Todos pela Natureza!

Mostrando postagens com marcador ONU. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ONU. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Chefe da ONU pede mais investimento financeiro para combater mudanças climáticas


Foto: ONU/Mark Garten

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu esta semana à comunidade internacional que intensifique seu investimento financeiro em tecnologias, políticas e práticas que ajudem a combater as mudanças climáticas.

“A mudança climática é a maior ameaça ao desenvolvimento sustentável. No entanto, muitas vezes, um fato importante se perde diante do medo. Enfrentar a mudança climática é uma das nossas maiores oportunidades”, disse Ban na reunião anual do Clube Internacional de Financiamento ao Desenvolvimento (IDFC, na sigla em inglês). “Com ações claras podemos criar empregos, melhorar a saúde pública e proteger o meio ambiente”, acrescentou.


Em discurso, Ban ressaltou o papel que a comunidade de financiamento ao desenvolvimento e o setor financeiro têm na criação de soluções para as mudanças climáticas. Por exemplo, é necessário muito capital para desenvolver infraestruturas de baixo carbono e as empresas verdes precisam de investimentos para fechar a lacuna entre projetos de baixa emissão de carbono e combustível fóssil.

Conforme o impacto econômico das mudanças climáticas cresce, mais precisa ser feito, disse o secretário-geral, pedindo que o IDFC se envolva ativamente na Cúpula do Clima de 2014 – que reunirá chefes de Estado, líderes globais de negócios, finanças e da sociedade civil.

“Nosso objetivo é mobilizar a vontade política para as negociações, oferecer novos compromissos concretos e desencadear uma corrida para o topo em ações climáticas”, explicou Ban. “Espero que vocês usem coletivamente a Cúpula do Clima de 2014 para atingir a meta de 100 bilhões de dólares por ano para novos compromissos de financiamento do clima.”

artico-ecod.jpg

quinta-feira, 23 de maio de 2013

ONU proclama 2013 como o “Ano Internacional de Cooperação pela Água”



Em dezembro de 2010 a Assembléia Geral das Nações Unidas declarou o ano de 2013 como o “Ano Internacional de Cooperação pela Água”, baseado na proposta de um grupo de países liderados pelo Tajiquistão. Também foi acordado que o Dia Mundial da Água, 22 de março de 2013, seria dedicado ao tema, e que a UNESCO será a agência líder para comandar a iniciativa. Apesar de se chamar Terra, o planeta possui grandes extensões de água, entretanto apenas 2,5% dessa água são doce. E a distribuição desse recurso natural pelo planeta não é homogênea, juntos o Brasil e a América do Norte possuem 27% da água doce e representam apenas 11% da população mundial.

Demanda futura por água está sob riscoHoje, o cenário da água apresenta que 11% da população mundial ainda não possui acesso à água potável, e mais de 15% continuam vivendo sem redes de esgoto. A água é um importante elemento para o desenvolvimento sustentável e precisa ser administrada sob uma perspectiva socioeconômica para abrandar a pobreza, através da distribuição do recurso para todos com programas de saneamento básico. Segundo a Organização Mundial da Saúde 88% das mortes por diarréias no mundo são causadas pelo saneamento inadequado. Destas mortes, aproximadamente 84% são de crianças.

No Brasil, 54% da população urbana do país não estão ligados a rede de esgoto, e de acordo com a Agência Nacional de Águas apenas 6% da água brasileira está em ótimas condições e 19% receberam a classificação de regular a péssima. Água na quantidade certa e tratada de forma adequada pode melhorar a saúde da população por um custo menor do que tratar as doenças ocasionadas tanto por sua falta quanto pela falta de saneamento, além de aumentar a produtividade das plantações e preservar a biodiversidade do planeta.

A história tem mostrado com freqüência que a água é um importante incentivo para que países com as maiores rivalidades entrem em diálogo e cheguem a um consenso. A cooperação para solucionar os problemas com a água tem trazido segurança e estabilidade para os países que constituem as Nações Unidas, pois aprenderam a dividir os recursos dos rios.

A cooperação pela água age de forma multidisciplinar, englobando os aspectos culturais, educacionais, científicos, religiosos, éticos, sociais, políticos, jurídicos, institucionais e econômicos. Esse tipo de abordagem é importante para se entender quantos aspectos diferentes se encontram relacionados quando se trata de água. Além disso, para ser bem sucedida e duradoura, a cooperação pela água precisa de um entendimento comum do que sejam as necessidades e os desafios em torno da água, desde o momento em que se fecha torneira da pia do banheiro enquanto se escova o dente até promover um consumo consciente de produtos que consomem menos água para serem produzidos. O Dia 22 de março de 2013 será um momento de reflexão para a construção de um consenso sobre as respostas adequadas a estas questões.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

ONU lança iniciativa para a proteção dos oceanos



O Pacto para os Oceanos quer alcançar a meta de que 10% das áreas marítimas e costeiras estejam sujeitas a medidas de conservação até 2020 e reunirá ações para lidar com a poluição, a sobrepesca e o aquecimento global

Existem tantas ameaças aos oceanos que é muito difícil saber qual deveria ser a prioridade dos governos e entidades para evitar a deterioração dos ecossistemas marinhos.

Por exemplo, o aumento das temperaturas oceânicas e da acidificação, causadas pela absorção em excesso de dióxido de carbono (CO2), são responsáveis pelo branqueamento dos corais, processo que pode levar a uma extinção marinha em massa.

A pesca oceânica industrial da forma como é realizada atualmente também é um grande problema. Segundo o Banco Mundial, 85% dos cardumes comerciais estão totalmente explorados, sobreexplorados ou esgotados.

Além disso, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), a cada quilômetro quadrado de oceano existem 18 mil pedaços visíveis de plástico flutuando. Algumas dessas “ilhas de lixo” são até mesmo visíveis em fotos de satélite.

Diante de todos esses problemas, os oceanos receberam uma atenção especial durante a Rio+20, e a recomendação de que é urgente o estabelecimento de políticas de conservação e de uso sustentável da biodiversidade marinha acabou sendo um dos pontos altos do fraco documento final da conferência.

