segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Agricultura rejeita laudo técnico obrigatório para registro de agrotóxicos



Alceu Moreira afirma que medida já é prevista na lei em vigor.
A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural rejeitou na quarta-feira (17) o Projeto de Lei 7490/10, do deputado Beto Faro (PT-PA), que torna obrigatória a emissão de laudo técnico, por instituições oficiais, para que seja autorizado o registro de agrotóxicos no País.

O relator da proposta, deputado Alceu Moreira (PMDB-RS), defendeu a rejeição. Ele argumentou que a legislação brasileira referente a agrotóxicos já é uma das mais rigorosas do mundo. Segundo Moreira, a medida proposta por Beto Faro já está prevista na Lei 7.802/89 e no Decreto 4.074/02, que regulamenta o registro.

Segundo a legislação atual, os procedimentos de registro são feitos em conjunto pela Secretaria de Defesa Agropecuária (Ministério da Agricultura), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Saúde) e Ibama (Meio Ambiente).

O projeto também estipula o prazo de 30 dias para que o governo cancele o registro de defensivos agrícolas considerados inadequados por organizações internacionais de saúde, alimentação ou meio ambiente. A lei em vigor diz apenas que o Poder Público deve tomar providências imediatas, sem determinar prazos ou sanções.

“Cremos que o sumário cancelamento do registro de determinado produto, como proposto no projeto de lei, constitui medida precipitada, que carece de fundamento técnico ou científico mais consistente e que poderá acarretar sérios problemas para a agricultura”, defendeu o relator.

Tramitação
A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:
PL-7490/2010

Agência Câmara de Notícias
Reportagem - Marcello Larcher
Edição – Daniella Cronemberger

Encontro Pan-Amazônico Dos Povos Indígenas

A CRISE AMBIENTAL GLOBAL E A CONSTRUÇÃO DE ALTERNATIVAS SÃO TEMAS DE ENCONTRO PAN-AMAZÔNICO DOS POVOS INDÍGENAS



A TNC é uma organização não governamental que desenvolve projetos de conservação em mais de 35 países. Atuando no Brasil desde 1988, a organização tem a missão de proteger plantas, animais e ecossistemas naturais, protegendo os recursos necessários a sua sobrevivência. Desenvolve iniciativas nos principais biomas brasileiros (Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado, Pantanal e Caatinga), com o objetivo de compatibilizar o desenvolvimento econômico e social com a conservação dos ecossistemas naturais. Na Amazônia, a organização vem trabalhando para facilitar e promover a conservação de terras indígenas, além de desenvolver ações para a regularização ambiental de municípios estratégicos e para minimizar as causas e efeitos das mudanças climáticas. Atualmente, a organização e seus mais de um milhão de membros ajudaram a proteger 130 milhões de hectares em todo o mundo. Para mais informações, acesse: www.nature.org/brasil

Qual o posicionamento político dos indígenas da Amazônia Indígena frente às grandes questões mundiais como as mudanças climáticas, REDD, o mercado de carbono, as relações com as instituições financeiras multilaterais, e a repartição de benefícios sobre recursos genéticos e saberes tradicionais? Para responder a essas e outras questões, centenas de lideranças de Brasil, Bolívia, Peru, Colômbia, Equador, Venezuela, Guiana, Guiana Francesa e Suriname, se reúnem em Manaus, Amazonas, até quinta-feira (18/08), no "Grande Encontro dos Povos - Saberes, Povos e Vida Plena em Harmonia com a Floresta".

O objetivo é unir as organizações dos povos indígenas e dialogar junto a movimentos ambientalistas mundiais e instituições sociais e internacionais, para construir - respeitando a diversidade e saberes tradicionais-, uma alternativa a sobrevivência da Floresta e de todas as formas de vida do planeta.

O evento é organizado pela COICA - Coordenação das Organizações Indígenas da Bacia Amazônica, em parceria com a COIAB - Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira, e conta com a participação centenas de lideranças indígenas, por meio de 10 representantes locais e regionais de cada um das nove confederações nacionais dos povos indígenas da Amazônia: Brasil (COIAB), Peru (AIDESEP), Bolívia (CIDOB), Colômbia (OPIAC), Equador (CONFENIAE), Venezuela (ORPIA), Guiana (APA) Suriname (OIS) e da Guiana Francesa (FOAG).

