sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Cabeçuda, a tartaruga que registra o maior número de desovas no litoral brasileiro

A tartaruga cabeçuda é encontrada em todos os mares

O Brasil ocupa a terceira posição entre os sítios de desova dessa espécie no oceano Atlântico

Projeto TamarA tartaruga cabeçuda (Caretta caretta) é a mais comum desovando no litoral, com maior concentração na Bahia, ocorrendo também nos Estados de Sergipe, Espirito Santo e Rio de Janeiro. O Brasil ocupa a terceira posição entre os sítios de desova dessa espécie no oceano Atlântico. Classificada como em perigo de extinção, é encontrada em todos os mares.

A espécie é conhecida popularmente por esse nome por causa da sua cabeça proporcionalmente maior que as demais espécies, alcançando até 25 centímetros. Em algumas regiões, também é denominada Vovô de Aruanã ou Mestiça.

Podem ter mais de um metro de comprimento de casco, cuja coloração é marrom na parte superior e amarelada na parte inferior, contando com cinco pares de placas laterais. Pesa entre 100 até 180 quilos.

Com uma estimativa mundial de população em torno de 60 mil fêmeas em idade reprodutiva, a cabeçuda atinge a maturidade sexual entre 25 e 30 anos. Cada ninho contém quase 130 ovos, em média, com tempo de incubação médio de 60 dias. O intervalo entre os períodos reprodutivos varia de dois a três anos. Cerca de 70% a 80% dos ovos geram filhotes.

A cabeçuda é carnívora por excelência, durante todas as fases de sua vida. Alimenta-se de caranguejos, moluscos, mexilhões e outros invertebrados triturados com ajuda dos músculos poderosos da sua mandíbula, capazes de quebrar conchas e carapaças de outros animais com facilidade.


 
  • Nome Científico: Caretta caretta
  • Nomes comuns: Cabeçuda ou Mestiça
  • Status internacional: Ameaçada (classificação da IUCN)

Status no Brasil: Ameaçada
Distribuição: ocorre nos mares tropicais e subtropicais de todo mundo e também em águas temperadas

Habitat: variável ao longo do ciclo de vida. Os filhotes e juvenis vivem em alto-mar; os adultos em áreas de alimentação situadas a profundidades entre 25 e 50m; sub-adultos têm sido capturados incidentalmente

Tamanho: até 136 cm de comprimento curvilíneo de carapaça no Brasil

Peso: o maior peso registrado no mundo foi de 227kg. Entretanto, é mais comum encontrar indivíduos com 100 a 180kg

Casco (carapaça): carapaça óssea, com cinco pares de placas laterais (o que a diferencia das demais espécies), de coloração marrom-amarelado

Cabeça: possui uma cabeça grande e uma mandíbula extremamente forte, com dois pares de placas pré-frontais e três pares de placas pós-orbitais

Nadadeiras: anteriores/dianteiras curtas e grossas e com duas unhas; as posteriores/traseiras possuem duas a três unhas

Dieta: são carnívoras, alimentando-se de caranguejos, moluscos, mexilhões e outros invertebrados triturados com ajuda dos músculos poderosos da mandíbula

Estimativa mundial da população: 60 mil fêmeas em idade reprodutiva

Curiosidades: No Brasil, as áreas prioritárias de desova estão localizadas no norte da Bahia, Espírito Santo, norte do Rio de Janeiro e Sergipe.

Poluição sonora nos oceanos prejudica as baleias


  • Contaminação acústica dificulta a capacidade de as baleias comunicarem entre si

O barulho de origem humana que percorre os oceanos – como os motores dos grandes navios – provoca stress nas baleias ao dificultar a sua comunicação. Já há algum tempo os investigadores acreditavam que esta teoria tinha fundamento, mas só agora, e graças a um método pouco convencional, onde o ‘acaso’ teve um papel determinante, foi possível prová-la.

O curioso estudo, que liga os acontecimentos do 11 de Setembro de 2001 em Nova Iorque a uma investigação sobre fezes de baleias na Baía de Fundy (na costa atlântica da América do Norte), está agora publicado no «Proceedings of the Royal Society B».

Em 2001, a investigadora e veterinária Roz Rolland, do Aquário de Nova Inglaterra, em Boston, estava  recolhendo fezes de baleias-francas na Baía de Fundy, no Canadá, com a ajuda de um rottweiller, capaz de as detectar sobre as águas.

