quarta-feira, 9 de março de 2011

UE - Metas mais ambiciosas para reduzir a emissão de gases do efeito estufa (GEEs)

Companhias afirmam que UE deve aumentar suas metas de 20% para 25% até 2020


Um grupo formado por algumas das maiores firmas de energia da Europa declarou na última semana que a União Europeia deveria adotar metas mais ambiciosas para reduzir a emissão de gases do efeito estufa (GEEs), como forma de estimular investimentos em energias renováveis.

O bloco europeu, que hoje conta com mais de 500 milhões de habitantes, instituiu um dos maiores compromissos mundiais em relação ao clima, e tentará reduzir suas metas de emissão de carbono em relação aos níveis de 1990 em 20% até 2020.

Dentre as empresas que apóiam a adoção da meta de corte de 25% estão a britânica Scottish & Southern Energy, a alemã Eneco, a italiana Sorgenia, a norueguesa Statkraft, a dinamarquesa Dong Energy e a grega Public Power.

“Nós sabemos que os benefícios de uma ação antecipada compensam os custos da inércia ou do adiamento de ações”, afirmaram as empresas em uma declaração conjunta. “Investidores privados consideram essas metas, e metas mais ambiciosas estimulariam mais os investimentos em baixo carbono”.

A declaração das companhias evidenciou os riscos de manter a dependência da UE nos combustíveis fósseis em um momento que os preços do petróleo estão subindo, principalmente devido aos acontecimentos ocorridos recentemente no Norte da África e no Oriente Médio. Segundo as empresas, esse aumento poderia dificultar a recuperação da economia.

A declaração vai ao encontro de um relatório de estratégia apresentado pela comissária do clima Connie Hedegaard, que mostra a visão da comissária para o corte de emissões nas próximas décadas.

De acordo com o Grupo de Energia Carbon Neutral, a estratégia de Hedegaard não é criar uma proposta para um novo pacto unilateral, e sim enfatizar que as medidas para a redução nos níveis de consumo de energia podem assegurar um corte ainda maior nas emissões europeias com um custo mínimo para a indústria.

Atualmente, a UE discute um possível aumento nas metas de redução de 20% para 30%, depois que diversos estudos sugeriram que o impacto da crise econômica nas emissões tornaria relativamente fácil para a Europa atingir o objetivo de 20% de reduções.

Um relatório apresentado na semana passada pelo Instituto Potsdam para Pesquisas de Impactos Climáticos da Alemanha (PIK, em alemão) revelou que aumentar a meta de 2020 para 30% não seria apenas possível, mas também poderia estimular o crescimento de investimentos em tecnologias renováveis e aumentar o PIB da UE em €620 bilhões.

No entanto, nem todas as empresas e países vêem com bons olhos este aumento nas metas de redução. Nações da UE da Europa Oriental, principalmente a Polônia, solicitaram que as metas de reduções fossem mais cautelosas, e rejeitam um acréscimo nas metas atuais. Mesmo assim, a intervenção de algumas das maiores empresas de energia da União Europeia pode ajudar na criação de novas metas para a redução das emissões de carbono.


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