quinta-feira, 23 de maio de 2013

ONU proclama 2013 como o “Ano Internacional de Cooperação pela Água”



Em dezembro de 2010 a Assembléia Geral das Nações Unidas declarou o ano de 2013 como o “Ano Internacional de Cooperação pela Água”, baseado na proposta de um grupo de países liderados pelo Tajiquistão. Também foi acordado que o Dia Mundial da Água, 22 de março de 2013, seria dedicado ao tema, e que a UNESCO será a agência líder para comandar a iniciativa. Apesar de se chamar Terra, o planeta possui grandes extensões de água, entretanto apenas 2,5% dessa água são doce. E a distribuição desse recurso natural pelo planeta não é homogênea, juntos o Brasil e a América do Norte possuem 27% da água doce e representam apenas 11% da população mundial.

Demanda futura por água está sob riscoHoje, o cenário da água apresenta que 11% da população mundial ainda não possui acesso à água potável, e mais de 15% continuam vivendo sem redes de esgoto. A água é um importante elemento para o desenvolvimento sustentável e precisa ser administrada sob uma perspectiva socioeconômica para abrandar a pobreza, através da distribuição do recurso para todos com programas de saneamento básico. Segundo a Organização Mundial da Saúde 88% das mortes por diarréias no mundo são causadas pelo saneamento inadequado. Destas mortes, aproximadamente 84% são de crianças.

No Brasil, 54% da população urbana do país não estão ligados a rede de esgoto, e de acordo com a Agência Nacional de Águas apenas 6% da água brasileira está em ótimas condições e 19% receberam a classificação de regular a péssima. Água na quantidade certa e tratada de forma adequada pode melhorar a saúde da população por um custo menor do que tratar as doenças ocasionadas tanto por sua falta quanto pela falta de saneamento, além de aumentar a produtividade das plantações e preservar a biodiversidade do planeta.

A história tem mostrado com freqüência que a água é um importante incentivo para que países com as maiores rivalidades entrem em diálogo e cheguem a um consenso. A cooperação para solucionar os problemas com a água tem trazido segurança e estabilidade para os países que constituem as Nações Unidas, pois aprenderam a dividir os recursos dos rios.

A cooperação pela água age de forma multidisciplinar, englobando os aspectos culturais, educacionais, científicos, religiosos, éticos, sociais, políticos, jurídicos, institucionais e econômicos. Esse tipo de abordagem é importante para se entender quantos aspectos diferentes se encontram relacionados quando se trata de água. Além disso, para ser bem sucedida e duradoura, a cooperação pela água precisa de um entendimento comum do que sejam as necessidades e os desafios em torno da água, desde o momento em que se fecha torneira da pia do banheiro enquanto se escova o dente até promover um consumo consciente de produtos que consomem menos água para serem produzidos. O Dia 22 de março de 2013 será um momento de reflexão para a construção de um consenso sobre as respostas adequadas a estas questões.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Antropocena, uma nova era geológica





Rochas sedimentares e fósseis serão utilizados para determinar nova época geológica

A atividade humana transformou o planeta de forma tão permanente e vasta nos últimos dois séculos que a Terra entrou em uma nova época geológica, a Antropocena.

É o que defendem geólogos e cientistas, incluindo um ganhador do Prêmio Nobel, (Paul Crutzen), que discutirão nesta semana o impacto da ação humana e da natureza sobre os sistemas hídricos globais, na conferência Water in the Anthropocene (Água no Antropoceno, em tradução livre), organizada pelo Global Water System Project (GWSP), em Bonn, na Alemanha.

De acordo com os pesquisadores, o crescimento populacional, a construção de metrópoles, o desmatamento e o uso de combustíveis fósseis provocaram um efeito no planeta comparável ao derretimento de geleiras ocorrido há 11.500 anos ─ evento que marca o início da época Holocena na escala de tempo geológico.

A escala de tempo geológico estabelece eones, eras, períodos, épocas e idades que permitem categorizar as diferentes fases que vão da formação da Terra ao presente.

O termo "Antropoceno", cunhado pelo Prêmio Nobel de Química Paul Crutzen em 2000 e adotado por parte da comunidade acadêmica na última década, ainda não é reconhecido oficialmente.

Segundo a Comissão Internacional de Estratigrafia (ICS, em inglês), responsável pela definição da escala de tempo da Terra, estamos, ainda, na época Holocena (iniciada há 11.500 anos).

