terça-feira, 21 de agosto de 2012

WWF - Estudo mostra como aproveitar fontes renováveis para gerar energia elétrica

WWF

Em um país onde predomina a geração de energia em usinas hidrelétricas, um novo estudo do WWF-Brasil demonstra que seria possível aumentar em pelo menos 40% a participação de três fontes renováveis alternativas — eólica, biomassa e PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas) nos leilões de energia nova. 

O estudo, intitulado Além de grandes hidrelétricas: políticas para fontes renováveis de energia elétrica no Brasil foi lançada na quarta-feira, 15 de agosto, durante o 8º. Congresso Brasileiro de Planejamento Energético, em Curitiba (PR). Dados do trabalho demonstram que a participação de cada uma dessas fontes alternativas poderia crescer no mínimo 10% nas avaliações mais pessimistas (veja comparativos adiante).

“O Brasil ainda explora muito pouco de seu grande potencial de geração de eletricidade por fontes alternativas renováveis”, afirma Carlos Rittl, coordenador do Programa de Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil. “Esse levantamento prova que, com alguns incentivos, é totalmente possível fazermos uma revolução na matriz energética brasileira nas próximas décadas”, ressalta. 

Gilberto de Martino Jannuzzi, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e do International Energy Initiative para a América Latina (IEI–LA), que supervisionou o trabalho, afirmou que o país dispõe de fontes alternativas com alto potencial de produção, e existe uma tendência de queda dos preços dessas fontes nos próximos leilões. “O futuro não está mais em grandes projetos hidroelétricos e muito menos no uso continuado de fontes fósseis”, garante o professor. “Há formas de tornar as fontes alternativas ainda mais competitivas, por meio da criação de novos subsídios ou do redirecionamento dos já existentes, mas que estão atualmente voltados a viabilizar as fontes fósseis.”

As páginas do novo estudo do WWF-Brasil mostram como o país pode incentivar o aumento da participação das fontes eólica, biomassa, PCHs e solar fotovoltaica, que, se bem planejadas, provocam impactos ambientais muito menores em relação às grandes hidrelétricas, sem significar aumento de custos. Também estão relatadas comparações com outros países, como a Alemanha, a Espanha e o Japão, e recomendações para a construção de políticas públicas no setor.

Além da supervisão de Januzzi, o trabalho contou com a coordenação do professor Paulo Henrique de Mello Sant’Ana, da Universidade Federal do ABC (UFABC) e do IEI-LA, que apresentou e detalhou o estudo num painel do Congresso, na capital paranaense. “No planejamento energético do Brasil, podemos fixar metas de expansão para fontes alternativas no sistema interligado nacional, associadas ao estímulo à geração distribuída, além de adaptação ou de substituição dos mecanismos de fomento já existentes”, relata Sant’Ana.

Os vários números compilados revelam o grande gap existente entre o potencial brasileiro de geração de eletricidade das fontes alternativas e a capacidade instalada e outorgada no país. Para se ter uma ideia, dos 2.400 empreendimentos de geração de energia elétrica em operação em 2011, apenas 777 usavam fontes renováveis que, juntas, podiam produzir 12,3 milhões de kW. 

Em termos comparativos, somente a energia eólica já apresentava, em 2001, um potencial de geração de energia elétrica de 143 milhões de kW. Passados 11 anos, estima-se, em 2012, um potencial de 300 milhões de kW de energia gerada pelo vento, um total que é superior ao dobro da capacidade total instalada no Brasil, atualmente de mais de 114 milhões de kW, considerando-se todas as fontes geradoras.

Pensando-se no potencial de geração da energia solar, se o lago de Itaipu fosse coberto hoje com painéis fotovoltaicos, a geração ao ano seria de 183 TWh, que é o dobro de toda a energia que aquela usina produziu só em 2011 (92,24 TWh).

Outra fonte com potencial subaproveitado é a biomassa com uso de cana-de- açúcar. De 440 usinas desse tipo em atividade no Brasil, só 100 delas comercializam o excedente para o Sistema Elétrico Nacional. O potencial de geração de eletricidade estimado só para esta fonte era de 14 milhões de kW em 2009.

