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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Florestas da Boêmia, um paraíso para os catadores de cogumelos


A temporada de cogumelos foi antecipada este ano na República Tcheca devido às constantes chuvas que caem na região desde julho, e que, somadas ao calor do verão local, transformou as florestas em um paraíso para os amantes do alimento.
A época deles ocorre geralmente no final de agosto, coincidindo com as precipitações outonais, mas este ano começou um mês antes.

Cepe-de-bordéus (boletus edulis) e de pinheiro (xerocomus badius), amanitas vinosas (amanita rubescens), rússulas comestíveis (russula vesca) e carvoeiras (russula cyanoxantha), parasol (macrolepiota rhacodes) e, se tiver sorte, algum "leccinum versipelle" comestível, são as espécies que mais atraem os catadores.

Raras são as florestas de coníferas que ficam próximas aos povoados ou bosques com faias e pinheiros que não atraiam nestes dias os apaixonados por cogumelos, que chegam com suas cestas de vime, canivetes e galochas.

Reúnem-se bem cedo, já que é uma atividade que exige percorrer distâncias consideráveis e sempre em grande contato com a natureza.

Além disso, se esses madrugadores chegarem tarde ao encontro possivelmente vão encontrar a área depauperada por outros entusiastas.
É possível encontrar catadores de cogumelos não apenas perto das comunidades, mas também em lugares mais recônditos, como as paragens de verão afastadas da civilização.

É que esta atividade de lazer e gastronômica é uma das mais populares, praticada de forma assídua por mais da metade dos tchecos, e vem de uma importante tradição micológica.

O catador de cogumelos também é ciumento com os lugares onde encontra os melhores exemplares, que tendem a se reproduzir ano após ano no mesmo ponto.
Isso se não acontecer alguma coisa que provoque a alteração em seu biotipo, como poda de árvores, praga do escaravelho na casca, que são casos frequentes em muitas florestas antigas do país.

A rainha dos cogumelos, ou pelo menos a mais apreciada e fotogênica, é a "boletus edulis", que pode ser conservada em vinagre, e ser servida como ingrediente principal de um mexido com outros cogumelos mais suaves, ovos, cebola e cominho.

O segredo de um bom mexido é, precisamente, a variedade das espécies escolhidas, já que a textura relativamente consistente do "edulis" e do "badius", assim como da carvoeira se complementa com a delicadeza do "amanita vinosa" e do cogumelo de carne amarela.

Também é importante não exagerar no ovo, dois já é o suficiente.
O "amanita vinosa", que tem um grande chapéu, é um cogumelo muito delicado que deve ser consumido logo, geralmente é frito na manteiga ou empanado, embora alguns prefiram passá-lo na gordura, apesar desta forma comprometer o sabor.

Os "boletus", convenientemente desidratado em processo trabalhoso, é o protagonista da saborosa sopa de cogumelos, tão popular entre os tchecos.



sábado, 13 de agosto de 2011

Após 170 anos, cogumelo luminoso é encontrado no Brasil


Tortulho e seu bonito esverdeado

Dizia-se extinto, pois não era encontrado há mais de 170 anos, mas investigadores avistaram novamente o cogumelo luminoso no Piauí, no Brasil. "ONeonothopanus gardneri" é o maior fungo bioluminescente do Brasil e um dos maiores do mundo. Cientistas da USP e das universidades americanas de São Francisco, na Califórnia, e de Hilo, no Havaí, reencontraram o cogumelo.

Os peritos só tomaram conhecimento deste grupo especial de fungos em 2001, mas as pesquisas baseavam-se apenas em relatos. Em 2005, surgiu uma fotografia, tirada no Piauí, e agora os investigadores confirmaram a existência da espécie e publicarão as conclusões do seu estudo na revista científica Mycologia. Curiosamente, o cogumelo ainda é conhecido popularmente em várias partes do país como “flor de coco”. As buscas acontecem em noites escuras, de lua nova, com as lanternas desligadas.

Classificado como Agaricus gardeni, o fungo bioluminescente, o 'flor de coco', foi descoberto em 1840, quando o botânico britânico George Gardner viu garotos brincando com o que pensou serem vagalumes nas ruas de uma vila em Tocantins.


"O fungo bioluminescente Neonothopanus gardneri foi capturado em vídeo, no escuro, ao longo de 12 dias de desenvolvimento, por Leandro Negro. O projeto foi feito em conjunto com o químico Cassius Stevani, do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP)."

"Já tinha encontrado alguns cogumelos que emitem luz no Brasil, mas menores, alguns do tamanho de um fio de cabelo", disse à BBC Brasil o professor Cassius Vinicius Stevani, do Instituto de Química da USP. Ele ainda afirma que este foi o maior grupo encontrado por ele com uma quantidade considerável de luz emitida.

A ciência ainda não desvendou o processo químico que permite que o fungo produza luz, nem a razão disso. Uma das teses consideradas é a de que a luz é emitida para atrair insectos noturnos, ajudando os fungos a dispersar seus esporos para a reprodução. Outra diz que a luz atrai insetos predadores que atacam insetos menores que se alimentam do cogumelo. Existem 71 espécies de fungos que emitem luz, 12 delas estão presentes no Brasil

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A gigante de couro pode atingir dois metros de comprimento e pesar até 750 kg.