Neste domingo (12), o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, colocou em prática essa recomendação e lançou a iniciativa Pacto para os Oceanos, que tem como grande objetivo proteger os oceanos de todas as ameaças e melhorar o estado precário no qual esse ecossistema se encontra.

A meta da ONU é conseguir que 10% das áreas marítimas e costeiras estejam sujeitas a medidas de conservação até 2020 e que até 2025 todos os países tenham fixado objetivos de redução dos vazamentos de poluentes no mar.

Nos próximos meses, será formado um comitê com políticos, cientistas e especialistas, representando tanto o setor privado quanto a sociedade civil, que criará um plano de ações para proteger o ecossistema marinho e mitigar o impacto das ações humanas.

O Pacto para os Oceanos recomendará que todos os países criem medidas para evitar as piores consequências da elevação do nível do mar, assim como o estabelecimento de redes de alerta para tsunamis.

Além disso, a iniciativa propõe o esforço de limitar a pesca ilegal e promete estimular políticas de proteção de cardumes e de controle de espécies exóticas.

“Nossos oceanos estão se aquecendo e expandindo. Corremos o risco de mudar irrevogavelmente processos que mal compreendemos, como as grandes correntes que afetam os padrões climáticos. A acidificação dos oceanos destrói a base da vida nos mares; a elevação das águas ameaça mudar o traçado do mapa do mundo à custa de centenas de milhões de pessoas entre as mais vulneráveis do planeta”, afirmou Ban Ki-moon, ao inaugurar uma conferência na Coreia do Sul que comemora o 30º aniversário da assinatura da Convenção das Nações Unidas sobre direito marítimo.

O secretário-geral aproveitou seu discurso para também defender a implementação do Tratado de Direito Marítimo, formulado em 1994, apontado por ele como o mais significante instrumento legal para o desenvolvimento sustentável dos oceanos.

“Os oceanos são fundamentais para a vida no planeta e precisamos lidar com as ameaças presentes no aquecimento global, poluição e pesca excessiva”, concluiu.


Fabiano Ávila - Instituto CarbonoBrasil

terça-feira, 15 de maio de 2012

Brasileiros podem debater tema da Rio+20 em site lançado pela ONU




  • Participe da maior conversa sobre o futuro. Clique Aqui 
  • Porque o futuro será como nós quisermos que ele seja.
  • O Futuro que Nós Queremos

Os brasileiros que desejem contribuir com as discussões sobre desenvolvimento sustentável, tema da conferência Rio+20, que a Organização das Nações Unidas (ONU) realiza no Rio de Janeiro em junho de 2012, pode enviar textos, fotos ou vídeos para o site: www.ofuturoquenosqueremos.org.br. A iniciativa, apresentada ontem (14/05/12) no Rio, faz parte de uma campanha de conversa global lançada mundialmente pela ONU, com versões para o árabe, chinês, espanhol, inglês, francês e russo, línguas oficiais das Nações Unidas.

De acordo com o diretor do Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil (Unic Rio) e porta-voz adjunto da Rio+20, Giancarlo Summa, a criação do site pretende mobilizar os brasileiros para que manifestem seu pensamento sobre como seria o futuro num mundo mais sustentável, apresentando problemas e sugestões.

"A discussão sobre desenvolvimento sustentável só será um sucesso se a opinião pública em cada país se envolver e fizer pressão sobre governos e empresas, com contribuições envolvendo o tripé economia, ambiente e social. A nossa proposta aqui no Brasil é envolver a sociedade civil nessa discussão, para que se manifeste sobre o que queremos para daqui a 20 anos", explicou.

Summa ressaltou que parte do conteúdo postado será apresentada em telões de led no Riocentro, onde chefes de Governo e de Estado se reunirão durante a conferência. "Também estamos pensando em outras formas de fazer chegar diretamente ao governo brasileiro e a outros governos as propostas dessa conversa global, com formas mais inovadoras, com muita internet e pouco papel", disse.

Ele explicou que o site estará no ar a partir de hoje e que vai receber as contribuições até o fim do ano. "O Brasil é um país muito conectado, onde a internet faz parte da vida de milhões de pessoas. Usando a rede, achamos que vamos influenciar as conversas sobre desenvolvimento sustentável", destacou.

Para convocar a população a contribuir, foi produzida uma campanha multimídia exclusiva para o público brasileiro, intitulada Eu Sou Nós. Com depoimentos de pessoas famosas e brasileiros comuns, as peças serão veiculadas em televisão, rádio, jornais, revistas e internet. Além disso, uma série de anúncios será exposta em lugares púbicos explicando como participar da mobilização.

Outra iniciativa, também lançada ontem (14/05/12) pela ONU no Rio de Janeiro é a Agenda Total (AT), uma plataforma de conversação na internet que vai reunir todas as agendas da Rio+20, incluindo os eventos oficiais da ONU e os paralelos, promovidos pela prefeitura e pelo governo do estado, além da programação da Cúpula dos Povos e da sociedade civil.

Segundo Silvana de Matos, coordenadora da AT, o instrumento será a principal forma de interação da ONU com a sociedade brasileira durante a conferência. "São milhares de agendas e precisávamos integrá-las. Ao mesmo tempo, essa ferramenta vai ser o centro de documentação de todo o evento. As pessoas que estão ligadas às instituições [que vão participar da Rio+20] receberão login e senha e poderão publicar data e horário de seus eventos, além de disponibilizar vídeos e imagens em alta resolução", explicou.

Silvana acrescentou que o projeto vai ajudar aos profissionais da imprensa na organização da cobertura dos eventos e também ao público em geral, que vai ficar sabendo o que vai acontecer na cidade durante a Rio+20. "O público em geral vai ver o que foi publicado, os eventos que acontecerão, os locais e como chegar a eles. Poderá também assistir a palestras e até fazer perguntas por chats", enfatizou.

O serviço estará disponível no site www.agendatotal.org a partir de 8 de junho.