Com relação aos custos de produção, o material do WWF-Brasil também revela que existe no Brasil uma tendência de queda nos próximos 10 a 15 anos das fontes eólica, biomassa (cana-de-açúcar), enquanto, no mesmo período, há tendência de elevação dos custos das usinas hidrelétricas.

“A conclusão é clara: o potencial dessas fontes é imenso e pouco aproveitado. Havendo vontade política, o governo brasileiro tem como promover as ações sugeridas no documento e, assim, atender a uma significativa parte das demandas de eletricidade do país a partir de fontes limpas e de baixo impacto ambiental”, conclui Carlos Rittl.

Embrapa desenvolve variedades transgênicas resistentes à seca




Plantas modificadas de cana-de-açúcar, soja, milho, arroz e trigo foram submetidas a um regime de 40 dias sem água

Plantas de arroz geneticamente modificadas 
estão entre as variedades testadas pela pesquisa

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária(Embrapa), em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), busca desenvolvervariedades geneticamente modificadas de cana-de-açúcar, soja, milho, arroz e trigo com o objetivo de reduzir os riscos em decorrência das mudanças climáticas. A pesquisa promete reduzir os custos na lavoura e contribuir na preservação do meio ambiente.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Eduardo Romano, os resultados até o momento são promissores. "Isolamos um gene relacionado à resistência ao estresse hídrico e o introduzimos em plantas modelo. Estas se tornaram altamente tolerantes à seca. As plantas não modificadas sobreviveram apenas 15 dias sem água enquanto que as plantas que receberam o gene sobreviveram mais de 40 dias. Agora estamos introduzindo este gene nas culturas comerciais. Esse é um processo que será obtido em longo prazo. Se tudo der certo, a estimativa de lançamento dessas variedades é para 2017", afirmou. 

“Nossa ideia com o desenvolvimento dessas variedades é beneficiar toda a sociedade, desde o produtor que contará com uma tecnologia para auxiliar no aumento da produtividade e reduzir os custos da produção, até o consumidor”, acrescentou Eduardo Romano. Para o secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, José Gerardo Fontelles, a tecnologia vai permitir que o Brasil mantenha a sua performance com um dos maiores produtores e exportadores agrícolas.

Ocean Soul - Fotógrafo Brian Skerry, 35 anos de exploração submarina




O fotógrafo Brian Skerry arrisca a vida nadando ao lado de algumas das criaturas mais perigosas do mar, como baleias gigantes, arraias com agulhões venenosos e tubarões conhecidos como "devoradores de humanos".

Skerry, de 50 anos, diz ser "um explorador do oceano" e ter se sentido atraído pelo ambiente marinho desde adolescente. Ele comprou a primeira câmera submarina aos 15 anos.

"A fotografia submarina é muito desafiadora, porque você não pode usar uma lente telescópica, precisa chegar muito perto de seus objetos, a luz é complicada e você está trabalhando em um ambiente desconhecido", explica.

Skerry diz acreditar que a maioria dos animais que fotografa tem "curiosidade" sobre ele. "O animal permite que você chegue muito perto dele, tolera você. Espero que eu não dê uma impressão intimidadora."

O fotógrafo americano chega a passar até três meses em um local, explorando e fotografando diversas espécies marinhas. Ele diz sentir um "medo saudável" dos animais e pesquisar sobre seu comportamento antes dos mergulhos.

Arraia de cauda curta (© Brian Skerry – Caters/BBC Brasil)

Em seu livro Ocean Soul (Alma do Oceano), Skerry conta suas experiências e descobertas em 35 anos de exploração submarina. Na foto acima, um peixe-palhaço se esconde dentro de uma anêmona, no Japão.


O fotógrafo Brian Skerry arrisca a vida nadando ao lado de algumas das criaturas mais perigosas do mar, desde baleias gigantes a tubarões. Acima, uma arraia de cauda curta, cujo agulhão de até 30 centímetros pode causar ferimentos graves em humanos. 


