Todos pela Natureza!

Mostrando postagens com marcador Amazonas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Amazonas. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 5 de março de 2014

Cientistas tentam aprimorar conhecimentos do peixe-boi durante reabilitação em cativeiro



Cientistas  tentam entender melhor o comportamento do peixe boi no cativeiro. O objetivo é conhecer a alimentação do mamífero para ajudá-lo a se readaptar à natureza.

Há alguns anos, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia ( INPA) com a participação da Associação Amigos do Peixe-boi, vem trabalhando na assistência a espécie, inclusive com a reprodução em cativeiro, mas ainda esta muito longe o dia em que a sua reprodução poderá ocorrer como já temos a da tartaruga, onde os criatórios já começam a fornecer o quelônios para famosos restaurantes da cidade, com o devido licenciamento dos órgãos ambientais para a sua criação e reprodução em cativeiro.

Com Peixe-boi, tudo é muito mais delicado e demorado, mas o trabalho cientifico foi iniciado e se desenvolve com muito sucesso pelo INPA, até para preservar a espécie na natureza.

  • Em dois dias, o Inpa recebeu dois filhotes de peixe-boi resgatados no interior do Amazonas.

Um dos animais chegou na capital amazonense na quinta-feira (27/02). Ele foi encontrado no município de Manacapuru, distante de Manaus 68 km, e será reabilitado no Inpa. Este é o segundo animal que chega ao Inpa este ano

Ascom/Ampa 

O outro filhote de peixe-boi chegou ao Laboratório de Mamíferos Aquáticos (LMA) do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), na  terça-feira (25/02), e recebe os cuidados dos pesquisadores.

Peixe Boi

Uma equipe com profissionais do Inpa, Associação Amigos do Peixe-Boi (Ampa), Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) foi buscar o filhote em Manacapuru. 

O filhote foi entregue por um pescador na fazenda Seringal na mesma terça-feira (25/02) no local onde seis peixes-bois, reabilitados no Inpa, estão em semi-cativeiro para serem reintroduzidos na natureza. 

Outro resgate


Na quarta-feira (26/02), o outro filhote peixe-boi macho, recém-nascido, de aproximadamente 20 dias pesando 11kg e medindo 89 cm, foi resgatado no município de Caapiranga (AM), pelo Ipaam, acionado pela Secretaria de Meio Ambiente da cidade. 

O animal chegou ao Inpa, e recebe os cuidados necessários para a sua reabilitação pela equipe Ampa. Durante a madrugada de sua chegada, pesquisadores do LMA do Instituto revezaram-se para monitorar o filhote, com dificuldades de receber a fórmula láctea administrada. Na manhã seguinte,  ele passou por uma avaliação clínica. 

Segundo o Ipaam, o animal foi encontrado por duas crianças da comunidade Dominguinhos, no município de Caapiranga. Os comunitários mantiveram o filhote por uma semana em um tanque com água e tentaram, nesse período, oferecer cuidados a ele. 


“O nosso objetivo não é colecionar exemplares da espécie. Nós recomendamos que quando um filhote de peixe-boi for avistado sozinho, que a pessoa possa observar por alguns minutos se a mãe está por perto. Se ele de fato estiver só, aí sim, as pessoas podem entrar em contato com os órgãos ligados ao meio ambiente para realizarem o resgate mais rápido possível. Caso contrário, orientamos que devolva o animal imediatamente para a natureza para que ele possa exercer sua função no ecossistema”, explica o veterinário do Inpa, Anselmo d´Affonseca.

Segundo o veterinário, o filhote está em quarentena, separado dos outros animais. “Ele ainda vai ser submetido a alguns exames para que tenhamos um diagnóstico mais completo do quadro de saúde. Neste ínterim vêm sendo medicado. Ele está tomando antibiótico e recebe leite sem lactose”, ressalta.