O debate online Rio+20, o Futuro Que Queremos lançado pela ONUservirá para promover o evento no Brasil e torná-lo mais popular. No Rio de Janeiro, por exemplo, enquanto a cidade se prepara para receber a conferência, nas ruas muitos cariocas ainda desconhecem o que será tratado durante a conferência.

A estudante Tatiana Cerqueira, de 17 anos, sabe apenas que não vai ter aula nos dias do evento. "Não estou sabendo de absolutamente nada. Só sei que não vai ter aula, porque os professores já comentaram, mas o que é o evento, eu não sei", afirmou. O contador Marciele de Souza, de 49 anos, também disse não ter ideia do que se trata. "Não sei nada de Rio+20. Já ouvi falar, mas não sei o que é nem quando vai acontecer", contou.

A auxiliar de escritório Cirlane de Jesus Santos, de 32 anos, disse ter "um pouco de conhecimento sobre o assunto", mas não sabe como se envolver ou como participar. "Eu sei que é um projeto que aconteceu há vinte anos e que vai acontecer de novo esse ano e que vem muita gente de vários lugares. Mas não sei como participar ou o que eles vão discutir", garantiu.

A Rio+20 acontece de 20 a 22 de junho de 2012, no Rio de Janeiro, e deve reunir milhares de pessoas, entre políticos, membros de organizações não governamentais (ONGs), representantes da sociedade civil e empresários, além dos chefes de Estado e de Governo. De acordo com a ONU, dos seus 193 países-membros, 183 já confirmaram presença.



FONTE
Unic-Rio

sábado, 17 de março de 2012

Plantemos para o Planeta - Meta da ONU é chegar a 14 bilhões em todo o planeta




Campanha Bilhão de Árvores


A “Plantemos para o Planeta: Campanha Bilhões de Árvores” é uma iniciativa global de plantio de árvores promovida pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. Pessoas, comunidades, empresas, indústrias, organizações da sociedade civil e governos são incentivados a fazer um compromisso de participação online. A Campanha encoraja o plantio de árvores nativas e árvores que são apropriadas para o meio ambiente local.


Até o final de 2011, mais de 12 bilhões de árvores já tinham sido plantadas no âmbito desta campanha – muito acima da meta inicial de 7 bilhões de árvores – por participantes de 170 países. Com este sucesso, que persiste em 2012, a Campanha Bilhões de Árvores confirma uma contribuição substancial  com ações de conscientização sobre a importância da biodiversidade para o nosso bem-estar. As árvores desempenham um papel crucial como componentes fundamentais da biodiversidade que constitui a base das redes da vida e dos sistemas, permitindo-nos saúde, bens, alimentação, combustível e outros serviços ecossistêmicos dos quais a nossa vida depende. Elas ajudam a fornecer ar puro, água potável, solos férteis e um clima estável. As bilhões de árvores plantadas por meio do esforço coletivo dos participantes da Campanha contribuirão significativamente para a biodiversidade em todo o planeta.



“Quando Plantamos árvores, plantamos sementes de paz e esperança”


"Creio firmemente no valor simbólico da Campanha do 1 Bilhão de Árvores e espero sinceramente que isso venha ao encontro de nossas expectativas, não só no que diz respeito ao bem-estar gerado com plantação das árvores, mas também no benefício das geranções futuras.”




quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Degradação ambiental ameaça progresso de emergentes, diz ONU

Pnud - 2011

Se persistirem as atuais tendências globais de degradação ambiental, a progressiva melhora nos índices sociais dos países emergentes será interrompida antes de 2050, segundo o Relatório de Desenvolvimento de 2011 do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), lançado nesta quarta-feira.

O documento diz: "Se não fizermos nada para deter ou inverter as tendências atuais, o cenário de catástrofe ambiental conduz a um ponto de virada antes de 2050 nos países em desenvolvimento. A sua convergência com os países ricos em termos de progresso no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) ao longo das últimas décadas começa a se inverter."

Segundo o Pnud, o mundo tem assistido a um enorme progresso em termos de desenvolvimento humano nas últimas décadas. Desde 1970, o IDH cresceu 41% em termos globais e 61% nos países com IDH baixo, refletindo fortes avanços na saúde, na educação e na renda.

No entanto, o órgão diz que a melhora dos padrões de renda tem estado associado à deterioração em indicadores ambientais fundamentais, como as emissões de dióxido de carbono, a qualidade do solo e da água e a cobertura florestal.

Como resultado, o Pnud prevê que, em 2050, o IDH global será 8% inferior ao que seria esperado caso não houvesse graves problemas ambientais.

A redução se deveria principalmente aos efeitos adversos do aquecimento global na produção agrícola, no acesso à água potável e saneamento e na poluição.

O sul da Ásia e a África Subsaariana, diz o relatório, seriam os principais afetados pela deterioração ambiental, com queda de 12% em seu IDH médio.

O documento afirma ainda que num cenário de "catástrofe ambiental" ainda mais adverso - vasta desflorestação e degradação do solo, reduções dramáticas da biodiversidade e uma aceleração dos fenômenos climáticos extremos--, o IDH global seria aproximadamente 15% inferior à base de referência prevista.

PREÇOS DE ALIMENTOS

Além de dificultar o acesso a bens e serviços essenciais, alerta o Pnud, os fatores ambientais adversos provocariam um aumento dos preços dos alimentos mundialmente em 30% a 50% nas próximas décadas e estimularia a volatilidade dos preços, com graves repercussões nas famílias mais pobres.

Os mais vulneráveis ao aumento de preços seriam os cerca de 1,3 bilhão que trabalham na agricultura, pesca, silvicultura, caça e coleta.

"As previsões sugerem que, em muitos casos, os mais desfavorecidos suportam e continuarão a suportar as repercussões da deterioração ambiental, ainda que pouco contribuam para o problema."

Hoje, diz o órgão, países em desenvolvimento são os que mais sofrem com a perda de chuvas e com o aumento em sua variação, com repercussões na produção agrícola e nos meios de subsistência.

