quinta-feira, 25 de julho de 2013

BBC - A luta de biólogos brasileiros para impedir a extinção da Onça Pintada (vídeo)


*Documentário especial sobre a natureza, da britânica BBC

Nesse vídeo você vai conhecer um pouco do resultado da luta de dois biólogos que residem próximo ao Parque das Emas, em Mineiros (Anah e Leandro), que lutam para impedir a extinção da Onça Pintada no Brasil. A doação e dedicação da vida aos cuidados desses animais foi objeto desse excelente documentário elaborado pela BBC.


O casal de doutores em biologia animal Leandro Silveira e Anah de Almeida Jácomo, destaques recentes no exterior como protagonistas, (vídeo acima), de uma história que envolve três filhotes órfãos de onça-pintada e as dificuldades para a reabilitação e reintrodução na vida selvagem.

Tudo começou no ano de 1988 quando Leandro e Anah iniciaram uma série de pesquisas pioneiras com a comunidade de mamíferos carnívoros que habitam o Parque das Emas,em Goiás, reserva federal que abriga 18 das 26 espécies de mamíferos carnívoros do Brasil, muitas delas características do Cerrado, como o tatu-canastra. A onça-pintada nem constava da lista oficial de espécies no parque. "Logo descobrimos que essa era a última população de pintadas dos campos do Brasil Central. O fato de o parque estar localizado em terras de agricultura fez com que o entorno da reserva fosse rapidamente convertido em lavouras, isolando,assim, esta população." Explica Anah.

A onça-pintada ocupa diferentes ecossistemas e exerce importantes funções ecológicas para a manutenção do equilíbrio nos ambientes onde vive, porém ela está perdendo esse espaço para a expansão da agropecuária. No Brasil, está desde 2003 na lista vermelha das espécies ameaçadas de extinção.

Diante desse realidade, o casal decidiu se dedicar ao estudo do maior felino das Américas. Paralelamente à pesquisa científica, Leandro aprimorou a técnica fotográfica, fazendo registros inéditos em filmes, gravando cenas que seriam praticamente impossíveis de serem capturadas em poucos dias de filmagem. Anah passou também a produzir livros e a fazer documentários.

Com a parceria fortalecida, os estudos foram sendo ampliados. Não demorou e logo foi confirmado a presença de uma população de aproximadamente 12 onças circulando pela área do parque. Mas os índices sobre a vulnerabilidade dessa população começaram a ficar alarmantes, indicando que era necessário priorizar ao máximo o entendimento do seu comportamento,hábitos,presas,áreas e épocas de reprodução,etc. Com isso, vieram as parcerias com diversos institutos de pesquisadores do Brasil e do exterior.

Com a ajuda e a ampliação dos dados de pesquisa, surgiu em 2002 o instituto Onça-Pintada (IOP), organização não governamental.

Nesse trabalho minucioso, Leandro e Anah também dedicaram parte de suas jornadas para treinar novos colaboradores.


A sede do instituto, onde também para filhotes de onça pintada, fica contíguo ao território do Parque Nacional das Emas, considerado patrimônio nacional pela Unesco.

No final do ano passado, um *documentário especial sobre a natureza, da britânica BBC, mostrou a história de três onças-pintadas órfãs resgatadas às margens do rio Araguaia. Outra vez, Leandro, Anah, o filho Tiago, de 7 anos, e os três filhotes foram destaque em milhões de aparelhos de tevê mundo a fora, levando a história da onça-pintada para além-mar e ajudando a quebrar tabus sobre o maior e mais incrível felino do continente americano.


Ecologia e Conservação da Onça-Pintada na Região do Parque Nacional das Emas

Através da coleta de dados populacionais, ecológicos e epidemiológicos da espécie, o objetivo principal deste projeto é o monitoramento em longo prazo da população de onças pintadas do Parque Nacional das Emas.

A população de onça-pintada do Parque Nacional das Emas (PNE) vem sendo monitorada pelos pesquisadores do Instituto Onça-Pintada desde 1994. O PNE, localizado no bioma Cerrado, possui 1.320 km², dos quais 95% é de hábitats abertos como campos e veredas. Seu entorno é cercado por vastas plantações de soja, milho e algodão e, mais recentemente, por extensas plantações de cana de açúcar. O parque é um dos últimos refúgios para a onça-pintada nesse tipo de hábitat e abriga a última população protegida de onça-pintada da região, sendo que uma das principais ameaças locais para a espécie é o seu isolamento populacional e genético.

Apesar de existirem fragmentos de Cerrado no entorno do PNE, principalmente na região das nascentes do rio Araguaia, ainda é pouco conhecido o uso desta paisagem fragmentada sob alta pressão antrópica pela onça-pintada. Parâmetros ecológicos, demográficos, epidemiológicos, e uso desta paisagem alterada do entorno do Parque ainda são pouco conhecidas para a espécie. Neste contexto, este projeto está sendo desenvolvido com o intuito de melhorar esse conhecimento, caracterizar o estado de conservação da população de onça-pintada do PNE e monitorá-la em longo prazo.

Estima-se que a atual população de onças-pintadas no PNE inclua 30 indivíduos. Através de armadilhas fotográficas está sendo realizado um monitoramento anual desta população. A análise de fezes coletadas com auxilio de cães farejadores de fezes também permitirá o conhecimento de informações sobre dieta, genética e epidemiologia da espécie. Cinco indivíduos de onça-pintada já foram capturados no PNE, e novos esforços para captura de mais indivíduos estão sendo realizados para a colocação de radio-colares com GPS. Espera-se com o uso dessas metodologias conhecer mais sobre o uso da paisagem fragmentada no entorno do parque pela onça-pintada. Estratégias de manejo e conservação da paisagem poderão ser embasadas nestes resultados.


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