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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A importância do reflorestamento nas margens e nascentes dos rios


Espécies protegem a mata ciliar e ajudam a segura as barrancas

Reflorestamento em rios 

Como disse Mauro Armelin, coordenador do Programa da Amazônia do WWF-Brasil, na entrevista que deu ao site do Globo Ecologia sobre reflorestamento, a floresta provê serviços ecológicos para sociedade. A produção de água é um deles. É por isso que a ideia de reflorestar as margens e nascentes dos rios agrada em cheio ecólogos, proprietários rurais e a própria natureza. Essas são algumas das chamadas áreas prioritárias no processo de reflorestamento.

“A floresta tem função na regulação. No caso do reflorestamento nas margens, além da função física, de construção civil, de segurar a barranca com suas raízes, as espécies plantadas nas margens também protegem a vegetação lateral do rio, que é a chamada mata ciliar. Além de não perder solo, que pode assorear o rio”, explica Mauro Armelin.

A floresta replantada na margem do rio também ajuda a alimentar os peixes, porque dali saemi insetos, frutas e folhas. No caso das nascentes, o reflorestamento tem como objetivo evitar o ressecamento dos olhos d’água.

“Nascente de água é aquela água que brota no solo. Se deixamos ela exposta ao sol ou com uma cultura por cima que não está integrada com o regime hídrico, ela vai secar. Aí, alguém vai dizer: ‘Ah, mas é só um olho d’água’. Sim, é um aqui, outro ali e daqui a pouco não temos mais água”, afirma Mauro.

O jeito, então, é devolver às nascentes as espécies típicas dali, de forma a proteger as fontes de água.

A importância do reflorestamento nos morros

O reflorestamento dos morros também têm importância para a população. As espécies plantadas ali são parte da estrutura. Suas raízes são como alicerces de um prédio, que ajudam a segurar a construção. As folhas e os frutos que caem e, os animais que circulam por ali formam uma camada reforçando ainda mais a base. Os morros também são áreas prioritárias:

“A vegetação dá sustentabilidade para aquele morro. O mais próximo do original ajuda a evitar que morros desabem”.

30ª temporada reprodutiva das tartarugas marinhas alcançou novo recorde

 
Sai balanço final da temporada reprodutiva  no continente

A Coordenação Nacional do Projeto Tamar/ICMBio acaba de divulgar os resultados finais da 30ª temporada reprodutiva das tartarugas marinhas, encerrada agora no primeiro semestre. 

Filhotes de tartaruga cabeçuda são devolvidos ao mar de Arembepe/BA

A Coordenação Nacional do Projeto Tamar/ICMBio acaba de divulgar os resultados finais da 30ª temporada reprodutiva das tartarugas marinhas (2010/1011), encerrada agora no primeiro semestre. Os dados apontam para novos recordes, só no continente: cerca de 18.200 ninhos registrados e protegidos, gerando aproximadamente 1 milhão e 250 mil filhotes que chegaram ao mar em segurança. Isso representa um aumento de 20% em relação à temporada reprodutiva anterior.


Esses resultados referem-se à temporada no continente, nas áreas de reprodução. As ilhas estão fora, assim como áreas de alimentação, onde não há desovas, como Ubatuba e Ceará, por exemplo. Os avanços anunciados pela coordenadora técnica nacional do Tamar, oceanógrafa Neca Marcovaldi, resultam do trabalho de conservação realizado através de 16 bases de pesquisa instaladas em áreas prioritárias de desova monitoradas no litoral de cinco Estados brasileiros: Rio de Janeiro, Espirito Santo, Bahia, Sergipe e Rio Grande do Norte. 


Durante a temporada, entre setembro e março, foram flagradas 1.614 fêmeas em processo reprodutivo, incluindo indivíduos marcados em temporadas anteriores (535 fêmeas) e encontrados pela primeira vez (1.079 fêmeas). O esforço de marcação resultou no flagrante de 2.081 fêmeas em processo reprodutivo. Além da marcação e coleta de dados biométricos, foram recolhidas amostras de pele para estudos genéticos.


