segunda-feira, 4 de junho de 2012

Plantio em florestas nativas pode render mais que pecuária


  
  • O plantio convencional da seringueira rende uma média de R$ 4.500,00 por hectare/ano.

Recuperar áreas desmatadas em São Paulo antes ocupadas pela Mata Atlântica com o plantio de espécies nativas e exóticas pode ser mais rentável do que a atividade pecuária, afirma o diretor-executivo do International Institute for Sustainability (IIS), Bernardo Strassburg. A ideia é que o produtor ganhe com recuperação do solo, venda de árvores e no recebimento por serviços ambientais. Ele explica que estão em desenvolvimento modelos de instalação, produção e comércio para seringueira e palmeira-jussara.

Segundo Strassburg, a intenção é que as espécies possam ser consideradas modelo desse tipo de atividade, que une produção e conservação, pois ambas têm plantio difundido pelo País e podem continuar sendo lucrativas se misturadas com outras espécies da Mata Atlântica.

O plantio convencional da seringueira rende uma média de R$ 4.500,00 por hectare por ano. Com a pecuária, a média é de R$ 100,00 por hectare por ano. "Temos de ver agora que impacto o plantio da seringueira em florestas nativas tem nesse rendimento", diz. Especialistas afirmam que a rentabilidade da seringueira em locais de mata nativa pode chegar a ser a mesma de uma plantação convencional. "Mesmo que caia pela metade ainda é maior do que a da pecuária."

O objetivo é juntar esforços para promover a utilização de florestas nativas para fins comerciais, para que ela seja vista pelos produtores rurais como uma solução rentável, não um problema. Entretanto, especialistas apontam que o desafio principal para o desenvolvimento de um plano de implantação de florestas nativas com fins econômicos é acabar com o gargalo na instalação das florestas, pois mercado para comercializar os produtos já existe.

"Regenerar florestas sai mais caro do que implantar qualquer outro tipo de atividade rural", afirma a representante do Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais, Maria José Zákia. O preço para a restauração varia de R$ 4.000,00 a R$ 14.000,00 por hectare. O do plantio de eucalipto, por exemplo, é de cerca de R$ 2.500,00 por hectare.

Para Maria, primeiro é necessário investir em tecnologia, metodologia e acesso à informação. "Quem quer plantar eucalipto tem informação fácil. Silvicultura de nativa não pode ser algo só para especialista." Ela diz que o conhecimento sobre essas culturas evitaria o desperdício de recursos. "Quem gastou R$ 14.000,00 para recuperar um hectare com espécie nativa o fez da maneira errada." Para ela, com a disseminação do conhecimento e uso tecnologias mais modernas, é possível reduzir o custo com o plantio de nativas para algo em torno de R$ 4.000,00.

Serviços Ambientais - Mesmo com uma possível redução no custo de implantação das florestas nativas, os valores iniciais continuam sendo elevados. "Nesse primeiro momento, o pagamento de serviços ambientais pode ajudar", diz Maria José.

Segundo Strassburg, cálculos iniciais apontam que, em 2020, o mercado de carbono deverá pagar U$ 25 por tonelada de CO2. Ele afirma que o valor seria suficiente para bancar o custo de restauração da floresta nativa e ainda gerar algum lucro para o proprietário da terra.

Strassburg ressalta que o Brasil, em particular o Estado de São Paulo, tem bastante potencial para crescer em pagamento de serviços ambientais no setor de água e carbono. Para que esse mercado possa ser aproveitado da melhor forma, é importante que o País estude desde já como fazer, instalar e usar da forma mais eficiente possível. Na avaliação de Strassburg, há avanços. "No longo prazo, o mercado de carbono vai acontecer, não vai ter outro caminho. Até 2020 ele vai estar instalado e temos que estar prontos."

Para o representante do IIS, o resultado do proprietário rural com o recebimento por serviços ambientais prestados no plantio de florestas nativas com exóticas é mais atraente no curto e médio prazos. Ele explica que, nos primeiros anos, os recursos são valiosos, mas conforme o produtor começa a cortar árvores para a venda, mesmo que de maneira sustentável, o valor dos serviços vai diminuindo. Por isso, deve ser visto com a função de financiar a transição de áreas rurais desmatadas em áreas recuperadas com florestas nativas.

