quinta-feira, 9 de junho de 2011

INPE instrui técnicos estrangeiros à monitorar florestas via satélite


Técnicos de Angola, Moçambique e Paraguai 
aprendem no INPE a Monitorar Florestas por Satélite

As mudanças climáticas aceleraram a necessidade mundial de monitorar florestas e estudar sua evolução, algo que o Brasil, através do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), realiza há mais de vinte anos. Técnicos de Angola, Moçambique e Paraguai aprenderão a monitorar florestas com imagens de satélites durante curso no Centro Regional da Amazônia do INPE, em Belém (PA), teve início em 30 de maio e se encerrará dia 17 de junho.

“A tecnologia utilizada no monitoramento da Amazônia é compartilhada com técnicos de outros países interessados em também zelar por suas florestas e permite que reproduzam as técnicas em seus países”, diz Alessandra Gomes, pesquisadora que atua no INPE Amazônia, em Belém, local escolhido pelo instituto para consolidar seu centro internacional de difusão de tecnologia de monitoramento por satélite de florestas tropicais.

O INPE monitora por satélite cerca de 4 milhões de Km² de florestas na Amazônia todos os anos. O maior programa de acompanhamento de florestas do mundo permite ao país medir o desmatamento e divulgar com transparência todas as informações obtidas a partir dos satélites.
Este já é o segundo curso – o primeiro em português – dos nove previstos no acordo de cooperação entre INPE, Agência Brasileira de Cooperação (ABC), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA). Em outubro de 2010 aconteceu o primeiro curso, em espanhol, para técnicos da Guatemala, Peru, Equador e Colômbia. Nos próximos anos serão realizados também treinamentos em francês e inglês.

A capacitação internacional no monitoramento de florestas envolve a oferta gratuita de dados de satélites e a transferência das tecnologias para processamento das imagens e manipulação de grandes bancos de dados no sistema TerraAmazon, desenvolvido pelo instituto. Com estas ferramentas, os países detentores de florestas tropicais poderão implantar sistemas de monitoramento da cobertura e uso da terra similares ao do INPE.

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