Os cientistas apontam que o principal fator para o encurtamento da vida da espécie é a predação feita pelo homem. Um indivíduo adulto pode atingir facilmente os 300 quilos e medir aproximadamente 2,5 metros

No Brasil, o peixe-boi é protegido por lei desde 1967 - Lei de Proteção à Fauna, No. 5197 e está classificado como espécie "vulnerável" pela UICN (2000).

Conservação e pesquisa


A Ampa é uma organização não governamental que atua em parceria com o LMA/Inpa. A associação é patrocinada pela Petrobras e tem como missão promover atividades de proteção, conservação, pesquisa e manejo do peixe-boi da Amazônia, e dos outros mamíferos aquáticos existentes na região: lontra neotropical, ariranha, tucuxi e boto-vermelho.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Apesar de ilegal, caça predatória do peixe-boi da Amazônia abastece feiras no Amazonas


Espécie está vulnerável à extinção 

  • Peixe-boi é um dos mamíferos aquáticos da Amazônia
Segundo biólogo da Associação Amigos do Peixe-boi (AMPA), a carne do peixe-boi é comercializada em Manaus e no interior sob encomenda por valores entre R$ 5 e R$ 20 o quilo. 

Apesar de protegido pela legislação brasileira desde 1967, o peixe-boi da Amazônia é uma das cinco espécies de mamíferos aquáticos da região que teve sua população reduzida por conta da caça predatória que, apesar de ilegal, vem abastecendo o ‘mercado negro’ da carne de boto, inclusive, nas feiras de Manaus.




O alerta foi feito pelo biólogo da Associação Amigos do Peixe-boi (AMPA), Diogo Souza. Segundo o especialista, o peixe-boi da Amazônia figura entre as espécies vulneráveis à extinção, segundo a International Union for Conservation of Nature(IUCN).

Mesmo assim, devido ao valor comercial e sabor da sua carne, o Peixe-boi da Amazônia ainda é alvo da caça predatória. Nas feiras das cidades do interior e até na capital, a comercialização da iguaria se dá de forma esporádica, principalmente por encomenda, e o preço pode variar de R$ 5 a R$ 20 o quilo.

“Já ouvimos relatos da venda da carne do peixe-boi na feira do Coroado (Zona Leste de Manaus), por exemplo”, disse Souza.



Espécies

A Amazônia possui apenas cinco espécies de mamíferos aquáticos: a ararinha, a lontra neotropical, o boto vermelho, o tucuxi e o peixe-boi. Mas algumas dessas espécies tem sofrido com a caça predatória e a alguns deles estão na lista dos animais vulneráveis a extinção, como é o caso dos peixes-boi.

O Peixe-boi da Amazônia é o único mamífero aquático herbívoro da região. Ele se alimenta das plantas que nascem nos rios e controla o crescimento das macrófitas (plantas aquáticas).

As fezes e urina do animal servem como fertilizantes das águas, contribuindo assim, para a manutenção do meio ambiente. Esses animais são mais abundantes em rios de águas brancas, mas a sua ocorrência também pode acontecer em rios de águas pretas.

“O peixe-boi é muito importante porque ele é o único mamífero aquático que come plantas aquáticas. Com o desaparecimento da espécie, houve uma época que o governo começou a ter problemas com as construções de hidrelétricas. Como a água fica parada, as macrófitas começam a aparecer em maior quantidade, e sem o peixe-boi para comê-las, elas invadiam as turbinas, causando prejuízos nos equipamentos”, explicou o biólogo Diogo Souza.



Preservação

Instituições de pesquisas vêm desenvolvendo projetos científicos visando a preservação dessas espécies. É o caso do Centro de Preservação e Pesquisa de Mamíferos Aquáticos (CPPMA), da Eletrobrás Amazonas Energia, localizado na Usina Hidrelétrica de Balbina, e a AMPA, organização não governamental vinculado ao Instituto Nacional de Pesquisas na Amazônia (INPA), criada para fortalecer e aprofundar os estudos sobre esses animais, aumentando, assim, a população dessas espécies.

“Uma Ong tem mais contato com a população e a ampa surgiu exatamente para fortalecer as pesquisas e o trabalho de educação ambiental na região”, ressaltou o pesquisador Diogo Souza.

