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quarta-feira, 5 de março de 2014

Cientistas tentam aprimorar conhecimentos do peixe-boi durante reabilitação em cativeiro



Cientistas  tentam entender melhor o comportamento do peixe boi no cativeiro. O objetivo é conhecer a alimentação do mamífero para ajudá-lo a se readaptar à natureza.

Há alguns anos, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia ( INPA) com a participação da Associação Amigos do Peixe-boi, vem trabalhando na assistência a espécie, inclusive com a reprodução em cativeiro, mas ainda esta muito longe o dia em que a sua reprodução poderá ocorrer como já temos a da tartaruga, onde os criatórios já começam a fornecer o quelônios para famosos restaurantes da cidade, com o devido licenciamento dos órgãos ambientais para a sua criação e reprodução em cativeiro.

Com Peixe-boi, tudo é muito mais delicado e demorado, mas o trabalho cientifico foi iniciado e se desenvolve com muito sucesso pelo INPA, até para preservar a espécie na natureza.

  • Em dois dias, o Inpa recebeu dois filhotes de peixe-boi resgatados no interior do Amazonas.

Um dos animais chegou na capital amazonense na quinta-feira (27/02). Ele foi encontrado no município de Manacapuru, distante de Manaus 68 km, e será reabilitado no Inpa. Este é o segundo animal que chega ao Inpa este ano

Ascom/Ampa 

O outro filhote de peixe-boi chegou ao Laboratório de Mamíferos Aquáticos (LMA) do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), na  terça-feira (25/02), e recebe os cuidados dos pesquisadores.

Peixe Boi

Uma equipe com profissionais do Inpa, Associação Amigos do Peixe-Boi (Ampa), Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) foi buscar o filhote em Manacapuru. 

O filhote foi entregue por um pescador na fazenda Seringal na mesma terça-feira (25/02) no local onde seis peixes-bois, reabilitados no Inpa, estão em semi-cativeiro para serem reintroduzidos na natureza. 

Outro resgate


Na quarta-feira (26/02), o outro filhote peixe-boi macho, recém-nascido, de aproximadamente 20 dias pesando 11kg e medindo 89 cm, foi resgatado no município de Caapiranga (AM), pelo Ipaam, acionado pela Secretaria de Meio Ambiente da cidade. 

O animal chegou ao Inpa, e recebe os cuidados necessários para a sua reabilitação pela equipe Ampa. Durante a madrugada de sua chegada, pesquisadores do LMA do Instituto revezaram-se para monitorar o filhote, com dificuldades de receber a fórmula láctea administrada. Na manhã seguinte,  ele passou por uma avaliação clínica. 

Segundo o Ipaam, o animal foi encontrado por duas crianças da comunidade Dominguinhos, no município de Caapiranga. Os comunitários mantiveram o filhote por uma semana em um tanque com água e tentaram, nesse período, oferecer cuidados a ele. 


“O nosso objetivo não é colecionar exemplares da espécie. Nós recomendamos que quando um filhote de peixe-boi for avistado sozinho, que a pessoa possa observar por alguns minutos se a mãe está por perto. Se ele de fato estiver só, aí sim, as pessoas podem entrar em contato com os órgãos ligados ao meio ambiente para realizarem o resgate mais rápido possível. Caso contrário, orientamos que devolva o animal imediatamente para a natureza para que ele possa exercer sua função no ecossistema”, explica o veterinário do Inpa, Anselmo d´Affonseca.

Segundo o veterinário, o filhote está em quarentena, separado dos outros animais. “Ele ainda vai ser submetido a alguns exames para que tenhamos um diagnóstico mais completo do quadro de saúde. Neste ínterim vêm sendo medicado. Ele está tomando antibiótico e recebe leite sem lactose”, ressalta.

Os cientistas apontam que o principal fator para o encurtamento da vida da espécie é a predação feita pelo homem. Um indivíduo adulto pode atingir facilmente os 300 quilos e medir aproximadamente 2,5 metros

No Brasil, o peixe-boi é protegido por lei desde 1967 - Lei de Proteção à Fauna, No. 5197 e está classificado como espécie "vulnerável" pela UICN (2000).