Fonte: Terra

Ibope avalia interesse dos brasileiros por práticas sustentáveis

  
  • As sacolas plásticas também continuam a ser um item constantemente presente na rotina

Somente 26% da população brasileira têm o hábito de separar adequadamente seus resíduos para encaminhá-los à reciclagem. Este é o resultado da uma pesquisa feita pelo Ibope, divulgada na última quinta-feira (31), com o intuito de mensurar o conhecimento e os esforços dos brasileiros em relação ao cuidado ambiental.

A análise foi feita com grupos de todas as regiões do Brasil, durante o período que vai de julho de 2011 a fevereiro de 2012. Ao todo, 10.368 pessoas foram ouvidas, com idades que variam de 12 a 75 anos. Os resultados também foram diversificados de acordo com a faixa etária. No entanto, a constatação geral é de que o nível de conscientização e informação acerca dos temas ligados à sustentabilidade ainda é muito baixo.

Quando o assunto foi reciclagem, os entrevistados que possuem de 55 a 64 foram os mais conscientes, com 35% deles garantindo que reciclam sempre ou com frequência os seus resíduos. Os jovens de 20 a 24 anos se destacaram no quesito reutilização de materiais, com 24%. Um dos pontos interessantes que apareceram nas estatísticas da pesquisa é a variante no percentual de pessoas envolvidas com esta atividade nas regiões do Brasil. Enquanto em Curitiba, 45% dos participantes demonstraram ativismo em relação à reciclagem, em Brasília o número foi de apenas 3%.

As sacolas plásticas também continuam a ser um item constantemente presente na rotina da maior parte dos entrevistados. Em Brasília, apenas 4% das pessoas têm costume de levar sacolas retornáveis ou utilizar outras opções sustentáveis para transportar as compras. Cenário semelhante é visto em Salvador, com apenas 5% da população adepta das alternativas verdes. Curitiba novamente registrou o melhor desempenho, atingindo 48%. São Paulo, que recentemente proibiu a distribuição gratuita das sacolas plásticas nos supermercados, ficou com a segunda colocação, com 19% dos entrevistados optando pelas sacolas retornáveis.

O conhecimento acerca de temas mais específicos também é baixo. Ao serem indagados sobre mudanças climáticas, 12% das pessoas questionadas alegaram conhecer muito sobre o tema, enquanto outros 6% nem ao menos ouviram falar do assunto. Compensação de carbono é o tópico mais desconhecido, com 43% dos entrevistados informando não ter ideia do que se trate.

Por outro lado, pontos positivos também foram identificados. Em geral a população tem sido mais consciente em itens rotineiros dentro de suas casas, grande parte deles sendo aqueles que causam mudanças diretas nos gastos mensais. O esforço para reduzir o consumo de água está no topo do ranking, alcançando 73% dos entrevistados, enquanto a redução do consumo de gás vem na sequência, com 72%. Os equipamentos permanecem em stand by, mesmo quando estão fora de uso, na casa de 44% dos participantes. Ainda assim, apenas 8% dos entrevistados alegou deixar a torneira aberta enquanto escova os dentes.



Fonte: Ciclo Vivo

Área florestal da China aumenta em 60 milhões de hectares em 20 anos

  • O país fortaleceu o apoio fiscal ao incremento da área de florestas

A área florestal total da China aumentou para 195 milhões de hectares, em comparação com os 134 milhões de hectares registrados em 1992, um crescimento de 60 milhões de hectares nos últimos 20 anos, disse segunda-feira a Administração Nacional dos Recursos Florestais (ANRF).

Apesar do declínio das reservas florestais em todo o mundo, o inventário florestal da China aumentou em 3,6 bilhões de metros cúbicos e atingiu 13,7 bilhões de metros cúbicos ao longo dos últimos 20 anos, informou Yin Hong, vice-diretora da ANRF, durante uma entrevista coletiva.

