quarta-feira, 16 de maio de 2012

Mata Atlântica 2012 - Expedições entrevista Mário Mantovani da SOS



O programa Expedições apresenta os perigos enfrentados pela Mata Atlântica, que, depois de 5 séculos de devastação, foi reduzida a 7% da sua área original.

Localizado em região tropical, o bioma acompanha a costa atlântica brasileira e concentra uma grande diversidade de ecossistemas e nichos ecológicos. Arbustos, bromélias e árvores que abrigam uma variedade fantástica de animais.

Por causa dessas riquezas, a Mata Atlântica foi explorada ao extremo. As atividades extrativistas dos colonizadores levaram à quase extinção do pau-brasil e depois aos ciclos de agricultura: do açúcar, do café e do gado.

Paula Saldanha e Roberto Werneck documentam a Mata Atlântica em vários estados brasileiros e trazem uma entrevista com Mário Mantovani, diretor de mobilização da Fundação SOS Mata Atlântica. A instituição promove a conservação da diversidade biológica e cultural deste bioma.

"O que a SOS faz é o que uma organização pode fazer trabalhando em uma escala de 1 para 50 mil -- mobilizando e monitorando o país como um todo. Cabe ao poder público, que é responsável pela integridade desses ecossistemas, dar uma melhorada", reivindica Mantovani.

Expedições traz um depoimento histórico de Aziz Ab'Saber, grande geógrafo brasileiro falecido em 2012, que lutou contra os prejuízos para os ecossistemas do país. E mostra que os sinais de alerta estão aí, que a Mata Atlântica está no seu limite. E que é preciso reverter o processo ou essa mata desaparecerá para sempre da face da Terra.

Quais são os animais ameaçados de extinção no Brasil




Tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata), espécie classificada como "Em Perigo" na lista de animais ameaçados de extinção (Foto: Tamar)

  • Atualmente, 627 espécies brasileiras estão ameaçadas. Confira algumas das que enfrentam maior risco 

Que o Brasil é um dos países biodiverso, com uma grande quantidade de espécies de fauna e flora, não é novidade para ninguém. Que alguns desses animais correm sério risco de extinção, devido a uma série de fatores como desmatamento, caça ilegal, poluição, também não. Mas quais são, afinal, as espécies brasileiras ameaçadas?

A resposta está no Livro Vermelho das Espécies Ameaçadas, produzido pelo Instituto Chico Mendes, do Ministério do Meio Ambiente, e pela organização internacional IUCN, com base nos estudos de uma série de pesquisadores. Atualmente, 627 espécies estão na lista de ameaçadas em extinção, em diferentes categorias de risco. Metade dessas espécies estão protegidas em unidades de conservação, e o governo aprovou planos de ação para cerca de 33% das espécies.

A lista divide os animais de acordo com o estado de conservação de cada espécie. Essas categorias vão desde Vulnerável até Extinta, além das espécies classificadas como Quase ameaçadas ou Pouco preocupante. Confira alguns animais de cada categoria.


Extintas

Essa é a categoria mais dramática: sete espécies brasileiras são consideradas Extintas (EX), e as sete eram encontradas na Mata Atlântica - o bioma mais devastado do Brasil. São espécies como a perereca Phrynomedusa fimbriata ou a arara Anodorhynchus glaucus, além de quatro invertebrados terrestres, como a minhoca-branca e uma espécie de minhocuçu.


Extintas na natureza

Mutum-de-Alagoas, espécie brasileira que foi extinta da natureza (Foto: Marco A. Freitas)

Duas espécies estão listadas como Extintas na Natureza (EW). São duas aves que não são encontradas mais em seus habitats naturais, e existem apenas em cativeiro. Omutum-de-Alagoas é uma ave que antes era encontrada na Mata Atlântica, mas desde 1999 acredita-se que esteja extinta na natureza: há cerca de 120 indíviduos vivendo em cativeiro. Já a ararinha-azul é uma ave de plumagem azul e cinza que vivia na caatinga. O último indíviduo desapareceu na natureza em outubro de 2000, mas cerca de 60 indíviduos vivem em cativeiro. A ararinha-azul é conhecida do grande público: é a espécie que inspirou o filme Rio. Reportagem de ÉPOCA desta semana (para assinantes) mostra como um novo projeto pretende devolver essa espécie para a natureza.