Conservação e pesquisa


A Ampa é uma organização não governamental que atua em parceria com o LMA/Inpa. A associação é patrocinada pela Petrobras e tem como missão promover atividades de proteção, conservação, pesquisa e manejo do peixe-boi da Amazônia, e dos outros mamíferos aquáticos existentes na região: lontra neotropical, ariranha, tucuxi e boto-vermelho.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

População de Peixe-Boi pode estar crescendo


Projeto Peixe-Boi

Biólogos de várias instituições acabam de realizar pesquisa de campo no estuário dos rios Timonha e Ubatuba, entre os estados do Piauí e Ceará, no trecho que vai de Cajueiro da Praia (PI) até Chaval (CE), para identificar aspectos ecológicos que subsidiem ações de conservação do peixe-boi marinho, o mamífero aquático mais ameaçado de extinção no Brasil.


Durante dias, eles fizeram monitoramentos e colheram dados sobre a presença, sazonalidade e as áreas mais importantes para a conservação do animal, além de sua biologia e ecologia. O resultado dos trabalhos deixou todos bastante animados. Em alguns momentos, foram flagrados mais de 20 exemplares do peixe-boi em pontos distintos. Entre os animais avistados, havia, inclusive, fêmeas acompanhadas por seus filhotes.

“Essa quantidade nunca foi avistada por aqui. O peixe-boi é um animal de hábito solitário e a formação de grupos acontece em período reprodutivo da espécie”, comemorou o analista Heleno Francisco dos Santos, da base avançada do Centro de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos (CMA), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Cajueiro da Praia, a cidade do peixe-boi marinho (Ep1)

Projeto

O CMA mantém o projeto Peixe-Boi. Com sede nacional em Itamaracá (PE) e patrocínio da Petrobras, o projeto desenvolve ações de proteção e pesquisa. No momento, gestores do centro fazem, entre outras coisas, o mapeamento genético do peixe-boi marinho. Os dados servirão para definir estratégias de conservação do animal.

Segundo a pesquisadora Katherine Fiedler Choi, doutoranda em Ciências Marinhas Tropicais na Universidade Federal do Ceará, que participou dos trabalhos, a ideia é consolidar os estudos e pesquisas de dinâmica populacional do peixe-boi marinho, com ênfase em estimativa de abundância, densidade e tendências populacionais.

“Estamos promovendo estudos sobre comportamento, determinação de área e uso de habitat do peixe-boi marinho com ênfase em alimentação e reprodução nas principais áreas de ocorrência. Isso vai permitir definir as áreas prioritárias para conservação do peixe-boi marinho, além de avaliar e divulgar os impactos das atividades de carcinocultura e salinas sobre o animal”, explicou a bióloga marinha.


Cajueiro da Praia, a cidade do peixe-boi marinho (Ep2)

Plano de manejo

Ainda segundo ela, os resultados obtidos nesse trabalho também subsidiarão a elaboração do plano de manejo do Refúgio de Vida Silvestre do Peixe-boi Marinho, unidade de conservação (UC) que se encontra em processo de criação na região e do plano de manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) Delta do Parnaíba.

Dados do CMA indicam que existam hoje na natureza cerca de 500 peixes-bois marinhos. Eles habitam áreas do litoral que vai de Alagoas ao Amapá, sendo considerados extintos nos estados do Espírito Santo, Bahia e Sergipe.

O estuário dos rios Timonha e Ubatuba abriga uma população de peixes-boi marinhos ainda pouco estudada. O uso do sonar de varredura lateral de alta definição, que possui GPS acoplado, permite determinar as áreas de ocorrência de peixes-boi marinhos e possivelmente o número de animais que habita o estuário, respondendo às questões sobre estimativa de abundância, densidade e área de vida.

A utilização do sonar de varredura lateral é inédita para o Brasil, com relação ao peixe-boi marinho, e junto com os estudos de bioacústica, proverão novas metodologias para a conservação da espécie, podendo ser utilizados em outras áreas de sua ocorrência. Um levantamento feito no início da década 90 estimou que a população de peixe-boi marinho localizada na costa do Piauí era de um grupo de nove a 14 animais.

Cajueiro da Praia, a cidade do peixe-boi marinho (Ep3)

Comunicação ICMBio – (61) 3341-9280 – com informações do portal ProParnaíba

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