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quarta-feira, 28 de março de 2012

IV Fórum Brasileiro de Educação Ambiental: Rumo à Rio+20




  • Governador Jacques Wagner abre VII FBEA, nesta quarta feira, 28/03


A Bahia sedia pela primeira vez, desta quarta-feira (28) até sábado (31), o VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental (VII FBEA). A abertura, nesta quarta, às 19h, no Centro de Convenções, em Salvador, terá a presença do governador Jaques Wagner.

Com o tema central “Rumo à Rio + 20 e às Sociedades Sustentáveis”, o VII FBEA consta como evento preparatório oficial da sociedade civil para a Rio + 20, a Conferência que a ONU realizará em junho, também no Brasil, com missão de avaliar os avanços da Eco-92 e perspectivas futuras, com foco na “economia verde” e “governança global”.

Educadores ambientais articulados em rede se encontram no evento presencial mais importante da área no Brasil, em Salvador (BA). O IV Fórum Brasileiro de Educação Ambiental conta com a participação e o apoio da Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental (SAIC) do Ministério do Meio Ambiente, por meio do Departamento de Educação Ambiental (DEA).

Segundo a Secretária da SAIC, Samyra Crespo, a expectativa é de que o fórum seja inspirador e produtivo, pois reúne as grandes inteligências do setor no Brasil."Desde a Rio-92, as práticas de educação ambiental evoluíram muito no mundo todo, principalmente no Brasil", explicou. "A década para o desenvolvimento sustentável, marco mundial que a Unesco disseminou para que todos os países desenvolvessem programas de educação ambiental, contribuiu para que o tema, mundialmente vinculado à Agenda Verde, ganhasse fôlego trabalhando nos três pilares do desenvolvimento: econômico, social e ambiental".

"Espera-se que a Rio+20 não reabra discussões conceituais, mas sim uma agenda pragmática para a Educação Ambiental nas próximas décadas, e que seja tão inspiradora como foi a Rio92", completou a secretária. Essa expectativa se reflete na programação do VII Fórum, que foi construída a partir das dimensões ambiental, social, cultural e econômica.


PRIORIDADE



Em mesas redondas, rodas de conversa, openspace, "café social", minicursos, painéis, oficinas, jornadas temáticas, encontros paralelos, atividades culturais, vídeos, poesias, artes e danças, as questões da educação ambiental no Brasil serão abordadas de diversas formas. O resultado será a produção de documentos que fiquem como referência para a atuação dos governos e de ONGs no campo socioambiental.

"Participar das discussões, mostrar o que está sendo feito pelo Ministério e ouvir sugestões é nossa prioridade. O Fórum representa uma oportunidade para sintonizar a política pública com as ações que estão acontecendo na sociedade", diz o diretor do DEA/MMA, Nilo Diniz. O evento é organizado pela Rede Brasileira de Educação Ambiental (RBEA), que completa 20 anos em 2012.

FNP - 1º Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável



Ministra do Meio Ambiente destaca importância de encontro 

  • Izabella Teixeira ressalta papel preparatório de evento com municípios para a Rio+20


BRASÍLIA - A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, participou na manhã desta quarta-feira (28), em Brasília, do I Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável, promovido pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP), com apoio do Sebrae e do governo federal. A ministra destacou a importância do evento como preparação para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que será realizada de 20 a 22 de junho, no Rio de Janeiro.

Os prefeitos estão produzindo um documento que será encaminhado para a Rio+20. O objetivo é contribuir para definir a agenda do desenvolvimento sustentável nas próximas décadas.

Izabella Teixeira assinalou que a Rio+20 renova o compromisso político com o desenvolvimento sustentável. Dirigindo-se aos participantes do encontro, a ministra afirmou: “Vocês estão no centro da agenda global em torno da sustentabilidade e do desenvolvimento”.

  • Mesa debate formas de potencializar vocações locais

Quais os meios para alcançar o desenvolvimento econômico? Responder a esta questão foi o objetivo da mesa “Identificação e Potencialização das Vocações Locais”, do I Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável, promovido pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP). Com a moderação do prefeito de Santa Tereza (ES), Gilson Amaro, os palestrantes destacaram a importância das vocações locais para manter os municípios na rota de crescimento.

Para o expositor Luís Paulo Bresciani, secretário-executivo do Consórcio Intermunicipal Grande ABC, vocação não é destino. “É uma construção social, histórica e política da região”. Criado em 1990, o Consórcio, composto por sete municípios paulistas, é uma das experiências mais exitosas do país em crescimento. Segundo Bresciani, atingir esse patamar só foi possível porque “trabalhamos com diversos temas e dialogamos com cada localidade, conforme suas características, por meio da identificação dos atores sociais, pois eles ajudam a potencializar o desenvolvimento econômico e sustentável da nossa região”.

