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segunda-feira, 22 de julho de 2013

Cientistas medem impacto das mudanças climáticas no oceano




Expedição partiu de Fortaleza com destino à Namíbia, na África. Pesquisadores analisam circulação das correntes marítimas entre os hemisférios e os reflexos disso no clima do planeta.

Pesquisadores de oito países buscam respostas para as alterações climáticas, com base em dados coletados no Atlântico Sul. Até 28 de julho, eles navegam do Brasil à Namíbia, para entender os reflexos do aquecimento global na dinâmica dos oceanos e as consequências para os continentes. A pesquisa envolve 24 cientistas e é comandada pelo Centro de Pesquisa Oceanográfica GEOMAR Helmholtz de Kiel, na Alemanha.

O navio oceanográfico Meteor M98 ficou atracado em Fortaleza, no Ceará, onde foi visitado por pesquisadores e estudantes no final de junho. Em seguida, ele partiu em direção a Walvis Bay, no continente africano. O objetivo da expedição é estudar a circulação marítima do Atlântico Sul, com foco nas correntes de contorno que passam ao norte do Brasil e ao sul de Angola.

O coordenador científico da expedição, Peter Brandt, explica que estas correntes são mais fortes do que o fluxo no interior do mar, tipicamente lento. "Elas são bons indicadores da mudança de circulação do oceano e da variabilidade climática. Quase todas as massas de água e calor que participam da troca inter-hemisférica passam ao longo da plataforma do Brasil, e isso torna a região especialmente interessante", destaca Brandt.

Segundo o cientista, o Oceano Atlântico desempenha importante papel na troca de massas de água entre os hemisférios Norte e Sul. As massas de água quente formadas no Atlântico Sul são transportadas através do Equador para suprir as correntes da Flórida e do Atlântico Norte, que aquece a Europa.

Outro grupo de pesquisa que integra o cruzeiro se concentra no estudo da troca de diferentes gases, como dióxido de carbono (CO2) e óxido nitroso (N2O), entre o oceano e a atmosfera. Segundo Brandt, essa transferência possui "alguma relevância para a produtividade no oceano".

Navio partiu de Fortaleza com destino a Walvis Bay, na Namíbia

Influências no clima

Enquanto atravessam o Atlântico Sul, os pesquisadores instalam sensores para registrar dados como temperatura, velocidade das correntes e salinidade da água. Os equipamentos devem coletar informações até maio de 2014, quando um novo cruzeiro irá retirar os sensores da água. Brandt acredita que devem ser feitos pelo menos outros cinco cruzeiros até 2016 – nos moldes de expedições realizadas entre 2000 e 2004.

Os dados que estão sendo coletados este ano serão comparados com as informações levantadas no passado. Desta forma, será possível estimar os impactos gerados e as possíveis consequências das mudanças climáticas para a vida marinha e o clima. "Poderemos também determinar quantidades de água doce e calor ao longo da rota, que são parâmetros importantes para determinar o clima tropical", descreve o coordenador da equipe, no primeiro relatório da expedição.

De acordo com a projeção dos pesquisadores, a circulação das correntes marítimas entre os hemisférios pode diminuir por causa do aquecimento global, trazendo consequências para o continente europeu. Também pode atingir de forma semelhante – ou com maior impacto – a distribuição de água quente nos trópicos e gerar mudanças na incidência de vento e chuva nos países costeiros.

sábado, 1 de outubro de 2011

Um espetacular arranha-céus que absorve dióxido de carbono



Desenhado pelo arquitecto futurista Vincent Callebaut, este impressionante arranha-céus que absorve dióxido de carbono poderá em breve deixar o papel e tornar-se uma realidade em Taichung, Taiwan.

Mal saia do papel, este arranha-céus revolucionário e criativo será, também, um dos mais sustentáveis edifícios à face da terra – senão, mesmo, o mais ecológico. O Biotic Arch – assim se chama – consegue a sua electricidade através de uma mistura entre energias solar e eólica, mas é na sua capacidade de absorver o dióxido de carbono em excesso, graças à sua fachada viva e jardins verticais, que ele se torna revolucionário.

O Biotic Arch poderá também ser muito importante para o Governo de Taichung. Devido à sua proximidade com o cada vez mais poluente continente chinês – e tendo em conta as suas próprias emissões de CO2 – Taiwan precisa, urgentemente, de melhorar a qualidade do seu ar.

Por isso, a torre tem tantas fachadas vivas e jardins verticais que parece, na realidade, um arbusto gigante. Mas, mais do que palavras, é melhor mesmo tirar as suas próprias conclusões.





