sábado, 10 de março de 2012

Alemanha transforma Central nuclear em parque de diversões e hotel


Todos sabemos que os povos do centro e Norte da Europa, ao contrário dos latinos, são pragmáticos e sempre muito focados no essencial. Mas, ainda assim, não deixa de causar alguma perplexidade a rapidez com que a Alemanha transformou uma central nuclear inutilizada – e nunca utilizada, diga-se – num parque de diversões e hotel.

Construída em 1972 por uma cooperativa com laços à Holanda, Bélgica e Alemanha, a Schneller Bruter nunca foi utilizada por razões políticas. É assim que surge o Wunderland Kalkar, um parque de diversões com mais de 40 atracções e que foi vendido, em 1991, a um investidor holandês.


Como a central nuclear nunca entrou em funcionamento, apesar de ter custado  intrigantes €4 mil milhões, é 100% segura. Por outro lado, o parque é enorme: são 55 hectares, o equivalente a 80 campos de futebol.

O cimento utilizado para construir a central nuclear seria suficiente para fazer uma autoestrada de Amesterdão a Maastricht – 211 quilómetros. Por isso, os responsáveis pelo parque rodearam-no de jardins.


Construíram também um hotel de 450 quartos, com diversos restaurantes e bares. No futuro, Wunderland Kalkar terá também uma piscina, um spa wellness e um parque de estudos sobre novas energias.

No parque há de tudo: bowling, mini-golfe, courts de ténis, campos de voleibol de praia, um centro outdoor para karts – para além do parque em si, com as tais 40 atrações.


E, para recordar que este centro de diversões esteve para ser uma central nuclear, os visitantes são convidados a fazer uma volta guiada ao parque, onde serão profissionalmente informados sobre o que representa a energia nuclear.

A Alemanha cancelou o prolongamento do funcionamento das centrais nucleares e só pretende se manifestar caso necessário, sobre projetos nucleares  a partir de 2022. Conforme acordado entre as representatividades visando a efetivação dos atuais empreendimentos. 



IPAM - Os benefícios econômicos da conservação florestal


IPAM integra grupo de pesquisadores que estuda a rentabilidade de cadeias produtivas associadas a REDD+

Estudos científicos têm buscado conhecer melhor as formas de uso e extração sustentável dos recursos naturais e abundantes da floresta amazônica, tendo como foco a manutenção da floresta em pé, o desenvolvimento econômico e a valorização do conhecimento sociocultural.

Neste sentindo, um grupo de pesquisadores ligado ao Centro de Sensoriamento Remoto da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) coordenado pelo pesquisador PhD Britaldo Soares Filho, vem realizando estudos para avaliar a rentabilidade de diversas cadeias produtivas na Amazônia, como forma de subsidiar políticas públicas e ampliar o conhecimento científico da região. Um desses estudos, recentemente publicado na revista Environmental Conservation, enfoca o potencial de concessões de castanha-do-Brasil, em Madre de Dios, no Peru.

Intitulado por “Economic benefits of forest conservation: assessing the potential rents from Brazil nut concessions in Madre de Dios, Peru, to channel REDD+ investments” (Benefícios econômicos da conservação florestal: avaliação da renda potencial de concessões de castanha do Brasil em Madre de Dios, Peru, para fins de canalizar investimentos de REDD+), o artigo publicado aborda o modelo de produção da castanha-do-Brasil, fonte de renda de diversas comunidades da Amazônia, avaliando a produtividade e lucros potenciais das concessões de castanha em Madre de Dios, sob três cenários de processamento e gestão (castanha com casca, descascada e descascada e certificada).

De acordo com o artigo, a castanha-do-Brasil possui mercado internacional consolidado, provendo uma relevante renda às populações rurais e não rurais que a coletam. No Departamento de Madre de Dios, em torno 67% da renda familiar vem de concessões castanheiras que ocupam 12 % da sua área total, com mais de 800 concessões.

A comercialização deste fruto sem qualquer beneficiamento ou certificação reduz o potencial de sua rentabilidade, em torno de 0,40 dólares por kg. Com o processo de certificação ou beneficiamento simples com a retirada da casca da amêndoa, a rentabilidade por quilograma de produto passa para 2,60 dólares.

O artigo elaborado por pesquisadores da UFMG/CSR (Felipe Nunes, Britaldo Soares Filho, Renzo Giudice, Hermann Rodrigues e Rafaella Silvestrini), University of California (Maria Bowman) e Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Elsa Mendoza), é similar ao estudo realizado, pelos mesmos, no Estado do Acre, Brasil, especificamente nas reservas Chico Mendez e Cazumbá Iracema, no região Leste do Estado, qual foi publicado no IX Encontro da Sociedade Brasileira de Economia Ecológica, com analise do potencial da castanha no Estado do Acre, Brasil.

Segundo o coordenador da pesquisa, Britaldo Soares, o trabalho representa um exemplo prático para implementação de REDD +. “Foram avaliadas as rendas potenciais de concessões de castanheiras em diferentes cenários de manejo e estimados os investimentos necessários para melhoria da cadeia produtiva da castanha de com casca, para sem casca e certificada. O estudo também indica que esses recursos poderiam ser canalizados através de programa REDD+, haja vista o papel central dessas concessões na redução do desmatamento em Madre de Dios”, destaca o coordenador.

Referência completa do artigo: FELIPE NUNES, BRITALDO SOARES-FILHO, RENZO GIUDICE, HERMANN RODRIGUES, MARIA BOWMAN, RAFAELLA SILVESTRINI and ELSA MENDOZA. Economic benefits of forest conservation: assessing the potential rents from Brazil nut concessions in Madre de Dios, Peru, to channel REDD+ investments. Environmental Conservation, Available on CJO 2012 doi:10.1017/S0376892911000671.
Para maiores informações escreva para comunicacao@ipam.org.br

Julie Messias / IPAM 

Às Estrelas


The Most Astounding Fact
O Fato Mais Importante (Legendado)

PET



Medicamentos - Descarte Consciente


Google Street View - Dados cartográficos

A gigante de couro pode atingir dois metros de comprimento e pesar até 750 kg.