Esse Grande Encontro irá tomar decisões estratégicas sobre temas relacionados à Amazônia e para toda a humanidade, debatendo propostas das lideranças indígenas e representantes do sistema das Nações Unidas, europeus e sul-americanos, os bancos multilaterais, ambientalistas e movimentos sociais, nas escolhas de ações específicas sobre os processos globais.

Pensando juntos, do local ao global, as organizações também reafirmarão a luta pelo reconhecimento dos direitos coletivos de defesa e sobrevivência da vida povos indígenas da Amazônia e defesa legal de seus territórios, assim como o respeito ao meio ambiente e do ecossistema amazônico.

Os povos indígenas, representados no evento, defendem que a Amazônia e seu modo de vida tradicional contribuem para a estabilidade climática global, o desenvolvimento econômico sustentável, o uso e gestão da biodiversidade e da conservação e uso sustentável das florestas, bem como o respeito e reconhecimento dos conhecimentos ancestrais e a propriedade intelectual coletiva dos povos indígenas, entre outros.

Temas e debates do Grande Encontro:

Processos para Redd + (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação): FCPF UNREDD, FIP e mecanismos de subvenção para os Povos Indígenas, Cooperação Global REDD;
COP 17 Convenção-Quadro sobre Mudança do Clima das Nações Unidas (Durban, Novembro 2011);
Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio + 20 (Brasil, junho 2012);
Conferência das Partes, a Convenção COP 11 sobre Diversidade Biológica (Coréia, outubro de 2012);
Congresso Mundial de Conservação da IUCN (Índia, setembro de 2012)

Solidariedade entre os povos - ATO CONTRA BELO MONTE

 Largo do Mestre Chico, centro de Manaus (AM/Brasil)

Danças, rituais, cantos e gritos de protestos estarão presentes em um grande ato de solidariedade entre os povos e Contra o Complexo de Belo Monte, no coração de Manaus.

Os centenas de indígenas presentes no Grande Encontro sairam em marcha, do hotel Taj Mahal, local do evento, até o Largo Mestre Chico, no centro de Manaus, em defesa dos povos e rios do Xingu, como também, bradando em um única voz, contra os grandes projetos energéticos para todos os países da Amazônia.

No Largo Mestre Chico será instalado um palco para que a população de Manaus possa se unir a essa grande festa de alegria e protesto, pela defesa da Amazônia e dos povos da floresta.

Confirmadas as participações culturais dos povos Ticuna, de grupos afros, com o Tambor de Crioula, do Maranhão e também do cacique kayapó Raoni Metuktire Txucarramãe, que falou sobre a resistência dos povos do Xingu que há mais de 30 anos lutam contra o Complexo Hidrelétrico de Belo Monte e também do ator Victor Fasano, ilustre defensor da causa indígena e dos povos da Amazônia.

 Ainda exposição e venda de artesanatos em uma feira de economia solidária indígena.

Fonte: Pravda.ru

Restrição à compra de terras por estrangeiros é prioridade de comissão


As propostas que tratam da compra de terras por estrangeiros são a prioridade da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural para votação no segundo semestre. Atualmente, tramitam na Câmara seis projetos de lei que ampliam as restrições para esse tipo de compra e o governo estuda enviar mais um ainda neste ano. Além disso, uma proposta que limita a aquisição de terras na Amazônia Legal já foi aprovada pela Câmara e enviada ao Senado.


De acordo com dados do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) de janeiro deste ano, estrangeiros têm posse de 4,5 milhões de hectares de terras no Brasil – área equivalente ao território da Suíça ou do Rio Grande do Norte. O número em 2010 era de 4,35 milhões de hectares – houve aumento de 3,44%.

Essas terras estão distribuídas em 3.692 municípios, principalmente nos estados de Mato Grosso (19,9% do total), São Paulo (11,9%), Minas Gerais (11,3%) e Mato Grosso do Sul (10,8%). São Paulo é o estado com maior número de propriedades em mãos estrangeiras: 12.272 imóveis rurais.

