sábado, 1 de outubro de 2011

Conceito EDEN - 21 Destinos Europeus de Excelência 2011



Parque Natural do Faial eleito Destino Europeu de Excelência

O Parque Natural do Faial foi distinguido, na terça-feira à noite, em Bruxelas, com Destino Europeu de Excelência (EDEN). A cerimónia foi organizada pela Comissão Europeia e premiou outros 21 destinos turísticos de toda a Europa, que receberam assim o título de Destino Europeu de Excelência em Turismo e Reconversão de Locais 2011.

“Imagine passear por uma cratera adormecida e coberta de musgo que outrora foi um vulcão ativo, numa ilha repleta por ambientes verdes e atrativos picos. O Parque Nacional do Faial nos Açores oferece isto e muito mais. Depois de uma recuperação abrangente, o Parque está atualmente mais acessível do que nunca aos turistas”, pode ler-se no texto de apresentação do destino.

E o texto continua: “O Parque oferece pistas educacionais, um centro de pesquisa e de descoberta e visitas guiadas para mostrar o melhor do Faial, incluindo o impressionante Vulcão dos Capelinhos. O Faial é um tesouro reencontrado de pequenas aldeias pitorescas, que abriga museus e galerias impressionantes e áreas circundantes naturais requintadas, pontuadas por picos vulcânicos elevados”.

O EDEN é uma iniciativa da Comissão Europeia para a promoção sustentável de modelos para o desenvolvimento do turismo em toda a União Europeia. O projeto baseia-se em concursos nacionais que se realizam todos os anos e resulta na seleção de um “destino de excelência” turístico de cada país participante.


Os 21 Destinos Europeus de Excelência 2011 são:


ÁUSTRIA  
Cidade de Gmünd/Caríntia


BÉLGICA – Marche-en-Famenne


CROÁCIA – Pustara Višnjica


CHIPRE – Kalopanagiotis


REPÚBLICA CHECA – Slovácko


ESTÓNIA 
Solares do parque nacional Lahemaa


FRANÇA – Roubaix


GRÉCIA – Município de Delfos


HUNGRIA – Mecsek


ISLÂNDIA  
Município de Stykkishólmur


IRLANDA  
Great Western Greenway, 
Condado de Mayo


ITÁLIA  
Montevecchio, Município de Guspini


LETÓNIA – aldeia de Ligatne


LITUÂNIA – Solar Rokiškis


MALTA – Għarb


PAÍSES BAIXOS – Veenhuizen


POLÓNIA – Żyrardów


PORTUGAL 
Parque Natural do Faial


ESLOVÉNIA – Idrija


ESPANHA  
Ecoparque de Trasmiera


TURQUIA 
Hamamönü-Altındağ em Ancara

Um espetacular arranha-céus que absorve dióxido de carbono



Desenhado pelo arquitecto futurista Vincent Callebaut, este impressionante arranha-céus que absorve dióxido de carbono poderá em breve deixar o papel e tornar-se uma realidade em Taichung, Taiwan.

Mal saia do papel, este arranha-céus revolucionário e criativo será, também, um dos mais sustentáveis edifícios à face da terra – senão, mesmo, o mais ecológico. O Biotic Arch – assim se chama – consegue a sua electricidade através de uma mistura entre energias solar e eólica, mas é na sua capacidade de absorver o dióxido de carbono em excesso, graças à sua fachada viva e jardins verticais, que ele se torna revolucionário.

O Biotic Arch poderá também ser muito importante para o Governo de Taichung. Devido à sua proximidade com o cada vez mais poluente continente chinês – e tendo em conta as suas próprias emissões de CO2 – Taiwan precisa, urgentemente, de melhorar a qualidade do seu ar.

Por isso, a torre tem tantas fachadas vivas e jardins verticais que parece, na realidade, um arbusto gigante. Mas, mais do que palavras, é melhor mesmo tirar as suas próprias conclusões.





Chapada Diamantina pode se transformar em um dos maiores produtores de vinhos finos do mundo


Com solo e clima semelhantes aos das regiões produtoras da França e aos do Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul, a Chapada Diamantina pode ter sua realidade mudada com a produção de uvas especiais e se transformar em uma das maiores produtoras de vinhos finos do mundo. Foi o que disse o secretário da Agricultura da Bahia, Eduardo Salles, ao assinar, no município de Mucugê, protocolo de intenções com o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Mucugê para a instalação de uma unidade de observação de uvas viníferas para produção de vinhos finos em parceria da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) e a Embrapa.