segunda-feira, 30 de maio de 2011

Europeus já podem consultar online poluição atmosférica da zona onde vivem

Os cidadãos europeus podem, a partir de hoje, localizar as principais fontes difusas de poluição atmosférica, como os transportes e a aviação, através de um novo conjunto de mapas disponibilizados na Internet pela Comissão Europeia eAgência Europeia do Ambiente.
O conjunto exaustivo de mapas – disponível em http://prtr.ec.europa.eu/DiffuseSourcesAir.aspx – permite aos cidadãos visualizarem imagens ampliadas das suas zonas de residência e localizarem as áreas onde são libertadas os poluentes, incluindo dados circunstanciados sobre óxidos de azoto (NOX), óxidos de enxofre (SOX), monóxido de carbono (CO), amoníaco (NH3) e partículas (PM10).
Deste modo, será possível visualizar imagens em grande plano da poluição atmosférica através de 32 mapas que permitem aos cidadãos perceber, pela primeira vez, onde são libertados certos poluentes, complementando, assim, os dados sobre emissões de instalações industriais existentes no Registo Europeu das Emissões e Transferências de Poluentes (E-PRTR).
O E-PRTP foi lançado em 2009 com o objetivo de melhorar o acesso à informação ambiental. No início, o E-PRTP disponibilizava apenas dados comunicados por instalações industriais (fontes pontuais), mas, a partir de hoje, fornece informações sobre emissões dos transportes rodoviários, da navegação, da aviação, do aquecimento de edifícios, da agricultura e de pequenas empresas (fontes difusas).
“O conhecimento é fundamental para tornar as nossas ações críveis, sendo fonte de importantes informações para os nossos cidadãos. Estes mapas demonstram um empenho genuíno em melhorar o entendimento colectivo quanto à origem da poluição atmosférica”, afirmou o comissário europeu do Ambiente, Janez Potočnik. 

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Nível do mar pode subir um metro até 2100. O que podem estes números representar?


Como estarão, em 2100, cidades como Lisboa, Rio de Janeiro ou Luanda? De acordo com um estudo tornado ontem público pelo Governo australiano, estas cidades poderão passar a sofrer cada vez mais inundações, à medida que o nível do mar vai subindo.
Assim, e de acordo com o primeiro relatório da Comissão Clima do Governo australiano, o nível do mar pode elevar-se em um metro no próximo século, devido ao aquecimento central, o que poderá multiplicar o número de inundações devastadoras nas regiões costeiras.
Recorde-se que a última década foi avaliada como a mais quente desde que há registos.
O documento foi escrito por uma equipa de investigadores e cientistas e baseou-se nos mais recentes dados globais sobre o aquecimento central e as emissões de gases causadores do efeito de estufa, o principal responsável pelo aumento das temperaturas.
“Creio que o aumento médio do nível do mar, em 2100 e comparado com 1990, será de 50 centímetros a um metro”, revelou Will Steffen, que coordena a comissão e escreveu o prefácio do relatório.
O relatório, como seria de esperar, coloca um grande ênfase nas cidades australianas. As regiões costeiras perto de Sydney e Melbourne, por exemplo, estão “altamente vulneráveis” ao aumento do nível do mar.
Em 2100, Sydney pode sofrer “eventos extremos” uma vez por mês (!!!!!), desde inundações a tempestades caóticas.
O relatório pretende também mudar o debate político que decorre, hoje, na Austrália, com os partidos divididos em relação à questão das alterações climáticas – o que acaba por dividir, também, os próprios australianos.
“Esta década é crítica. As decisões que tomarmos agora e até 2020 vão determinar a severidade das alterações climáticas”, revela o estudo. “Para minimizar o risco precisamos de descarbonizar a nossa economia e caminharmos na direcção das fontes de energia limpas até 2050. As emissões de CO2 deverão ter o seu pico nos próximos anos e depois decair fortemente”, concluíram os cientistas.
A Austrália é, entre os países desenvolvidos, o que mais polui per capital. Os 22 milhões de australianos são responsáveis por 1,5% de todas as emissões de gases com efeito de estufa do mundo.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Tecnologia espacial da Nasa pode ajudar a melhorar saúde e nutrição


A agência espacial Nasa vai exportar para os países em desenvolvimento parte dos seus conhecimentos de saúde, nutrição e segurança, na sequência de um acordo com a USAid, a agência norte-americana para o desenvolvimento internacional.
“Quando exploramos o espaço, também exploramos soluções para os problemas de saúde, nutrição e segurança, que são desafios nos países em desenvolvimento”, explicou o director da Nasa, Charles Bolden, em comunicado.
Este acordo visa ampliar a aliança bilateral e ajudar os países em desenvolvimento a enfrentar desafios como a segurança alimentar, as fontes de energia e a mudança climática.
Válido para os próximos cinco anos, a parceria irá também utilizar dados fornecidos pela Nasa para ajudar a minimizar os riscos de catástrofes naturais e facilitar a resposta humanitária nos países em desenvolvimento.
A Nasa irá também preparar um conjunto de tecnologias geoespaciais para resolver problemas que dificultam o desenvolvimento destes países.
“As tecnologias utilizadas nas missões da Nasa melhorarão – e muito – a vida na Terra. Juntamente com a USAid, conseguiremos um desenvolvimento mais sustentável para a Terra, resolvendo problemas para toda a comunidade internacional”, continuou Bolden.
A USAid espera que áreas como a saúde, segurança alimentar e água, saiam reforçadas com este acordo. Ambas as agências já trabalham desde 2003, através do programa Servir, que permite aos países em desenvolvimento utilizar os dados que a Nasa obtém do planeta Terra para enfrentar problemas agrícolas e prever possíveis alterações climáticas.

Às Estrelas


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A gigante de couro pode atingir dois metros de comprimento e pesar até 750 kg.