A primeira de uma série de exposições fotográficas apresentadas em parceria com a National Geographic, Alma do Oceano vai orientar os visitantes em uma viagem através dos mistérios das profundezas oceânicas, trazidas à vida pelo fotógrafo subaquático Brian Skerry. Um premiado fotojornalista mergulhador que ao longo da vida, dedicou mais de 10 mil horas à fauna marinha subaquática e ambientes do oceano. Seja sob o gelo do Ártico ou em águas infestadas de predadores, os mergulhos de Skerry em condições extremas capturaram momentos raros e íntimos com as criaturas do mar em seus ambientes naturais.

Arraia de cauda curta (© Brian Skerry – Caters/BBC Brasil)

Skerry, de 50 anos, diz ser 'um explorador do oceano' e ter se sentido atraído pelo ambiente marinho desde os 13 anos de idade. Na foto, ele nada em um recife de corais.


'A fotografia submarina é muito desafiadora, porque você não pode usar uma lente telescópica, precisa chegar muito perto de seus objetos, a luz é complicada e você está trabalhando em um ambiente desconhecido', diz.




Arraia de cauda curta (© Brian Skerry – Caters/BBC Brasil)

Ele já fotografou predadores como o tubarão galha-branca-oceânico da imagem acima, que pode medir até 4 metros de comprimento e é um dos que mais ataca humanos. Skerry diz acreditar que a maioria dos animais que fotografa tem 'curiosidade' sobre ele. 'O animal permite que você chegue muito perto dele, tolera você', diz. 'Espero que eu não dê uma impressão intimidadora.

Arraia de cauda curta (© Brian Skerry – Caters/BBC Brasil)

O tubarão bico-fino, um dos mais comuns em Fernando de Noronha, é fotografado nas Bahamas. Skerry diz sentir um 'medo saudável' dos animais e pesquisar sobre seu comportamento antes dos mergulhos.

Arraia de cauda curta (© Brian Skerry – Caters/BBC Brasil)

'O oceano é como um caleidoscópio gigante, está sempre mudando', diz Skerry, que viaja por diversos países fazendo fotos. Acima, um peixe budião lima a pele de um peixe-mariposa. O fotógrafo americano chega a passar até três meses em um local, explorando e fotografando diversas espécies marinhas. A imagem abaixo mostra um peixe-boi da Flórida. Os peixes de aglomeram para comer algas presas no corpo dele.

Arraia de cauda curta (© Brian Skerry – Caters/BBC Brasil)

'Há outros perigos, o equipamento pode quebrar ou você pode perder de vista o seu buraco de saída quando está mergulhando sob o gelo no Ártico.' Abaixo, uma baleia-franca-austral é fotografada na Nova Zelândia.

Arraia de cauda curta (© Brian Skerry – Caters/BBC Brasil)




Ameaça de desastre irreparável no Ártico

Salve o Ártico

Urso polar procura abrigo na Rússia. As empresas de petróleo que querem começar a explorar óleo no Ártico ameaçam a frágil região e a vida animal local 

As condições adversas do mar Pechora associadas ao inadequado - e expirado - plano de resposta em caso de vazamento de petróleo da Gazprom, a gigante de energia russa e operadora da plataforma de petróleo Prirazlomnaya, indicam que em caso de acidente a empresa russa não seria capaz de conter o vazamento no Ártico russo. Um vazamento poluiria seriamente a frágil região, incluindo regiões costeiras.

Estas são as conclusões dos cientistas russos junto com o Greenpeace e a WWF Russia reunidas em um estudo sobre os possíveis cenários de vazamento de óleo na plataforma Prirazlomnaya.

Na véspera do lançamento da pesquisa, o Greenpeace Rússia também descobriu que o plano de resposta da Gazprom em caso de vazamento expirou em julho, fazendo com que qualquer perfuração da companhia seja ilegal até que um novo plano seja feito e aprovado.

