domingo, 18 de setembro de 2011

Xaxim, uma linda planta da pré-história


Dicksonia é um género de feto arbóreo pertencente à ordem Cyatheales. É considerado um parente próximo do género Cyathea, mas mais primitivo, datando as suas origens aos períodos Jurássico e Cretáceo. O registo fóssil inclui caules, pínulas e esporos.


O género contém 20-25 espécies (dependendo do autor), e distribui-se desde o México ao Uruguai, Chile, Santa Helena, Nova Zelândia,Austrália, Indonésia, Nova Guiné e Filipinas. É na Nova Guiné que atinge maior diversidade com 5 espécies conhecidas.

A espécie mais cultivada de Dicksonia é a D. antarctica.

O género descrito pela primeira vez em 1789 por Charles Louis L'Héritier de Brutelle. O nome homenageia Jame Dickson, um proeminente enfermeiro e botânico.

Segundo o IBAMA, a Dicksonia sellowiana, conhecida também como Samambaiaçu Imperial, está na lista das espécies ameaçadas de extinção em vários lugares do Brasil.




Broto de xaxim-bugio "Dicksonia sellowiana", Canion Fortaleza, Parque Nacional da Serra Geral, Cambara do Sul, Rio Grande do Sul, Brasil


XAXIM (Dicksonia sellowiana)


Nome Científico: Dicksonia sellowiana
Sinonímia: Dicksonia gigantea, Dicksonia lobulata,
Nome Popular: Xaxim, samambaiaçu, samambaiaçu-imperial,
Família: Dicksoniaceae
Divisão: Pteridophyta
Origem: Brasil
Ciclo de Vida: Perene

A Samambaiaçu Imperial ou Xaxim (Dicksonia sellowiana), é nativo da Mata Atlântica e América Central, (especialmente dos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul).

Possui caúdice ereto, cilíndrico e frondes bipenadas, é uma planta do grupo das pteridófitas assim como avencas,cavalinhas e a samambaia. 


Tentáculos

Tentáculos

A Dicksonia Sellowiana é uma planta de tronco fibroso e espesso de onde é extraído o xaxim, suas folhas são bastante grandes e surgem no topo do tronco é resistente ao frio e apresenta crescimento muito lento, levando até cem anos para crescer um metro isso em situação favorável, local sombrio e úmido, o xaxim é uma planta grande, chegando a atingir quatro metros de altura. Na Mata Atlântica tem como área de maior ocorrência as Florestas de Araucárias, nos estados do sul do país. Sendo uma planta muito primitiva, não produz flores nem frutos, assemelha-se a uma palmeira. Além de sua beleza singular, serve de suporte e substrato para as mais diversas plantas epífitas, como orquídeas, bromélias e outras samambaias. O xaxim encontra-se, desde 1992, na “Lista Oficial de Espécies Ameaçadas de Extinção” (IBAMA), em razão da sua intensa exploração comercial destinada à jardinagem e floricultura. Ao contrario do que muitos apregoam, o Xaxim não possui raízes, pois a parte viva da planta está na coroa da mesma ou seja um palmo – cerca de trinta centímetros abaixo de suas folhas. Daí para baixo é só massa fibrosa que servirá de apoio e fixação de outras plantas epífitas. Para cultivar e manter viva a Dicksonia Sellowiana é só mantê-la em local sombreado e abrigado de ventos (seu grande inimigo) e manter as regas em dias alternados. Querendo-se pode se utilizar fertilizante líquido, observando-se que deverá ser utilizado na metade da dose recomendada pelo fabricante. É ótima no paisagismo, e excelente na ornamentação e suporte conjugado com plantas menores epífitas – Bromélias, Orquídeas, etc . 


