domingo, 10 de julho de 2011

Programa Madeira é Legal obtém resultados



Iniciativa multiinstitucional comemora dois anos de existência em evento em São Paulo nesta quarta, 29 de junho. Evento apresentará ações de combate à madeira ilegal realizadas por governo, produtores, consumidores e sociedade civil


O Programa Madeira é Legal, iniciativa lançada em 2009 com o objetivo de incentivar e promover o uso da madeira de origem legal e certificada na construção civil no Estado e no Município de São Paulo, completa dois anos e apresenta seus principais resultados. O anúncio acontecerá durante evento, gratuito e aberto ao público, nesta quarta-feira (29/06), das 08h30 às 13h, no auditório da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo.


Estarão presentes representantes dos signatários do programa, atualmente 23 entidades, do setor madeireiro, da construção civil, da sociedade civil organizada e do governo. O evento ainda contará com pronunciamentos de autoridades convidadas dos governos Estadual e Municipal de São Paulo. Mais informações e inscrições podem ser feitas pelo site www.anggulo.com.br/madeira/2011/site.


No evento, que terá palestra magna do economista e ambientalista Sergio Besserman, conselheiro do WWF-Brasil e abertura feita por Rachel Biderman, coordenadora do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas (GVces), será lançado o site do programa Madeira é Legal. Na ocasião, representantes dos principais segmentos envolvidos na cadeia produtiva da madeira falarão sobre os resultados dos dois anos do programa.


Dimitrios Paleologos, vice-presidente do Sindicato do Comércio Atacadista de Madeiras do Estado de São Paulo (SINDIMASP), mostrará que as ações tomadas até agora já começam a derrubar mitos no setor da Madeira. Já há consenso em torno de que o madeireiro precisa dos ecossistemas florestais e de que, por meio do Manejo Florestal Sustentável, é possível agregar valor econômico à floresta sem destruí-la.

Em seguida, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT), representado pelo engenheiro florestal e pesquisador da Seção de Sustentabilidade de Recursos Florestais do CT Floresta - IPT, Marcio Nahuz, mostrará como espécies madeireiras menos conhecidas no mercado podem ser usadas para substituir aquelas mais desejadas pelos consumidores. Isso ajuda a evitar o escasseamento de certas variedades e mostra como outras, ainda que menos conhecidas, podem ser utilizadas com aproveitamento igual ou superior.

Representando o governo, que tem o papel de regular a questão, Carlos Beduschi, do Departamento de Desenvolvimento Sustentável (DDS) da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, falará sobre o Cadmadeira. Trata-se do cadastro estadual das pessoas jurídicas que comercializam, no estado de São Paulo, produtos e subprodutos de origem nativa da flora brasileira. Este projeto atua como um mecanismo fomentador de ações em favor do comércio responsável, minimizando as pressões negativas sobre as florestas nativas devido ao desmatamento ilegal. Atualmente o Cadmadeiras tem cerca de 300 empresas cadastradas. Nessa palestra serão apresentados os resultados dessa iniciativa e os avanços na fiscalização da madeira ilegal no estado de São Paulo.

Pela sociedade civil, Malu Villela, coordenadora da Rede Amigos da Amazônia do Centro de Estudos em Sustentabilidade e Centro de Estudos em Administração Pública e Governo, ambos da Fundação Getulio Vargas, apresentará algumas iniciativas da Rede Amigos da Amazônia, que conta com a participação do estado e cidade de São Paulo. A Rede tem o objetivo de fomentar a criação de legislações que eliminem a madeira de origem ilegal das compras e contratações públicas, bem como aprimorar a fiscalização do transporte e comercialização da madeira amazônica.

Por fim, representando o setor da construção civil de São Paulo, Francisco Vasconcellos, vice-presidente de Meio Ambiente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) fará o lançamento da publicação Uso Responsável da Madeira na Construção Civil – Guia Prático para as Construtoras, e Lilian Sarrouf, coordenadora técnica do Comitê de Meio Ambiente (COMASP) apresentará o programa Aquisição Responsável da Madeira na Construção Civil. Realizado pelo WWF-Brasil e SindusCon-SP, por meio do COMASP, o programa busca orientar as construtoras sobre a melhor forma de cumprir a legislação ambiental com relação à compra e utilização de madeira e seus produtos, bem como a criar mecanismos que evitem a aquisição de madeira de origem ilegal ou predatória.




