sábado, 1 de setembro de 2012

Finlândia o país com maior produção florestal do mundo


 

As Florestas e a Silvicultura na Finlândia


Paisagem

Com 76 % da sua superfície coberta por florestas, a Finlândia é o país com a mais elevada percentagem de área florestal na Europa. A silvicultura finlandesa pratica-se sob condições excepcionais, devido à localização do país no extremo Norte da Europa e pelo elevado número de proprietários florestais privados. 

A silvicultura sustentável tem registado um desenvolvimento sistemático, desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Na silvicultura finlandesa são tomados em consideração, tanto os pontos de vista ecológicos e econômicos  como também os sociais. Durante os últimos 40 anos, a taxa de crescimento anual das árvores tem sido até 20-30 % superior aos cortes. Hoje em dia, a quantidade de árvores em crescimento nas florestas finlandesas, é a maior de sempre, inclusive até mesmo ao registado durante a independência do país.

Graças aos incontáveis programas e decisões de proteção, hoje em dia, a Finlândia conta com quase três vezes mais áreas florestais protegidas do que há 30 anos. Em 2000, 10,6 % das florestas finlandesas estavam sob proteção, o que fez com que as florestas finlandesas fossem as mais bem protegidas da Europa. A indústria florestal continua a ser um dos maiores sectores de atividade económica na Finlândia. A silvicultura e os produtos florestais representam aproximadamente 8 % do produto interno bruto do país, e cerca de 30 % das exportações. A nível internacional, a Finlândia é mais dependente das florestas, do que nenhum outro país no mundo.

A Finlândia foi desde sempre pioneira no âmbito da certificação das florestas: o sistema nacional de certificação (o FFCS, ou seja, Finnish Forest Certification System) cobre 95 % das florestas finlandesas. O FFCS alcançou renome internacional e foi integrado no sistema de certificação europeu PEFC (Pan European Forest Certification System).

A Finlândia é o país com as mais densas florestas da Europa


Típica floresta da Finlândia

A Finlândia é o país com a mais elevada percentagem de áreas florestais na Europa, sendo mais do que três quartos da superfície do país (ou seja, 23 milhões de hectares) cobertos pelas florestas. Além disso, há cerca de três milhões de hectares de áreas florestais pedregosas e com alguma vegetação arbustiva, o que faz com que a percentagem das áreas florestais seja, no total, aproximativamente 86 % do terreno. Noutras partes da Europa – com à exceção da Suécia, Áustria e Eslovênia – as florestas representam uns 20-40 % dos terrenos. As percentagens menos elevadas são as da Holanda, Dinamarca e Irlanda, onde as florestas cobrem apenas 10 % do território.

A Finlândia é situada na zona boreal de florestas coníferas, caracterizada pelo período de crescimento curto e um número limitado de espécies de árvores. No entanto, graças ao Corrente do Golfo, as condições de crescimento são mais favoráveis do que noutras áreas da mesma latitude, como a tundra e a taiga no Canadá e na Rússia, áreas caracterizadas por um clima mais severo e uma vegetação diferente.

Na Finlândia, o número de espécies é pouco elevado, por causa do efeito das altas cadeias de montanhas europeias que impediam o regresso das espécies de plantas depois da última era glacial. O país consta com apenas quatro espécies de árvores coníferas e um pouco mais de 20 espécies de árvores de folhas caducas autóctones.



As condições especiais e o clima nórdico são desafios para a silvicultura

Mesmo no Sul da Finlândia, o Inverno dura cinco meses, tempo durante o qual o metabolismo das árvores está em fase de descanso, ativando-se só em Abril ou Maio, quando começa o novo período de crescimento.

Por causa da situação nórdica do país e a estrutura de possessão das florestas, a silvicultura finlandesa pratica-se sob condições excepcionais. A Finlândia estende-se ao longo de 1100 quilômetros do Norte ao Sul, fato que explica que as condições de crescimento variam tanto entre os dois extremos. O período de crescimento dura cinco meses no Sul, e apenas três meses no Norte. Por consequência, o crescimento anual das florestas é até três vezes maior no Sul do país do que no Norte.