Para analisar o tema mais detalhadamente, a Comissão de Agricultura criou uma subcomissão no dia 22 de junho, a pedido do deputado Beto Faro (PT-PA). Ele é autor do Projeto de Lei 2289/07, que proíbe pessoas físicas e jurídicas estrangeiras de comprar ou arrendar terras com mais de 35 módulos fiscais, em área contínua ou descontínua, ou com área superior a 2,5 mil hectares. A proposta, que tramita com três projetosapensados, está sendo analisada pela comissão e tem o deputado Homero Pereira (PR-MT) como relator.

Na avaliação de Faro, o processo de aquisição de terras ainda não está bem regulamentado e as informações não são precisas. “O Executivo não sabe qual a destinação das áreas”, criticou.

Investimento

Ao mesmo tempo em que reconhece a necessidade de regulamentar o assunto, o presidente da Comissão de Agricultura, deputado Lira Maia (DEM-PA), afirma que a lei não pode inibir o investimento estrangeiro. “Deve-se definir regras, mas não se pode vetar ou proibir. A participação estrangeira na agropecuária brasileira é importante”, afirmou.

O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Moreira Mendes (PPS-RO), acredita que aumentar a restrição para compra de terras é um desestímulo aos investimentos. “A Constituição já tem mecanismos para assegurar a soberania nacional”, disse. Segundo ele, é importante “por o debate às claras” para esclarecer a opinião pública sobre o assunto. “Estão fazendo muito carnaval.”

Para Beto Faro, porém, o objetivo da subcomissão não é “criar dificuldades”, mas tornar o processo de compra mais transparente.

Regras atuais

Atualmente, o assunto é regulado pela Lei 5709/71. Estrangeiros (pessoas físicas e jurídicas) não podem adquirir imóveis com área superior a 50 módulos de exploração indefinida (MEI) em área contínua ou descontínua – a MEI varia de 5 a 100 hectares, dependendo do município.

Hoje, a lei estabelece que, no máximo, um quarto das terras de cada município pode estar em mãos de estrangeiros. Pessoas da mesma nacionalidade só podem ter, juntas, 40% desse percentual - ou seja, um décimo da área municipal.

A legislação exige ainda que a aquisição de imóveis rurais com mais de 3 e menos de 50 MEI seja precedida de autorização do Incra. Já os imóveis com área de até 3 módulos podem ser adquiridos livremente.

As aquisições de área superior a 100 módulos, para pessoa jurídica, a 50 módulos, para pessoa física, dependem de autorização do Congresso Nacional, de acordo com a legislação.

Defensor da floresta pede ajuda para não morrer

Cabeça a prêmio: R$ 80 mil


ELIANE BRUM
Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de um romance - Uma Duas (LeYa) - e de três livros de reportagem: Coluna Prestes –
O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua(Globo). E codiretora de dois documentários: Uma História Severina e Gretchen Filme Estrada
E-mail: elianebrum@uol.com.br Twitter: @brumelianebrum
No porto de Altamira, Raimundo Belmiro se prepara para embarcar na voadeira que o levará de volta para casa. Junto com ele viaja o tio, Herculano Porto. Só alcançarão seu destino, a Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio, no Pará, depois de três dias de viagem por rio. Só é possível navegar com a luz do sol. À noite assam no fogo de chão o que pescaram horas antes nas águas, para comer com farinha, amarram a rede numa árvore e dormem para acordar com o barulho impressionante dos macacos. Eles moram numa região da Amazônia entrincheirada entre os rios Xingu e Iriri – e conhecida por um nome mítico: Terra do Meio. Quem olha para Raimundo e Herculano enxerga dois homens pequenos. Raimundo mais falante, Herculano mais sestroso. São dois gigantes. Todos nós, brasileiros, devemos a eles a preservação de um pedaço da floresta. Nesta guerra travada no coração turbulento da selva, os dois quase perderam a vida anos atrás. E hoje, mais uma vez, aos 46 anos, Raimundo Belmiro tem a cabeça a prêmio. O preço: R$ 80 mil.

Primeiro, é preciso compreender que, na Amazônia brasileira, as ameaças precisam ser levadas a sério. Na luta para proteger a floresta há uma trilha de cadáveres de homens e mulheres honestos, em geral anônimos, quase sempre abandonados pelo Estado.Se no Rio de Janeiro, no Sudeste do país, uma juíza é executada com 21 tiros, dá para imaginar como a violência se desenrola nos confins do Brasil. 

