Todos pela Natureza!

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Jan Akkerman - The Seed Of God (1978) Fernando Pessoa - Fragmentos


The Seed Of God (From 'Magdalena') - Composed By – Heitor Villa-Lobos


Jan Akkerman & Claus Ogerman with Symphony Orchestra - "Aranjuez" (CBS ‎– 81843 - Vinyl, LP - Netherlands, 1978)

Fernando Pessoa - Fragmentos: (Em Busca da Beleza / Quando Tornar a Vir a Primavera - Alberto Caeiro)

"The Seed Of God" (Maestro Heitor Villa-Lobos)
Arranged By, Conductor – Claus Ogerman
Bass – Niels-Henning Ørsted Pedersen
Engineer [Guitar Dubbing] – Jan Schuurman
Engineer [Mixdown] – Joop Niggebrugge, Pieter Nieboer
Engineer [Recording] – Dick Lowzey*
Guitar – Jan Akkerman
Producer – John J. Vis, Ruud Jacobs

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Nascem mais três filhotes de Ararinha-Azul no Catar


Recém-nascido

Já são sete este ano, em centro de pesquisa no Catar

Brasília (23/07/2013) – A organização Al Wabra Wildlife Preservation, que fica no Catar, no Oriente Médio, acaba de divulgar pela imprensa mais uma vitória na preservação da ararinha azul (Cyanopsitta spixii), ave considerada extinta na natureza: o nascimento, neste mês, no seu centro de estudos, de mais três filhotes. Com isso, já são sete nesta temporada reprodutiva.

Al Wabra - Inseminação Artificial

Atualmente, existem pouco mais de 80 exemplares da ave em cativeiros no Brasil, Espanha, Alemanha e Catar. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) coordena o Plano de Ação Nacional de Conservação da Ararinha-Azul e participa das ações internacionais de tentativa de recuperação de populações da espécie.

Esse trabalho é feito por meio do Projeto Ararinha na Natureza, executado conjuntamente com a Vale, a Sociedade para a Conservação das Aves do Brasil (SAVE Brasil), o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e os mantenedores Association for the Conservation of Threatened Parrots (ACTP), da Alemanha; criadouro Nest e Fundação Lymington, do Brasil; além da Al-Wabra, do Catar.


A ideia é ampliar o mais rapidamente possível as populações em cativeiro para fazer a reintrodução da ararinha até 2021 no sertão baiano, seu habitat natural. O problema é que a ave tem dificuldade de se reproduzir em cativeiro. Exatamente, por isso,a Al Wabra recorreu no mês passado, com sucesso e pela primeira vez no mundo, à inseminação artificial. Dois filhotes nasceram através da técnica. Dois outros já haviam nascido naturalmente.

Registro do 1º nascimento.

Al Wabra

Fundada pelo xeque Saoud Bin Mohamed Bin Ali Al-Thani, nobre do Catar apaixonado pela vida selvagem, a Al Wabra abraça a causa das ararinhas azuis desde o ano 2000. A organização tem uma fazenda de de 2,5 km², com mais de 2,5 mil animais de cerca de cem diferentes espécies. São aves, mamíferos e répteis, todos com algum grau de ameaça à sobrevivência.

O local não é aberto ao público e dedica-se à recuperação dos bichos, através do trabalho de veterinários, biólogos e tratadores. Lá os animais têm vida de rei: a alimentação é de qualidade superior, há berçário com cuidados especiais para pequenos órfãos, e até ar-condicionado para os mais calorentos e chuva artificial.

A Al Wabra adquiriu também terras no Brasil. A fazenda Concórdia, em Curaçá, Bahia, é justamente o local onde foi encontrado o ninho da última ararinha azul, em 2000. Com 2.380 hectares, deverá ser o local onde ocorrerão as primeiras reintrodução na natureza das aves nascidas no Catar.

Projeto Ararinha na Natureza

O projeto Ararinha-Azul integra várias instituições nacionais e internacionais, parcerias fundamentais para o sucesso da implementação e, consequentemente, para a sobrevivência da espécie.

O projeto é baseado no Plano de Ação para a Conservação da Ararinha-Azul, terá duração de cinco anos e visa ao população manejada em cativeiro e à recuperação e conservação do habitat de ocorrência histórica da espécie até 2017.

O início da reintrodução está previsto para 2021.


Em 2000, o último exemplar selvagem desapareceu de sua região endêmica, perto de Curaçá - BA. As causas diretas da diminuição da população foram o tráfico internacional de animais e a destruição de seu ambiente.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

BBC - A luta de biólogos brasileiros para impedir a extinção da Onça Pintada (vídeo)


*Documentário especial sobre a natureza, da britânica BBC

Nesse vídeo você vai conhecer um pouco do resultado da luta de dois biólogos que residem próximo ao Parque das Emas, em Mineiros (Anah e Leandro), que lutam para impedir a extinção da Onça Pintada no Brasil. A doação e dedicação da vida aos cuidados desses animais foi objeto desse excelente documentário elaborado pela BBC.