Fonte: WWF Brasil

Pesquisa da USP produz energia a partir de resíduos do biodiesel



Glicerol cortado

Na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP, uma pesquisa propõe a produção de energia a partir do gás liberado no tratamento do glicerol oriundo do biodiesel. O resíduo é rico em impurezas, o que encarece o seu processamento industrial. O objetivo do estudo é agregar valor ao glicerol. Para tanto, foi proposta a utilização de um sistema de tratamento de efluentes que utiliza um Reator Anaeróbio de Manta de Lodo e Fluxo Ascendente (UASB, sigla em inglês).

O estudo “Produção de biogás a partir de glicerol oriundo de biodiesel”, de Michael Barbosa Viana, utilizou dados de uma pesquisa realizada na Empresa Brasileira de Agropecuária (Embrapa) que estuda a produção de energia a partir do glicerol. Segundo Viana, estes estudos foram realizadosno Laboratório de Valorização de Resíduos e Biomassa da Embrapa Agroindústria Tropical, unidade da Embrapa localizada em Fortaleza (CE), sob a responsabilidade de Renato Carrhá Leitão. Na EESC, Viana teve a orientação da professora Sandra Tédde Santaella.

Viana conta que no interior do reator existem microrganismos anaeróbios que convertem a matéria orgânica, no caso o glicerol em metano e gás carbônico. “Esse gás metano é um combustível que pode ser utilizado para geração de energia”, afirma Viana. Microrganismos anaeróbios são aqueles que não necessitam de oxigênio para sua sobrevivência e utilizam outros processos de respiração, como por exemplo a fermentação.

Segundo o pesquisador, o reator teve eficiência acima de 90% na conversão de matéria orgânica do glicerol em metano, mesmo com o elevado teor de sais no interior do sistema devido ao glicerol proveniente do biodiesel ser rico em cloreto de sódio (mesma substância que o sal de cozinha). “Altas concentrações de sais podem ser tóxicos aos microrganismos”, explica. O reator construído em escala laboratorial tinha 14,85 litros de volume útil e produziu cerca de 62 litros de biogás por dia na etapa final de pesquisa. O biogás produzido pelo reator era composto por 60% de metano, 36% de gás carbônico e 4% de outros gases (nitrogênio, gás sulfídrico etc). O gás utilizado efetivamente na produção de energia é o metano, cujo volume produzido foi, portanto, de cerca de 36 litros.

Escala industrial

Na dissertação, Viana sugere a construção de um reator de 3.145 metros cúbicos (m³), que atenderia as necessidades para a produção de 25 m³ de glicerol por dia. Um m³ é equivalente a mil litros. “Estima-se que para cada metro cúbico de reator a ser construído, são necessários R$ 1.360,00. Desta forma, para a construção de um reator em escala industrial de 3.145 m³ seriam investidos cerca de R$ 4.277.319,00. Parece muito, mas se colocarmos a economia energética que uma usina de biodiesel teria com a implantação desse projeto, em poucos anos eles teriam o retorno do dinheiro investido”, afirma. “O tempo de retorno do capital investido no uso dessa energia pode variar de 1 a 5 anos, em média, dependendo da tecnologia empregada e de outros fatores como valor da tarifa de energia, custos com mão de obra etc”.

Reator UASB utilizado na pesquisa. O biogás é coletado na parte de cima do sistema e os microrganismos ficam no inferior do reatorO reator em escala industrial proposto no trabalho seria capaz de produzir 16.000 m³ de biogás por dia. “Isso corresponde a 6.246 quilowatts (kW). Para se ter uma ideia, se esse potencial for utilizado para produzir energia elétrica, é suficiente para abastecer cinco mil famílias, considerando um consumo médio de 0,6 kW por dia para cada família” explica Viana.Ele ainda diz que o glicerol deve ser diluído em água antes de entrar no reator e dá dois motivos para isso. 

“Para reduzir a concentração de sais dentro do sistema e para evitar que os microrganismos contidos no reator sejam prejudicados pela elevada quantidade de matéria orgânica que entra no sistema”, explica. Viana ainda ressalta que se a concentração de matéria orgânica, no caso o glicerol, for muito alta, o sistema fica prejudicado devido ao acumulo de ácidos orgânicos formados durante o processo. “Há um limite de concentração de matéria orgânica que um determinado número de células microbianas toleram. Acima desselimite o metabolismo destes microrganismos é afetado negativamente. [Ter muito glicerol no sistema] é como se você forçasse uma pessoa a comer 20 quilos de comida de uma só vez”.


