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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Designer francês cria aquário funcional que serve para hidroponia


O mecanismo do projeto é simples: os vegetais que crescem acima do reservatório usam a água do tanque dos peixes para o sustento, enquanto, filtra e purifica a água para os peixes que estão abaixo.

O designer francês Mathieu Lehanneur cria projetos modernistas com propostas ecológicas. Seu projeto conceito denominado River Plant Aquarium é uma instalação que traz os benefícios da natureza para um ecossistema local dentro de casa.

Este aquário não é apenas uma peça interessante de decoração, mas também uma incubadora de peixes e horta. O projeto foi inspirado no ecossistema natural encontrado dentro de um rio, usando a hidroponia e um aquário refrigerado como uma incubadora de peixes de água doce.

O mecanismo é simples: os vegetais que crescem acima do reservatório usam a água do tanque dos peixes para o sustento, enquanto, filtra e purifica a água para os peixes que estão abaixo. Além disso, os vegetais renovam o ar do ambiente.

Este processo não usa nenhum tipo de nutriente químico, mas baseia-se na Aquicultura (criação de peixes e cultivo de plantas para uso do homem) e usa somente a fração de água necessária para a produção das plantas.

Deste modo, o “rio local” visa substituir a decorativa 'TV aquário' por uma igualmente decorativa, mas também funcional. Para quem não têm espaço para plantar seu próprio alimento no quintal, esta pode ser uma solução eficaz. 


Fontes:
My Office.
Redação CicloVivo

A teoria “Paradoxo do Ártico” - Prof. Luiz Drude de Lacerda

A Teoria “Paradoxo do Ártico” traça paralelo entre rios da região do semiárido brasileiro e os rios da região Ártica

Brasil
Brasil visto do espaço

O premiado na categoria “Vida e Obra” do Prêmio Bunge 2011 de Oceanografia foi Luiz Drude de Lacerda, professor do Laboratório de Biogeoquímica Costeira da Universidade Federal do Ceará (UFC) e membro do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) de Transferência de Materiais Continente-Oceano.


Foz do Rio Jaguaribe (Ceará, Brasil) no limite entre os municípios de Aracati e Fortim

Lacerda apresentou a teoria conhecida como “Paradoxo do Ártico”, segundo a qual os rios da região do semiárido brasileiro passam por um processo semelhante ao observado nos rios da região Ártica – uma das mais afetadas pelas mudanças climáticas globais.

No Ártico, de acordo com Lacerda, um aumento generalizado da temperatura afeta o degelo, “prendendo” as massas de água dos rios por mais tempo nas zonas de estuários. Com isso, há um aumento da mobilização e incorporação biológica de poluentes, incluindo o mercúrio.

“A teoria foi construída a partir de dados que jamais imaginamos que poderiam nos levar a uma nova teoria. Logo no início de nossos trabalhos no Nordeste ficamos surpresos em relação aos níveis de mercúrio encontrados nos rios, que eram comparáveis a zonas do Sudeste onde a atividade antrópica é muito maior. Não havia explicação para essa quantidade de mercúrio”, afirmou.

Os cientistas, entretanto, perceberam que havia semelhanças inesperadas entre a hidrodinâmica dos rios nordestinos e dos rios árticos, onde também há altos níveis de mercúrio. No Ártico, o mar congelado bloqueia o fluxo de água doce no inverno e o libera no verão. No Nordeste, é a própria maré que invade as áreas de manguezais e bloqueia o baixo fluxo de água dos rios. Eles ficam barrados por até oito meses ao ano.

“O modelo conceitual mostra semelhanças muito grandes entre os dois contextos. Com o aumento do tempo de residência da massa de água na região do estuário, há uma mobilização maior de mercúrio biodisponível. Isso permite uma aceleração dos biogeoquímicos de transformação do mercúrio, em especial a metilação e a complexação orgânica”, afirmou.

Os estudos realizados no rio Jaguaribe, no Ceará, mostraram que há um aumento da exportação de mercúrio biodisponível nos períodos de seca, quando ocorre maior tempo de residência das águas no estuário.

