bilhões até 2020. Boa parte desse dinheiro será movimentada por novas vias de mercado que nunca foram testadas, ou seja, com grande probabilidade de serem alvos de criminosos.
Mesmo nos mecanismos de captação de recursos climáticos ou de preservação florestal já existentes são comuns casos de fraude e praticamente nenhum deles passou pelas reformas necessárias para melhorar a segurança após esses episódios.
O programa de Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD), por exemplo, deve movimentar US$ 28 bilhões por ano a partir de 2013 e é apontado como muito suscetível à corrupção. Isto porque envolve um grande número de autoridades em diferentes níveis e está sujeito a leis obscuras em muitos países. Em um caso recente, Wandojo Siswanto, um dos principais arquitetos da parceria de REDD entre a Indonésia com a Noruega foi condenado a três anos de prisão por ter aceitado suborno.
Até o Esquema de Comércio de Emissões da União Européia (EU ETS), maior mercado de carbono do planeta, já sofreu com desvio de impostos e hackers. A Comissão Européia está trabalhando em novas formas de proteger o esquema e garantir que ele cumpra seu papel para reduzir as emissões.
“É fundamental melhorar as atuais ferramentas antes de criar novas. Aprender com os erros é a única forma de garantir que casos de fraude não venham a se repetir”, aconselha o relatório.
O “Global Corruption Report: Climate Change” reúne análises de mais de 50 especialistas em mudanças climáticas de vinte países e recomenda que o acesso à informação deva ser o princípio básico a ser obedecido. Dessa forma, a sociedade poderia fazer sua parte, servindo como um agente fiscalizador dos recursos.
Essa lógica deve ser utilizada também para as novas tecnologias, com as comunidades acompanhando a expansão dos biocombustíveis e de outras formas de energia alternativa.
Já existem problemas registrados na Bolívia, onde companhias de exploração do lítio, essencial para as baterias de veículos elétricos, não consultaram povos locais e prejudicaram o fornecimento de água e o turismo.
O relatório traz outros exemplos práticos de como as mudanças climáticas estão afetando a vida das pessoas e as decisões dos governos. O maior diálogo com a sociedade seria a única forma de garantir que as novas políticas sejam mesmo benéficas para todos e não apenas sirvam para o enriquecimento ilícito.
“A corrupção não respeita nada, nem mesmo o futuro do planeta. Adotar agora políticas equivocadas para as mudanças climáticas provocará não apenas fraudes, mas também prejudicará as futuras gerações”, concluiu Huguette Labelle, presidente da Transparência Internacional.Imagem: Tabela mostra os fenômenos climáticos mais comuns nos países de risco e seus índices de governança e corrupção / Transparência Internacional.
Fonte: Instituto CarbonoBrasil/Transparência Internacional 
Autor: Fabiano Ávila 

Rebelo, relatório atende a ambientalistas, acata pontos polêmicos e flexibiliza para pequeno produtor


Rebelo atende a ambientalistas e mantém 30 metros de mata ciliar em rios com 10 metros de largura
 
O deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) cedeu aos apelos dos ambientalistas e manteve em seu relatório do projeto sobre mudanças do Código Florestal Brasileiro a exigência de 30 metros de mata ciliar para rios com menos de 10 metros de largura.
Em seu texto aprovado na comissão especial criada para discutir o tema, Rebelo havia proposto criar uma nova faixa de rios com até 5 metro e definir a exigência de mata ciliar de 15 metros.
Neste momento, Rebelo fala com a imprensa sobre as alterações feitas em seu relatório após reivindicações dos ambientalistas, ruralistas, cientistas e do próprio governo.
A previsão é de que o texto seja levado a plenário a partir de terça e seja votado até quarta-feira (4)


