quarta-feira, 25 de maio de 2011

Energia solar na Índia terá o mesmo preço da convencional em 2019-2020: Relatório

  
Estudo divulgado nesta terça-feira avalia a queda do custo da geração como um incentivo para o uso da energia solar
A consultoria KPMG afirmou que uma política agressiva pode fazer com que o preço da energia solar caia entre 5% a 7% por ano na próxima década, garantindo a paridade com a rede em breve.Os planos da Índia é produzir 20 gigawatts de energia solar até 2022, apesar de obstáculos como custos de produção, falta de mão de obra especializada e conhecimento ainda existam.“O ritmo no qual a diferença entre as tarifas solares e as convencionais diminui vai determinar o ritmo pelo qual a energia solar irá decolar", afirma o relatório.“Enquanto nós esperamos a paridade para os consumidores domésticos e agrícolas em 2019-2020, a adoção da energia solar deverá acontecer ainda antes”.Em certos estados como o Rajastão e Gujarat no oeste e Tamil Nadu no sul a paridade deve se dar mais rapidamente por causa das políticas favoráveis e das melhores condições climáticas para a produção solar.Além disso, a energia convencional é mais cara nesses estados, pois eles são localizados longe das reservas de carvão.O carvão, abundante na Índia, fornece eletricidade ao custo de 2 rúpias, enquanto o quilowatt-hora pela solar fica na faixa das 11 ou 12 rúpias.De acordo com a Missão Solar Indiana, iniciativa criada em 2009, a energia solar vai gerar o equivalente a 13% da eletricidade do país até 2022, ajudando a terceira maior economia da Ásia a diminuir sua dependência do carvão.Já o relatório do KPMG afirma que a solar deve representar 7% da eletricidade da Índia, substituindo 16,900MW até 2022. Isso diminuiria em 30% a necessidade de importação de carvão do país. “Além disso, a energia solar pode evitar as emissões de 95 milhões de toneladas de CO2 equivalente por ano até 2022”, o que significa um corte de 2,6% no total de emissões previstas para a Índia naquele ano.
Em 2009, a Índia adotou o objetivo de diminuir o crescimento de suas emissões, dizendo que iria reduzir sua intensidade de carbono – a quantidade de dióxido de carbono emitido por unidade do PIB – entre 20% a 25% até 2020, com relação aos níveis de 2005.
A Índia é o terceiro maior emissor mundial, atrás apenas dos Estados Unidos e China, e seu crescimento acelerado está levando a um aumento nas emissões na geração da energia e de setores como transporte e indústria.  
Sua emissão per capita está em 1,8 toneladas, cerca de um terço da chinesa e um décimo da norte-americana.
Fonte: Reuters
Autor: Krittivas Mukherjee
Leia na íntegra (inglês)

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