O objetivo era realizar testes de gravidez e estudar a reprodução dos animais. Mas as fezes, além de indicarem se a baleia está grávida, revelam também os seus níveis de stress. No dia 11 de Setembro de 2001, o atentado ao World Trade Center de Nova Iorque provocou uma diminuição drástica do tráfego marítimo na costa norte atlântica da América do Norte.

Pela primeira vez foi possível estudar as variações das hormonas de stress durante a redução de barulho no oceano. Em geral, o ruído diminuiu seis decibéis (com uma redução significativa das baixas frequências) e os níveis das hormonas do stress das baleias também. Este resultado sugere que o ruído provoca stress crónico nestes cetáceos.

As baleias utilizam sons de baixa frequência para comunicarem. Quando o ruído aumenta, as baleias alteram o seu comportamento e as suas vocalizações.

A contaminação acústica dificulta a capacidade de comunicarem entre si, aumentando o stress. Este pode interferir com os seus sistemas imunitário e reprodutivo. Existem apenas 475 baleias-francas no noroeste Atlântico e as suas taxas de reprodução são mais baixas do que as das baleias francas que passam o verão na Antártida. O stress provocado pelo ruído pode ser uma das razões.

Roz Rolland acredita que a poluição sonora nos oceanos deve ser motivo de preocupação, tal como os desperdícios sólidos. Não são apenas os barcos que fazem barulho, adverte. As explorações de petróleo e de gás e os parques eólicos emitem também sons de baixa frequência que podem afetar estes cetáceos.



Power spectrum density level (PSL) of background noise in the range 50–500 Hz from 2 days before (25 and 29 August 2011) and 2 days after 11 September 2001 (12 and 13 September 2011) with identical sea-state conditions. Overall noise levels (PSL in dB re 1 µPa2Hz−1 are lower and the peak frequency (Hz) of the noise shifted to a higher frequency post-9/11.






Artigo: Evidence that ship noise increases stress in right whales

FIP - Programa de Investimentos em Florestas é tema de consulta pública

Brazil's FIP Investiment Plan

Está em consulta pública aberta até 5 de março, na internet, a proposta de Plano de Investimento do Brasil para o FIP, cujo principal objetivo é construir de forma participativa as ações prioritárias do país relacionadas ao Programa de Investimentos em Florestas (FIP). A consulta faz parte de um processo que incluirá sessões presenciais e que continuará durante a fase de análise e preparação dos projetos propostos no âmbito do plano de investimento. 

O FIP, criado no âmbito dos Fundos de Investimento Climático (CIF), visa catalisar políticas e ações e mobilizar fundos para facilitar a redução do desmatamento e da degradação florestal e promover a melhoria da gestão sustentável das florestas, contribuindo para a redução de emissões e a proteção dos estoques de carbono. 

O programa conta com aproximadamente US$ 550 milhões para aplicação em oito países-piloto, selecionados dentre mais de 50 países em desenvolvimento. Além do Brasil, foram selecionados Burkina Faso, República Democrática do Congo, Gana, Indonésia, Laos, México e Peru. Ao Brasil deverão ser alocados entre US$ 50 e 70 milhões. 

Além disso, será colocado em funcionamento o Mecanismo de Doação Dedicado a Povos Indígenas e Comunidades Locais, com o intuito de promover uma plena e efetiva participação desse público na concepção e implementação dos planos de investimento dos países-piloto. O instrumento deverá prover até US$ 6,5 milhões em financiamento para ações no Brasil. 

O documento em consulta contém proposta de articulação de ações dos ministérios do Meio Ambiente (MMA), da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para o bioma Cerrado. 

Clique aqui e acesse a consulta.

Também consulte diretamente o programa Fundos de Investimento Climático (CIF) voltado para o Brasil:

Aranhas 'anelosimus' constroem teias gigantes no Amazonas


Árvores do município de Iranduba (Foto: Antonio Lima/ Divulgação)As árvores do município de Iranduba, na região metropolitana de Manaus (AM), amanhecem cobertas de grandes teias de aranha a cada três meses. As responsáveis pelo feito pertecem ao gênero 'anelosimus'.

Moradores limpam as árvores trimestralmente e a colônia de aranhas recomeça o processo de construção das teias. Cada colônia é formada por grupos de mil a dez mil aranhas.

A aracnóloga do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Lidianne Salvatierra, explica que o tamanho da teia é incomum, já que as aranhas tendem a viver em locais isolados, mas podem ocorrer do Panamá até Santa Catarina. 

Ainda de acordo com a especialista, não é preciso se preocupar com o veneno, pois a força dele só atinge os insetos.

