terça-feira, 23 de novembro de 2010

As últimas manadas de cavalos selvagens estão aqui no Brasil

A EMBRAPA em formidável parceria com os donos de propriedade na região de Roraima, estão estudando o perfil genético destes belos animais. As estimativas são desta espécie nativa única no mundo em seu estado selvagem, a persistir na luta pela sobrevivência ainda em manadas (últimas do planeta), cada garanhão com e média 15 a 20 éguas.




Cavalos Selvagens de Roraima

Cavalos de Roraima
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Cavalos de Roraima

CavalgandoAmpliar imagem
Cavalgando


O cavalo lavradeiro de Roraima, também chamado de cavalo selvagem, é um dos principais símbolos do estado de Roraima e, por isso, normalmente são vistos estampados em camisetas, ônibus e em outros souvenires, objetos e locais que representem a região. Além disso, esse animal sofreu, durante séculos, adaptação às condições do lavrado, que o tornaram bastante resistentes. Uma das características que mais desperta o interesse das pesquisas é o incrível desempenho físico do cavalo lavradeiro, capaz de percorrer grandes distâncias em velocidade, alimentando-se apenas do capim do lavrado que, por sua baixa qualidade nutricional, é conhecido popularmente como "fura-bucho".

Foto: BabazinhoFazenda BacabalAmpliar imagem
Fazenda Bacabal

Vamos Cavalgar?Ampliar imagem
Vamos Cavalgar?

O cavalo lavradeiro é um ótimo exemplo da ação da natureza que, ao longo dos séculos, foi eliminando os genes desfavoráveis, fazendo com que apenas os animais mais fortes e adaptados sobrevivessem.

Esses fatores levaram esses cavalos a apresentar características bastante peculiares: são animais pequenos (1,40 m), com alto índice de fertilidade, muito velozes (podem correr por 30 minutos a 60 Km/h), resistentes ao trabalho árduo e tolerantes a doenças e parasitas. Considerado um animal esperto, de porte elegante, o cavalo selvagem de Roraima tem olhos grandes, pernas fortes e flexíveis. É ótimo tanto para trotar quanto para galopar.

Os cavalos selvagens de Roraima vivem totalmente em liberdade. Alguns deles nascem e morrem sem terem tido nenhum contato com o homem. Costumam andar em bandos de apenas um macho e cerca de oito a dez fêmeas.

Este símbolo de liberdade habita as planícies de Roraima, por aqui chamado de lavrado. Chegaram ao Brasil por volta de 1718, com os colonizadores portugueses, e o seu cruzamento com outras raças tem contribuído para a sua descaracterização.

Conta a lenda que mais de dois mil cavalos habitavam o estado de Roraima. Hoje, esse número talvez não chegue a 200.

Hoje os poucos animais localizam-se principalmente na região de lavrado, nos municípios de Amajari, Uiramutã, Normandia e Pacaraima.

Por viverem em regiões de difícil acesso, muitos deles nascem, crescem e morrem sem ter contato com o ser humano, formando assim várias gerações livres do adestramento. Dizem os especialistas que os cavalos de Roraima não têm a elegância de raças nobres, como os mangas-largas marchadores ou os puros-sangues ingleses, mas ganham a galopes em resistência. Durante a seca, andam grandes distâncias para encontrar água e, na época das chuvas, ficam até quatro meses com as patas imersas dentro d’água. A raça ficou até conhecida como pé duro, pela resistência de seus cascos.

Foto: Jorge MacedoCavalos no lavrado1Ampliar imagem
Cavalos no lavrado1

Foto: Jorge MacedoCavalos no lavrado2Ampliar imagem
Cavalos no lavrado2

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