Atualmente, as duas instituições juntas abrigam mais de 100 animais que na maioria das vezes foram resgatados muito debilitados. Só no CPPMA existem 15 tanques, que abrigam 50 peixes-boi, para tratar e ajudar a reabilitar estes animais, afim de que em um futuro próximo, eles possam ser devolvidos ao seu ambiente natural.




Cativeiros

Segundo o André Franzini, biólogo do Centro, o próximo passo é construir cativeiros em ambientes naturais e fazer o monitoramento, para saber de que maneira esses animais vão se readaptar ao meio ambiente.

“É o que nós chamamos de semicativeiro. Construímos uma barragem no lago, mas o animal vai conseguir viver no ambiente natural e se alimentar sozinho, só que com o nosso acompanhamento e controle. Aí sim, quando ele estiver pronto poderemos ser soltá-lo na natureza”.

No Inpa, outros 50 animais são acompanhados pelos pesquisadores da instituição. Ao longo de 30 anos de pesquisas com os mamíferos aquáticos, nos últimos dez anos, a instituição já conseguiu realizar a soltura de quatro peixes-boi.

Evento 

No último domingo, pesquisadores do CPPMA e AMPA, jornalistas e estudantes de comunicação social se reuniram no auditório da Hidrelétrica de Balbina para debater sobre a preservação dos mamíferos aquáticos, bem como falar da importância da comunicação para sensibilizar a população a não incentivar a caça ilegal dos peixes-boi.

De acordo com o biólogo da AMPA, Diogo Souza, hoje já é possível ver o aumento da população dessas espécies porque as pessoas estão criando mais consciência ambiental. 

“As gerações de hoje preferem não caçar mais o animal porque demanda muito tempo. Além disso, percebemos a influência da mídia na conscientização da preservação das espécies”, acredita.

Já para Franzini, o trabalho de educação ambiental realizado junto à comunidade também é um dos principais fatores a influenciarem na diminuição da mortalidade desses animais.

“Fazemos isso através de palestras para que eles criem essa consciência de proteger o peixe-boi. O CPPMA trabalha com a reabilitação desses animais, e o nosso objetivo é realizar um trabalho para evitar que as pessoas continuem matando os peixes-boi”, disse.

“É muito difícil mudar o pensamento dos mais velhos. Por isso nós focamos as atividades de educação ambiental nas crianças, porque elas estão em formação e são o nosso futuro”, completou.

A sexta edição do Consciência, organizado pelo Inpa, reuniu aproximadamente 30 pessoas. Entre elas, o estudante da Ufam, Diego Cativo, afirma que a discussão foi proveitosa. “Eu não conhecia muito o peixe-boi e vendo os trabalhos realizados aqui, pude conhecer mais sobre a espécie ter mais consciência acerca da preservação desses animais. O debate foi muito interessante”, garante.

Já o estudante Ruan Matheus, aponta para a necessidade se fazer uma comunicação mais simplificada, onde a informação possa atingir todas as classes sociais. “Muitos textos científicos são carregados e acabam se tornando uma leitura chata. E nesse encontro eu pude aprender que é possível escrever um texto mais acessível, de modo que todos possam entender”, afirmou. 



Curiosidades

O peixe-boi pode viver até 60 anos e sua reprodução começa a partir dos 10 anos de vida. A gestação dura 12 meses e a mãe dá a luz a apenas um filhote a cada três anos. O período de amamentação acontece durantes dois anos.

Esses animais podem chegar a medir 3 metros de comprimento, chegando a pesar 500 kg. Um animal adulto pode ficar até 30 minutos sem subir para a superfície para respirar, enquanto que os bebês sobem com mais frequência. Quando o assunto é alimentação, um adulto pode comer até 25 kg de plantas por dia.

Uma das principais formas da sua comercialização é através da mixira, uma mistura da carne com a gordura do animal que pode conservá-la por até seis meses. Antigamente, o couro do peixe-boi era usado para a fabricação de cola e correias de maquinários, como as de teares e veículos de locomoção. A caça do peixe-boi é proibida pela lei 1.957/67.

