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domingo, 28 de agosto de 2011

Google Street View - As primeiras fotografias do Rio Negro, já estão disponíveis

Street View Goes to the Amazon



Click the above album for more photos of our team's work in the Amazon, and the communities with which they're working.


A maior floresta tropical do mundo, a Amazónia, vai poder ser descoberta a partir de casa. O Google Street View chegou ao noroeste do Brasil e as primeiras fotografias, do Rio Negro, já estãodisponíveis online. Os promotores do projecto querem que as imagens panorâmicas destes lugares remotos sirvam de alerta para os perigos da desflorestação.

A ideia surgiu em Copenhaga, há dois anos, quando o superintendente da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), Virgilio Vianna, conheceu dois executivos do Google durante um debate sobre alterações climáticas. “Propus a ideia e foi imediatamente aprovada. Dois anos depois, estamos aqui”, diz Virgilio Vianna, citado pela BBC.

Aqui é a Reserva Florestal do Rio Negro, paragem inaugural, para testar o equipamento do Google Street View em cima de um barco. É a primeira vez que é usado para fotografar panorâmicas com centro na água. E aqui é também a comunidade de Tumbira, a duas horas de Manaus, capital estadual.

A equipa do Google que está no Brasil – para treinar funcionários da FAS e alguns nativos, que serão os responsáveis pelo grosso do trabalho – convocou uma reunião em Tumbira para revelar aos seus habitantes o propósito do projecto, que registará o quotidiano desta comunidade, tal como já aconteceu em Nova Iorque, Londres ou Lisboa.

“O que queremos é que estas pessoas mostrem a floresta e as suas comunidades do seu ponto de vista”, nota Virgilio Vianna. “É muito importante mostrar o ambiente e o modo de vida da população nativa, mas também sensibilizar o mundo para os desafios das alterações climáticas, da desflorestação e do combate à pobreza”, sublinha.

A FAS, organização não-govermental criada para promover a preservação da biodiversidade no Amazonas, quer sobretudo que estas fotografias sirvam para relevar as consequências das atuais políticas globais para o ambiente, com destaque para os efeitos da desflorestação na paisagem.

Ao nível técnico, este projeto é também um desafio para o Google. Além das fotografias feitas a navegar no Rio Negro e no Rio Amazonas (o segundo mais extenso do planeta), há ainda a floresta e a troca dos automóveis por um tripé com rodas para passear o equipamento pelas comunidades locais.

“Tudo aqui é muito diferente. Estamos acostumados a fazer imagens de lugares que têm endereços formais, o que não é o caso destas comunidades, e muito menos dos rios e da floresta”, observa Tuxen-Bettmen, do Google. O resultado final poderá depois ser visto no Google Maps e no Google Earth, com fotografias de alta definição de uma das regiões menos acessíveis do planeta.

A maior floresta tropical do mundo, a Amazônia, vai poder ser descoberta a partir de casa. O Google Street View chegou ao noroeste do Brasil e as primeiras fotografias, do Rio Negro, já estão disponíveis online. Os promotores do projeto querem que as imagens panorâmicas destes lugares remotos sirvam de alerta

Fungos da floresta - Vídeo

Os fungos são responsáveis pela decomposição da matéria orgânica

Projeto amplia em 430% a área do Parque Estadual Ibicatu


O presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Luiz Tarcísio Mossato Pinto, participou na quinta-feira (25) da solenidade de apresentação do plano de ampliação do Parque Estadual de Ibicatu, na região Norte do Estado. Situado entre os municípios de Centenário do Sul e Porecatu, o parque terá sua área ampliada em 430% e receberá investimento de R$ 1,4 milhão para a melhoria da infraestrutura. 

O projeto é o resultado da consciência ambiental dos produtores rurais e de uma medida compensatória da empresa Duke Energy pela construção de uma usina hidrelétrica na região. Conta com o apoio do Ibama, Ministério Público, Consórcio Intermunicipal da Bacia Capivara (Cibacap) e IAP – responsável pela unidade de conversação. Além da ampliação, o Parque Estadual de Ibicatu também vai ganhar um centro de visitantes, alojamento para pesquisadores, duas áreas para descanso e lazer, novos sanitários, estacionamento e casa do guarda-parque. 

O presidente do IAP destacou as novas políticas do Governo do Estado para promover a educação ambiental. “O governador lançou recentemente o programa Parque Escola, que tem como objetivo trazer estudantes da rede pública de ensino para passar mais tempo nas unidades de conservação, aprendendo um pouco mais sobre a natureza”, disse. 

Marcos Voltareli, prefeito de Alvorada do Sul e presidente do Cibacap, também falou sobre a importância do parque para os estudantes da região. “Com esse projeto, alunos de todos os municípios próximos vão aprender mais sobre preservação ambiental”, afirmou. 

Para o prefeito de Porecatu, Walter Tenan, o plano de ampliação do parque representa “uma verdadeira revolução na preservação ambiental e é de suma importância para os municípios da região”. 

O promotor de justiça do Ministério Público do Paraná, Custódio Aparecido Pereira, ressaltou a importância da conscientização por parte da sociedade. “É hora de chamar a atenção para a necessidade de preservação ambiental. Já existem políticas e leis que garantem tudo isso, mas ainda falta envolver a sociedade, saindo do campo legal e indo para o campo cultural”. 

Também estiveram presentes no evento o chefe regional da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Londrina, Ronaldo Deber Siena; o vice prefeito de Centenário do Sul, Arlindo Vichiatto; o diretor de biodiversidade e áreas protegidas do IAP, Guilherme Vasconcellos, e o chefe do escritório regional do IAP em Londrina, Andrew Pinheiro Neto. 

O PROJETO – O plano de ampliação do parque prevê o aumento de 245 hectares na área, conforme Decreto nº5181/09, e deve ser concluído até 2015. Ganhou força quando alguns proprietários de fazendas da região decidiram doar ou conceder o uso de suas áreas de reserva legal para o IAP. A Duke Energy, por sua vez, está comprando 50 hectares da área. 

Com isso, o parque vai ganhar mais locais para abrigo e oferta de alimentos para a fauna silvestre da região e o desenvolvimento de exemplares de espécies da flora nativa, além de preservar a mata ciliar do rio Ribeirão Tenente e seus afluentes. 

HISTÓRIA – O parque foi criado em 1982, por meio do Decreto n° 4.835 (que regularizou terras devolutas), e hoje conserva um dos últimos remanescentes da floresta estacional semidecidual, típica da região Norte do Paraná. Seu desaparecimento se deve ao solo fértil e desenvolvimento agrícola do estado, restando cerca de 8% da sua cobertura original. 

Sua área situa-se na bacia hidrográfica do Rio Paranapanema 3, pertencente ao Comitê de Bacias de Piraponema, próxima à Usina Hidrelétrica Capivara. A beleza cênica do parque e de sua flora e fauna atraem visitantes da região e estados vizinhos. As visitas à unidade de conservação podem ser agendadas pelo telefone (43) 3623-4201.

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