Somente em maio, como todos sabemos, cinco pessoas foram assassinadas na Amazônia porque lutavam pelo que todos nós deveríamos estar lutando. Mas não estamos. Se existe floresta nativa em pé, tenhamos certeza, é por causa da luta dessa gente que se organiza, que grita e que morre – e que às vezes consegue fazer o Estado cumprir a lei. Se Raimundo Belmiro for assassinado depois de ter pedido proteção, a responsabilidade será do governo federal – e também será nossa. 

Desde o início de agosto, o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) sabe que Raimundo Belmiro está com a cabeça a prêmio. O ICMBio é o órgão do governo federal responsável por “fomentar e executar programas de pesquisa, proteção, preservação e conservação da biodiversidade e exercer o poder de polícia ambiental para a proteção das Unidades de Conservação federais”

Apesar de ser área de proteção federal, a reserva extrativista tem sido desmatada pelos fundos, a partir de uma localidade chamada Trairão. Ao derrubar a floresta, os bandidos deparam-se com a resistência de Raimundo Belmiro, principal liderança do Riozinho do Anfrísio. É por isso que seu nome circula entre a pistolagem da região. Como antes aconteceu com Brasília, Dema, Dorothy, Zé e Maria, apenas o nome de alguns tombados nos últimos anos no Pará.

Estas são as palavras que Raimundo me pediu para levar ao Brasil e ao mundo:

- Se as autoridades me entendessem e vissem que eu tenho valor, eu queria uma proteção. Uma coisa séria, porque não tá fácil pra mim. Eles sabem quando eu tô na floresta, sabem quando eu tô em Altamira. Estou desprotegido, só tenho a proteção de Deus. E o pessoal tá invadindo lá dentro do Riozinho, tirando madeira. E essa gente ataca pelas costas. À traição.

Raimundo fez esse mesmo pedido de proteção ao escritório do ICMBio de Altamira, no início de agosto. Nesta última sexta-feira, 19, falei com Paulo Carneiro, coordenador-geral de proteção ambiental do ICMBio, em Brasília. Apesar de terem se passado mais de dez dias, Carneiro afirmou que tomara conhecimento da ameaça de morte apenas naquele momento, a partir do meu contato. Também disse que o órgão estava ciente de que existiam focos de desmatamento na reserva extrativista. E assegurou que falaria com Raimundo Belmiro e providenciaria sua proteção a partir desta semana. Caberá a todos nós garantir que essa promessa seja cumprida e que a Amazônia não seja manchada mais uma vez de sangue, em mais uma morte anunciada 

Conheci Raimundo Belmiro, este homem pequeno, de sorriso meio encabulado e coragem amazônica, em 2004. Como 99% dos moradores do Riozinho do Anfrísio, Raimundo Belmiro não existia no Brasil oficial. Não tinha carteira de identidade, nem votava. Descendentes de soldados da borracha, nordestinos pobres levados para o interior da floresta pelo governo de Getúlio Vargas na Segunda Guerra Mundial, eles foram abandonados na selva quando a o látex deixou de valer a pena. Raimundo e cerca de duas centenas de pessoas viviam quase sem contato com o restante do Brasil. Viviam do extrativismo, como outros milhares de protetores anônimos da floresta.

Mas, se o Estado os ignorava, grileiros e desmatadores não. Eram estes ribeirinhos que estavam entre eles e os lucros da devastação. Para ameaçá-los, os bandidos desfilavam pelo rio com capangas exibindo suas armas, botavam fogo em castanhais e algumas vezes também em casas da Terra do Meio. Sozinhos, armados apenas com velhas espingardas que só serviam para caçar paca, os moradores resistiam lutando pela floresta e pela vida – duas entidades que, para nossa sorte, nunca puderam separar.

Naquele tempo, Raimundo Belmiro, Herculano Porto e Luiz Augusto Conrado (o Manchinha), as três principais lideranças da região, conviviam com a certeza de poderem ser assassinados no próximo segundo. Contei esta história, junto com o fotógrafo Lilo Clareto, numa reportagem publicada em 4/10/2004, que pode ser lida aqui: O Povo do Meio. Na época, a ex-seringueira Marina Silva era a ministra do Meio Ambiente. Como nenhum outro político neste país, Marina compreende a floresta e os homens e mulheres da floresta. E sabe que lá ameaça de morte vira morte.