De 2010 para 2011 só o INPA realizou o resgate de 26 espécies. Atualmente a instituição possui 18 peixes-boi adultos, 19 jovens e 13 filhotes. Tanto nos tanques do INPA quanto nos tanques do CPPMA, os machos e as fêmeas são mantidos separados porque espaço é insuficiente para todos. “Recebemos muitos animais, por isso temos que separá-los para manter o controle”, comenta Diogo.

Para denunciar um caso ---->>> IBAMA: (Tel: 0800-618080 - "Linha Verde")

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Clima amazônico é reproduzido em estações meteorológicas da Semana de C&T

Efeitos da variabilidade climática da região podem ser ´sentidos´ no estande da Fapeam instalado no Clube do Trabalhador

Período chuvoso na Amazônia começou este mês 

Cinco estações de variabilidade climática instaladas no estande da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) da 8ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, no Amazonas, ajudam o público a compreender o funcionamento do clima amazônico.

A programação da Estação Ciência funciona até nesta sexta-feira no Clube do Trabalhador do Sesi (Alameda Cosme Ferreira, Coroado). No sábado (22/10), o estande funcionará das 10h às 18h, com entrada franca.

No estande da FAP os visitantes passarão por túneis que simulam variações no clima do Amazonas, ou seja, período chuvoso, com trovões e raios, transição, seco e transição.

No final do túnel as pessoas terão acesso às telas interativas detouch screen (sensíveis ao toque).

“Os monitores mostrarão imagens de devastação ambiental da região. Quando tocadas, serão apresentados vídeos de pesquisadores do Inpa. Eles falarão sobre os projetos relacionados ao clima amazônico, os quais contam com apoio financeiro da FAP”, explicou Maria Olívia de Albuquerque Simão, presidente da Fapeam.

A Fapeam contou com o apoio do pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Júlio Tota, doutor em Clima e Meio ambiente, para montar o estande na entrada do evento, respeitando as informações científicas sobre a temática.

Variabilidade

Para sentir os efeitos da variabilidade climática da região, os visitantes caminham por um túnel com cinco estações, representando o período chuvoso, o seco e o intermediário entre esses dois períodos.

A primeira estação representa o período de chuvas na floresta amazônica, com um cenário montado para propiciar as sensações ao público, com folhas no chão, chuva caindo e o som de pássaros, dessa forma, o público tem a sensação de que realmente está dentro da mata.

Já na segunda estação, a coordenadora informou que é possível sentir a transição climática entre o período chuvoso e o período da seca típicos da região. “A terceira estação representa o calor extremo com uma sensação térmica de 40 graus”, frisou.

Na quarta estação do túnel, o público tem acesso a uma representação do período chuvoso e a quinta remete ao cenário degradante que a humanidade causa ao meio ambiente com a poluição urbana, promovendo aquecimento intenso.

Semana

Este ano o tema da 8ª SNCT é “Mudanças climáticas, desastres naturais e prevenção de riscos”.

A ação é uma iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação (MCTI) e tem como finalidade populariza a ciência. No Amazonas, a Semana é coordenada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (SECT/AM), com apoio da Fapeam. 

Além do Clube do Trabalhador do Sesi, os seminários, palestras, mesas-redondas, apresentações culturais e visitas técnicas também ocorrerão na Aldeia do Conhecimento, no Bosque da Ciência, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Descoberto rio de 6 mil quilômetros de extensão que corre embaixo do Rio Amazonas

A descoberta foi possível graças aos dados de temperatura de 241 poços profundos perfurados pela Petrobras nas décadas de 1970 e 1980, na região amazônica. A estatal procurava petróleo.



Pesquisadores do Observatório Nacional (ON) encontraram evidências de um rio subterrâneo de 6 mil quilômetros de extensão que corre embaixo do Rio Amazonas, a uma profundidade de 4 mil metros. Os dois cursos d’água têm o mesmo sentido de fluxo - de oeste para leste -, mas se comportam de forma diferente.