Segundo o debatedor Celso Amâncio, presidente do Fórum de Secretários e Gestores Municipais de Desenvolvimento Econômico, o país esquece muitas vezes a vocação que as cidades têm. “A vocação existe, mas temos que despertá-la”. Para corroborar, ele afirma que: “apenas 380 cidades têm grandes empresas no país. Diante disso, é preciso identificar as riquezas de cada localidade”.

O expositor Carlos Alberto dos Santos, diretor-técnico do Sebrae Nacional, afirma que delimitar o território, observar o processo de mudança e avaliar as oportunidades são os meios para potencializar as vocações locais. Por fim, ele ressalta que o momento atual é excepcional para o desenvolvimento regional, mas “o papel do governo é fundamental para transformar as oportunidades em realidade.


Fontes:
FNP
Agência Sebrae

segunda-feira, 26 de março de 2012

Apesar de ilegal, caça predatória do peixe-boi da Amazônia abastece feiras no Amazonas


Espécie está vulnerável à extinção 

  • Peixe-boi é um dos mamíferos aquáticos da Amazônia
Segundo biólogo da Associação Amigos do Peixe-boi (AMPA), a carne do peixe-boi é comercializada em Manaus e no interior sob encomenda por valores entre R$ 5 e R$ 20 o quilo. 

Apesar de protegido pela legislação brasileira desde 1967, o peixe-boi da Amazônia é uma das cinco espécies de mamíferos aquáticos da região que teve sua população reduzida por conta da caça predatória que, apesar de ilegal, vem abastecendo o ‘mercado negro’ da carne de boto, inclusive, nas feiras de Manaus.




O alerta foi feito pelo biólogo da Associação Amigos do Peixe-boi (AMPA), Diogo Souza. Segundo o especialista, o peixe-boi da Amazônia figura entre as espécies vulneráveis à extinção, segundo a International Union for Conservation of Nature(IUCN).

Mesmo assim, devido ao valor comercial e sabor da sua carne, o Peixe-boi da Amazônia ainda é alvo da caça predatória. Nas feiras das cidades do interior e até na capital, a comercialização da iguaria se dá de forma esporádica, principalmente por encomenda, e o preço pode variar de R$ 5 a R$ 20 o quilo.

“Já ouvimos relatos da venda da carne do peixe-boi na feira do Coroado (Zona Leste de Manaus), por exemplo”, disse Souza.



Espécies

A Amazônia possui apenas cinco espécies de mamíferos aquáticos: a ararinha, a lontra neotropical, o boto vermelho, o tucuxi e o peixe-boi. Mas algumas dessas espécies tem sofrido com a caça predatória e a alguns deles estão na lista dos animais vulneráveis a extinção, como é o caso dos peixes-boi.

O Peixe-boi da Amazônia é o único mamífero aquático herbívoro da região. Ele se alimenta das plantas que nascem nos rios e controla o crescimento das macrófitas (plantas aquáticas).

As fezes e urina do animal servem como fertilizantes das águas, contribuindo assim, para a manutenção do meio ambiente. Esses animais são mais abundantes em rios de águas brancas, mas a sua ocorrência também pode acontecer em rios de águas pretas.

“O peixe-boi é muito importante porque ele é o único mamífero aquático que come plantas aquáticas. Com o desaparecimento da espécie, houve uma época que o governo começou a ter problemas com as construções de hidrelétricas. Como a água fica parada, as macrófitas começam a aparecer em maior quantidade, e sem o peixe-boi para comê-las, elas invadiam as turbinas, causando prejuízos nos equipamentos”, explicou o biólogo Diogo Souza.



Preservação

Instituições de pesquisas vêm desenvolvendo projetos científicos visando a preservação dessas espécies. É o caso do Centro de Preservação e Pesquisa de Mamíferos Aquáticos (CPPMA), da Eletrobrás Amazonas Energia, localizado na Usina Hidrelétrica de Balbina, e a AMPA, organização não governamental vinculado ao Instituto Nacional de Pesquisas na Amazônia (INPA), criada para fortalecer e aprofundar os estudos sobre esses animais, aumentando, assim, a população dessas espécies.

“Uma Ong tem mais contato com a população e a ampa surgiu exatamente para fortalecer as pesquisas e o trabalho de educação ambiental na região”, ressaltou o pesquisador Diogo Souza.