O Xaxim é produzido na UFPR e auxiliará no tratamento da asma


Cultivo da planta baseia-se na sustentabilidade ambiental

Um grupo de pesquisadores do Departamento de Fitotecnia e Fitossanitarismo, do Setor de Ciências Agrárias da UFPR, desenvolve, em laboratório, técnicas que possibilitam a produção de xaxim para auxiliar no tratamento da asma. O projeto faz parte de um programa que envolve professores dos departamentos de farmácia, ciências agrárias, ciências da saúde e profissionais da Natureza Pura, empresa que trabalha na produção de um remédio fitoterápico a partir das folhas de xaxim. Na área de ciências agrárias, o trabalho é coordenado por Luiz Antônio Biasi, que ainda conta com a ajuda de uma estudante de graduação em Agronomia. Tudo começou há poucos meses, quando um aluno de farmácia da Universidade Tuiuti do Paraná, descobriu que as folhas do xaxim (Dicksonia sellowiana), possuem propriedades curativas no tratamento da asma, doença que afeta cerca de 300 milhões de pessoas no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo Biasi, quando a empresa Natureza Pura começar a produzir o remédio em série haverá alta demanda por folhas de xaxim.

verde-preto-silhueta-samambaiçu

O problema é que a planta é de difícil reprodução e seu processo de crescimento é extremamente lento. Ao se levar em conta que planta figura na lista de espécies ameaçadas de extinção, fica clara a necessidade de sua produção em laboratório. “Estamos pesquisando a melhor forma de desenvolvimento do xaxim, com o objetivo de permitir aos agricultores cultivarem a espécie”, afirma o professor. Já se descobriu que o xaxim deve ser cultivado em local sombreado e úmido e que seu substrato não pode ser de terra comum, mas com base em turfa e casca de pínus, para que durante a reprodução os esporos da Dicksonia Sellowiana não se misturem a outros e assim não germinem outras espécies. “Somente as folhas desta espécie é que possuem as propriedades medicinais”, afirma. Para obtenção de uma muda de xaxim é necessário um tempo que varia de 9 a 12 meses. O professor ressalta que o cultivo do xaxim por parte dos agricultores pende ainda para o lado do desenvolvimento sustentável e do agroecologismo, já que, além de ser fonte de renda, o cultivo apropriado de xaxim também pode representar a preservação da espécie.

A comercialização ilegal 


Desde 24 de maio de 2001, o CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente), criou a resolução n. 278, que determina em seu Artigo 1 aproibição do corte e exploração dessa espécie ameaçada de extinção em populações naturais do bioma Mata Atlântica.

É comum encontrarmos até em grandes redes de supermercado vasos, placas, "palitos" e "pó" feitos de xaxim, sem que os comerciantes e consumidores se dêem conta de que desta forma estão estimulando um dano ambiental, além de cometerem um ato ilegal.



Ibama irá controlar a exploração de xaxim no Sul do País 

Apesar de ser uma das espécies vegetais mais antigas, contemporânea dos dinossauros, a Dicksonia selowiana, conhecida como xaxim, ainda é uma desconhecida para a ciência. Planta típica da Mata Atlântica, o xaxim está na lista oficial das espécies brasileiras ameaçadas de extinção em razão de sua intensa exploração comercial destinada à jardinagem e floricultura. Para obter mais informações científicas e, ao mesmo tempo, maior controle sobre a extração e comercialização da espécie, o Ibama formou o Grupo Técnico de Conservação de Pteridófilas, com a participação de especialistas do governo e das universidades federais de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. A principal meta do trabalho dos participantes do grupo é estabelecer formas sustentáveis de exploração da espécie.



Reunido em Brasília, o grupo decidiu que fará a revisão dos procedimentos das autorizações de corte do xaxim, a começar pelo estado de Santa Catarina, o maior produtor de vasos feitos com essa matéria-prima, com 36 empresas do ramo registradas no Cadastro Técnico Federal. O xaxim também é explorado comercialmente no Paraná. No Rio Grande do Sul, a planta tornou-se rara em função do intenso extrativismo. O xaxim retirado das florestas no sul do País abastece o mercado interno e contribui para as exportações, sendo necessário o seu ordenamento, de modo a evitar a extinção da espécie.

2 comentários:

  1. Policiais militares ambientais apreenderam cinco toneladas de xaxim que estavam estocados ilegalmente em uma propriedade rural no município de Bauru, interior de São Paulo.

    http://policiamilitardesaopaulo.blogspot.com.br/2012/04/policia-militar-apreende-cinco.html

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  2. alguem pode me informar algum orgão ou empresa de cultivo sustentavel de xaxim onde posso consegui umas mudas pra cultivo em meu sitio? gilvandroanjos@ig.com.br

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