Fluidos que se movimentam por meios porosos - como a água que corre por dentro dos sedimentos sob a Bacia Amazônica - costumam produzir sutis variações de temperatura. Com a informação térmica fornecida pela Petrobras, os cientistas Valiya Hamza, da Coordenação de Geofísica do Observatório Nacional, e a professora Elizabeth Tavares Pimentel, da Universidade Federal do Amazonas, identificaram a movimentação de águas subterrâneas em profundidades de até 4 mil metros.

O dados do doutorado de Elizabeth, sob orientação de Hamza, foram apresentados na semana passada no 12.º Congresso Internacional da Sociedade Brasileira de Geofísica, no Rio. Em homenagem ao orientador, um pesquisador indiano que vive no Brasil desde 1974, os cientistas batizaram o fluxo subterrâneo de Rio Hamza

.

Características

A vazão média do Rio Amazonas é estimada em 133 mil metros cúbicos de água por segundo (m3/s). O fluxo subterrâneo contém apenas 2% desse volume com uma vazão de 3 mil m3/s - maior que a do Rio São Francisco, que corta Minas e o Nordeste e beneficia 13 milhões de pessoas, de 2,7 mil m3/s. Para se ter uma ideia da força do Hamza, quando a calha do Rio Tietê, em São Paulo, está cheia, a vazão alcança pouco mais de 1 mil m3/s.

As diferenças entre o Amazonas e o Hamza também são significativas quando se compara a largura e a velocidade do curso d’água dos dois rios. Enquanto as margens do Amazonas distam de 1 a 100 quilômetros, a largura do rio subterrâneo varia de 200 a 400 quilômetros. Por outro lado, a s águas do Amazonas correm de 0,1 a 2 metros por segundo, dependendo do local. Embaixo da terra, a velocidade é muito menor: de 10 a 100 metros por ano.

Há uma explicação simples para a lentidão subterrânea. Na superfície, a água movimenta-se sobre a calha do rio, como um líquido que escorre sobre a superfície. Nas profundezas, não há um túnel por onde a água possa correr. Ela vence pouco a pouco a resistência de sedimentos que atuam como uma gigantesca esponja: o líquido caminha pelos poros da rocha rumo ao mar.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

No Amazonas, 40 tribos indígenas preferem o isolamento


De acordo com Loebens, o Vale do Javari é o a Região do Estado onde há mais das tribos que optam pelo isolamento e evitam contato com a civilização.


Manaus - No Amazonas, cerca de 40 tribos indígenas preferiram o isolamento após terem passado por massacres e maus-tratos por madeireiros e caçadores, segundo estudo do coordenador do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) na Região Norte 1, que inclui Amazonas e Roraima, o historiador Guenter Francisco Loebens.

O estudo originou um livro em que o indigenista defende que o avanço das frentes econômicas na Amazônia foram responsáveis pela destruição da cultura de tribos indígenas. A obra, intitulada ‘Povos Indígenas Isolados na Amazônia’, foi lançada na quarta-feira, 22 e produzida em parceria entre o Cimi e a Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

De acordo com Loebens, o Vale do Javari é o a Região do Estado onde há mais das tribos que optam pelo isolamento e evitam contato com a civilização. “O sul do Estado tem um histórico de massacres e também é uma região em que os nativos preferem viver distante do contato do homem civilizado, principalmente pela ação de madeireiros naquela região”, explicou.

Segundo o indigenista, a escolha pelo isolamento é uma proteção da cultura da própria vida dos nativos. “Nestes casos se torna até difícil para os órgãos de proteção ao índio terem informações mais precisas sobre estas tribos. Houve uma vez em que ao tentarmos fazer o primeiro contato, a reação foi logo violenta com o uso de flechas que atingiram um dos membros da equipe de pesquisadores”.

A ação, embora passe a imagem de viôlência é, na verdade, um meio de proteção e de medo, afirma o pesquisador. “Na avaliação destas tribos, o contato com a civilização só trouxe prejuízo para estes povos”.

