quarta-feira, 20 de julho de 2011

Países caçadores de baleias recusam-se a votar em favor da criação de santuário no Atlântico Sul




CBI possui 89 membros entre defensores e caçadores de baleias 

A votação para criação de um santuário destinado a cetáceos no Atlântico Sul foi recusada pelos países caçadores de baleia, liderado pelo Japão, nesta quinta-feira, 14 de julho, último dia da sessão anual da Comissão Baleeira Internacional (CBI).

A iniciativa proposta pela Argentina e pelo Brasil provocou novos temores de tensões. Os delegados japoneses, seguidos pelos islandeses e por vários países africanos e caribenhos, abandonaram a sala de negociação quando o presidente propôs a votação. As negociações prosseguiam a portas fechadas.

CBI

A CBI, única instituição de gestão dos grandes cetáceos, prefere adotar as medidas por consenso para tentar superar as enormes divergências entre os países protetores de baleias e os caçadores (Japão, Noruega, Islândia e seus aliados).

Argentina e Brasil, dois dos 89 membros da comissão, solicitaram a votação da proposta de instaurar um santuário para impedir a caça comercial no Atlântico sul, uma medida mais simbólica que efetiva devido à moratória internacional em vigor sobre a prática.

Durante as discussões o comissário adjunto da delegação japonesa, Joji Morishita, alegou que pensou que “uma votação teria um efeito bastante negativo no bom ambiente que conseguimos criar nesta organização", mas afirmou compreender a importância da proposta. Morishita ainda disse que as delegações dos países caçadores abandonariam a sala para impedir o quórum necessário (45 países) para proceder a votação.

"Não acredito que se acontecesse uma votação isto seria o fim da Comissão Baleeira", defendeu o representante do Brasil, Marcus Paranaguá, que recordou que a proposta do santuário está sobre a mesa desde 2001.

Riscos para cetáceos

A CBI discutiu na segunda-feira, 11 de julho, a problemática dos lixos plásticos na superfície dos oceanos como uma ameaça para as baleias e os golfinhos.

No ano de 1999, uma baleia da espécie Cuvier encalhou com 33kg de plástico no corpo na cidade de Biscarrosse, na França. Outro fato marcante foi registrado em 2008, onde foram encontrados 134 tipos de redes nos estômagos de duas baleias da espécie Cachalote, encalhadas no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos.

"A ameaça dos dejetos de plástico para inúmeros animais marinhos foi estabelecida há tempos, mas a ameaça para as baleias e os golfinhos é menos clara", analisou o autor, Mark Simmonds, cientista-chefe da Sociedade para a Conservação dos Golfinhos e Baleias (WDCS, na sigla em inglês). "Mas já foi estabelecido que esses dejetos podem causar danos aos animais, seja porque os ingerem ou porque ficam enredados neles", concluiu.


Fontes:
AFP
Redação EcoD

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