O limite climático para o crescimento de árvores, na Lapônia do Norte, constitua-se numa faixa limítrofe, de dezenas de quilômetros, que se estende até às áreas ricas em florestas no Sul. Ao Norte desta línea crescem apenas arbustos e árvores raquíticas, menores de dois metros de altura. Em direção ao Sul, o limite de crescimento de árvores é atingido quando o tamanho das árvores individuais excede dois metros. Com a intenção de preservar o limite climático para o crescimento de árvores, em 1922 foi votada a lei de proteção de florestas, impedindo o uso imprudente das florestas e a mudança potencial do limite para o Sul.


A silvicultura finlandesa é uma “silvicultura familiar” em pequena escala

As florestas são uma parte integral do patrimônio cultural finlandês. As florestas faziam parte da vida quotidiana, oferecendo proteção durante a guerra, e hoje em dia são uma fonte de calma e tranquilidade. São um elemento imprescindível da paisagem finlandesa, um lugar de recreação, um habitat necessário para muitas espécies e um recurso natural e renovável da economia do país.

As maiores áreas florestais e florestas do Estado situam-se no Norte da Finlândia. No Sul e no Centro do país, nas áreas mais importantes do ponto de vista de silvicultura, dois terços das florestas são propriedades privadas. Nalgumas áreas, a percentagem das florestas privadas é até 80 %. O número de proprietários de florestas é aproximativamente 900.000, devido ao fato de as propriedades agrícolas pertencerem muitas vezes a famílias. Por outras palavras, um finlandês de cada cinco é proprietário de floresta. Por isso, usa-se o conceito de “silvicultura familiar”, para referir à silvicultura praticada por famílias nas suas próprias florestas. Este tipo de estrutura de propriedade das florestas é típico à maioria dos países da Europa Ocidental em geral.

As florestas têm permanecido, durante muito tempo, em possessão das mesmas famílias, o que se explica pelo fato de os finlandeses se sentirem muito ligados ao campo e à vida rural. Contudo, as mudanças na sociedade finlandesa estão influenciando a estrutura de propriedade das florestas. Há cada vez mais proprietários de florestas que moram nas cidades, e o número de proprietários vai aumentando, pois as propriedades são muitas vezes divididas em partes menores entre herdeiros. Hoje em dia, cerca de 70 % dos proprietários moram no campo ou em autarquias pequenas, 10 % em vilas e 20 % em cidades maiores. A proporção de mulheres entre os proprietários está aumentando continuamente.


A legislação e a cooperação asseguram a saúde das florestas privadas

Por causa do número elevado de proprietários de floresta, as propriedades são relativamente pequenas, sendo o tamanho médio de uma propriedade apenas 26 hectares. A silvicultura privada desempenha um papel muito importante na Finlândia, pois 80-90 % da madeira utilizada na indústria florestal vem das florestas privadas. A legislação relativa às florestas, o programa de planeamento nacional de silvicultura e a cooperação entre os proprietários em diferentes níveis são maneiras de assegurar a sustentabilidade da silvicultura na prática.

A existência da silvicultura sustentável a longo prazo é assegurada, para os próximos cem anos, pela legislação relativa ás florestas, que proíbe a devastação dos recursos. Se, depois dos cortes, a reflorestação não for planeada de maneira apropriada, o uso da floresta é proibido temporariamente e as despesas de arborização podem ser cobradas dos proprietários pela lei. Por outro lado, o Governo concede empréstimos e subsídios para os proprietários de florestas que praticam silvicultura e produção de madeira e papel e sustentáveis, assegurando a proteção das florestas novas, mantendo a diversidade biológica e melhorando o estado das florestas de produção.

