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segunda-feira, 3 de junho de 2013

População de Peixe-Boi pode estar crescendo


Projeto Peixe-Boi

Biólogos de várias instituições acabam de realizar pesquisa de campo no estuário dos rios Timonha e Ubatuba, entre os estados do Piauí e Ceará, no trecho que vai de Cajueiro da Praia (PI) até Chaval (CE), para identificar aspectos ecológicos que subsidiem ações de conservação do peixe-boi marinho, o mamífero aquático mais ameaçado de extinção no Brasil.


Durante dias, eles fizeram monitoramentos e colheram dados sobre a presença, sazonalidade e as áreas mais importantes para a conservação do animal, além de sua biologia e ecologia. O resultado dos trabalhos deixou todos bastante animados. Em alguns momentos, foram flagrados mais de 20 exemplares do peixe-boi em pontos distintos. Entre os animais avistados, havia, inclusive, fêmeas acompanhadas por seus filhotes.

“Essa quantidade nunca foi avistada por aqui. O peixe-boi é um animal de hábito solitário e a formação de grupos acontece em período reprodutivo da espécie”, comemorou o analista Heleno Francisco dos Santos, da base avançada do Centro de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos (CMA), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Cajueiro da Praia, a cidade do peixe-boi marinho (Ep1)

Projeto

O CMA mantém o projeto Peixe-Boi. Com sede nacional em Itamaracá (PE) e patrocínio da Petrobras, o projeto desenvolve ações de proteção e pesquisa. No momento, gestores do centro fazem, entre outras coisas, o mapeamento genético do peixe-boi marinho. Os dados servirão para definir estratégias de conservação do animal.

Segundo a pesquisadora Katherine Fiedler Choi, doutoranda em Ciências Marinhas Tropicais na Universidade Federal do Ceará, que participou dos trabalhos, a ideia é consolidar os estudos e pesquisas de dinâmica populacional do peixe-boi marinho, com ênfase em estimativa de abundância, densidade e tendências populacionais.

“Estamos promovendo estudos sobre comportamento, determinação de área e uso de habitat do peixe-boi marinho com ênfase em alimentação e reprodução nas principais áreas de ocorrência. Isso vai permitir definir as áreas prioritárias para conservação do peixe-boi marinho, além de avaliar e divulgar os impactos das atividades de carcinocultura e salinas sobre o animal”, explicou a bióloga marinha.


Cajueiro da Praia, a cidade do peixe-boi marinho (Ep2)

Plano de manejo

Ainda segundo ela, os resultados obtidos nesse trabalho também subsidiarão a elaboração do plano de manejo do Refúgio de Vida Silvestre do Peixe-boi Marinho, unidade de conservação (UC) que se encontra em processo de criação na região e do plano de manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) Delta do Parnaíba.

Dados do CMA indicam que existam hoje na natureza cerca de 500 peixes-bois marinhos. Eles habitam áreas do litoral que vai de Alagoas ao Amapá, sendo considerados extintos nos estados do Espírito Santo, Bahia e Sergipe.

O estuário dos rios Timonha e Ubatuba abriga uma população de peixes-boi marinhos ainda pouco estudada. O uso do sonar de varredura lateral de alta definição, que possui GPS acoplado, permite determinar as áreas de ocorrência de peixes-boi marinhos e possivelmente o número de animais que habita o estuário, respondendo às questões sobre estimativa de abundância, densidade e área de vida.

A utilização do sonar de varredura lateral é inédita para o Brasil, com relação ao peixe-boi marinho, e junto com os estudos de bioacústica, proverão novas metodologias para a conservação da espécie, podendo ser utilizados em outras áreas de sua ocorrência. Um levantamento feito no início da década 90 estimou que a população de peixe-boi marinho localizada na costa do Piauí era de um grupo de nove a 14 animais.

Cajueiro da Praia, a cidade do peixe-boi marinho (Ep3)

Comunicação ICMBio – (61) 3341-9280 – com informações do portal ProParnaíba

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Rochagem, alternativa saudável ao grande volume de importação de fertilizantes

Técnico do Embrapa considera a alternativa, (haja vista a dependência do Brasil pela utilização de fertilizantes importados, em sua agricultura),  a nível de segurança nacional, assista o vídeo: 

Rochagem

  • Técnica de recuperação dos solos com aplicação de rochas entra em debate

O uso de rochas como fontes de nutrientes para o solo, técnica conhecida como rochagem, será tema de audiência pública na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) do Senado Federal amanhã (07/02/12). A comissão vai discutir os benefícios da remineralização do solo por meio da aplicação de rochas, com o objetivo de recompor a riqueza mineral perdida por erosão, lixiviação e exportação de nutrientes pelas culturas.

Entre os debatedores estarão o secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia (MME), Cláudio Scliar; o coordenador do Projeto Xisto Agrícola da Embrapa Clima Temperado, Carlos Augusto Posser Silveira, acompanhado do pesquisador Éder Martins; os fiscais federais agropecuários doMinistério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) Rubim Almeida Gonczarovska e Mariana Coelho de Sena; a pesquisadora doCentro de Desenvolvimento Sustentável (CDS) da Universidade de Brasília (UNB) Suzi Huff Theodoro, e o diretor de Desenvolvimento de Negócios do Grupo Curimbaba, Rafael Curimbaba Ferreira.

A audiência pública é iniciativa do presidente da CMA, senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).


Agência Senado
Paola Lima - Jornalista

Às Estrelas


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A gigante de couro pode atingir dois metros de comprimento e pesar até 750 kg.