Segundo o Pnud, embora sejam os mais afetados pelas agressões ambientais, os países com IDH baixo foram os que menos contribuíram para as alterações climáticas globais.

Isso porque as emissões per capita continuam muito mais elevadas nos países desenvolvidos, devido ao maior número de atividades com utilização intensiva de energia, como condução de automóveis, uso de ar condicionado em casas e escritórios e consumo de produtos alimentícios transformados e embalados.

O relatório diz que países com avanços mais rápidos no IDH registraram aumentos mais rápidos nas emissões de dióxido de carbono, o que exigiria uma revisão dos atuais moldes de desenvolvimento.

"O crescimento impulsionado pelo consumo de combustíveis fósseis não é um pré-requisito para uma vida melhor em termos de desenvolvimento humano mais gerais. Os investimentos que melhoram a equidade (por exemplo, no acesso a energias renováveis, água e saneamento e nos cuidados de saúde reprodutiva) podem promover a sustentabilidade e o desenvolvimento humano."

RANKING

Em seu ranking de desenvolvimento humano, que neste ano conta com 187 países, o relatório apresentou poucas mudanças nas primeiras posições em relação a 2010.

O índice, que varia entre zero e um (quanto mais próximo de um, maior o nível de desenvolvimento humano), leva em conta as realizações médias de um país em três dimensões: a possibilidade de usufruir uma vida longa e saudável, o acesso ao conhecimento e um padrão de vida digno.

  • Como em 2010, as cinco primeiras posições ficaram com Noruega (0,943), Austrália (0,929), Países Baixos (0,910), Estados Unidos (0,910) e Nova Zelândia (0,908).
  • Os países integram um grupo de 47 nações cujo IDH é considerado muito elevado, e que tem Chile (44º lugar, 0,805) e Argentina (45º, 0,797) como únicos países latino-americanos.
  • Com 0,718 ponto, o Brasil ficou na 84ª posição, na categoria de países com IDH elevado. A nota foi 0,003 ponto superior à do ano passado.
  • As últimas posições do ranking permaneceram inalteradas: Burundi (0,316), Níger (0,295) e República Democrática do Congo (0,286).
  • As maiores oscilações positivas no ranking deste ano ocorreram com a Ucrânia (161), Turquia (92) e Malásia (61), que subiram, cada uma, três posições.
  • Já a Líbia, imersa desde o início do ano em conflitos armados, que no mês passado resultaram na morte do líder Muamar Khadafi, teve a maior oscilação negativa no ranking, caindo dez posições, para 64º.

BBC BRASIL

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

ONU prevê apresentar modelo do 'Fundo do Clima' na COP 17


Reunião final da COP 16, 
onde o "Fundo do Clima Verde" foi aprovado

  • Mecanismo permitirá ajudar países pobres a enfrentar mudança do clima.
  • Dirigente das Nações Unidas diz que lançamento deve ocorrer em 2013.

Um comitê da Organização das Nações Unidas (ONU) concluiu o esboço de um fundo destinado a ajudar os países em desenvolvimento a enfrentarem a mudança climática, o que permitirá o seu lançamento em 2013, disse nesta sexta-feira (21) Christiana Figueres, principal dirigente da ONU para questões climáticas.

Países de todo o mundo decidiram em 2010, durante a COP 16, realizada no México, criar o "Fundo do Clima Verde" de modo a canalizar até 2020 em torno de US$ 100 bilhões por ano para ajudar os países em desenvolvimento a enfrentarem a mudança climática global.

Um comitê internacional encarregado de moldar o fundo se reuniu nesta semana na África do Sul, mas algumas organizações acusaram os Estados Unidos e a Arábia Saudita de atrapalharem o processo.

Negociadores de todo o mundo vão discutir e, eventualmente, aprovar o modelo na Conferência das Partes (COP 17) que vai acontecer em Durban, na qual praticamente não há mais chance de que seja selado um novo tratado climático de cumprimento obrigatório, para vigorar a partir de 2013 no lugar do Protocolo de Kyoto, acordo que reúne os principais países emissores de gases de efeito estufa, causadores do aquecimento global.

A proposta, segundo ela, "inclui um forte sinal para envolver o setor privado, e uma sólida base para desenvolver operações impulsionadas pelos países por meio de acesso direto às verbas".

"Uma vez aprovada em Durban, (as recomendações) permitirão que o fundo cresça bem rapidamente, especialmente com a melhora do ambiente financeiro, e estaria aberto o caminho para um estabelecimento bastante rápido do fundo em 2012, e para operações iniciais plenas em 2013", acrescentou.

Negociações

Diplomatas e ambientalistas que participaram da rodada de negociações do clima na cúpula do Panamá, última reunião antes do encontro sul-africano, temem pela "morte" de Kyoto.

Representantes de 200 países finalizaram a discussão de ideias com a esperança de encontrar um possível acordo nas conversações na Conferência das Partes (COP 17) que acontecerá entre novembro e dezembro.

Entretanto, não existiram sinais de uma solução para uma questão urgente: o que fazer depois de 2012, quando expira o prazo de validade do compromisso das nações ricas para reduzir as emissões de carbono que, segundo cientistas, traz graves consequências à saúde do planeta.

A União Europeia é o principal defensor do protocolo em vigência e está disposta se comprometer a novas obrigações quando este acordo acabar. Entretanto, Canadá, Japão, Rússia, além dos Estados Unidos (que não compõe o Protocolo de Kyoto), insistem que qualquer nova ação deve incluir todas as grandes economias, o que inclui a China, um dos principais emissores mundiais.

Envolvimento do setor privado

"O comitê encerrou seu trabalho submetendo à consideração e à aprovação em Durban tanto um esboço de instrumento para o Fundo do Clima Verde quanto recomendações sobre os acordos transitórios para que ele seja lançado", disse Christiana, que é secretária-executiva da Convenção Quadro da ONU para a Mudança Climática.


*Com informações da Reuters

terça-feira, 23 de agosto de 2011

ONU: Sem acordo climático, COP-17 será passo para nova negociação


Expectativa é baixa para acordo sobre emissão de CO2, diz oficial.
Próxima conferência sobre o clima será em Durban, na África do Sul.