Para Loebens, está cada vez mais difícil para estas tribos manterem esta opção, especialmente, na região sul do Amazonas. “Temos ali o avanço de desmatadores que estão avançando cada vez mais sobre a floresta e empurrando estas tribos em direção ao norte do Estado, onde eles irão, mais cedo ou mais tarde, encontrar a rodovia Transmazônica e as cidades que a margeiam”.

O Amazonas é o estado brasileiro com a maior população indígena do País, com 168 mil membros, segundo o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Funai confirma novo grupo de isolados no Estado

A Fundação Nacional do Índio (Funai) confirmou no início da última semana a existência de um novo grupo de índios isolados no Vale do Javari, no Amazonas. A Funai estima em cerca de 200 o número de índios no local e diz que eles, são, provavelmente de um grupo cuja língua é da família Pano. A comunidade foi localizada pela Frente de Proteção Etnoambiental, durante sobrevoo realizado em abril deste ano. Três clareiras com quatro grandes malocas foram avistadas pelos técnicos.

Antes mesmo do sobrevoo, o coordenador da Frente do Vale do Javari, Fabrício Amorim, havia identificado as clareiras por satélite. A confirmação desse tipo de descoberta requer, segundo ele, anos de trabalho sistemático e metódico, com realização de pesquisas documentais, expedições e análises de imagens de satélite.

Até a confirmação, a presença desses índios isolados era apenas uma referência “em estudo”, com base em relatos sem informações conclusivas sobre a exata localização e características da comunidade.
Em nota, a Funai informa que tanto a roça quanto as malocas são novas e foram concluídas no máximo há um ano. Essa avaliação tem por base o estado da palha usada na construção e a plantação de milho. No local há, ainda, plantações de bananas e uma vegetação rasteira similar à de amendoins.

Na Terra Indígena Vale do Javari há um complexo de povos isolados que é considerado a maior concentração de grupos isolados na Amazônia e no mundo.

Amorim aponta, entre as principais ameaças à integridade de povos indígenas isolados a pesca ilegal, a caça, a exploração madeireira, o garimpo, atividades agropastoris com grandes desflorestamentos, ações missionárias e situações de fronteira, como o narcotráfico. "Outra situação que requer cuidados é a exploração de petróleo no Peru, que pode refletir na Terra Indígena do Vale do Javari”, afirma Amorim.

A Funai reconhece a existência de 14 referências de índios isolados no Vale do Javari, mas o número pode ser ainda maior. Mais de 90 indícios de ocupações indígenas foram localizados entre 2006 e 2010, e há atualmente oito grupos de índios isolados com malocas, roças e tapiris (choupanas) já localizados por sobrevoo ou por expedições terrestres. De acordo com a Funai, em toda a região do Vale do Javari., vivem cerca de 2 mil indígenas.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Funai encontra indígenas isolados no Amazonas