A cooperação entre os proprietários de florestas tem como objetivo uma boa gestão dos recursos florestais a largo prazo. As primeiras associações de proprietários de florestas foram fundadas no princípio do século XX. Hoje em dia, o número destas associações é aproximadamente 200. A sua meta principal é ajudar os proprietários de florestas a desenvolver a gestão das florestas, melhorar a rentabilidade e oferecer serviços de consultadoria e formação para os membros das associações. Os proprietários privados podem, por exemplo, obter informação relativa ao comércio da madeira e ao planeamento da silvicultura. Se vários proprietários decidirem vender madeira ao mesmo tempo, os negócios podem resultar mais lucrativos, porque a venda e o transporte de pequenos lotes de madeira é menos rentável. Os membros destas associações pagam uma modesta soma anual, assim como as despesas dos serviços que usarem.

Só espécies de árvores autóctones são cultivadas nas florestas finlandesas

A silvicultura finlandesa baseia-se no uso das espécies autóctones. O seu objetivo é assegurar a produção das matérias-primas de elevada qualidade, preservando, ao mesmo tempo, a diversidade biológica e as condições apropriadas para vários usos de floresta.

As florestas finlandesas são conhecidas como “florestas seminaturais”, o que quer dizer que já não são intatas, mas a sua estrutura continua a ser similar à das florestas virgens. Os estudos sobre a história da silvicultura mostram que a influência do Homem nas florestas, tanto na Finlândia como na Europa Central, é extensiva e de longa duração. As florestas intactas são praticamente inexistentes na Finlândia; pode-se encontrar algumas na Lapônia e na Finlândia Oriental, nas áreas protegidas. A partir do século XVIII até ao princípio do século XX, as florestas finlandesas serviam para a produção de alcatrão, para a indústria mineira e a agricultura de queimada extensiva. Segundo os estudos realizados em 1915 pelo Prof. Dr. Heikinheimo, no princípio do século XX até 50-75 % das florestas finlandesas tinham sido queimadas afim de obter terreno para a agricultura.

As florestas de produção são controladas por meio de desbastes, realizados 2-3 vezes durante a vida das árvores. Durante o desbaste, tomam-se em consideração também a proteção da biodiversidade e das espécies florestais. O rendimento econômico pode ser aumentado até de 50 % através do desbaste, no qual as árvores de má qualidade são eliminadas, de maneira a oferecer mais recursos para as árvores de melhor rendimento. O desbaste aumenta a quantidade da luz na floresta, o que acelera a reciclagem dos nutrientes no solo, e torna possível a criação de vários tipos de combinações de árvores. Uma floresta desbastada serve para várias utilizações.


O modelo de silvicultura finlandês ou escandinavo difere dos modelos utilizados por exemplo na Rússia ou no Canadá, onde as florestas não são desbastadas, mas todas as árvores são cortadas de uma vez, com maquinário pesado, logo que as árvores tiverem alcançado o tamanho desejado. Por causa da silvicultura finlandesa ser praticada em pequena escala e a maquinário utilizado ser muito evoluído, a superfície média na qual são realizados os cortes é apenas 1,2 hectares, ou seja, do mesmo tamanho do que por exemplo na Alemanha, na Áustria ou na França.

Uma sustentabilidade assegurada: a taxa de crescimento supera os cortes

As árvores são cortadas utilizando o método de toragem chamado “shortwood method”, o que significa que a desramação e a toragem são realizados já na floresta. Os ramos e as coroas são deixados na floresta, o que assegura uma reciclagem estável dos nutrientes no solo. Às vezes as árvores pequenas e as coroas podem servir de combustível. Este método é bem apropriado para a silvicultura finlandesa, já que o terreno é plano e o desbaste é de uso comum. Na Rússia e no Canadá, usa-se o método que consiste em exploração de árvores inteiras, as quais são levadas ao sítio de processamento em vez de serem tratadas na própria floresta.


A silvicultura sustentável tem sido desenvolvida de maneira sistemática já a partir do fim da Segunda Guerra Mundial, através de programas de planejamento nacionais. As decisões do Governo, a legislação relativa à silvicultura e a cooperação entre os proprietários privados contribuíram a este processo. Durante os últimos 40 anos, o crescimento das árvores superou os cortes de 20-30 %. Hoje em dia, a quantidade das árvores a crescer nas florestas finlandesas é maior do que nunca durante a independência do país – até dois mil milhões de metros cúbicos.