As negociações climáticas que ocorrerão na África do Sul no fim deste ano podem não resultar em um novo pacto para reduzir as emissões de CO2, entretanto, será importante para determinar os esforços a longo prazo no combate às alterações climáticas, afirmou nesta terça-feira (2) um oficial das Organização das Nações Unidas (ONU).

Segundo Adrian Macey, oficial sênior da ONU, o futuro do Protocolo de Kyoto é visto sob ameaça. O plano, que obriga 40 países industrializados a cortar as emissões de gases de efeito estufa até 2012 deve não ter mais a participação de países como Japão, Canadá e Rússia se os Estados Unidos continuarem a não aceitar o acordo. Para ele, a lacuna entre Kyoto e uma nova forma de reduzir as emissões é inevitável.

“É muito cedo para pensar no resultado de Durban (cidade sul-africana que abrigará a COP-17), pois as expectativas não são altas neste momento”, afirmou Macey durante conferência do clima que ocorre na Nova Zelândia.

“Mas minha visão é que, aconteça o que acontecer, os 191 países não vão abandonar os esforços da ONU de desenvolver uma ação global a longo prazo contra a mudança climática. Ficou claro que o encontro de Durban será uma transição para uma arquitetura mais viável nas negociações a longo prazo”, afirmou.

Na foto, São Paulo coberta por poluição (Foto: Luiz Guarnieri/AE)

Cientistas dizem que o tempo está acabando para o mundo chegar a um acordo sobre os cortes de emissões de CO2, que evitarão a elevação da temperatura. 

Sem acordo

Em reunião que antecede a Conferência das Partes da África do Sul, o ministro da Nova Zelândia para mudanças climáticas, Tim Groser, afirmou que a comunidade global está aceitando a realidade de que não haverá acordo no próximo encontro.

As negociações teriam falhado devido ao abismo entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento na questão sobre quem deve arcar com o ônus de reduzir as emissões que alimentam o aquecimento global.

A intransigência ocorre nas negociações que incluem as emissões da aviação, do transporte marítimo e também na gestão dos mercados de carbono.

Os cientistas dizem que o tempo está acabando para o mundo chegar a um acordo sobre os cortes de CO2 para evitar a elevação da temperatura do planeta em 2ºC, considerado o limite para a perigosa mudança climática.

SOCIEDADE PRECISA SE MOBILIZAR PARA A COP 17


A Reunião do Clima, conhecida como COP 16, realizada em 2010, no México, ficou longe de seu objetivo maior, estabelecer um pacto mundial a respeito do clima a partir de 2012. Obter um compromisso de 194 países na contenção dos gases do efeito estufa, em especial o dióxido de carbono (CO2) proveniente de combustíveis fósseis, como o carvão e o petróleo, é a missão que se renova para a COP 17, que acontecerá na cidade de Durban (África do Sul), no final de novembro e início dezembro de 2011.

Por isso, “a mobilização das pessoas no mundo todo é de grande importância. Afinal, quanto maior o interesse da sociedade na questão, mais os líderes mundiais dedicarão tempo ao tema. Porém, esse movimento precisa ser iniciado agora, não nas vésperas da COP, visto que as negociações já estão em curso”, alerta André Ferretti, engenheiro florestal da Fundação O Boticário e coordenador do Observatório do Clima.

O especialista não tem dúvidas da “urgente” necessidade de um acordo global de clima “robusto” que garanta um futuro mais seguro ao Planeta. Contudo, Ferretti lembra que “a presença dos líderes mundiais na COP não é uma garantia de sucesso, como mostrou a COP 15”. Embora reconheça que se trata de um fator político importante, “pode até atrapalhar as negociações na medida em que diplomatas e técnicos experientes acabam perdendo espaço para lideranças que em grande parte não conhecem profundamente o tema e os textos em negociação”.

Com experiência no tema, pois André Ferretti acompanhou de perto as duas últimas reuniões, que aconteceram na Dinamarca e no México, ele não descarta a importância do envolvimento dos líderes mundiais, “incentivando e cobrando avanços e resultados de seus diplomatas e técnicos não apenas na COP, mas durante todas as reuniões que a antecede”.

Para o especialista mesmo que na COP de Durban não se chegue a um “novo acordo de clima”, uma série de questões técnicas serão enfrentadas e há possibilidade de avanços em vários temas como, o fundo para adaptação e mitigação para os países em desenvolvimento (Fundo Verde), e o aperfeiçoamento do mecanismo de REDD (redução de emissões por desmatamento e degradação) aprovado na COP 16. Veja a entrevista que André Ferretti concedeu ao Observatório Eco com exclusividade.

Observatório Eco: Com o avanço tecnológico nas pesquisas sobre as mudanças climáticas, o que de novo se revela nesse panorama e que mais preocupa você que é um estudioso do tema?

André Ferretti: A cada ano que passa, aumenta a certeza de que estamos vivendo um período de aquecimento global e, mais do que isso, que o ser humano é o principal responsável por isso.

Alguns cientistas – a minoria deles – concordam que o planeta está esquentando, mas não que isso esteja sendo provocado por ações antrópicas. Eles defendem a tese de que isso se deve a questões naturais como o aumento da atividade solar e redução do albedo planetário, este último devido à redução da atividade vulcânica.

Alguns poucos cientistas, inclusive, defendem que estamos num período de resfriamento global! Na ciência a unanimidade é quase impossível, e o debate entre os cientistas é um importante indutor de desenvolvimento científico. O que tem sido visto nas últimas duas décadas é um crescente debate científico sobre o tema, principalmente depois da criação do IPCC (sigla em inglês do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas).Ao passo que as lideranças globais não conseguem entrar em acordo para reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa para que a sociedade não seja afetada por essas previsões, a cada dia sentimos mais os efeitos dessas mudanças. Muito pouco tem sido feito na questão de adaptação às mudanças, gerando grandes impactos sociais, econômicos e ambientais.