“O fenômeno tem se intensificado com as mudanças climáticas globais. E sabemos desde o início dos estudos do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) que há uma redução de chuvas no Nordeste de cerca de 5,6 milímetros ao ano, em média. A redução pode ser três vezes mais severa na estação seca. Além das mudanças climáticas, a diminuição da quantidade de água disponível – com a construção de número cada vez maior de barragens – intensifica ainda mais o processo. O fenômeno já está em curso e a previsão é que ele aumente”, destacou Lacerda.

Fonte: Agência FAPESP 
Foto: MIRANDA, E. E. de; COUTINHO, 
A. C. (Coord.). Brasil Visto do Espaço. Campinas: Embrapa 
Monitoramento por Satélite, 2004. 

Tartarugas marinhas em diversos eventos na Primavera dos Museus


Através dos seus Centros de Visitantes/Museus Abertos da Tartaruga Marinha, o Projeto Tamar-ICMBio promove diversos eventos, neste mês de setembro (19 a 25/9/11), integrando-se à  5ª Primavera dos Museus,  promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), do Ministério da Cultura, tendo como tema Mulheres, Museus e Memórias.

A Primavera dos Museus conta este ano com a participação de 589 instituições, que vão promover 1.779 atividades em 310 cidades de todas as regiões do país. A programação pode ser vista no final deste texto.

Nos anos anteriores, a Primavera dos Museus ofereceu mais de 3 mil ações organizadas por museus e instituições culturais de todo o país. Seminários, exposições, oficinas, espetáculos musicais, de teatro e de dança, mesas-redondas, visitas guiadas e exibições de filmes são alguns dos eventos realizados. Os temas das últimas edições foram Meio Ambiente, Memória e Vida; Museus e o Diálogo Intercultural; Museus e Direitos Humanose Museus e Redes Sociais.

Veja a seguir, a programação em cada estado onde há Centros de Visitantes/Museus da Tartaruga:

BAHIA

Na Praia do Forte, tem a exposição fotográfica Música e Mar, o programa Tamar em Cena, com teatro, música e informação, e Cine Tamar. Há ainda atividades variadas, como visita orientada, oficina de artes e o teatro de fantoches Tamarzinhos.

SERGIPE

O Oceanário de Aracaju, construído e mantido pelo Tamar na praia de Atalaia, também se integra ao evento, com visitas orientadas, palestras, exposições e a participação especial do grupo de bordadeiras do municipio de Pirambu, onde fica a principal base do Projeto no Estado.

CEARÁ

A base cearense, com sede em Almofala, realizará atividades no seu Centro de Educação Ambiental e em espaços públicos de Almofala, Sitio Alegre e Torrões. A programação inclui exposição de fotos, sarau com crianças, adolescentes e adultos, oficina de papel reciclado, teatro de fantoches, jogos educativos com material reciclado, caça ao tesouro, além de brincadeiras como amarelinha e pula-corda.

ESPÍRITO SANTO

Os capixabas têm a mulher como inspiração e motivo de sua programação, considerando que ela é o tema central da Primavera dos Museus. Assim, a base de Guriri promove exposições fotográficas, oficinas de cerâmica e encontros com mulheres importantes da cultura local, como doceiras que fazem o tradicional beiju e artesãs que produzem panelas e outras peças de barro. As bases de Regência e Pontal do Ipiranga destacam, em oficinas de artesanato, exposições, exibição de filmes, palestras e debates, as benzedeiras, parteiras, grupos organizados de artesãs e todas as mulheres que fazem as bandas de Congo.

SÃO PAULO

A base de Ubatuba, no litoral norte, promove visitas monitoradas, com o histórico do Tamar e os trabalhos das mulheres que o integram e ajudaram o Projeto a se tornar um exemplo na conservação ambiental. Tem ainda jogos educativos para as crianças, mostras de vídeo, exposição de artesanato natural caiçara, produzido por artesãs de Ubatuba, e a mostra fotográfica Mar Vermelho.

SANTA CATARINA

A programação de Florianópolis inclui soltura de tartaruga marinha reabilitada na base; pinturas faciais com motivos marinhos e recreação para as crianças; visitas guiadas para grupos escolares pré-agendados e para visitantes; exibição de vídeos e alimentação interativa das tartarugas.

Veja aqui o guia completo com a programação em todo o País.

Às Estrelas


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A gigante de couro pode atingir dois metros de comprimento e pesar até 750 kg.