Naquele momento, com uma sensibilidade que hoje faz muita falta no governo, Marina Silva disse: “O Estado e a sociedade brasileira têm uma dívida com a população extrativista que presta um serviço lá no coração da Amazônia, protegendo a nossa biodiversidade, cuidando dos rios e das florestas. É uma questão de justiça e de estratégia. Eu vivi o que eles viveram. Quando olhei para eles, vi minha gente. Sabia o que eles estavam passando. Não é coisa de entender racionalmente, mas de entender com o coração”.

Por ordem de Marina, os três foram retirados da selva de helicóptero e levados a Brasília para que contassem da guerra da floresta. Ali, ganharam identidade: a do documento e a da história escutada. Em novembro de 2004, Lula assinou o decreto criando a reserva extrativista Riozinho do Anfrísio. Em dezembro, o governo federal deu a Raimundo Belmiro o prêmio Defensores de Direitos Humanos. Agora, sete anos depois, Raimundo mais uma vez está sendo caçado por pistoleiros.

Peço agora que cada um pare de ler por um instante para tentar imaginar o que significa estar no meio da floresta amazônica, ameaçado de morte.

É assim que Raimundo Belmiro se sentia em 2004. É assim que se sente agora. Antes de empreender sua longa jornada selva adentro, Raimundo Belmiro me disse: 

- Se me matarem, Eliane, matam um homem.

É por ser um homem que Raimundo Belmiro precisa continuar vivo.-------------------

P.S. – Para saber mais sobre Raimundo Belmiro e a Amazônia, você pode ler O Povo do Meio, À Espera do AssassinoSe a Amazônia é nossa, por que não cuidamos dela? Também pode buscar informações nos sites do Instituto Socioambiental e Movimento Xingu Vivo Para Sempre, entre outros. 

Cantar para Viver - Krishna Das - entrevista

Um roqueiro que abandonou a fama e foi morar na Índia



O Caminhos Alternativos recebeu neste sábado o popstar dos mantras, Krishna Das. O roqueiro que abandonou tudo nos anos 70 para ir procurar a paz interior na Índia está no Brasil para o lançamento do seu livro “Cantar para Viver”, da Editora Realejo,e esteve no nosso estúdio para uma entrevista exclusiva.

CBN - A rádio que toca notícia
Caminhos Alternativos

Programa entrevista o cantor de mantras americano Krishna Das

Calmo, sorridente e simples. Assim ele surgiu na CBN acompanhado pela jornalista e tradutora Ana Ban. Simpático, Krishna nos emocionou ao contar sua trajetória e ao cantar seus mantras ao vivo no estúdio. Tanto é que resolvemos deixar a entrevista na íntegra para que os ouvintes pudessem sentir essa emoção.

Nascido como Jeffrey Kagel, Krishna Das foi criado na suburbana New Hyde Park, em Long Island (estado de Nova York), onde a música sempre fez parte de sua vida. No fim dos anos 60 fez sucesso com a banda de heavy metal Blue Öyster Cult. E apesar de tanto barulho e movimento, o vazio sempre esteve presente na sua vida. E foi nos anos 70 que ele resolveu ir para Índia, onde sua vida na verdade começou.

Ao adotar o nome de Krishna Das, KD começou a entoar mantras como parte do caminho da Bhakti ioga – a ioga da devoção. “Nós começamos a aprender a superar as coisas que nos fecham”, KD diz. “Cantar mantras é uma maneira de entrar nesse fluxo. A teoria, claro, é que você desenvolve força para continuar a superar a capacidade que essas coisas têm de nos agarrar e de nos puxar para baixo, para um estado mais condicionado.”

“Nada estava dando dando certo para mim. Eu era muito deprimido e me sentia muito frustrado com a vida. As coisas começam a mudar depois de 11 anos e durante todo este tempo eu vivi um desespero muito grande”

Mountain Hare Krishna by Krishna Das and Sting


  “O guru vive dentro de você. Guru, Deus e Eu são a mesma a coisa”

“Você pode jogar alguém fora da sua vida, mas não precisa jogar para fora do seu coração. Essa é uma coisa muito importante que precisamos aprender”

“A coisa mais importante quando estamos desesperados é tentar continuar respirando. Nós precisamos nos dedicar a encontrar uma maneira de viver neste mundo de coração aberto e sem medo”

“Eu gostaria de não ter arrependimentos quando eu tiver meu último respiro. Eu gostaria de sentir que eu sempre fiz o melhor. Não sei se posso dizer isso neste momento, mas eu estou trabalhando”

LIVRO + CD
A obra original intitulada “Chants of Lifetime, Searching for a Heart of Gold”, é de autoria de Krishna Das, referência mundial como intérprete de mantras hindus, que é cultuado e ouvido pelos adeptos dos centros yoga e de salas de espetáculo ao redor do planeta.

