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domingo, 30 de outubro de 2011

Concurso de Redação e Desenho tem como tema 'Queimadas nas Florestas' no Piauí

“Nossa principal meta é despertar o exercício da cidadania no seio da comunidade escolar de tal maneira que possa ultrapassar os limites dos muros escolares e, assim, ganhar novas dimensões”, declara Luanas Maria Batista, supervisora de Educação Ambiental.


 VI Concurso de Redação e Desenho

Promovido pela secretaria estadual de Educação e a secretaria de Meio Ambiente, o VI Concurso de Redação e Desenho com o tema "Queimadas nas Florestas”,  o prazo das inscrições vai até o dia 15 de novembro.

O Concurso tem o objetivo de propor discussão a respeito de uma temática preocupante para a sociedade, que é o problema da prática de queimadas.

O Concurso de Redação e Desenho é realizado anualmente pela Seduc/Semar e tem por finalidade tornar-se uma ferramenta capaz de inserir e difundir a educação ambiental no âmbito das escolas da rede pública, através de um amplo processo de discussão de temas voltados para a realidade ambiental do Piauí. “Com a realização deste sexto Concurso buscamos dar mais um passo no sentido de alcançar os objetivos estabelecidos, que propõem a efetivação da Educação Ambiental de forma continuada e interdisciplinada”, frisa Luanas.

Podem participar do concurso todos os alunos do Ensino Fundamental (5ª a 8ª série) e Ensino Médio, da rede estadual de ensino do Estado do Piauí.

As escolas poderão se inscrever no Centro de Educação Ambiental, na Avenida Raul Lopes 100, Bairro dos Noivos, Teresina-Pi, mediante entrega da ficha de inscrição devidamente preenchida, acompanhada da redação e/ou desenho, com fotos (02 para cada atividade) e relatório geral. “Cada escola só poderá inscrever 01 (um) trabalho por categoria e os três vencedores de cada categoria serão premiados com um netbook. A cartilha educativa está disponível nas GRE’s.” conclui Luana.

CATEGORIAS

Categoria Desenho I – destinada aos alunos da 5ª a 8ª série do Ensino Fundamental de todas as escolas estaduais do Piauí

Categoria Redação I – dirigida aos alunos da 5ª a 8ª série do ensino fundamental de todas as escolas estaduais do Piauí

Categoria Desenho II – direcionada aos alunos do Ensino Médio regular equivalente de todas as escolas estaduais do Piauí

Categoria Rdação II – para alunos do Ensino Médio regular e equivalente de todas as escolas estaduais do Piauí

Arara do bico poderoso


Múculos poderosos? Que nada. A superforça da arara está no bico em forma de gancho que usa para abrir os frutos dos quais se alimenta. Ele também a ajuda a escalar árvores, apesar de a ave voar com muita destreza.

É a maior representante da família Psittacidae, da qual fazem parte papagaios e periquitos. O Brasil, aliás, tem grande diversidade de espécies desse grupo; tanto que os colonizadores chamaram o País de Terra dos Papagaios.


Entre as três principais espécies está a arara-canindé (Ara ararauna), com o topo da cabeça e as costas azuis e o peito e abdômen amarelos. É a mais comum, embora já tenha sumido de alguns Estados por causa da destruição do habitat e do tráfico de animais silvestres. Pode ainda ser vista na América Central, Bolívia e Paraguai.

Como o nome indica, a arara-vermelha (Ara chloropterus) tem a maioria das penas avermelhadas, além de algumas verdes e azuis. Vive principalmente na Amazônia, mas pode ser encontrada na região que vai do Panamá à Argentina.






A arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus) é a maior das araras, podendo atingir 1 m de comprimento. Tem penas azuis-escuras e um anel amarelo em volta dos olhos e do bico. Ameaçada de extinção, ocorre do Pará até o Mato Grosso do Sul, e em áreas do Paraguai e Bolívia.