Uma mostra disso são as intensas chuvas que atingiram o Brasil nos últimos anos, afetando principalmente os estados do sul, sudeste e nordeste. Não se pode afirmar que foram causados pelas mudanças climáticas, porém as modelagens climáticas indicam que eventos climáticos extremos como esses, serão cada vez mais freqüentes.

Observatório Eco: Existe um alerta do IPCC de que as populações pobres são as mais vulneráveis das variações climáticas, mas isso não parece motivar os países ricos a atuarem de forma mais efetiva nas negociações. Por outro lado, as variações climáticas ocorreram na Europa, na Austrália, EUA, ou seja, esses países não percebem que são vítimas do clima? Não está na hora de inverter esse jogo? Todos são vulneráveis, ricos e pobres?

André Ferretti: As mudanças climáticas afetam todo o globo, mas quando o IPCC alerta que as populações pobres são as mais vulneráveis está se referindo ao fato de que geralmente essas populações dependem mais dos recursos naturais para sobrevier (extrativismo animal e vegetal, agricultura de subsistência, etc.) – recursos esses que podem ser severamente afetados por eventos climáticos extremos como secas, enchentes e furacões; muitas vezes habitam regiões mais vulneráveis às grandes intempéries (regiões áridas ou semi-áridas, encostas íngremes, margens de rios, lagos, mares e mangues, etc.); vivem em moradias mais frágeis e mais sujeitas a danos severos causados por eventos climáticos extremos (casas de palha ou pau-a-pique, por exemplo); e tem menos recursos financeiros para mudar, reconstruir ou reformar suas habitações ou fonte de renda.

Os países desenvolvidos também sofrem as conseqüências das mudanças climáticas, mas por outro lado dispõem de melhores condições para prevenir, mitigar ou adaptar-se aos impactos das mudanças climáticas. Isso não os isenta de mapear suas regiões e populações mais vulneráveis e implementar planos de ação para adaptação. Países inteiros como a Holanda, ou cidades importantes como Veneza, por exemplo, são muito vulneráveis à elevação do nível do mar. Uma elevação de poucos centímetros pode causar sérios danos a essas regiões e suas populações.

Todos precisam investir em adaptação, ricos ou pobres, de áreas mais ou menos vulneráveis. Metrópoles como São Paulo, que sofrem pela ocupação mal planejada do seu território e excesso de impermeabilização do solo, são cada vez mais vulneráveis a grandes enchentes, assim como pequenas cidades das regiões serranas do sudeste, sujeitas a grandes trombas d’água e deslizamentos de terra devido ao relevo acentuado, e regiões do sertão nordestino ou da Amazônia ainda pouco povoadas com a maior parte do território coberto por vegetação natural que da mesma forma são vulneráveis a grande s enchentes ou secas.

O mundo precisa com a máxima urgência reduzir as emissões de gases de efeito estufa para diminuir os riscos futuros previstos pelos cientistas, bem como ampliar a cooperação internacional para previsão e alerta de eventos climáticos extremos e adaptação às mudanças já em curso.

O Fundo Verde, aprovado na COP 16 pode ser um começo, mas ainda é muito pouco e perto do que é necessário. Ainda mais urgente é a necessidade de um acordo global de clima robusto para que possamos ter um futuro mais seguro.

Observatório Eco: Considerando os resultados das reuniões do clima na Dinamarca e no México, quais os desafios da COP 17?

André Ferretti: O maior de todos os desafios continua sendo o de firmar um acordo global de clima vinculante, ou seja, com compromissos formais de redução de emissões para os países membros da Convenção do Clima, para vigorar após 31/12/2012, quando termina o primeiro período de compromisso do Protocolo de Quioto. Discute-se desde a ampliação de Quioto por mais alguns anos, quanto a elaboração de um acordo totalmente novo.

Independente disso, outra grande questão a ser equacionada é a participação, no novo acordo, de todos os 194 países membros da Convenção. As realidades desses países são muito distintas, mas é fundamental que todos façam parte do acordo, independentemente das suas responsabilidades históricas perante o problema.

A COP 17, a ser realizada em Durban, na África do Sul, no final de novembro e início dezembro de 2011.É importante destacar que a COP é o evento final de um ano marcado por várias reuniões de negociação dos países membros da Convenção do Clima da ONU, e que o seu sucesso ou fracasso depende muito desses passos intermediários.

Mesmo que a COP de Durban não se chegue a um novo acordo de clima, uma série de questões técnicas, ainda, deverá ser definida no que se refere a questões importantes como o fundo para adaptação e mitigação para os países em desenvolvimento (Fundo Verde), que emergencialmente disponibilizará US$ 30 bilhões até 2012 e tem a intenção de captar até US$ 100 bilhões até 2020; o mecanismo de REDD (redução de emissões por desmatamento e degradação), aprovado na COP16 com pré-requisitos, chamados de salvaguardas, que visam a garantir que os projetos de REDD elegíveis no âmbito das Nações Unidas respeitem os direitos de povos indígenas e comunidades locais, e a biodiversidade.

Observatório Eco: Em sua opinião, a mídia e as ONGs devem se mobilizar como fizeram com a COP 15, para que a COP 17 se torne o centro das atenções, e leve os líderes mundiais às reuniões? Isso seria benéfico nas negociações, ou é melhor uma reunião apenas com os representantes técnicos, à exemplo do México? 

André Ferretti: A mobilização das pessoas no mundo todo é de grande importância. Afinal, quanto maior o interesse da sociedade na questão, mais os líderes mundiais dedicarão tempo ao tema. Porém, esse movimento precisa ser iniciado agora, não nas vésperas da COP, visto que as negociações já estão em curso. O sucesso da COP vai sendo construído ao longo do ano pelas dezenas de eventos oficiais da Convenção do Clima.

A presença dos líderes mundiais na COP não é uma garantia de sucesso, como mostrou a COP 15. Certamente é um fato político importante, mas pode até atrapalhar as negociações na medida em que diplomatas e técnicos experientes acabam perdendo espaço para lideranças que em grande parte não conhecem profundamente o tema e os textos em negociação.