O relator também incluiu em seu parecer que os produtores rurais poderão fazer sua reserva legal fora do estado onde está a propriedade, desde que no mesmo bioma, além de também possibilitar a reserva legal coletiva. Ele define, em seu parecer, que no topo de morros, montes, montanhas e serras com altura mínima de 100 metros e, ainda, em altitude superior a 1.800 metros serão admitidas culturas lenhosas perenes, atividades florestais e pastoreio extensivo, desde que não ocorra supressão da vegetação nativa.
Na regularização ambiental em área de preservação permanente, Rebelo também incluiu em seu parecer que, no caso de áreas rurais consolidadas localizadas em áreas de preservação permanente nas margens de cursos d'água até 10 metros de largura , será admitida a manutenção das atividades agrossilvopastoris desenvolvidas, desde que seja recuperada uma faixa de 15 metros contados da calha do leito regular do rio, e que sejam observados critérios técnicos de conservação do solo e da água.
Pequeno produtor
“A proposta para todos os agricultores é que eles poderão compensar a reserva legal que não tem de várias maneiras para se regularizarem. Poderão computar reserva legal e APP”, explicou à Agência Brasil. “Os pequenos agricultores de até 4 módulos fiscais declararão como reserva legal aquela existente em sua propriedade até 2008. Terão a obrigação da APP, mas não serão obrigados a recompor a reserva legal que não tenham na propriedade subtraindo espaço da sua sobrevivência”, completou Rebelo.
O deputado manifestou, ainda, ter a esperança de que o governo compreenda a sua proposta em relação aos pequenos proprietários. “Se resolvemos o problema dos médios e grandes agricultores, porque é que não vamos ajudar a resolver o problema dos pequenos agricultores?”, questionou.
Segundo o relator, o esforço feito para a elaboração do parecer foi para atender os agricultores e a proteção do meio ambiente. “Eu espero que ele resulte na aprovação de algo que, se não contenta a todos, pelo menos resolve os problemas da maioria”. De acordo com Rebelo, o mais importante é aprovar uma nova legislação “que possa ajudar o país a produzir alimentos e proteger o meio ambiente”.
A previsão é de que o texto, que tramita na Câmara há quase 12 anos, seja levado a plenário a partir desta terça-feira (3) e seja votado até quarta-feira (4).
Senado já tem acordo para votação
Uma vez aprovado pela Câmara dos Deputados, o projeto de lei que estabelece novas regras para o Código Florestal não deve causar tanta polêmica entre os senadores. Para o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), os senadores já têm participado das negociações em andamento na Câmara, o que demonstra "um grande esforço" na busca de um consenso entre ruralistas e ambientalistas, ainda na tramitação da matéria, na Câmara.
A expectativa de José Sarney é que esse consenso possa ser costurado entre os deputados e o projeto de lei chegue já bem amarrado para votação no Senado. "Quando o projeto chegar ao Senado, já chega acordado", frisou o senador.
O parlamentar ressaltou que as negociações estão avançadas praticamente sobre todos os pontos polêmicos do relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP). Assim, ele acredita que quando o Senado tiver que deliberar sobre a matéria já não haverá mais o que se debater, a não ser um tema já acordado entre os partidos.
'Rapidez' é criticada
O portal EcoDesenvolvimento.org noticiou nesta segunda-feira que a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, criticou a rapidez das discussões sobre o projeto do Código Florestal no Congresso Nacional, que não estariam, segundo ela, englobando as várias opiniões da sociedade, muitas delas contrárias à matéria, como é o caso das duas entidades científicas mais respeitadas do Brasil, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC), que recomendaram em 25 de abril, que o Congresso Nacional adie por dois anos a votação do novo Código Florestal, além de tomar a decisão sobre a nova lei com base em estudos científicos.