Em geral, as araras fazem ninhos nos ocos das árvores, onde botam de um a três ovos, dependendo da espécie. Vivem cerca de 60 anos em cativeiro. O macho e a fêmea costumam ficar unidos a vida inteira.

Vítimas do tráfico de animais

No Brasil, as aves da família Psittacidae estão entre as que mais sofrem com o tráfico de animais. Apesar de o comércio de bichos silvestres (naturais da fauna brasileira) ser crime, o homem continua a retirá-los do habitat natural e vendê-los na beira de estradas, feiras e até na internet. Calcula-se que 12 milhões de exemplares no mundo são tirados das matas anualmente. Grande parte das espécies brasileiras, aliás, é enviada ao Exterior.

Os traficantes costumam capturar os filhotes, que são escondidos em malas, caixas, tubos plásticos e até latões de tinta. Em geral, permanecem nesses locais vários dias sem ventilação, água e alimento; de cada dez animais, nove morrem antes de chegar aos compradores.

Só pode ser comercializado o bicho que nasce em cativeiro autorizado pelo Ibama. Como não estão acostumados a conviver presos e perto das pessoas, os silvestres podem ficar agressivos ou morrer em pouco tempo. Quem retira ou vende animais da mata pode ficar de seis meses a um ano na cadeia, além de ser punido com multa.

Arara não imita voz humana como o papagaio

A arara adora comer coquinhos de diferentes palmeiras, como o buriti, acuri e bocaiúva, dependendo da espécie. Esperta, usa os habilidosos dedos para levar o fruto ao bico. No entanto, demora para conquistar a independência e se virar sozinha. No caso da arara-azul-grande, por exemplo, o filhote permanece pouco mais de três meses no ninho, sendo alimentado pelos pais. Depois, recebe cuidados dos adultos durante mais um ano e meio.

É barulhenta e inteligente como os outros integrantes da família Psittacidae. Entretanto, não tem a capacidade de repetir o som da voz humana ou de outros animais como o primo papagaio, que consegue gravar centenas de sons na memória. Mas isso acontece apenas se tiver contato com o homem. Apesar de não pertencer ao mesmo grupo, a gralha também possui essa habilidade.

Em 2008, o papagaio Yosuke Nakamura, do Japão, conseguiu voltar para casa porque disse seu nome e endereço para os policiais que o salvaram. Os donos ensinaram o bicho a repetir as palavras durante dois anos. Já o papagaio-cinza-africano Alex, da pesquisadora norte-americana Irene Pepperberg, sabia mais de 100 palavras, fazia continha de somar e conseguia identificar formas e cores. Ele morreu em 2007, aos 31 anos.








Bicho do mês tem a consultoria do biólogo Daniel F. Parrella, da Divisão de Ciências Biológicas do Zoológico de São Paulo.

sábado, 29 de outubro de 2011

Estreia 'O Palhaço', bom filme de Selton Mello

 



Por Arnaldo Jabor 


Selton Mello transforma crise existencial em filme e se diz ‘cineasta bipolar’,
 dirige e atua 'O palhaço', filme que define como 'comédia sonhadora'. 

Durante as filmagens de “Jean Charles” (2009), quando protagonizava a história real do brasileiro morto pela polícia britânica, o ator Selton Mello vivia uma “crise daquelas” em relação à profissão. “Não conseguia me concentrar no papel, não estava com a cabeça ali. Pensava: eu entretenho as pessoas, mas quem faz isso por mim?”, relembra. “Ainda bem que a grande vantagem de ser ator é poder sublimar ideias, rir de si próprio. Então transformei meu dramalhão em roteiro ”.

O roteiro-terapia de Selton, “O palhaço”, começou a ser filmado este mês em Paulínia, interior de São Paulo, onde foi armado em estúdio o caprichado cenário do circo “Esperança”. É nesse local - que o G1 visitou na tarde de segunda-feira - que se passará boa parte da história de Benjamin (Selton), jovem palhaço que toca com o pai, Valdemar (Paulo José), uma trupe mambembe e que não tira da cabeça a pergunta “eu faço todo mundo rir, mas quem vai me fazer rir? “. 