A proteção das florestas e da biodiversidade tem sido alvo de interesse especial durante as últimas décadas. Graças aos numerosos programas e decisões de proteção, a superfície das áreas protegidas é hoje em dia quase três vezes maior do que há 30 anos. Em 2000, 7,6 % das florestas foram protegidas e 10,6 % ou protegidas ou em uso restringido, o que faz com que as florestas finlandesas sejam as mais protegidas da Europa. Contudo, é provável que mais proteção seja necessária na Finlândia do Sul. Uma grande comissão com representantes de várias autoridades está atualmente trabalhando com um plano de proteção adicional.
A ecologia paisagista no planeamento da silvicultura pretende preservar as espécies florestais em perigo

Em adição à proteção das florestas virgens, a Finlândia tem desenvolvido métodos ecológicos no âmbito da chamada “ecologia paisagista”. O seu princípio é que, nas florestas de produção, os sítios com valor natural especial têm de ser protegidos. Estas áreas representam cerca de 2-10 % das florestas, dependendo da região.


Das cerca de 34.000 espécies de animais finlandeses, a metade são espécies florestais. O estado das espécies em perigo é controlado regularmente. Segundo os resultados da última pesquisa, das 1500 espécies que estão em perigo de extinção, 38 % das quais vivem nas florestas. As espécies em perigo representam cerca de 4 % das espécies conhecidas, uma percentagem claramente inferior ao término médio europeu. A maioria dos animais que vivem nas florestas naturais podem sobreviver nas florestas de produção, mas alguns habitats naturais como troncos apodrecidos ou árvores queimadas são de importância fundamental.

A natureza finlandesa nunca correu grandes perigos por causa da silvicultura. Normalmente as árvores são cortadas no Inverno, quando o solo está gelado e coberto de neve, o que impede os danos possíveis causados pela maquinaria ou pelo tratamento e transporte das árvores. A prevenção da poluição da água é tomada muito a sério no âmbito da silvicultura. Faixas protetoras de árvores são deixadas às margens dos lagos, fontes, e rios, e o "uso dos fertilizadores é proibido nas áreas onde há lençóis de água subterrâneos".


Os direitos relativos às florestas e o uso múltiplo da floresta para além da produção florestal

Qualquer pessoa tem o direito de se deslocar livremente nas florestas finlandesas. Este direito tradicional permite a todos andar, fazer esqui, ir de bicicleta e andar a cavalo nas florestas privadas, desde que não causem danos à natureza. No entanto, o uso de veículos com motores requer sempre uma autorização especial. Sob condição de não causar dano, é sempre permitido acampar e apanhar flores, bagas e cogumelos, desde que não se trate de espécies protegidas. Acender fogueiras de acampamento requer uma autorização por parte do proprietário, e abusar os direitos de maneira a danificar a natureza ou a propriedade privada é proibido.


O uso múltiplo da floresta para além da produção florestal tem sido alvo de grande interesse. Os principais produtos e serviços (chamados “non-wood forest products” em inglês) que têm algum valor económico incluem a caça, recolha de bagas, cogumelos, líquen, e o turismo florestal. A nível local e para pessoas individuais, estes produtos e serviços são uma fonte de rendimentos importante. O produto mais rentável é a carne de caça.

Apesar de a grande variedade dos produtos obtidos das florestas, o seu valor é relativamente pequeno comparado com o valor da madeira; estima-se que este valor é aproximativamente 2-3 % do rendimento anual da madeira. Contudo, os produtos outros que madeira são uma fonte de rendimento importante para as famílias, oferecendo, ao mesmo tempo, atividades de lazer agradáveis ao ar livre, o que é hoje em dia cada vez mais importante para os habitantes de cidades.