"A unidade de Mucugê é a segunda que vamos implantar", disse ele, lembrando que a primeira, instalada em Morro do Chapéu, há cerca de oito meses, está apresentando excelente comportamento, antecipando resultados promissores com as variedades de uvas viníferas, como Cabernet Sauvignon e Chardonnay. De acordo com o secretário, uma terceira unidade de observação também será instalada no município de Rio de Contas. 

O ato de assinatura do protocolo de intenções contou com as presenças dos prefeitos dos municípios de Mucugê, Fernando Medrado; de Andaraí, Wilson Cardoso, e de Itaetê, Ademar Souza, e do superintendente de Atração de Investimentos da Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária da Bahia (Seagri), Jairo Vaz, dentre outras lideranças.

Assim como em Morro do Chapéu, em Mucugê e Rio de Contas serão cultivadas também frutas temperadas, como maçã, ameixa, pêra, pêssego e oliveira, que já é plantada por um grupo francês em Rio de Contas, com bons resultados. Estas culturas, a exemplo do que acontece na Europa, permitem a inclusão de pequenos agricultores, constituindo-se em excelente oportunidade para dar sustentabilidade à agricultura familiar e estabelecer parcerias entre os pequenos e os grandes produtores", analisou o secretário.

O secretário da Agricultura destacou que a Embrapa detectou que a Chapada tem clima e solo com condições ideais para a produção de vinhos finos, com algumas semelhanças às melhores regiões produtoras da França e afirmou que a perspectiva é de que em alguns anos a Chapada se torne uma das maiores e melhores regiões produtoras de vinhos finos do mundo.

FONTE:
Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária da Bahia
Josalto Alves - Jornalista
Telefone: (71) 3115-2737

Projeto de monitoramento do turismo ecológico em Parques do Estado de São Paulo

O Parque Estadual Intervales é um dos três parques monitorados por especialistas em ecoturismo da ong WWF e da Fundação Florestal. Fica a 270 quilômetros de São Paulo, entre os Vales do Ribeira e do Alto Paranapanema:

Código Florestal Brasileiro: tudo o que você sempre quis saber

Código Florestal Brasileiro: tudo o que você sempre quis saberA Conexão Mata Atlântica protagonizou um novo debate sobre o Código Florestal Brasileiro, desta vez trazendo um panorama exclusivo sobre os efeitos das alterações propostas para o Código e a pesquisa de opinião da DataFolha sobre o tema.

Os convidados do debate foram:

  • Luis Fernando Guedes | Engenheiro agrônomo, doutor em Fitotecnia e colaborador do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola - IMAFLORA. 
  • Sergius Gandolfi | Biólogo e professor do Departamento de Ciências Biológicas da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo.




Marina Silva lança Comitê em Defesa das Florestas no Ceará

Crítica: Não temos polícia para proteger a vida 
de um professor, mas temos para agredir outros, disse 

Objetivo da ação é colher um milhão de assinaturas para impedir a aprovação do novo Código Florestal

A ex-senadora Marina Silva participou, na noite de ontem, no auditório do Instituto Federal do Ceará (Ifce), do lançamento do Comitê Cearense em Defesa das Florestas e Desenvolvimento Sustentável. O objetivo é convergir, articular e mobilizar a sociedade contra o novo Código Florestal, já aprovado na Câmara dos Deputados e em tramitação no Senado.

Antes da abertura do evento, todos fizeram um minuto de silêncio em homenagem ao professor do Ifce de Sobral, Vicente de Paulo Miranda Leitão, de 46 anos, morto durante assalto, no último dia 21, no bairro Gentilândia.

"Ao mesmo tempo que não temos polícia para proteger a vida de um professor, temos polícia para agredir outros professores", disse Marina Silva, se referindo ao confronto entre os educadores em greve da rede estadual pública de ensino e o Batalhão de Choque da Polícia Militar, na última quinta-feira, na Assembleia Legislativa.

Assinaturas

Para impedir que o novo Código Florestal seja aprovado no Congresso Nacional, explica Marina, o Comitê, que também deve ser lançado em outros estados brasileiros, pretende colher 1 milhão de assinaturas. O movimento tem o apoio de várias instituições, como a Conferência Nacional dos Bispos no Brasil (CNBB) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

"Acredito que os cidadãos vão se engajar nesse movimento porque o novo Código Florestal representa um retrocesso para o Brasil. É preciso tirar o cidadão da condição de espectador da política e colocá-lo como protagonista da política", ressalta a ex-senadora.