O mais importante é que os líderes mundiais estejam sim envolvidos profundamente com esse importante desafio o tempo todo, incentivando e cobrando avanços e resultados de seus diplomatas e técnicos não apenas na COP, mas durante todas as reuniões que a antecede.

Fontes:
1º Parte: Reuters 
2º Parte: Roseli Ribeiro
Observatório Eco

terça-feira, 12 de julho de 2011

ONU - Dia Mundial da População, “7 Bilhões de Ações”


ONU pede maior foco em pessoas à beira do mundo atingir 7 bilhões

Em mensagem para marcar o Dia Mundial da População, nesta segunda-feira, Secretário-Geral lembra que muitos ainda não têm acesso aos recursos necessários à sobrevivência

A ONU lançou uma campanha para comemorar a marca de 7 bilhões de habitantes no mundo. A iniciativa batizada de “7 Bilhões de Ações” coincide com o Dia Mundial da População, ontem 11 de julho.

A campanha deve ficar no ar até o fim de outubro quando se espera que a Terra chegue a 7 bilhões de moradores.

Mulheres

Em mensagem para marcar a data, Ban Ki-moon afirmou que apesar dos recursos existentes, ainda há muitas pessoas que não têm acesso a eles. Segundo Ban, é preciso tornar as pessoas o centro deste processo.

Em entrevista à Rádio ONU, de Santiago do Chile, o demógrafo Paulo Saad, disse que um dos desafios para o aumento da população é o envelhecimento em países desenvolvidos e em desenvolvimento, como o Brasil.

“O envelhecimento da população traz suas consequências também. Apesar de o envelhecimento ser uma virtude, e que os países alcancem que as pessoas vivam mais, ele traz consequencias em relação ao aumento do gasto na área da saúde. Existe uma população menor economicamente ativa para sustentar os dependentes e tem uma pressão nos sistemas de pensão e aposentadoria.”

Durante a mensagem para marcar o Dia Mundial da População, Ban Ki-moon, ressaltou a importância de redes e associações sociais. Estima-se que até 2040, o mundo possa ter 9 bilhões de pessoas.

Já o diretor-executivo do Fundo da ONU para a População, Unfpa, Babatunde Osotimehin, pediu uma ação conjunta para evitar a morte diária de mil mulheres, devido a complicações na gravidez e no parto. Segundo ele, cerca de 215 milhões de mulheres no mundo não têm acesso a métodos contraceptivos.

Fonte: Rádio ONU

domingo, 10 de julho de 2011

ONU quer revisão imediata de metodologia para usinas a carvão sob o MDL



Em uma nota publicada na quarta-feira,o painel de metodologias do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) pediu a suspensão imediata e revisão de uma metodologia para usinas a carvão após uma análise revelar que as regras atuais podem levar a milhões de créditos decarbono sem fundamento.

“No caso mais sério, a implementação de um projeto que demanda redução de emissões, de fato, pode ter causado um aumento nas emissões”, declarou o painelde metodologias.As análises do painel sobre a metodologia ACM0013 indicam que ela infla significativamente as emissões de linha de base, permitindo o uso de informações desatualizadas, resultando potencialmente na superestimação das emissões que seriam reduzidas com os projetos.

Estimativas baseadas em dados do relatório “Reduzindo Emissões de Gases doEfeito Estufa: O potencial do carvão” da Agência Internacional de Energia,indicam que com esta metodologia os projetos podem receber uma média de 25% a50% mais créditos do que o devido.O Comitê Executivo do MDL deve decidir sobre a questão na sua próximareunião em 11 de julho. Quatro projetos que utilizaram a metodologia já foram aprovados e 32 estão em processo.Há algum tempo grupos ambientalistas, como o CDM Watch, têm alertado sobreeste ponto. 

“As regras atuais de creditação comparam o desempenho de novas usinas acarvão com plantas que foram construídas até dez anos atrás”, explicou AnjaKollmuss da ONG CDM Watch, completando que o objetivo original da metodologia era recompensar apenas usinas mais eficientes.



 Fonte: Instituto CarbonoBrasil/Agências Internacionais


terça-feira, 21 de junho de 2011

A ONU (IPCC) utiliza a geoengenharia ao avaliar mudanças climáticas

IPCC estuda geoengenharia para minimizar aquecimento

Talvez motivada pela lentidão das negociações climáticas, entidade sugere que cientistas avaliem possibilidades para refletir os raios solares e até o depósito de ferro nos oceanos para estimular o crescimento de algas que absorvam o CO2