A silvicultura continua a ser o maior setor de comércio

Na Finlândia, o uso industrial das florestas começou na segunda metade do século XIX. Há cem anos, os produtos da indústria florestal representavam 80 % da exportação finlandesa. Hoje em dia, o papel de impressão e de escritura de elevada qualidade representa mais de 50 % do valor (agregados), dos produtos de indústria florestal, enquanto a madeira serrada e tábuas formam cerca de 15 % do valor das exportações.

A importância da silvicultura é muitas vezes avaliada tendo em conta toda a indústria relacionada com ela, ou seja, o chamado setor florestal. Este inclui os seguintes ramos: silvicultura, indústria florestal, produção de maquinário para a indústria florestal, parte da indústria química, automatização e sistemas de embalagem, indústria gráfica, produção de energia, transportes e empresas de consultadoria florestal. Tudo isto representa perto de 35 % do valor bruto da exportação na Finlândia.

Relativamente ao seu tamanho, a Finlândia é um dos países mais dependentes das florestas e do setor florestal no mundo. O movimento de vendas tem duplicado durante os últimos anos, através de aquisições de companhias estrangeiras, e a Finlândia tem-se tornado num verdadeiro centro de silvicultura e indústria florestal a nível europeu, por causa da experiência e habilidade que se têm acumulado não só nas companhias, mas também nas universidades, escolas superiores e institutos de pesquisa.


O maior mercado da indústria florestal para a Finlândia é a União Europeia, dentro da qual se efetua cerca de 70 % da exportação, principalmente com a Alemanha, a Grã-Bretanha, a França e os Países Baixos. O resto da União representa 9 % da exportação, e o resto do mundo 20 %.

O setor florestal emprega aproximadamente 140.000 pessoas na Finlândia, das quais dois terços trabalham no âmbito da indústria florestal ou silvicultura. Em outras palavras, 6 % do número total dos empregados trabalham para o setor florestal, mas o número dos empregos tem diminuído a partir do princípio dos anos 90, por causa da automatização do trabalho e fusões de empresas florestais. No entanto, a proporção do setor florestal tem crescido de 1-2 % cada ano durante as últimas três décadas. O setor florestal é importante também a nível europeu, porque a indústria de produção florestal representa 10 % da produção industrial total da União Europeia.


Os cargos ecológicos da silvicultura são controlados estritamente

Sendo o maior consumidor dos recursos naturais, a indústria florestal tem que se responsabilizar pelo meio ambiente. De fato, este ramo de indústria tem investido muito na proteção da natureza: 88 milhões de euros em 2000, ou seja, 10 % dos investimentos domésticos da indústria florestal.

Graças às novas tecnologias e métodos de produção melhorados, as descargas no meio aquático reduziram-se num fragmento do que eram há 20 anos atrás, ao passo que a quantidade da produção tem aumentado constantemente. Os valores de CBO (carência bioquímica de oxigénio) e as quantidades de descargas de substâncias organocloradas foram reduzidos à apenas 10 % do que eram antes. Apesar de a redução das descargas ser sempre importante, hoje em dia as questões mais acutais são as relacionadas com o ciclo de vida dos produtos, o uso eficaz dos recursos naturais, a reciclagem dos materiais e a utilização de fontes de energia renováveis.


No futuro, a utilização da fibra reciclada vai aumentar consideravelmente, desde de 2010, 50 % do papel produzido na Finlândia é fabricado utilizando material reciclado. Os Finlandeses reciclam 67 % do papel que usam, uma percentagem muito elevada considerando que se trata de um país com uma população escassa e dispersa; a percentagem média no mundo é 40 %. No entanto, já que apenas 10 % do papel  é utilizado por consumidores privados, a percentagem do papel reciclado não pode ser aumentada pelos consumidores. Contudo, a situação é diferente na Europa Continental, onde as fábricas finlandesas usam maioritariamente fibra reciclada.