Os atores Selton Mello e Paulo José durante 
a entrevista coletiva de 'O palhaço', 
realizada em Paulínia, nesta segunda 

Diferente do longa que marcou sua estreia como diretor, o sombrio “Feliz Natal” (2008), Selton define “O palhaço” como uma “comédia sonhadora”. “Nesse mundo cínico em que vivemos o mais natural seria que eu fizesse mais um filme cheio de tiros, violência. Contar uma história delicada como essa, tão cheia de candura, certamente é uma ousadia”, avalia o ator.

Paulo José em uma das primeiras cenas de 'O palhaço'. 

O diretor mais uma vez recorre às crises pessoais para explicar por que em sua curta carreira produziu duas histórias tão díspares. “Semana passada o Raduan Nassar [escritor] assistiu ao ‘Feliz Natal’ e me perguntou como eu havia conseguido fazer um filme tão ‘sem esperança’. E ‘esperança’ é justamente o nome do circo de ‘O palhaço’”, compara o ator, para em seguida fazer o diagnóstico. “Daí que eu percebi: sou um cineasta bipolar”.

Quando pensou no projeto, Selton queria Wagner Moura no papel de Benjamim, o palhaço Pangaré. “Mas ele estava muito ocupado com o ‘Tropa 2’. O capitão Nascimento vai ser o nosso Chuck Norris!”, brinca ele, se referindo ao longa de José Padilha “Daí convidei o Rodrigo Santoro e também não rolou. O jeito foi eu mesmo fazer o papel”. “Acredito que só está na caravana quem tem que estar lá. O papel é que acaba escolhendo o ator”, opina Paulo José, que no longa interpreta Valdemar, o palhaço-pai Puro Sangue.

Os nomes dos personagens são homenagens a Benjamin de Oliveira (1870-1954) ,ex-escravo que se tornou grande artista circense, e Waldemar Seyssel (1905-2005), o Arrelia, um dos mais populares palhaços do país.

Selton Mello faz a passagem de texto 
com atores de 'O palhaço'. 

Além de Fellini, Oscarito, Mazaroppi, Didi Mocó e os filmes “Bye, bye Brasil” (1979) e “O profeta da fome” (1970), Selton diz que suas “fontes de pesquisa” para o filme foram palhaços que entrevistou pelo país. “Descobri personagens sensacionais! Antes os palhaços é quem eram os donos dos circos. Não é como agora, que eles apenas amarram números, como no Cirque du Soleil”.

Do universo circense também vem Teuda Bara, uma das fundadoras do Grupo Galpão, que atua no longa, além da figurinista Kika Lopes. "A Kika soube criar figurinos bem reais para esse grupo mambembe que nós mostramos", diz Selton. Completam o elenco os atores Jackson Antunes, Tonico Pereira, Fabiana Karla, Moacir Franco, Jorge Loredo, Erom Cordeiro, Ferrugem, entre outros.

Parte do cenário de 'O palhaço' mostra cartaz dos shows 
da dupla Pangaré (Selton Mello) e Puro Sangue (Paulo José).

"Ao todo são 14 atores, que ficam em cena quase o tempo inteiro", explica Selton. Paulo José contou sobre o preparo que o elenco fez um mês antes das filmagens, iniciadas no último dia 2. "Alugamos um teatro e treinamos números de malabarismo, trapézio e cenas entre os palhaços", contou o ator, que completa 73 anos no próximo dia 20 e ainda exibe fôlego de iniciante. Ele fez ao vivo, durante a coletiva, algumas das acrobacias leves que exibirá no filme. 

Orçado em R$ 5 milhões, “O palhaço” também terá cenas em Ibitipoca, em Minas Gerais. Segundo a produtora Vânia Catani, as filmagens terminam em 13 de abril e o longa chegará às telas no primeiro semestre de 2011.

Fontes:
Dolores Orosco - G1, em Paulínia 
Áudio CBN

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