O jornal britânico The Guardian teve acesso a documentos do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU (IPCC) destinados para os cientistas que formam o grupo de trabalho em geoengenharia da entidade e revelou que utilizar essa opção para lidar com as mudanças climáticas está sendo considerada com seriedade. 
O grupo de cientistas se reunirá na próxima semana em Lima, no Peru, e tem como principal objetivo fornecer sugestões para os governos de quais tecnologias de geoengenharia seriam mais eficientes e seguras.
Entre as propostas que o IPCC pede para serem avaliadas estão: 
- Dispersar aerossóis de enxofre na estratosfera para refletir parte dos raios solares de volta para o espaço;
- Depositar grandes quantidades de ferro nos oceanos para o crescimento de algas que absorvam o CO2;
- Realizar a bioengenharia de culturas agrícolas para que tenham uma cor que reflita os raios solares;
- Suprimir a formação de nuvens do tipo cirrus, que agem acentuando o efeito estufa. 
De acordo com o The Guardian, outras medidas que podem ser estudadas são a dispersão de partículas de água do mar nas nuvens para que reflitam os raios solares, a pintura de branco das estradas e telhadas em todo o mundo e diferentes maneiras de capturar e armazenar os gases do efeito estufa. 
Apesar das idéias parecerem ficção científica, algumas delas já foram inclusive tiradas do papel. No começo de 2009, um navio de pesquisas alemão carregado com 20 toneladas de sulfato de ferro partiu em direção à Antártica com o objetivo de injetar o material no fundo do oceano. A operação acabou sendo suspensa no último momento pelo governo alemão que atendeu aos pedidos da comunidade internacional. 
Realizar projetos de geoengenharia sempre levantou muita polêmica, tanto que em 2010 a Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) aprovou uma moratória desse tipo de iniciativa. 
Entretanto, a moratória permite a continuidade de estudos em pequena escala em circunstâncias controladas. 
Mesmo a Sociedade Americana de Meteorologia (AMS), entidade que defende o uso da geoengenharia, alerta que ainda são necessários muitos estudos antes que seja feita qualquer alteração de grande porte nos sistemas terrestres. 
“O potencial para ajudar a sociedade, assim como os riscos de consequências inesperadas, exigem mais pesquisas, regulamentações e transparência nas iniciativas”, ressalta a instituição. 
Contrários até mesmo a continuidade de estudos sobre o assunto, 125 grupos ambientais e de direitos humanos de 40 países, incluindo a Friends of the Earth International e a Via Campesina, entregaram uma carta nesta semana para o presidente do IPCC, Rajendra Pachauri, alertando que a entidade não tem competência para avaliar a opção da geoengenharia. 
“Perguntar a um grupo de cientistas que trabalham com geoengenharia se é preciso fazer mais pesquisas sobre o assunto é igual perguntar se um urso quer mel”, afirma a carta. Segundo os ambientalistas, essa não é uma questão apenas cientifica, é política. 
A geoengenharia voltou a ganhar força depois que foi registrado que em 2010 as emissões bateram um novo recorde histórico, apesar de todas as promessas dos governos mundiais. De acordo com a Agência Internacional de Energia, o ano passado registrou a emissão de 30,6 gigatoneladas de dióxido de carbono. 
Além disso, o ritmo das negociações internacionais está muito lento, tornando praticamente impossível que seja criado um acordo climático global nos próximos meses. 
A própria presidente da Convenção-Quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), Christiana Figueres, afirmou que talvez seja preciso adotar tecnologias mais radicais para conter o aquecimento em no máximo 2°C e evitar as piores consequências das mudanças climáticas. 
“Nós estamos nos colocando em uma situação onde precisaremos utilizar métodos mais drásticos para retirar as emissões da atmosfera”, concluiu Figueres.

Fonte:
The Guardian
 CarbonoBrasil

terça-feira, 7 de junho de 2011

ONU inaugura ações brasileiras para o Ano Internacional das Florestas


Em sequência ao Ano Internacional da Biodiversidade, celebrado no ano passado, a Assembleia Geral da ONU faz de 2011 o Ano Internacional das Florestas. Na última sexta-feira, 3 de junho, uma Conferência na capital paulista apresentou as ações que a ONU promove no Brasil em prol do ano comemorativo.
Elas cobrem 31% da área total do planeta, são lar de 60 milhões de pessoas, entre comunidades tradicionais e indígenas, e ainda sustentam diretamente outros 1,6 bilhão. No entanto, o uso inconsciente dos recursos florestais acaba com 13 milhões de hectares de florestas por ano no mundo. Com o objetivo de fomentar a consciência pública para os problemas que afetam grande parte das florestas do mundo e as pessoas que delas dependem, o Fórum das Nações Unidas sobre Florestas propõem atividades difusoras das informações sobre as florestas.
Um logotipo que simboliza a interdependência dos elementos da floresta, um site que agrega materiais informativos e pedagógicos sobre a importância da conservação (www.humanitare.org/florestas) , uma coleção de selos postais, concursos artísticos, cinematográficos e fotográficos, anúncios de interesse público e curtas-metragens e, como não poderia deixar de ser, a escolha de um porta-voz ou mensageiro das florestas: pessoas que ocupam lugares de liderança nas comunidades para atrair a atenção da mídia, dando maior visibilidade à causa das florestas.
Durante a Conferência, a jornalista Chris Flores, da Rede Record, foi nomeada, de surpresa, a embaixadora brasileira do Ano Internacional das Florestas. A diretora da Divisão das Nações Unidas para as Florestas e Chefe do Secretariado do Fórum das Nações Unidas sobre Florestas (UNFFF), Jan McAlpine, frisou a importância de aproximar as pessoas das florestas. Já o professor do Instituto de Biociência da Universidade de São Paulo, Dr. Paulo Nogueira Neto, foi um pouco além e lembrou a íntima ligação entre a destruição das florestas e o aquecimento global, a economia madeireira e, do outro lado, a intensidade e freqüência dos fenômenos atmosféricos, que também se deve às mudanças climáticas. “Precisamos plantar mais florestas”, concluiu.
Enquanto Nogueira Neto ousou tocar no polêmico conceito de florestas plantadas; Fernando Moreira, CEO do HSBC Seguros no Brasil, preferiu simplificar e bater naquela tecla gasta sobre tudo se originar da floresta, sem a qual não há humanidade. Parou por aí.
O público da conferência, repleto de ambientalistas, educadores e até sindicato dos petroleiros – que queria discutir sobre suas dificuldades em manter uma RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) – ficaram desejando mais. E foi nas rodas de conversa dos intervalos onde se pôde escutar grandes debates sobre o modelo de conservação da Costa Rica, a participação feminina na liderança de comunidades florestais, o rastreamento da cadeia produtiva e, finalmente, sobre as polêmicas do Código Florestal e do assassinato do casal extrativista no Pará.
No fim do dia, a inauguração de um festival de filmes florestais buscou sensibilizar o público em torno da questão que foi slogan do evento: “Florestas: tão perto ou tão longe?”. Antes dos filmes, entre cochichos se ouvia a resposta. “A pergunta está errada. Nós é que estamos longe ou perto.”
Fonte: Envolverde
Autor: Ana Carolina Amaral  

Às Estrelas


The Most Astounding Fact
O Fato Mais Importante (Legendado)

PET



Medicamentos - Descarte Consciente


Google Street View - Dados cartográficos

A gigante de couro pode atingir dois metros de comprimento e pesar até 750 kg.