quinta-feira, 8 de setembro de 2011

30ª temporada reprodutiva das tartarugas marinhas alcançou novo recorde

 
Sai balanço final da temporada reprodutiva  no continente

A Coordenação Nacional do Projeto Tamar/ICMBio acaba de divulgar os resultados finais da 30ª temporada reprodutiva das tartarugas marinhas, encerrada agora no primeiro semestre. 

Filhotes de tartaruga cabeçuda são devolvidos ao mar de Arembepe/BA

A Coordenação Nacional do Projeto Tamar/ICMBio acaba de divulgar os resultados finais da 30ª temporada reprodutiva das tartarugas marinhas (2010/1011), encerrada agora no primeiro semestre. Os dados apontam para novos recordes, só no continente: cerca de 18.200 ninhos registrados e protegidos, gerando aproximadamente 1 milhão e 250 mil filhotes que chegaram ao mar em segurança. Isso representa um aumento de 20% em relação à temporada reprodutiva anterior.


Esses resultados referem-se à temporada no continente, nas áreas de reprodução. As ilhas estão fora, assim como áreas de alimentação, onde não há desovas, como Ubatuba e Ceará, por exemplo. Os avanços anunciados pela coordenadora técnica nacional do Tamar, oceanógrafa Neca Marcovaldi, resultam do trabalho de conservação realizado através de 16 bases de pesquisa instaladas em áreas prioritárias de desova monitoradas no litoral de cinco Estados brasileiros: Rio de Janeiro, Espirito Santo, Bahia, Sergipe e Rio Grande do Norte. 


Durante a temporada, entre setembro e março, foram flagradas 1.614 fêmeas em processo reprodutivo, incluindo indivíduos marcados em temporadas anteriores (535 fêmeas) e encontrados pela primeira vez (1.079 fêmeas). O esforço de marcação resultou no flagrante de 2.081 fêmeas em processo reprodutivo. Além da marcação e coleta de dados biométricos, foram recolhidas amostras de pele para estudos genéticos.


Novos aliados - Graças à continuidade dos esforços de educação ambiental, envolvimento comunitário e aprimoramento do monitoramento das praias, conseguiu-se manter mais de 70% dos ninhos no local original de postura escolhido pela fêmea (ninhos in situ), estratégia de conservação considerada ideal para as desovas de tartarugas marinhas.


Somente os ninhos sob risco de predação humana ou animal, ação da maré, ou localizados em áreas urbanizadas foram transferidos para os cercados de incubação, expostos às condições climáticas naturais, ou para trechos seguros de praia.

Os cercados protegem as desovas, mas não representam um recurso ideal. Mesmo assim, ressalta a coordenadora nacional do Tamar, têm excelente aproveitamento do ponto de vista da educação e sensibilização da sociedade, pois possibilitam a milhares de pessoas vivenciaram o nascimento das tartaruguinhas e seu caminho até o mar, inclusive em solturas programadas nas praias. São ações interativas que acabam conquistando novos aliados na defesa das tartarugas marinhas.

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