A tradução para o português, realizada por Ana Ban, recebeu o nome de “Cantar para Viver, em Busca De Um Coração de Ouro” e trilha o caminho percorrido por Krishna Das em busca da felicidade, do amor, do equilíbrio e da paz interior, processo desencadeado de forma inexorável e contínua desde a viagem para Índia, em 1970, e o encontro com o seu guru espiritual, Neem Karoli Baba, conhecido por muitos como Maharaj-ji.


Caminhos Alternativos vai ao ar todos os sábados, das 9h às 10h, em rede nacional pela rádio CBN e também pela Internet. Apresentado por Fabíola Cidral e Petria Chaves, o programa tem como objetivo discutir os mais diferentes caminhos para o viver bem. Em 2008, recebeu o prêmio APCA concedido pela Associação Paulista dos Críticos de Arte. Em 2009, foi homenageado pela Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV) pela abordagem e conteúdo das pautas. Recheado de dicas, reportagens, receitas, entrevistas e, principalmente, vivências das âncoras pelas mais variadas terapias, “Caminhos Alternativos” fala sobre vida. 

Ciclos - Exposição sobre bicicletas na Amazônia é atração na Galeria Theodoro Braga



Um passeio audiovisual pela relação do cotidiano amazônico com um dos meios de transporte mais populares no mundo, a bicicleta, é a ideia da exposição “Ciclos: A Bicicleta na Realidade Amazônica”, primeira exposição individual do fotógrafo e vídeomaker Diogo Vianna, que abre nesta terça-feira, 23, às 19 horas, marcando também a retomada das atividades da Galeria Theodoro Braga para o segundo semestre de 2011. A exposição “Ciclos: A Bicicleta na Realidade Amazônica”, fica em cartaz até o dia 23 de setembro, de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h, com entrada franca.


Amazonense radicado em Belém há 10 anos, Diogo Vianna pretende revelar nesta exposição um olhar curioso e investigativo acerca da relação do homem com a bicicleta em nossa região por meio de registros fotográficos e em vídeo. A mostra, composta por 14 fotografias e uma vídeo-instalação, é resultado de um longo percurso por diversas regiões do estado do Pará, principalmente regiões como o arquipélago do Marajó, em que o fotógrafo esteve atento a pequenos momentos e detalhes que transbordam em poesia e lirismo nas imagens que integram a exposição.

Diogo Vianna, ele mesmo um adepto da vida sobre duas rodas, pretende com esta exposição apresentar uma visão da bicicleta como arte humana, para além de seu aspecto utilitário, muito além de simples formas geométricas e dos componentes que a caracterizam enquanto máquina. O que o fotógrafo busca é a relação mesma do homem com a bicicleta, considerada em seus mais diversos aspectos, como meio de melhoramento da qualidade de vida humana, como recurso, enfim, utilitário para vencer as distâncias no cotidiano.

SERVIÇO:

Exposição Ciclos: A Bicicleta na Realidade Amazônica, de Diogo Vianna

Galeria Theodoro Braga| Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves. Endereço: Av. Gentil Bittencourt, 650, Térreo Belém - Pará - Brasil CEP: 66035-340 | Tel (91) 3202 4313| e-mail: galeriatheodorobraga@gmail.com.

Abertura: dia 23 de agosto, às 19 h.

Em cartaz: de 23 de agosto a 23 de setembro, de segunda a sexta-feira, de 9 às 19 h.

Agência Pará de Notícias
Hélio Granado - Ascom Fundação Tancredo Neves

Em busca da beleza - Fernando Pessoa




Às Estrelas


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PET



Medicamentos - Descarte Consciente


Google Street View - Dados cartográficos

A gigante de couro pode atingir dois metros de comprimento e pesar até 750 kg.