A indústria florestal consume energia de maneira intensiva, requerendo aproximadamente um terço da energia consumida na Finlândia. A maior fonte de energia da indústria florestal é a madeira, convertida em energia através do aproveitamento da casca e dos resíduos de madeira, serragem e lixívia negra (um subproduto da produção de papel), as quais são queimadas para produzir energia termal. Estes subprodutos obtidos durante o processamento da madeira fornecem 70 % do material usado para a produção de energia usada na indústria florestal, e a percentagem das fontes de energia como a madeira, a turfa e o gás está  aumentando, diminuindo, assim, a necessidade de recorrer a carbono e a óleo combustível pesado.

A certificação é a palavra-chave da silvicultura sustentável

A certificação tornou-se, em curto tempo, num procedimento utilizado para assegurar que a gestão florestal e o processamento da madeira cumprem as normas e os requisitos. A verificação é efetuada por um terceiro, o qual concede certificados para as florestas que cumprem os requisitos. O principal objetivo da certificação é dar aos consumidores dos produtos de madeira informação sobre a gestão sustentável da floresta em questão. O certificado é um documento assegurando que o crescimento da floresta excede os cortes e que as espécies de plantas e animais são protegidas.



Até 95 % das florestas finlandesas (22 milhões de hectares) são certificadas conforme os requisitos do sistema finlandês de certificação de florestas (FFCS – Finnish Forest Certification System). No total, 350.000 proprietários de florestas comprometeram-se a seguir os critérios do sistema de certificação.

O FFCS é parte do sistema de certificação europeu PEFC (Pan European Forest Certification System), no qual se aliaram todos os países europeus onde a maioria das florestas pertence a proprietários privados e consiste em propriedades florestais pequenas. Nos finais do ano 2001, havia florestas certificadas conforme o PEFC não só na Finlândia, mas também na Noruega, na Alemanha, na Suécia, na Suiça e na Áustria, sendo a superfície total das florestas certificadas mais do que 38 milhões de hectares. O número de florestas que fazem parte do PEFC está aumentando constantemente, ao passo que novos países se aliam ao sistema.

Contudo, o PEFC tem um concorrente, o FSC (Forest Stewardship Council), favorecido por algumas organizações ecológicas. O FSC foi criado para a proteção das florestas tropicais, mas recentemente tem alcançado sucesso na Europa e na América do Norte, em particular no âmbito da certificação de áreas florestais de maior superfície e de florestas estatais. Já que ambos sistemas, o FSC e o PEFC, têm como objetivo uma silvicultura e indústria florestal sustentável, seria ideal alcançar uma situação na qual os dois sistemas pudessem ser complementares. A certificação em si é apenas um dos métodos de promover a silvicultura ecológica e sustentável, e não pode excluir a infra-estrutura do setor florestal criada pela legislação, acordos nacionais, sistemas de financiamento e organizações acrivas.

O país produz mais madeira do que consome.

Lagos da Finlândia 

Escrita para a Virtual Finland (atual thisisFINLAND) pelo Professor Doutor em Agronomia e Silvicultura, Jari Parviainen, do Centro Nacional de Pesquisa de Florestas. Tradução: Pekka Posio

EMBAIXADA DA FINLÂNDIA, Brasília

Green Project Awards Brasil: conheça todos os premiados.




Os Green Project Awards Brasil foram entregues esta manhã, no Rio de Janeiro. Conheça todos os vencedores e leia um breve resumo do projeto em questão..



PRODUTO

1º 

Fundação Gaúcha dos Bancos Sociais 

O trabalho do Banco de Alimentos com seus milhares de voluntários do Rotary, Lions, Diaconias, Escoteiros, Associações de Funcionários de Empresas, Parceiros Voluntários, Universitários, enfim, da sociedade como um todo, está a vencer o desafio de erradicar a fome, representando com isso o compromisso e a responsabilidade de cada um com o seu semelhante.

Os Bancos Sociais procuram apoiar e fortalecer as instituições já existentes na região metropolitana e que tantos benefícios proporcionam às famílias de suas comunidades, doando alimentos, móveis, computadores, tecidos, medicamentos, materiais de construção ou orientando sobre como ter acesso a recursos financeiros, oferecendo cursos de gestão.