Estima-se que haja 200 pessoas 
vivendo no local, no sudoeste do estado

MANAUS – A Fundação Nacional do Índio (Funai) divulgou a descoberta de um novo grupo de índios isolados e que nunca tiveram contato com o “homem branco”. Os nativos foram avistados durante um sobrevoo na Terra Indígena Vale do Javari, no sudoeste do Amazonas. A confirmação foi feira pela Fundação nesta terça-feira (21). 
Indígenas isolados cultivam banana e milho. (Foto: Funai/Divulgação)
Segundo a Funai, foram avistadas três clareiras com quatro grandes malocas. As clareiras já haviam sido localizadas por satélite anteriormente, mas existência de povo desconhecido só se confirmou na expedição, realizada em abril. 
Estima-se que haja 200 pessoas vivendo no local, segundo comunicado da fundação responsável por zelar pelos indígenas no Brasil divulgado nesta segunda (20). 
De acordo com a Funai, a roça que há no local, bem como as malocas, são novas – datam de, no máximo, um ano. O estado da palha usada na construção e a plantação de milho indicam isso.  
Além do milho, há banana e uma vegetação rasteira que parece ser amendoim, entre outras culturas. As observações preliminares da Funai indicam que o grupo pode pertencer à família linguística pano, que se estende pela Amazônia brasileira, peruana e boliviana. 
Ameaças ambientais 
A Terra Indígena Vale do Javari é considerada a maior concentração de grupos isolados no mundo, de acordo com a Funai. Entre as principais ameaças a esses grupos estão a pesca ilegal, a caça, a exploração madeireira, o garimpo, atividades agropastoris com grandes desmatamentos, ações missionárias e problemas fronteiriços, como o narcotráfico.A Funai reconhece a existência de 14 grupos de isolados no Vale do Javari. Esse levantamento, contudo, está em reformulação, e o número pode aumentar. Atualmente há oito grupos de índios isolados identificados concretamente por sobrevoo ou por expedições terrestres.Entre 2006 e 2010, foram localizados mais de 90 indícios da ocupação territorial desses grupos, como roças e malocas. Por isso, acredita-se que haja uma população de aproximadamente 2 mil pessoas na Terra Indígena do Vale do Javari.
Sem contato
Ao contrário do que ocorreu ao longo de toda a história brasileira, desde 1987 a Funai decidiu não fazer mais contato com tribos que ainda estavam isoladas.  Chegou-se à conclusão de que o contato sempre foi prejudicial e que se eles sabem onde está o “branco” e os outros índios e não os procuram, é porque não querem se aproximar. Desde então, muitas tribos passaram a viver, sem saber, dentro de reservas indígenas.
Fotos inéditas
Recentemente, a organização não governamental (ONG) Survival International, sediada em Londres, na Inglaterra, divulgou imagens inéditas de indígenas isolados que habitam a região do Vale do Rio Envira, no Acre, na fronteira do Brasil com o Peru.  As fotos foram cedidas a eles pela Fundação Nacional do Índio (Funai). Segundo a ONG, a tribo fotografada foi registrada em 2008 pela primeira vez.As imagens revelam “uma comunidade próspera e saudável com cestos cheios de mandioca e mamão fresco cultivados em suas roças”, informou a ONG, em nota. Segundo a Survival, a tribo está em perigo por conta da pressão de madeireiros que atuam no Peru. “Autoridades brasileiras acreditam que o influxo de madeireiros está empurrando índios isolados do Peru para o Brasier, sem saber, dentro de reservas indígenas.Fotos inéditasRecentemente, a organização não governamental (ONG) Survival International, sediada em Londres, na Inglaterra, divulgou imagens inéditas de indígenas isolados que habitam a região do Vale do Rio Envira, no Acre, na fronteira do Brasil com o Peru.  As fotos foram cedidas a eles pela Fundação Nacional do Índio (Funai). Segundo a ONG, a tribo fotografada foi registrada em 2008 pela primeira vez.As imagens revelam “uma comunidade próspera e saudável com cestos cheios de mandioca e mamão fresco cultivados em suas roças”, informou a ONG, em nota. Segundo a Survival, a tribo está em perigo por conta da pressão de madeireiros que atuam no Peru. “Autoridades brasileiras acreditam que o influxo de madeireiros está empurrando índios isolados do Peru para o Brasi 
De acordo com Ariovaldo José dos Santos, chefe substituto da Coordenação-Geral de Índios Isolados da Funai, os indígenas fotografados vivem em uma área sensível. "Eles não estão imunes da ocupação territorial. Os indícios de exploração de madeira e a prospecção de petróleo já são uma pressão exógena que de alguma forma se aproxima dos últimos refúgios onde vivem os indígenas isolados. Dependendo da proximidade, o risco pode ser iminente", diz ele.
"De tempos em tempos, temos que fazer o monitoramento para saber em que pé que está a situação e se os índios estão bem ou não", explica Santos.

Às Estrelas


The Most Astounding Fact
O Fato Mais Importante (Legendado)

PET



Medicamentos - Descarte Consciente


Google Street View - Dados cartográficos

A gigante de couro pode atingir dois metros de comprimento e pesar até 750 kg.