A China fortaleceu o apoio fiscal ao incremento da área de florestas, lançou diversos projetos ecológicos nacionais e implementou um programa compulsório nacional de plantio de árvores para expandir a área das florestas desde a assinatura do primeiro tratado ambiental internacional na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento realizada em 1992 no Rio de Janeiro, Brasil, assinalou Yin.

Atualmente, a China tem 61,68 milhões de hectares de florestas artificiais, ocupando o primeiro lugar mundial, e 7,81 bilhões de toneladas de estoque de carbono florestal. A área de desertificação do país perde 1.717 quilômetros quadrados anualmente, em comparação com a expansão anual de 3.436 quilômetros quadrados no fim dos anos 1990, de acordo com a vice-diretora.

Yin assinalou que o governo chinês continuará destinando investimentos ao setor, com foco em silvicultura e proteção de pantanais, animais selvagens e habitats, além do controle da desertificação de terras.

A China planeja expandir o total de sua área florestal em 40 milhões de hectares e aumentar seu inventário total de florestas em 1,3 bilhão de metros cúbicos entre 2005 e 2020.



Há dez tipos principais de ecossistema terrestre no planeta, e a China tem nove: Florestas tropicais e subtropicais úmidas de folhas largas, florestas latifoliadas decíduas , de coníferas, mangues, pastagens, prados alpinos, deserto e tundra. O ecossistema único que falta é o cerrado Africano, apesar de regiões como o Hunsandake, Keerqin, Mu-nos e Buir Hunlun terem a mesma estrutura e função. China é, portanto, o único país que pode apresentar todos os ecossistemas do mundo.

Fonte: CRI online

Encontro de países megaflorestais debate transições no setor


  • Serviço Florestal Brasileiro e Instituto Estadual de Florestas do Amapá participam do encontro, que será realizado dos dias 4 a 8 de junho no Canadá

Representantes de 11 países entre aqueles que têm as maiores áreas de floresta do mundo reúnem-se entre segunda e sexta-feira, 4 a 8/06, em Whistler, no Canadá, para o encontro Megaflorestais. O Brasil, que ocupa a segunda posição no ranking das nações com mais florestas, com 516 milhões de hectares, contará com integrantes do Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e do Instituto Estadual de Florestas (IEF) do Amapá, estado que tem cerca de 97% de seu território com cobertura florestal.

Este ano, encontro terá a participação de entidades florestais de Camarões, Canadá, China, República Democrática do Congo, Indonésia, Libéria, México, Peru, Sudão do Sul e Estados Unidos - que juntos têm cerca de 1,7 bilhão de hectares de cobertura florestal -, além de especialistas de entidades internacionais ligadas ao tema.

O painel que abre o evento, na segunda-feira, vai tratar das mudanças enfrentadas pelas instituições florestais na última década, desafios atuais e mudanças previstas para os próximos anos. Os debates prosseguem nos demais dias com os temas como indústrias florestais em transição, repensando regulamentos florestais e impactos das reformas sobre posse da terra e de governança para as agências florestais.

Segundo o gerente executivo de Informações Florestais do SFB, Daniel Piotto, que representará o SFB no Megaflorestais, o encontro traz um ambiente propício à discussão de desafios comuns. “É um excelente fórum, uma vez que promove a troca de experiências entre países e facilita a construção de uma agenda global para a questão florestal”, afirma.

Para ampliar o diálogo entre os participantes, o Megaflorestais usa as regras da entidade britânica Chatlam House, em que os participantes são livres para usar a informação recebida, mas não podem atribuí-la a nenhum convidado em específico, com o objetivo de levar a uma discussão técnica, informal e mais aberta.

“Acredito que através de um diálogo franco e troca de informações entre diferentes países participantes será possível avançar em questões fundamentais para conciliação de uma agenda de desenvolvimento pautada numa boa gestão dos recursos florestais” complementa Piotto.

O encontro é realizado desde 2005, e há quatro anos, ocorreu no Brasil, em Brasília (DF) e Manaus (AM).

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