Novos aliados - Graças à continuidade dos esforços de educação ambiental, envolvimento comunitário e aprimoramento do monitoramento das praias, conseguiu-se manter mais de 70% dos ninhos no local original de postura escolhido pela fêmea (ninhos in situ), estratégia de conservação considerada ideal para as desovas de tartarugas marinhas.


Somente os ninhos sob risco de predação humana ou animal, ação da maré, ou localizados em áreas urbanizadas foram transferidos para os cercados de incubação, expostos às condições climáticas naturais, ou para trechos seguros de praia.

Os cercados protegem as desovas, mas não representam um recurso ideal. Mesmo assim, ressalta a coordenadora nacional do Tamar, têm excelente aproveitamento do ponto de vista da educação e sensibilização da sociedade, pois possibilitam a milhares de pessoas vivenciaram o nascimento das tartaruguinhas e seu caminho até o mar, inclusive em solturas programadas nas praias. São ações interativas que acabam conquistando novos aliados na defesa das tartarugas marinhas.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Ativistas cariocas protestam contra exploração de gás e petróleo em Abrolhos

Quinze manifestantes fantasiados de baleia aguardaram a chegada do 
empresário Eike Batista, que não compareceu/Foto: Greenpeace Brasil

Em busca de um posicionamento sobre a exploração de petróleo e gás nas proximidades do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, no litoral da Bahia, ativistas do Greenpeace ocuparam a matriz do Grupo EBX, no Rio de Janeiro na manhã da última quarta-feira, 31 de agosto.

A manifestação contou a participação de ativistas vestidos de baleia e paramentados com máscaras do empresário Eike Batista, presidente do Grupo. O Greenpeace defende a suspensão das atividades com o argumento de que a exploração em águas profundas representa uma ameaça à população de aproximadamente 10 mil baleias que se reproduzem no local.

Manifestantes fantasiados de funcionários da OGX jogaram óleo
 falso em ativistas vestidos de baleias/Foto:Greenpeance Brasil

De acordo com o site da organização, foram convocados sete carros da Polícia Militar, que chegaram para tentar desocupar o edifício. Com o reforço da tropa de choque, as duas entradas foram bloqueadas e cobertas com plásticos pretos, impedindo que profissionais da imprensa tivesse acesso a imagens.

O acesso a água e alimentos foi proibido e, após às 18h, as luzes do edifício foram cortadas. Ainda de acordo com o Greenpeace, os policiais fecharam o quarteirão e, por volta das 19h20, as correntes que prendiam os ativistas foram cortadas. Os manifestantes foram levados com brutalidade e agressões para um camburão, que partiu em direção à delegacia. A fotógrafa e o cinegrafista que acompanhavam a intervenção também foram detidos.

Policiais em maior número agem com agressividade 
contra ativistas/Foto: Greenpeace Brasil

A coordenadora da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace, Leandra Gonçalves, afirmou que ao invés de serem recepcionados com um posicionamento concreto sobre o tema, os ativistas receberam uma resposta inócua e reação truculenta. “Viemos em busca de resposta a um pedido feito à OGX em carta pelo Greenpeace e via email por mais de 14 mil ciberativistas, que foi sumariamente ignorado pela empresa”, criticou.

Em resposta enviada ao Greenpeace, durante a tarde, o diretor de segurança corporativa da EBX, André Aldgeireo, apontou que as atividades não oferecem qualquer risco ao parque por serem realizadas a cerca de 150 quilômetros do santuário.

O comunicado ainda ressalta que a OGX, empresa petrolífera do grupo que atua na exploração junto a outras dez organizações, é “alinhada à política de sustentabilidade do Grupo EBX e está comprometida com a proteção da biodiversidade brasileira, inclusive apoiando importantes Unidades de Conservação como o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha e o Parque Nacional do Pantanal Matogrossense, por um período de 10 anos”.

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