2º 

Marcelo Xavier - Polietileno Verde

Em Junho de 2007 a Braskem anunciou ao mundo a produção em carácter piloto do primeiro polietileno desenvolvido a partir do etanol de cana-de-açúcar. A inovação, um marco na indústria petroquímica global, utiliza matéria-prima renovável no lugar de derivados de petróleo, e resulta na redução do efeito estufa pela absorção do CO2 da atmosfera no crescimento da cana-de-açúcar.

Para cada tonelada de polietileno verde produzida são sequestradas e fixadas até 2,5 toneladas de CO2. O Polietileno Verde é uma resina termoplástica feita a partir do etanol obtido do etanol de cana-de-açúcar. Possui propriedades idênticas ao polietileno convencional, com a vantagem de ser feito a partir de matéria-prima proveniente de fonte renovável. É reciclável como toda resina, mas não biodegradável, pois possui as mesmas características do plástico fóssil. A planta que produz o polietileno verde em escala industrial foi inaugurada em Setembro de 2010 e produz 200 mil toneladas anuais.


3º 

Mônica Neves – Projeto Nestlé Waters End to End

Em 2008, a Nestlé e o Wal-Mart firmaram um projecto de parceria com o objectivo de educar e consciencializar seus consumidores para a importância de contribuir para a sustentabilidade sócio-ambiental. Em linha com essa iniciativa, foi desenvolvida pela Nestlé uma linha de produtos que contasse com uma cadeia de valor sustentável de ponta a ponta, que pudesse servir de boas práticas de sustentabilidade.

Os aspectos trabalhados foram: redução do peso das embalagens, eliminação de pigmentos em garrafas e tampas para facilitar a reciclagem, optimização do consumo de água e energia fabril, optimização da malha de transporte, desenvolvimento de acções de consciencialização com a população sobre o cuidado com a água, a sua relação com a saúde, a importância da preservação do meio ambiente e o incentivo a recolha selectiva e reciclagem.

Resultados: redução de até 25% na matéria-prima (tampas e garrafas), redução em 18% do consumo de material plástico (shrink), redução da quantidade de plástico de até 36% nas tampas e 25% nas garrafas, redução de 25% no material de paletização, redução de 31% do filme plástico (stretch film) que envolve os paletes e economia no consumo de água e energia

INICIATIVA



1º 

José Fernandes Dantas Júnior 

Educação ambiental nas escolas através de jogos interativos, que combatem o desperdício de água

O projeto pretende despertar a consciência ambiental dos alunos das escolas públicas do município de Currais Novos, no sertão do estado do Rio Grande do Norte, no que diz respeito ao desperdício de água. Este é um problema frequente na cidade. Os próprios moradores ignoram as consequências do desperdício de água para eles mesmos, em particular, e para o planeta como um todo. A utilização de jogos interactivos que destacam a gravidade do problema, as consequências e as possíveis formas de combatê-lo podem construir uma consciência ambiental que trará muitos benefícios para a sociedade.


2º 

André Rocha Franco 

Rede Social para a Valorização dos Patrimónios Ambientais e Culturais em Região da Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço, entorno do Parque Estadual da Serra do Intendente 

O projeto elaborou uma rede sócio-ambiental e cultural sinérgica que detém uma visão de articulação entre saberes, iniciativas, lugares e pessoas, representadas pela Associação Comunitária do Parauninha (ASPA), na sub-bacia do rio Parauninha – entorno do Parque Estadualda Serra do Intendente -, em Conceição do Mato Dentro, Minas Gerais.

A proposta é estruturada com 38 famílias locais, por meio de um programa de mobilização social, capacitação e comunicação comunitária educacional.


3º 

Aline Gonçalves Cassimiro de Vasconcelos 

Compostagem de resíduos orgânicos para hortas escolares e aquecimento de água através da energia biotérmica 

Em 2011 iniciou-se um projecto de educação ambiental na creche N.E.I. Nossa Senhora de Lurdes, com o objectivo de iniciar um processo de consciencialização ambiental, aos funcionários da creche, no que diz respeito à correta disposição e tratamento de resíduos sólidos, em locais onde o seu sistema de gestão é deficitário ou inexistente

Foram feitas palestras informativas que englobam as problemáticas ambientais do município e oficinas, que consciencializaram as crianças sobre os 3Rs, separação e manejo dos resíduos orgânicos para produção de composto orgânico.

