quarta-feira, 1 de junho de 2011

Após tragédia no Japão, Alemanha anuncia fechamento das usinas nucleares até 2022

Após tragédia no Japão, Alemanha anuncia fechamento das usinas nucleares até 2022
Ativistas do Greenpeace penduraram um banner no Portão de Brandeburgo, cartão postal de Berlim, em protesto contra a energia nuclear/Foto: Günter Vogel/Greenpeace Hamburg/Foto: GreenpeaceHH

O ministro alemão do Meio Ambiente, Norbert Rottgen, anunciou nesta segunda-feira, 30 de maio, que todas as usinas nucleares do país serão desativadas até 2022. A chanceler Angela Merkel criou uma comissão de ética para analisar a energia nuclear após o desastre ocorrido na usina japonesa de Fukushima.

A Alemanha foi palco de protestos contra a energia nuclear depois do grande terremoto e o tsunami que danificaram a usina japonesa e provocaram um dos maiores desastres nucleares da história.

Rottgen afirmou que os sete reatores mais antigos do país, que já estavam parados por uma moratória determinada pelo governo, além da Usina Nuclear Kruemmel, não serão reativados. Além disso, mais seis reatores devem ser desligados até 2021, e os três mais novos devem ser desativados em 2022.

“É definitivo. O fim das últimas três usinas nucleares será em 2022. Não haverá cláusula para revisão”, garantiu o ministro. Antes da reunião que decidiu pelo fechamento das usinas nucleares, Merkel advertiu que muitas questões ainda têm que ser consideradas.
Se você quer deixar algo, também tem que provar como a mudança vai funcionar e como podemos garantir o fornecimento duradouro de energia sustentável - Angela Merkel, chanceler alemã.

Antes da moratória nas usinas nucleares decretada em março, após o acidente em Fukushima, a Alemanha dependia da energia nuclear para 23% de seu suprimento.

A onda de protestos contra a energia nuclear na Alemanha fortaleceu o Partido Verde, que no fim de março venceu as eleições locais em Baden-Wuerttemberg, antes controlada pelo Partido Democrata Cristão, de Merkel. No último fim de semana, milhares de alemães foram às ruas pedir o fim da energia nuclear no país. Ativistas do Greenpeace penduraram um banner no Portão de Brandeburgo, cartão postal de Berlim, em protesto contra o uso dessa fonte energética.
Fontes: BBC Brasil, Reuters e EcoD

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