Atualmente, as duas instituições juntas abrigam mais de 100 animais que na maioria das vezes foram resgatados muito debilitados. Só no CPPMA existem 15 tanques, que abrigam 50 peixes-boi, para tratar e ajudar a reabilitar estes animais, afim de que em um futuro próximo, eles possam ser devolvidos ao seu ambiente natural.




Cativeiros

Segundo o André Franzini, biólogo do Centro, o próximo passo é construir cativeiros em ambientes naturais e fazer o monitoramento, para saber de que maneira esses animais vão se readaptar ao meio ambiente.

“É o que nós chamamos de semicativeiro. Construímos uma barragem no lago, mas o animal vai conseguir viver no ambiente natural e se alimentar sozinho, só que com o nosso acompanhamento e controle. Aí sim, quando ele estiver pronto poderemos ser soltá-lo na natureza”.

No Inpa, outros 50 animais são acompanhados pelos pesquisadores da instituição. Ao longo de 30 anos de pesquisas com os mamíferos aquáticos, nos últimos dez anos, a instituição já conseguiu realizar a soltura de quatro peixes-boi.

Evento 

No último domingo, pesquisadores do CPPMA e AMPA, jornalistas e estudantes de comunicação social se reuniram no auditório da Hidrelétrica de Balbina para debater sobre a preservação dos mamíferos aquáticos, bem como falar da importância da comunicação para sensibilizar a população a não incentivar a caça ilegal dos peixes-boi.

De acordo com o biólogo da AMPA, Diogo Souza, hoje já é possível ver o aumento da população dessas espécies porque as pessoas estão criando mais consciência ambiental. 

“As gerações de hoje preferem não caçar mais o animal porque demanda muito tempo. Além disso, percebemos a influência da mídia na conscientização da preservação das espécies”, acredita.

Já para Franzini, o trabalho de educação ambiental realizado junto à comunidade também é um dos principais fatores a influenciarem na diminuição da mortalidade desses animais.

“Fazemos isso através de palestras para que eles criem essa consciência de proteger o peixe-boi. O CPPMA trabalha com a reabilitação desses animais, e o nosso objetivo é realizar um trabalho para evitar que as pessoas continuem matando os peixes-boi”, disse.

“É muito difícil mudar o pensamento dos mais velhos. Por isso nós focamos as atividades de educação ambiental nas crianças, porque elas estão em formação e são o nosso futuro”, completou.

A sexta edição do Consciência, organizado pelo Inpa, reuniu aproximadamente 30 pessoas. Entre elas, o estudante da Ufam, Diego Cativo, afirma que a discussão foi proveitosa. “Eu não conhecia muito o peixe-boi e vendo os trabalhos realizados aqui, pude conhecer mais sobre a espécie ter mais consciência acerca da preservação desses animais. O debate foi muito interessante”, garante.

Já o estudante Ruan Matheus, aponta para a necessidade se fazer uma comunicação mais simplificada, onde a informação possa atingir todas as classes sociais. “Muitos textos científicos são carregados e acabam se tornando uma leitura chata. E nesse encontro eu pude aprender que é possível escrever um texto mais acessível, de modo que todos possam entender”, afirmou. 



Curiosidades

O peixe-boi pode viver até 60 anos e sua reprodução começa a partir dos 10 anos de vida. A gestação dura 12 meses e a mãe dá a luz a apenas um filhote a cada três anos. O período de amamentação acontece durantes dois anos.

Esses animais podem chegar a medir 3 metros de comprimento, chegando a pesar 500 kg. Um animal adulto pode ficar até 30 minutos sem subir para a superfície para respirar, enquanto que os bebês sobem com mais frequência. Quando o assunto é alimentação, um adulto pode comer até 25 kg de plantas por dia.

Uma das principais formas da sua comercialização é através da mixira, uma mistura da carne com a gordura do animal que pode conservá-la por até seis meses. Antigamente, o couro do peixe-boi era usado para a fabricação de cola e correias de maquinários, como as de teares e veículos de locomoção. A caça do peixe-boi é proibida pela lei 1.957/67.

De 2010 para 2011 só o INPA realizou o resgate de 26 espécies. Atualmente a instituição possui 18 peixes-boi adultos, 19 jovens e 13 filhotes. Tanto nos tanques do INPA quanto nos tanques do CPPMA, os machos e as fêmeas são mantidos separados porque espaço é insuficiente para todos. “Recebemos muitos animais, por isso temos que separá-los para manter o controle”, comenta Diogo.

Para denunciar um caso ---->>> IBAMA: (Tel: 0800-618080 - "Linha Verde")

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A gigante de couro pode atingir dois metros de comprimento e pesar até 750 kg.