  • Aranhas constroem teias gigantes no Amazonas, assista o vídeo:


Quanto custa preservar as florestas do planeta


Gasto com fundo para redução do desmatamento seria de mais de US$ 100 bilhões em 2020


Desmatamento de floresta na Amazônia: mecanismo de compensação faz parte das negociações sobre o clima na ONULATINSTOCK

RIO - Quanto custa manter as florestas tropicais em pé, evitar a extinção de milhares de espécies e ainda ter o aquecimento global sob controle? Cento e sete bilhões de dólares, e só em 2020, segundo o economista Bernardo Baeta Neves Strassburg. Diretor-executivo do Instituto Internacional para Sustentabilidade, ele publicou sua conta na revista “Nature Climate Change”.Os recursos seriam destinados para o fundo conhecido como Redd — ou Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação. Discutido nas últimas três convenções climáticas da ONU, ele deve ser incluído no próximo acordo global que substituirá o Protocolo de Kioto, o único tratado que estabelece limites legais para a emissão de gases-estufa na atmosfera.

— Cada tonelada de gás-estufa não liberada valeria US$ 25 — explica Strassburg. — Estabelecemos que o projeto começaria ainda esta década e iria até o fim do século. Usamos 2020 como ano-base para o cálculo. Nele, teríamos de economizar 4,3 bilhões de toneladas, ou seja, gastaríamos US$ 107,5 bilhões. Mas este valor mudaria a cada ano.

Se as parcelas fossem seguidas à risca, até 2100 seria possível evitar entre 84% e 94% das extinções de mamíferos e anfíbios previstas para este século.

— Analisamos o que aconteceria com 4.514 espécies de florestas tropicais — destaca o pesquisador. — Este quadro de extinção em massa só ocorreu cinco vezes na História do planeta. A última delas provocou o desaparecimento dos dinossauros.

Sozinho, porém, o Redd não faria milagre. Na Mata Atlântica, que tem menos de 7% de sua cobertura original, ele só evitaria dois terços das extinções. Para provocar um efeito maior, seriam necessárias ações complementares, como o melhor aproveitamento de áreas agrícolas e pastagens.

Globo Ciência

SOS M.Atlântica & Ecosurfi, mobilização nacional contra o novo Código Florestal - Santos/SP

 
  • Santos se mobiliza contra o Novo Código Florestal

Campanha "mangue faz a diferença" mostra à sociedade que as alterações do Código Florestal afetarão diretamente toda zona costeira do Brasil.

Para alertar e mobilizar a sociedade na Baixada Santista/SP sobre o impacto das alterações do Código Florestal nos manguezais e zonas costeiras, a Fundação SOS Mata Atlântica, diretamente em parceria com a ONG Ecosurfi, realiza, dia 12 de fevereiro, a campanha “Mangue Faz a Diferença” – Remando por um Mundo Melhor na cidade de Santos/SP. 

Este movimento é composto por organizações de todos os estados brasileiros que possuem litoral com Mata Atlântica e traz em sua agenda manifestações programadas em diversas praias, além de um ato em Brasília no início de março. A campanha conta com o apoio do Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, uma coalizão formada por 163 organizações da sociedade civil brasileira, responsável pelo movimento “Floresta Faz a Diferença”.

Como parte da campanha, também foi lançado o Manifesto A Favor da Conservação dos Manguezais Brasileiros. Segundo o texto do documento, “além dos sérios problemas que já vêm sendo denunciados por cientistas, ambientalistas, especialistas em legislação e organizações da sociedade civil – a exemplo da anistia e da redução da proteção em áreas de Reserva Legal e de Preservação Permanente –, representando um grave retrocesso na proteção das florestas, o projeto de lei aprovado na Câmara dos Deputados e o substitutivo do Senado atingem também os ecossistemas costeiros e estuarinos, notadamente os manguezais brasileiros, em toda zona costeira do país.” 

Em seguida, o documento lista os principais problemas trazidos para esses ecossistemas e pede providências às autoridades. O manifesto pode ser acessado na íntegra em ==> mangue faz a diferença 2012/01vsa.pdf  <== (MANIFESTO A FAVOR DA CONSERVAÇÃO DOS MANGUEZAIS 
BRASILEIROS)

Manifestação “Remando por um Mundo Melhor” leva surfistas e remadores para protestar em favor dos mares e oceanos

Santos está entre uma das principais cidades do Brasil por possuir o maior porto da América Latina, contudo, ainda conta com áreas de manguezais, que no decorrer dos anos estão desaparecendo sistematicamente, devido a ocupações irregulares, poluição por resíduos sólidos e expansão da área portuária.