Fonte: Agência USP

Plataforma digital prevê uma revolução nos estudos da botânica na Amazônia


Geração e disponibilização de conhecimento sobre a biodiversidade botânica na Amazônia pode sofrer grandes mudanças

A “Era tecnológica” que vivemos é conhecida por realizar grandes feitos a favor do ser humano. A comunicação ganhou maior destaque por causa das transformações pelas quais têm passado. Ipad, Tabletes, MP10, Iphone, entre outros produtos criados para serem verdadeiros facilitadores da comunicação ganham cada vez mais destaque. Principalmente porque por meio da internet conseguem manter os seres humanos “conectados”, compartilhando informações em tempo real.

É sabido que Amazônia é a região que abriga a maior diversidade de plantas e a maior extensão de florestas tropicais do mundo. Portanto, existem áreas que ainda não foram exploradas e atraem pesquisadores e estudantes de todo o mundo. Eles pesquisam em campos isolados e tem dificuldades na divulgação de suas descobertas.

É nesse momento que a tecnologia da informação pode revolucionar a forma como esse conhecimento é disponibilizado à sociedade. Pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT) estão trabalhando na construção de uma plataforma digital que disponibilizará dados sobre botânica, como uma forma de compartilhar informações importantes sobre os estudos realizados para que esses dados não sejam mais encarados como um “segredo que deve ser guardado a sete chaves”, mas como uma fonte para estudantes, profissionais e mesmo a comunidade.

WikiFlora, WikiBio

“A ideia do Wikiflora surgiu em Manaus durante uma visita do ministro Aluizio Mercadante à Reserva Ducke em fevereiro, foi quando indicamos ao ministro a necessidade de se utilizar a tecnologia da informação para promover o conhecimento da flora da região amazônica”, explica o coordenador do Programa de Pós-Graduação em Botânica do Inpa, Alberto Vicentini.

O Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) já anunciou uma parceria com a International Business Machines (IBM) para o desenvolvimento da plataforma, batizada preliminarmente de Wikiflora, que deverá ser apresentada na Conferência das Nações Unidas em Desenvolvimento Sustentável (Rio +20) em junho de 2012

.“O Wikiflora é uma proposta de Ciência Cidadã, e não apenas para plantas, mas também para outros organismos. Portanto, não mais Wikiflora, mas sim Wikibio”, instiga o pesquisador.

Fungos no topo da fila


Uma das primeiras contribuições para a plataforma é um guia, elaborado pelo bolsista do Inpa, Ricardo Braga-Neto, com a colaboração de outros pesquisadores, sobre fungos da Reserva Florestal Adolfo Ducke.

“Na verdade, os fungos não são plantas, mas a parte das nomenclaturas obedece quase as mesmas leis da plantas então são agrupados junto com elas. E pretendo incluir entre 100 e 150 espécies de fungos para compor esse guia”, explica Braga-Neto.

O projeto é uma forma de articular a gestão de dados botânicos e já disponibilizar as informações para a sociedade no mesmo formato de outras já conhecidas enciclopédias virtuais. “Mas a construção dessa rede ainda está em discussão, para ver se a proposta é mais abrangente, para não tratar só de flora”, adverte o pesquisador.

Segundo Braga-Neto, contemplar diferentes demandas, como estudantes e profissionais que não tem acesso aos estudos taxonômicos com facilidade, otimizaria o trabalho e faria com que o Brasil assumisse um papel de destaque. “Essa seria uma ferramenta muito moderna, tão importante para a Amazônia porque temos um perfil de poucos recursos humanos e a área da região norte é imensa, e esse é um passo fundamental para acelerar a qualidade de desenvolvimento da região. O Brasil tem condições de ser um líder mundial nessa área e acabar influenciando o mundo todo”, afirma.

O guia de fungos é no formato dos guias do Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBIO), que está produzindo uma serie de outros guias de identificação sobre a biodiversidade amazônica, como os de sapos, lagartos, samambaias e ervas como o gengibre. Quatro deles já estão prontos e disponíveis no portal :



Fonte: EcoAmazônia

Às Estrelas


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