sexta-feira, 1 de março de 2013

The Times: 228 anos de prestígio em defesa dos elefantes



O The Times de Londres é mais do que um jornal. Virou instituição histórica, fundada no primeiro dia de 1785. Tiradentes ainda conspirava em Minas Gerais quando saiu o primeiro número. Beethoven tinha 14 anos de idade.

Por toda sua tradição ficou ainda mais importante seu editorial dessa quinta passada, 21 de fevereiro de 2013. O título: “Siga o dinheiro”.

Os dois primeiros parágrafos dão um retrato do vale-tudo de nossa época:
“Um anos atrás, caçadores sudaneses pesadamente armados e ligados à milícia Janjawid invadiram a república de Camarões e massacraram cerca de 450 elefantes. Foi o maior massacre desse tipo em décadas e o dinheiro gerado serviu para financiar o terrorismo”.

“No mês seguinte, um atirador solitário num helicóptero russo entrou na República Popular do Congo e matou pelo menos 15 elefantes, cada um com um tiro na cabeça. Suas presas foram avaliadas em 2 mil Libras (R$ 6.040) por quilo no mercado negro asiático (…)”

O editorial do The Times faz então uma firme defesa de uma ação internacional contra essa atividade imunda de sangue e que está levando ao extermínio puro e simples dos elefantes. “É entre os campos de morte da África e as butiques de Xangai que a corrupção e a falta de coordenação e decisão política estão levando os elefantes de volta ao abismo”.

A China como sempre faz seu papel de predador planetário sem qualquer vestígio de escrúpulo ou consciência. É na China que está a grande maioria dos novos ricos que compram as peças de marfim feitas com as presas dos elefantes mortos. Segundo o The Times, o preço dessas peças quintuplicou nas lojas chinesas.

Esse mercado funciona com a mais cruel das lógicas. Quanto mais raro um animal, mais caro fica seu produto. Quanto mais caro seu produto, mais valioso fica o animal. E quanto mais valioso o animal, mais ele é caçado. Os elefantes vão desaparecer da Terra se essa cadeia não for interrompida com firmeza. E o The Times tratou isso como uma questão de Estado, como trataria um genocídio ou uma guerra civil. E levanta uma questão para se pensar: por que não tratar o tráfico de animais com a mesma importância dada ao tráfico de drogas? Nesse sentido, o massacre de elefantes se torna muito mais trágico por ter consequências definitivas. Extinção, sabemos, é para sempre.

“Traficantes de marfim e drogas são geralmente o mesmo tipo de gente”, conclui o Times no seu editorial. “Chefes de sindicatos de crime arrancando lucros tipo cocaína de negociatas com marfim, com pouco risco. É tempo de identificar os (Pablos) Escobars desse tráfico detestável e saír à caça deles”.

Fonte: 
DMP - Dagomir Marquezi Produções
http://dagomir.blogspot.com.br/

Greenpeace - Ibama intensifica fiscalização nas rodovias Transamazônica e BR-163


Assine a petição

Mauricio, obrigado por fazer parte da história


Na última semana, o Ibama aterrisou no oeste do Pará e deu início a uma operação para intensificar a fiscalização nos arredores das rodovias Transamazônica e BR-163. Isso não é obra do acaso. A presença deles por ali tem forte influência da pressão que nós, sociedade civil, fazemos a cada dia. Obrigado por fazer parte fundamental dessa história!

A região, como já cansamos de denunciar, é historicamente problemática. O mosaico de conflitos inclui roubo de madeira, grilagem, invasão de terra pública e de áreas protegidas. Por isso, vamos continuar monitorando. E é por isso, também, que lançamos a campanha nacional pela lei popular do desmatamento zero. Mais de 763 mil pessoas – como você – já assinaram para dar um fim nesse cenário de devastação. Continue espalhando essa ideia.

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Dados do Imazon mostram que nos últimos seis meses o desmatamento na Amazônia aumentou mais de 100% se comparado com o mesmo período do ano anterior. Não vamos deixar que essa tendência volte a ser regra. No último ano, tivemos a menor taxa de desmatamento da história e esse número tem que chegar a zero. Compartilhe a petição do desmatamento zero.
 
Marcio Astrini Um abraço,
Marcio Astrini
Coordenador da Campanha da Amazônia
Greenpeace
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WWF - Hora do Planeta 2013: Sábado 23 de março, 20h30.




 Hora do Planeta 2013: Sábado 23 de março, 20h30. A Hora do Planeta passou de uma iniciativa em apenas uma cidade em 2007 para a maior campanha em defesa do planeta, unindo centenas de milhões de pessoas ao redor de 7001 cidades em 152 países e territórios.

O vídeo oficial de 2013 contém a música "Without You" de David Guetta e Usher, fornecendo uma trilha otimista que combina com a celebração do evento deste ano pelo mundo. A missão da Hora do Planeta é unir as pessoas para proteger a Terra, então vá além da hora e faça o upload do seu desafio Eu Faço se Você Fizer em www.YouTube.com/horadoplaneta. Desafie o mundo a salvar o planeta.

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A gigante de couro pode atingir dois metros de comprimento e pesar até 750 kg.