O casal de doutores em biologia animal Leandro Silveira e Anah de Almeida Jácomo, destaques recentes no exterior como protagonistas, (vídeo acima), de uma história que envolve três filhotes órfãos de onça-pintada e as dificuldades para a reabilitação e reintrodução na vida selvagem.

Tudo começou no ano de 1988 quando Leandro e Anah iniciaram uma série de pesquisas pioneiras com a comunidade de mamíferos carnívoros que habitam o Parque das Emas,em Goiás, reserva federal que abriga 18 das 26 espécies de mamíferos carnívoros do Brasil, muitas delas características do Cerrado, como o tatu-canastra. A onça-pintada nem constava da lista oficial de espécies no parque. "Logo descobrimos que essa era a última população de pintadas dos campos do Brasil Central. O fato de o parque estar localizado em terras de agricultura fez com que o entorno da reserva fosse rapidamente convertido em lavouras, isolando,assim, esta população." Explica Anah.

A onça-pintada ocupa diferentes ecossistemas e exerce importantes funções ecológicas para a manutenção do equilíbrio nos ambientes onde vive, porém ela está perdendo esse espaço para a expansão da agropecuária. No Brasil, está desde 2003 na lista vermelha das espécies ameaçadas de extinção.

Diante desse realidade, o casal decidiu se dedicar ao estudo do maior felino das Américas. Paralelamente à pesquisa científica, Leandro aprimorou a técnica fotográfica, fazendo registros inéditos em filmes, gravando cenas que seriam praticamente impossíveis de serem capturadas em poucos dias de filmagem. Anah passou também a produzir livros e a fazer documentários.

Com a parceria fortalecida, os estudos foram sendo ampliados. Não demorou e logo foi confirmado a presença de uma população de aproximadamente 12 onças circulando pela área do parque. Mas os índices sobre a vulnerabilidade dessa população começaram a ficar alarmantes, indicando que era necessário priorizar ao máximo o entendimento do seu comportamento,hábitos,presas,áreas e épocas de reprodução,etc. Com isso, vieram as parcerias com diversos institutos de pesquisadores do Brasil e do exterior.

Com a ajuda e a ampliação dos dados de pesquisa, surgiu em 2002 o instituto Onça-Pintada (IOP), organização não governamental.

Nesse trabalho minucioso, Leandro e Anah também dedicaram parte de suas jornadas para treinar novos colaboradores.


A sede do instituto, onde também para filhotes de onça pintada, fica contíguo ao território do Parque Nacional das Emas, considerado patrimônio nacional pela Unesco.

No final do ano passado, um *documentário especial sobre a natureza, da britânica BBC, mostrou a história de três onças-pintadas órfãs resgatadas às margens do rio Araguaia. Outra vez, Leandro, Anah, o filho Tiago, de 7 anos, e os três filhotes foram destaque em milhões de aparelhos de tevê mundo a fora, levando a história da onça-pintada para além-mar e ajudando a quebrar tabus sobre o maior e mais incrível felino do continente americano.


Ecologia e Conservação da Onça-Pintada na Região do Parque Nacional das Emas

Através da coleta de dados populacionais, ecológicos e epidemiológicos da espécie, o objetivo principal deste projeto é o monitoramento em longo prazo da população de onças pintadas do Parque Nacional das Emas.

A população de onça-pintada do Parque Nacional das Emas (PNE) vem sendo monitorada pelos pesquisadores do Instituto Onça-Pintada desde 1994. O PNE, localizado no bioma Cerrado, possui 1.320 km², dos quais 95% é de hábitats abertos como campos e veredas. Seu entorno é cercado por vastas plantações de soja, milho e algodão e, mais recentemente, por extensas plantações de cana de açúcar. O parque é um dos últimos refúgios para a onça-pintada nesse tipo de hábitat e abriga a última população protegida de onça-pintada da região, sendo que uma das principais ameaças locais para a espécie é o seu isolamento populacional e genético.

Apesar de existirem fragmentos de Cerrado no entorno do PNE, principalmente na região das nascentes do rio Araguaia, ainda é pouco conhecido o uso desta paisagem fragmentada sob alta pressão antrópica pela onça-pintada. Parâmetros ecológicos, demográficos, epidemiológicos, e uso desta paisagem alterada do entorno do Parque ainda são pouco conhecidas para a espécie. Neste contexto, este projeto está sendo desenvolvido com o intuito de melhorar esse conhecimento, caracterizar o estado de conservação da população de onça-pintada do PNE e monitorá-la em longo prazo.

Estima-se que a atual população de onças-pintadas no PNE inclua 30 indivíduos. Através de armadilhas fotográficas está sendo realizado um monitoramento anual desta população. A análise de fezes coletadas com auxilio de cães farejadores de fezes também permitirá o conhecimento de informações sobre dieta, genética e epidemiologia da espécie. Cinco indivíduos de onça-pintada já foram capturados no PNE, e novos esforços para captura de mais indivíduos estão sendo realizados para a colocação de radio-colares com GPS. Espera-se com o uso dessas metodologias conhecer mais sobre o uso da paisagem fragmentada no entorno do parque pela onça-pintada. Estratégias de manejo e conservação da paisagem poderão ser embasadas nestes resultados.


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