Pretendendo chamar a atenção da comunidade do surf e demais públicos para os impactos que essas regiões sofrem, a cidade se prepara para receber no próximo dia 12/02 uma grande remada em defesa do litoral.

A proposta capitaneada pela ONG Ecosurfi, que há 12 anos atua na proteção das zonas costeiras, conta com a organização local da loja Surfsttore, da fabrica de pranchas New Advance, do Instituto Ecofaxina e Associação Santos de Surfe tem como foco principal alertar os praticantes do esporte sobre a interdependência dos ecossistemas costeiros e contribuir com o entendimento, de que, a saúde dos oceanos depende da preservação dos manguezais. 

O ambiente da concentração e largada vai ser em frente ao Aquário Municipal. O percurso vai seguir a orla da cidade pelo mar, com os participantes remando bem próximo da areia para chamar a atenção do público presente na praia.

Para não remadores - Outro ponto forte da manifestação será a caminhada #manguefazadiferenca, que levara os “não-remadores” a andar pela areia conversando com os frequentadores da praia sobre os objetivos da campanha.

Tanto remadores como não-remadores terão como ponto comum de encontro a Praça das Bandeiras no bairro do Gonzaga, para um grande ato público em defesa dos manguezais e de toda zona costeira.

Após o ato-público, na Praia do Gonzaga, vai acontecer em frente ao Aquário Municipal uma confraternização. Os participantes serão recebidos com música ao vivo e vão participar do sorteio de um bloco de SUP e um remo em fibra de carbono, oferecidos pela fábrica de pranchas New Advance, além de Kits da ONG Ecosurfi.

Marcelo Morais, proprietário da loja Surfsttore, e um dos organizadores do evento, garante que Santos deve refletir sobre o que pode acontecer com as áreas naturais preservadas da cidade caso o novo Código seja aprovado. 

“Santos é uma cidade linda e ainda possui muitas áreas de manguezais que devem ser protegidas. As alterações no Código Florestal podem ser sinônimo do desaparecimento desses ambientes nos próximos anos e a saúde dos oceanos também dependem dos mangues”, comenta.

Reconhecido pelo importante trabalho em prol dos manguezais do estuário que compreende a região da cidade de Santos, o Instituto Ecofaxina fará parte da mobilização #manguefazadiferenca, trazendo sua equipe para permitir ao publico participante maior entendimento da importância dos manguezais na vida marinha.

De acordo com texto publicado na página virtual do Instituto Ecofaxina, os manguezais também desempenham importantes serviços ambientais como reguladores do clima.

“Os mangues são a espinha dorsal das costas dos oceanos tropicais, são muito mais importantes para a biosfera do oceano global [...]. E, embora essa mata de mau-cheiro lamacento não tenha o encantamento de florestas tropicais ou recifes de corais, uma equipe de pesquisadores observou que a linha costeira de plantas lenhosas fornecem mais de 10 por cento do carbono orgânico dissolvido fornecido ao oceano a partir da terra”. (texto extraído: www.ecofaxina.org.br)

Em Santos a campanha #manguefazadiferenca conta com a iniciativa nacional SOS Mata Atlântica, coordenação regional da ONG Ecosurfi e a organização local: Loja Surfsttore, fábrica de pranchas New Advance, Instituto Ecofaxina e Associação Santos de Surf. Além do apoio da Água Marinha, Okumura - Temakeria e Freshfish, Unisanta e Me2 ENTERTAINMENT.

Como participar

As inscrições podem ser feitas na Loja Surfsttore em Santos (Av. Pedro Lessa, 796 – Aparecida, das 9h às 19h) ou na Ecosurfi através do telefone: (13) 3426 8138 e também no dia do evento (12/02) a partir das 9h em frente ao Aquário Municipal. 

*Programação: 
09h - Concentração - em frente ao Aquário Municipal 
09:30h - Retirada do kit #manguefazadiferenca 
10:30h - Saída - Percurso do Aquário ao Gonzaga
11:30h - Manifestação Praça da Bandeira 
13:30h - Confraternização - em frente ao Aquário 

Cyberativismo - Sociedade Mobilizada 

Internautas já podem acompanhar a mobilização e obter informações na fan page da campanha no Facebook (facebook.com/manguefazadiferenca), e manifestar seu apoio via Twitter com a hashtag #manguefazadiferenca. Informações, fotos e vídeos sobre as atividades, bem como os materiais da campanha e o manifesto estarão disponíveis ainda nesta semana no site: www.manguefazadiferenca.org.br As inscrições estão abertas e devem ser feitas pelo telefone (0xx13) 3426-8138. 

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