Em relação ao Ceará, Marina Silva falou que o grande desafio do Estado é proteger os remanescentes de floresta e aliar o desenvolvimento econômico à sustentabilidade.

Várias personalidades participaram do evento, dentre elas o secretário municipal de Meio Ambiente, Deodato Ramalho.

Populações denunciam diversas anomalias em locais cuja utilização de agrotóxicos é intensa.




Pesquisas em Mato Grosso mostram animais com diversas anomalias.


Em Lucas do Rio Verde, um trabalhador rural foi até o Instituto de Defesa Agropecuária do Estado do Mato Grosso (Indea-MT) reclamar que um avião sempre passava em cima de sua propriedade e os agrotóxicos que lançava sobre os extensos plantios de monoculturas da região também atingiam seus cultivos. O Indea, que é o órgão que deveria ter o controle sobre a utilização dos agrotóxicos na região, não tinha sequer um cadastro dos aviões que realizam a pulverização aérea. "Fotografe o número do avião quando ele passar", recomendou um dos funcionários do Instituto ao trabalhador rural. "Mas a minha ferramenta é a enxada e não a máquina fotográfica", respondeu o agricultor.

O uso de agrotóxicos na agricultura familiar é contraproducente

O episódio foi relatado pela bióloga Lindonésia Andrade, membro da Organização Rioverdense de Meio Ambiente (Oluma), que, junto com pesquisadores da região, denuncia constantemente os graves problemas de saúde decorrentes do uso de agrotóxicos. O relato de Lindonésia foi feito no Diálogo Temático Agrotóxicos, Transgênicos, Saúde Ambiental, Justiça Ambiental e Agroecologia, no terceiro dia de atividades do Encontro Nacional de Diálogos e Convergências, realizado de 26 a 29 de setembro, em Salvador. A bióloga apresentou fotos de animais com diversas anomalias, como um leitão com oito patas, que nasceu em propriedades vizinhas a cultivos que utilizam agrotóxicos, além de deformações diversas em anfíbios coletados em lagoas e rios do município.

"Lucas do Rio Verde tem o maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), mas moramos num município doente, é um IDH para poucos", declarou Lindonésia. A engenheira agrônoma Franciléia de Castro, da Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase), que também apresentou a situação do Mato Grosso, destacou que até o final de 2011, serão utilizados 132 milhões de litros de agrotóxicos no estado. Recentemente a imprensa nacional noticiou uma pesquisa que comprovava a contaminação do leite materno por agrotóxicos em Lucas do Rio Verde. De acordo com Lindonésia, após a grande repercussão dos resultados da pesquisa, o acesso aos dados de contaminação no município ficou mais difícil.

Além da realidade do Mato Grosso, outras três experiências foram apresentadas durante o diálogo temático - a da Chapada do Apodi, no Ceará, a da região do Contestado, no Paraná e Santa Catarina, e a do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), que tem atuação em diversas regiões do país. Márcia Xavier falou sobre o assassinato de seu pai, o trabalhador rural José Maria, uma das mais importantes lideranças da região na crítica ao uso de agrotóxicos pelas empresas de fruticultura que se instalaram no local. José Maria do Tomé foi assassinado em 21 de abril de 2010 e o crime permanece impune. Márcia relatou como as investigações têm sido dificultadas por supostas debilidades técnicas, como a falta de equipamentos para realizar a perícia nas balas coletadas pela própria família na ocasião do assassinato, apesar de vários indícios de que o crime teve motivações políticas.

De acordo com Márcia e com outros militantes e pesquisadores que também participaram da oficina, o único objeto de José que sumiu no momento do crime foi uma pasta na qual ele carregava inúmeros documentos e processos relativos ao combate à pulverização aérea na região. Um mês após a morte do agricultor, uma lei que impedia essa prática no município de Limoeiro do Norte foi revogada e novamente a população voltou a receber os agrotóxicos também vindos dos aviões. "Há uns cinco anos o pai tinha percebido que havia uma epidemia de coceira, aí um médico disse a ele que poderia ser algo que as pessoas tivessem acesso diariamente, então, depois, descobriram que a água que as pessoas consumiam estava contaminada", descreveu Márcia.

Da mesma região, o agricultor Eduardo Souza, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), contou como a Chapada do Apodi virou objeto de ganância das empresas fruticultoras, após o incentivo do governo e a construção de um projeto de irrigação na região. "A Chapada do Apodi era ocupada por pequenos produtores, irrigantes, agricultores familiares. As empresas se apropriaram da região com a criação do perímetro irrigado do Apodi, com a política de irrigação dos anos 90, quando a chapada passou a ser um foco do olhar do capital para expandir o agronegócio", destacou.