Foi incentivada uma alimentação mais saudável para as crianças e toda comunidade envolvida, através da produção de hortaliças. Foi utilizada também a energia biotérmica da compostagem para aquecer a água utilizada na limpeza em geral.

CAMPANHA


1º 

ItÁU 

Bike Rio

As laranjinhas, como foram apelidadas as bicicletas, devido à cor predominante da marca Itaú, patrocinador exclusivo do projeto, são uma iniciativa da prefeitura do Rio de Janeiro operacionalizada pela empresa Serttel. O projeto oferece uma opção de transporte sustentável para pequenos deslocamentos e já disponibiliza 600 bicicletas, distribuídas em 60 estações localizadas em pontos estratégicos da zona sul da cidade.

O uso de bicicleta em vez de meios de transporte convencionais contribui para reduzir a emissão de gases (CO2) e para diminuir o consumo de álcool, gasolina e diesel. O Bike Rio é a primeira experiência sul-americana de implantação de um modo de transporte alternativo e sustentável. Nos 5 primeiros meses foram feitas mais de 378 mil viagens, sinal de que a população aprova o serviço.


2º 

Instituto 3 M 

Projeto Massa do Bem

O Projeto Massa do Bem propõe trocar vasilhas de isopor, plásticos ou outros materiais usados para servir sopa a moradores de rua e pessoas carentes, por cumbuca feita de massa de pão nutritiva, contribuindo assim para a redução significativa do descarte de resíduos (recipientes) alem da complementação de nutrientes da refeição oferecida.

A Massa do Bem contribui com a redução da geração de resíduos sólidos, supre parte ou totalmente (dependendo da sopa) a necessidade nutricional diária de pessoas carentes, moradores de ruas e também tem auxiliado na inclusão sócio-educativa de alunos da APAE de Campinas e de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social atendidos pela instituição Obreiros do Bem, na cidade de Ribeirão Preto.

Durante estes 4 anos de projeto a Massa do Bem já distribuiu aproximadamente 75 mil cumbucas, beneficiando aproximadamente 1500 pessoas.


3º 

Fundo Vale

2 anos de mobilização para o desenvolvimento sustentável da Amazónia 

O Fundo Vale para o Desenvolvimento Sustentável é um fundo de cooperação criado pela Vale que aloca recursos financeiros, técnicos e de gestão para promover o desenvolvimento sustentável.

Desde sua fundação, em 2009, ele investiu cerca de R$ 41 milhões em projetos com visão de longo prazo e perfil estruturante no bioma amazônico. Atualmente o FV apoia e gere 19 projetos realizados por 90 especialistas de 17 organizações parceiras. Entre os inúmeros resultados estão a adoção da metodologia do programa Municípios Verdes em 143 municípios do Estado do Pará e monitorização de 131 Planos de Manejo Florestal em 3,2 milhões de hectares de áreas protegidas. Cerca de três milhões de pessoas estão sendo beneficiadas.

PESQUISA


1º 

Paula Piccin / IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas

Corredores da Mata Atlântica


2º 

Ricardo Ruther / Universidade Federal de Santa Catarina

Projecto Megawatt Solar: Geração solar fotovoltaica integrada a uma edificação inserida em meio urbano e conectada à rede elétrica. Estudo de caso: Edifício sede da Eletrosul, Florianópolis


3º 

Martins Hofmann Mohedano / Novociclo

Espaço Recicle – Ponto de Entrega Voluntária de Resíduos com Programa de Recompensa para Participantes


Artigo Ilustrado:

Às Estrelas


The Most Astounding Fact
O Fato Mais Importante (Legendado)

PET



Medicamentos - Descarte Consciente


Google Street View - Dados cartográficos

A gigante de couro pode atingir dois metros de comprimento e pesar até 750 kg.