Criticamente em perigo

O peixe-boi (Trichechus manatus), espécie classificada como "Em Perigo" na lista de animais ameaçados de extinção (Foto: Marco A. Freitas)

São considerados Criticamente em Perigo (CR) as espécies de animais que tiveram grande declínio de população e vivem em apenas algumas áreas - a destruição dessas áreas coloca em risco a existência desses animais. Atualmente, há 125 espécies brasileiras classificadas nessa categoria, como o peixe-boi-marinho, que sofre principalmente por causa da caça e capturas acidentais, e o mico-leão-da-cara-preta, o mais ameaçado dos mico-leões da Mata Atlântica.

Em perigo

São 163 espécies classificadas como Em Perigo (EN). Elas também enfrentam alto risco de extinção, mas a situação não é tão crítica como a categoria CR. A tartaruga-de-pente é um exemplo de animal em perigo. Essa tartaruga vive no litoral da Bahia, e tem esse nome porque, antigamente, o seu casco era usado para fazer pentes. Hoje, o que mais ameaça a espécie é a poluição marinha.


Vulnerável

Onça-parda (Puma concolor capricornensis), espécie classificada como "Vulnerável" na lista de animais ameaçados de extinção (Foto: Marco A. Freitas)

A maior parte dos animais da lista encontra-se nessa categoria: são 330 espécies brasileiras consideradas Vulneráveis (VU), em praticamente todos os biomas do país. É o caso dos principais felinos brasileiros, as onças. As três espécies de onça do país estão vulneráveis, e enfrentam ameaças como a destruição de seus habitats com o avanço deo desmatamento, além da caça. Os animais vulneráveis também correm grande risco, mas muitos já estão sendo atendidos por planos de ação de conservação. O lobo-guará, por exemplo, outra espécie considerada vulnerável, tem 19 metas e 25 ações para reverter o declínio populacional da espécie. 

BC
REDAÇÃO ÉPOCA



Ainda em 2009

Bugio (Alouatta caraya)




Classe: Mamíferos
Ordem: Primatas
Família: Cebidae

Espécie de bugio que ocorre na região do Pantanal e parte do Cerrado, abrangendo leste da Bolívia, Paraguai, nordeste da Argentina e do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul ao sul da Bahia.

Ocupam florestas decíduas e semidecíduas, matas de galeria e capões. Na região das Fazendas Xaraés e Nossa Senhora do Carmo, Pantanal sul-matogrossense, são bastante comuns em capões de médio e grande porte.

O que mais chama a atenção em relação a esses animais é o grito muito alto entoado por eles, uma forma de demarcação de território. Isso é possível a uma modificação na região da garganta, que atua como um grande saco acústico.



Marcante dimorfismo sexual, sendo o macho adulto de coloração preta e a fêmea marrom claro. Os juvenis possuem a pelagem parecida com a das fêmeas. Os machos são um pouco maiores, pesando cerca de 6-7kg e as fêmeas entre 4-5kg.

Vivem em grupos que chegam a passar 10 indivíduos e são encontrados mais de um macho por bando, mas provavelmente existe apenas um dominante.



Assim como as outras espécies do gênero, são animais herbívoros, sendo a dieta baseada preferencialmente em folhas. Por conta dessa dieta pouco rica em calorias, passam a maior parte do tempo descansando nas árvores. Possuem o trato digestivo muito desenvolvido, de modo que os ajudam a digerir a celulose das folhas. Sempre observei esses animais em embaúbas (Cecropia sp.) e figueiras (Ficus sp.).

Já observei indivíduos cruzando o campo correndo na busca de capões ou mudando de capão. Está fora de perigo, mas as populações vem diminuindo, devido à fragmentação do habitat pelas atividades agropecuárias e expansão das cidades.



Todas as fotos foram tiradas na Fazenda Nossa Senhora do Carmo. A primeira é um macho adulto, a segunda uma mãe com um filhote, a terceira (esq.) um bando descansando e a quarta uma fêmea. (Pedro Meloni Nassar)

Fonte: Fauna Brasileira

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A gigante de couro pode atingir dois metros de comprimento e pesar até 750 kg.