Eduardo falou também sobre como a parceria entre a comunidade e pesquisadores possibilitou uma denúncia bem fundamentada dos problemas causados pelo uso de agrotóxicos na Chapada. "Conseguimos ver com mais clareza, subsídio e fundamentação cientifica, graças à intervenção do grupo Tramas [Núcleo de pesquisa Trabalho, Meio Ambiente e Saúde para a Sustentabilidade, da Universidade Federal do Ceará] que nós temos grandes impactos. São seis grandes empresas que comprometem diretamente o meio ambiente e a biodiversidade, com o uso intensivo de agrotóxicos. Na chapada está o aqUífero Jandaíra, o terceiro maior do Nordeste, e essas empresas fazem um uso abusivo da água desse aqUífero e o contaminam. As empresas não pagam nada por isso e não compensam em nada as comunidades locais", afirmou.

Mobilizações

Os movimentos sociais da Chapada do Apodi criaram o Movimento 21 para cobrar do poder público e alertar a população sobre os prejuízos causados pelas indústrias. O nome do movimento é uma lembrança ao dia do assassinato de José Maria. No ano passado, os trabalhadores de uma das empresas de fruticultura realizaram uma greve para reivindicar direitos básicos, como o de realizar as refeições em um refeitório e não mais ao relento, ao lado das frutas que tinham acabado de pulverizar com os agrotóxicos. "Houve um verdadeiro extermínio e expulsão dos pequenos produtores, que se tornaram assalariados rurais do agronegócio. As empresas produzem milhões de reais, mas essas riquezas não são divididas com os trabalhadores. As empresas estão com as terras, com um incentivo do estado, comprometem a biodiversidade, exploram os trabalhadores, acumulam muitas riquezas, e para os pequenos produtores e trabalhadores rurais, só resta um mísero salário e condições sub-humanas de vida e trabalho", critica Eduardo.

Na região do Contestado, nos estados do Paraná e Rio Grande do Sul, os agricultores têm se organizado para evitar que seus cultivos sejam contaminados por sementes transgênicas. O técnico André Jantara, da ASPTA- Agricultura Familiar e Agroecologia, relatou as experiências da região no resgate, avaliação e multiplicação de sementes crioulas, com a realização de feiras de sementes e encontros regionais de biodiversidade. Um grave problema, segundo André, é a quantidade de agrotóxicos utilizada na monocultura do fumo, bastante comum na região. Os movimentos da região criaram o coletivo Triunfo, para promover ações de conscientização e questionamento público dos impactos dos agrotóxicos e transgênicos para a biodiversidade regional.

Eliane Mendes, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Palmeira, também na região do Contestado, contou que plantou fumo durante 20 anos, mas decidiu fazer uma reconversão agroecológica em sua propriedade. "No início tínhamos mata nativa, sempre plantávamos feijão, milho, mas com o passar do tempo, fomos perdendo a diversidade e aumentando o cultivo do fumo. O solo era fértil, não precisava de adubo nem de nada, não tínhamos muita despesa, mas depois, fomos ficando dependentes de adubo, o solo foi ficando mais fraco e o cultivo de fumo tinha mais custo. E o que acontece é que para plantar o fumo, os consultores trazem o pacote completo, levam tudo em casa. Aí era mais fácil e mais cômodo, então fomos aumentando sempre mais o número de pés plantados e com o passar dos anos o investimento necessário passou a ser maior", detalhou.

De acordo com Eliane, foi participando de um seminário que ela percebeu a necessidade de modificar a forma de produzir. "Eu estava produzindo morte, pois o fumo está acabando com a vida das pessoas através do cigarro e do uso do agrotóxicos. Então, tomei uma atitude: pensei que ao invés de produzir morte, eu iria produzir vida", fala.

Foi também pensando na vida que as mulheres do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC) decidiram colocar em prática a Campanha por alimentos saudáveis. As agricultoras Maria Mendes dos Santos e Izaquiani Feitosa apresentaram a campanha durante o diálogo temático. De acordo com as agriculturas, o MMC está tentando mapear os costumes de alimentação em cada região. "Assim, poderemos estar cada vez mais unidos, para mostrarmos essa potencialidade e diversidade de alimentação que temos em todos o país", destacou Izaquiani.