O diretor-executivo do Greenpeace Internacional, Kumi Naidoo, está na Rússia para chamar a atenção para o desenvolvimento comercial do Ártico. “O gelo está derretendo, abrindo espaço para gigantes do petróleo como Shell e Gazprom. Estas empresas afirmam estarem prontas para lidar com situações de emergência e seguir os mais elevados níveis de padrões ambientais, no entanto, o plano de mitigação de vazamento da Gazprom expirou e é completamente inadequado para um dos ambientes mais frágeis do planeta”, afirmou Kumi em uma coletiva de imprensa em Moscou.

A pedido do Greenpeace Rússia e da WWF Rússia especialistas do centro de informática Riska testaram modelos de risco informatizados em variados cenários de vazamento de óleo na plataforma Prirazlomnaya e determinaram a área total que pode ser afetada em caso de acidente.

"Nossa análise mostrou que, dentro dos padrões estabelecidos pelos volumes derramados, a empresa não seria capaz de conter o vazamento", disse Valentin Zhuravel, gerente de projetos da Informática Riska. “Isso pode levar a uma poluição significativa no mar Pechora costa e áreas protegidas.”

Os especialistas estudaram dezenas de milhares de cenários possíveis e concluíram que a área de possível contaminação abrange mais de 140 mil quilômetros quadrados em águas abertas – o mesmo tamanho da Irlanda - , bem como mais de 3 mil quilômetros de costa. A área de risco também inclui três regiões protegidas que são o lar de morsas e inúmeras espécies de aves. A Gazprom não inclui em seu plano fundos para resgate de animais em caso de acidente.

"Não existem tecnologias que retirem efetivamente o óleo depois de um vazamento no Ártico. Por exemplo, a lista de equipamentos disponíveis inclui 15 pás, 15 baldes e uma marreta", disse Igor Chestin, Diretor da WWF Rússia. "Como nós não temos tecnologia que garanta o controle das consequências de um vazamento de óleo, não devemos sequer falar sobre o desenvolvimento industrial na região do Ártico”.

Como parte de sua campanha para proteger o Ártico, o Greenpeace pede à Gazprom e ao governo russo que abandonem os projetos de exploração de petróleo na região e que comecem a implementar e desenvolver energias alternativas no país, focando em renováveis e em eficiência energética.

Se você também quer proteger o Ártico, participe da campanha global do Greenpeace assine a petição e divulgue. Você pode ajudar a criar o santuário que protegerá a região da exploração industrial de seus recursos naturais.


As praças nevadas no inverno de São Paulo




Muitas praças da cidade de São Paulo estão com os gramados cobertos de branco nesse inverno. Mas não se trata de neve, o fenômeno nesse caso é bem tropical e deve-se a uma árvore típica da Mata Atlântica, a paineira-rosa (Chorisia speciosa), que libera dos seus frutos verdes inúmeros flocos de plumas que lembram o algodão, conhecidos popularmente como paina.

Dentro dessas plumas estão várias pequenas sementes escuras que utilizam esse “algodão” como transporte áereo no vento para cair em lugares propícios a germinação e ao surgimento de uma nova árvore. A técnica funciona, e é fácil achar paina a centenas de metros ou até quilômetros de distância da árvore – mãe.

Quem aproveita muito essa época, e se farta com a paina e sementes são os periquitos e papagaios, que abrem o fruto com o bico e o deixam oco, consumindo todo o conteúdo. No passado também eram comuns os travesseiros e colchões recheados de paina, preferidos por não darem “bichos” e serem impermeáveis à água.

Há alguns anos, uma doença matou grande parte das paineiras da metrópole paulistana, talvez um fungo, e hoje elas se tornaram mais raras, mas novas mudas estão sendo plantadas, como nas marginais do Rio Pinheiros.

A paineira sem folhas e com as painas 
penduradas em seus altos galhos.


Os flocos de paina ainda perto do fruto.


 




Texto: Ricardo Cardim

Às Estrelas


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A gigante de couro pode atingir dois metros de comprimento e pesar até 750 kg.