domingo, 4 de setembro de 2011

Para ministros, desmate na Amazônia interfere no debate do Código

A ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente) afirmou que os dados divulgados nesta sexta-feira sobre a região amazônica --onde apenas 5% da área desmatada são ocupadas pela agricultura-- devem desencorajar aqueles que defendem a redução da reserva legal no texto do Código Florestal, em tramitação no Senado.

"Esse dado é absolutamente importante para o debate que tem hoje sobre o código florestal. (...) Quem discute que você tem que desmatar para ter uma agricultura na Amazônia está com a visão equivocada pelos dados. Nós temos que ter políticas para dar eficiência, aumentar a produtividade da pecuária e dirigir essas terras que já estão destinadas para a pecuária com baixo uso para a produção agrícola", afirmou a ministra.

De acordo com estudo realizado pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) em parceria com a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), 62,2% dos quase 720 milhões km² de áreas desmatadas na Amazônia foram ocupadas por pastagens. Somente 5% desse total (34,9 milhões) é utilizado para a atividade da agricultura.

O texto do código florestal aprovado na câmara propõe, entre outras mudanças, a isenção de reserva legal (proporção de uma fazenda que não pode ser desmatada) para pequenas propriedades, de até 400 hectares.

"Nós vamos pesquisar cada vez mais para podermos fundamentar políticas com dados sólidos e acabar com aquilo que eu chamo de 'achismo ambiental'", afirmou Teixeira.

O ministro Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia) adotou discurso semelhante. "O Brasil não tem porque flexibilizar o desmatamento. Não há nenhuma necessidade de desmatar, nós já temos área suficiente pra aumentar muito a produção agrícola e pecuária", afirmou.


FLÁVIA FOREQUE
DE BRASÍLIA

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