O MMC quer chamar a atenção, por meio da campanha, para a grande potencialidade que a agricultura camponesa possui na produção de alimentos. Entre as metas da campanha está a garantia de recursos públicos e subsidiados para a produção ecológica dos alimentos, a pontencialização das redes solidárias de trabalho e consumo e a resignificação da cultura, dos valores e hábitos alimentares. "Cada vez mais o movimento vem afirmando que a luta política não existe sem a luta cotidiana e a luta cotidiana não existe sem a política", concluem as mulheres do MMC.

Por Raquel Júnia - Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio

'Folha artificial' transforma luz solar em combustível químico



Washington - Cientistas americanos desenvolveram uma "folha artificial" que transforma a luz do sol em um combustível químico capaz de ser armazenado e usado posteriormente, segundo um estudo publicado esta sexta-feira na revista científica Science.

Quando colocada em um contêiner com água, a célula solar de silício - equipada com materiais catalíticos nas duas faces - produz bolhas de oxigênio de um lado e bolhas de hidrogênio do outro, que podem ser separadas e coletadas.

Os gases alimentam então uma célula combustível, que os recombina dentro d'água, enquanto gera uma corrente elétrica, explicou o chefe das pesquisas, Daniel Nocera, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês).

O artigo da Science dedicado ao dispositivo também foi assinado por seis cientistas da empresa especializada em energia solar Sun Catalytix, fundada por Nocera. Segundo o pesquisador, a "folha" é feita inteiramente de materiais abundantes e baratos.

A manta de silício semicondutor é coberta de um lado por um catalisador à base de cobalto, que libera o oxigênio, e do outro, por uma liga de níquel, molibdênio e zinco, que separa o hidrogênio. "Penso que haverá oportunidades reais para esta ideia", antecipou Nocera, em um comunicado que acompanhou o artigo.

O dispositivo "é super portátil, não precisa de fios, é leve, e não exige muito em termos de equipamento adicional, além da forma de capturar e armazenar os gases que borbulham", acrescentou. Apesar dos bons prognósticos, o dispositivo não ficará pronto para produção comercial até que sistemas sejam desenvolvidos para coletar e usar os gases, afirmou. "Foi um passo", resumiu Nocera. "Está na direção certa".

Senador diz que “Muita gente legisla sobre Amazônia” sem conhecer a região


Ao propor um tratamento diferenciado para a Amazônia, José Luís Shafer lembrou que a região abrange cerca de 60% do território nacional e não é constituída por um único ecossistema

BOA VISTA – Durante a audiência desta quinta-feira, em Brasília, o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) afirmou que o novo Código Florestal não pode ser uma lei que dê tratamento uniforme para todo o país, devido à diversidade e às especificidades regionais. Ao propor um tratamento diferenciado para a Amazônia, ele lembrou que a região abrange cerca de 60% do território nacional e não é constituída por um único ecossistema.

Opinião semelhante foi manifestada por Acir Gurgacz. O deputado estadual do Acre José Luis Shafer (PDT), também presidente da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale), é um dos que defendem tanto a aprovação do novo Código Florestal como a existência de legislações estaduais sobre o tema. O mesmo raciocínio foi apresentado pelo deputado estadual de Roraima Mecias de Jesus (PR), presidente do Parlamento Amazônico.

Ele disse que a Amazônia tem de ser tratada de forma diferenciada, e observou que “muita gente legisla sobre a Amazônia sem conhecê-la”.

- Em Roraima, por exemplo, grande parte da cobertura vegetal não é de floresta amazônica, mas mesmo assim a legislação trata genericamente o tema.

Por isso, ficamos impedidos de promover a cultura de cana-de-açúcar, dentre outras, em um ambiente em que não seria necessário desmatar uma árvore sequer – disse Mecias.Também favorável à maior autonomia para os estados, o senador Jayme Campos (DEM-MT) criticou a atuação do governo federal e afirmou que, atualmente, não há segurança jurídica quanto ao assunto.

Ele criticou ainda instituições como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) que, segundo ele, chega a cobrar multas de alto valor de agricultores que não teriam condições de pagá-las.

Contraponto

Em contraste com a maioria dos presentes, o senador Pedro Taques (PDT-MT) afirmou que, de acordo com a Constituição, os estados não deveriam legislar sobre essas questões, “mesmo quando se trata de biomas específicos”.- E o Supremo Tribunal Federal tem decidido isso de forma reiterada – reforçou.Ex-procurador da República, Pedro Taques argumentou que “o ideal é que o Código Florestal estabeleça normas gerais e, ao mesmo tempo, estabeleça normas gerais que atendam aos biomas diferenciados”.

Rede Amazônia

Às Estrelas


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A gigante de couro pode atingir dois metros de comprimento e pesar até 750 kg.