Fontes: 
Agência Brasil 
Redação EcoD

WWF 50 anos - A organização ambientalista mais conhecida do mundo

Liderança em ciências naturais a líder da natureza

 Fonte: WWF Brasil

Ao celebrar hoje 50 anos de realizações na área ambiental, a organização ambientalista mais conhecida do mundo – a Rede WWF – alerta que salvar o planeta nesse próximo meio século é uma tarefa que exigirá vigorosa liderança por parte dos governos e das empresas, além do engajamento de comunidades e consumidores.
Desde a criação da organização, 50 anos atrás, esse grupo de ponta que atua na área de conservação ambiental vivenciou a proteção de mais de um bilhão de hectares, a recuperação de várias espécies em perigo de extinção, e o direcionamento da pesca para a sustentabilidade puxada por sistemas como o do Conselho de Manejo Marinho ou MSC (sigla em inglês para Marine Stewardship Council).
No entanto, as ameaças combinadas e interligadas das mudanças climáticas e perda acelerada da biodiversidade ainda podem reverter esses ganhos. Assim, esforços ainda maiores serão exigidos dos ambientalistas.
“Estamos extremamente orgulhosos pelo que já alcançamos até agora. Mas o mundo está mudando e a Rede WWF precisa mudar também, para ir além e abordar as novas ameaças e desafios para o meio ambiente”, declarou Jim Leape, diretor-geral do secretariado internacional da Rede WWF.
Desde seu início, como um pequeno grupo comprometido e entusiasmado com a vida silvestre, até agora, a Rede WWF cresceu e se transformou numa das maiores e mais respeitadas organizações ambientalistas independentes do mundo. Hoje a Rede WWF tem o apoio de 5 milhões de pessoas e atua em mais de 100 países de cinco continentes.
Além de continuar a trabalhar com seus parceiros tradicionais nos governos e organizações não governamentais, a Rede WWF tem feito cada vez mais parcerias com empresas privadas para incentivar as políticas ambientais no setor corporativo.
“Somos gratos a todos os indivíduos, governos, ONGs e lideranças empresariais que têm nos apoiado e auxiliado para alcançar nosso objetivo. Nosso sucesso pertence a eles também.”
“É preciso reconhecer que, no mundo do ambientalismo, é necessário se reinventar constantemente para assegurar um êxito permanente,” observou Leape.
Embora ainda seja possível evitar que as mudanças climáticas atinjam um nível catastrófico, os cientistas afirmam que as emissões de gases de efeito estufa continuam em elevação. Ao mesmo tempo, os registros mostram que os 10 anos mais quentes ocorreram de 1990 em diante e que o gelo do oceano Ártico encolheu e está hoje em seu nível mais baixo.
Enquanto isso, a perda da biodiversidade se acelera. Um dos instrumentos mais antigos para medir o estado da biodiversidade – o Relatório Planeta Vivo, da Rede WWF – mostra uma tendência geral consistente de 30% de declínio do planeta entre 1970 e 2007.
“Não temos ilusões sobre as tarefas que nos aguardam na Rede WWF, sobre sua urgência e importância, nem sobre quanta ajuda vamos precisar”, declarou a presidente mundial da organização, Yolanda Kakabadse.
A Rede WWF lançou a Hora do Planeta, que é a maior manifestação mundial contra a destruição da natureza e uniu centenas de milhões de pessoas do mundo todo. A Hora do Planeta é uma mensagem universal de esperança e ação, um movimento da vontade coletiva em prol da conservação do planeta.
“Hoje vamos comemorar. Mas voltaremos rapidamente ao nosso trabalho vital, que é ajudar a criar um mundo onde as pessoas vivam em harmonia com a natureza”, concluiu Kakabadse.
A secretária-geral do WWF-Brasil, Denise Hamú, junta-se às comemorações. “Participar da história da Rede WWF é motivo de muito orgulho para nós”, afirma. “O WWF-Brasil é uma organização não governamental nacional, mas o desafio de conservação da natureza é global e está interligado. Por integrarmos a maior rede independente de conservação da natureza, somos capazes de influenciar e contribuir para a formulação de políticas ambientais globais e, ao mesmo tempo, implementar ações locais de conservação”, completa Hamú.
Brasil
A Rede WWF está presente no Brasil desde 1975, quando começou a atuar apoiando estudos e projetos voltados para educação ambiental e conservação de espécies, entre elas as tartarugas marinhas e o mico-leão-dourado, além de realizar campanhas contra o tráfico de animais e pela conservação de biomas.
Desde que se tornou uma organização brasileira, em 30 de agosto de 1996, com a criação da organização nacional autônoma e posse do Conselho Diretor, o WWF-Brasil desenvolve programas e projetos de conservação no Pantanal, Cerrado, Mata Atlântica e Amazônia, além de estudos e projetos temáticos em áreas como mudanças climáticas, política de recursos hídricos, educação para sociedades sustentáveis, ecologia da paisagem, agricultura e energia, sempre em conjunto com instituições de governo (federal e estaduais), institutos de pesquisa, organizações não governamentais locais e empresas. Promovendo o diálogo com a sociedade para a conservação ambiental, o WWF-Brasil também realiza ações de mobilização e sensibilização nacionais e locais.
Nesse período, foram muitas conquistas no País. Em destaque o sólido e constante apoio financeiro e técnico ao maior programa de conservação de florestas tropicais do planeta, o Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa). O programa é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e implementado pelas instituições de gestão de unidades de conservação como o ICMBio (federal) e os sete estados amazônicos (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Tocantins), para criação de novas áreas protegidas na Amazônia e na consolidação de unidades de conservação já criadas para que os objetivos de conservação de cada uma dessas áreas sejam plenamente atingidos.
A estruturação de cadeias produtivas de base florestal e à pesca sustentável na Amazônia, o incentivo à produção de carne orgânica no Pantanal e a restauração de paisagens e apoio à criação de unidades de conservação na Mata Atlântica são algumas das realizações de longo prazo nas quais o WWF-Brasil investe.
Mais de 100 publicações, entre estudos, pesquisas e material didático, foram produzidas e divulgadas em 15 anos. Somente no período de 2005 a 2010, foram realizadas nove expedições científicas, além de 16 eventos especiais, entre seminários e viagens de imprensa e ações de mobilização da sociedade como o movimento Hora do Planeta, realizada há três anos no país.

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