A água é a base de processos biofísicos e socioeconômicos

A Holocena, por sua vez, faz parte de espaços de tempo geológicos mais extensos: o período Quaternário (há 1,8 milhões de anos), a era Cenozoica (há 65 milhões de anos) e o éon Fanerozoico (há 543 milhões de anos).

Para uma ciência que trabalha com escalas relativas à história de 4,5 bilhões de anos da Terra, o surgimento do homem (cerca de 200 mil anos atrás) é um fenômeno recente e por isso costumava ocupar uma posição periférica nos estudos geológicos.

Pela primeira vez, no entanto, o assunto está sendo analisado formalmente ─ a ICS convocou especialistas que tem até 2016 para analisar os estratos geológicos e definir o que seria o fim da época Holocena e o início da Antropocena.

Indícios do Antropoceno


"O Brasil, que é o segundo país mais rico em água do mundo, exporta não somente produtos agrícolas, mas também exporta virtualmente seus recursos naturais para balancear a ausência de água ou nutrientes do solo em outros países."

Janos Bogardi, vice-reitor da Universidade da ONU

"Reconhecer a ideia do Antropoceno é reconhecer o impacto irreversível das atividades do homem, que afetam não somente os sistemas de água e recursos naturais do planeta, mas também o que essas ações significam no futuro das espécies", disse à BBC Brasil Janos Bogardi, vice-reitor da Universidade da ONU e um dos moderadores da conferência em Bonn.

Para demarcar mudanças na escala de tempo geológica como a proposta do Antropoceno, geólogos analisam marcas deixadas em rochas sedimentares e organismos fossilizados.

Segundo os especialistas da GWSP, o homem move mais rochas e sedimentos do que as forças do gelo, do vento e da água, acelera processos de erosão e libera mais nitrogênio no ar do que plantas e outros organismos seriam capazes, principalmente desde a segunda metade do século 21.

Mais do que ocupar a superfície da Terra de forma extensa, ─ como já aconteceu em épocas anteriores ─ a urbanização, a globalização e o estilo de vida do homem contemporâneo estão transformando a forma como o planeta funciona.

Dados da GWSP comprovam que a ação humana é responsável pelo desmatamento de uma área do tamanho da América do Sul para agricultura e outra do tamanho da África para pecuária, o que teria impactado o clima, o solo e a vida de espécies no planeta.

Exportações indiretas


Ação humana teria causado mudança de Holoceno para Antropoceno

Para Bogardi, classificar o atual capítulo da história da Terra de Antropoceno funcionaria não somente como uma mera nomenclatura, mas como um alerta. "As consequências das ações do homem não afetam o planeta apenas de forma local, mas provocam coletivamente um impacto na constituição da Terra e discutir isso serve para minimizar as consequências e danos irreversíveis que afetariam o globo da pior forma no futuro", diz.

"O Brasil, que é o segundo país mais rico em água do mundo, somente atrás da Rússia, exporta não somente produtos agrícolas para países europeus, mas também exporta virtualmente seus recursos naturais para balancear a ausência de água ou nutrientes do solo em outros países."

De acordo com Bogardi, o Brasil exporta de forma indireta ─ durante os processos de produção agrícola e pecuária para exportação ─ 5,7 quilômetros cúbicos de água por ano somente para a Alemanha.

Por isso, ele defende, debater o uso dos recursos como a água não seria apenas papel do Brasil, mas de um esforço conjunto de países. Mas a discussão sobre a nova época Antropocena seria tanto sobre as "más notícias" e desafios, como sobre oportunidades e qualidades.

"Parte do crescimento econômico e desenvolvimento social que o Brasil vive hoje vem dessa enorme potencialidade do uso de recursos, por exemplo, então a proposta não é acabar com a ação humana no planeta, mas debater como fazer isso de forma sustentável para o futuro", explica.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Biomas do Brasil - USP (vídeo)






Sinopse USP:

Este vídeo apresenta algumas considerações sobre vida, dando enfoque às interações entre os seres vivos e o ambiente como sendo uma de suas características. O personagem Zeca é um adolescente brasileiro que "curte" percorrer o país e pesquisar/aprender, seja por meio dos livros ou conversando com os habitantes dos lugares que visita. A partir da sua narração, descrevendo estes locais, o conceito Bioma vai sendo trabalhado. São mostradas ainda as modificações que os Biomas sofrem, suas conseqüências e ações para a sua conservação. Pegando uma carona com Zeca você vai descobrir que o Brasil possui fauna e flora riquíssimas.

Green is the Colour

PET



Medicamentos - Descarte Consciente


Google Street View - Dados cartográficos

A gigante de couro pode atingir dois metros de comprimento e pesar até 750 kg.