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sábado, 12 de janeiro de 2013

A Mata Atlântica está perdendo sua biodiversidade


Mapa da ecorregião da Mata Atlântica definida pelo WWF. A linha amarelo escuro representa os limites dessa ecorregião. Imagem de satélite da NASA.
Mata Atlântica

Proliferação de espécies nativas resistentes a perturbações no ambiente reduz a biodiversidade da mata atlântica

Tratada a ferro e fogo pelos seres humanos durante cinco séculos, a mata atlântica reage como pode na tentativa de sobreviver. Um estudo feito por cientistas do Brasil e do Reino Unido, que analisou fragmentos remanescentes da floresta tropical no Nordeste, sugere que a degradação induzida por atividades humanas provoca a disseminação exagerada de umas poucas espécies de árvore mais resistentes em prejuízo de muitas. O resultado é uma mata cada vez mais homogênea – e pobre – em toda a sua extensão, onde extinções locais passam a ocorrer em cascata.

O efeito é semelhante ao que se observa quando uma espécie exótica invasora coloniza um novo ambiente: sem inimigos naturais, ela aumenta rapidamente sua população, eliminando as espécies nativas que competem com ela pelos mesmos recursos no ambiente. “Os especialistas sempre temem o espalhamento de espécies exóticas, mas não é preciso esperar uma invasão. Uma nativa pode desempenhar o mesmo papel ecológico que as exóticas”, diz o botânico Marcelo Tabarelli, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Ele, Felipe Melo, também da UFPE, e o ecólogo paraense Carlos Peres, da Universidade de East Anglia, no Reino Unido, assinam um artigo na edição de outubro do periódico Biological Conservation no qual descrevem o fenômeno da homogeneização de biomas causada por espécies nativas, que chamaram de vencedoras.


A relação entre vencedores e perdedores em ecologia foi descrita pela primeira vez em 1999 pelos pesquisadores norte-americanos Michael McKinney, da Universidade do Tennessee, e Julie Lockwood, então na Universidade da Califórnia em Santa Cruz. O trabalho da dupla descrevia um cenário de catástrofe para a biodiversidade, no qual algumas espécies com um conjunto de características especiais – crescimento rápido, tolerância a perturbações no ambiente e facilidade de transporte – colonizavam novos ecossistemas e causavam homogeneização. “McKinney estava explorando os impactos da urbanização na diversidade de espécies e eu estava trabalhando com espécies invasoras”, lembra Julie, hoje professora da Universidade Rutgers, em Nova Jersey. “Quando começamos a conversar, percebemos que havia um tema unificador, o dos ganhadores e perdedores.” O mais importante, segundo a pesquisadora, é que o sucesso de algumas espécies sob as novas condições não parecia ocorrer ao acaso. “Eu vejo isso como a humanidade podando a árvore da vida”, diz Julie. “Alguns ramos são cortados, outros são deixados crescer, talvez sem controle.”

O estudo da dupla, porém, só considerava o fenômeno aplicado à invasão de espécies exóticas. Essas ganhadoras globalizadas de fato podem causar, e causam, problemas sérios em ecossistemas insulares e em latitudes elevadas. Ecossistemas tropicais continentais, no entanto, são praticamente imunes a esse tipo de invasão. “É claro que temos problema com espécies exóticas no Brasil, mas temos espécies nativas que são muito mais bem-sucedidas e na literatura ninguém fala sobre isso”, afirmou Peres, de passagem por Belém, sua cidade natal.


Prata da casa: embaúba, espécie de crescimento rápido e 
grande disseminação em áreas perturbadas da mata atlântica

Pode parecer óbvio a qualquer observador atento que a mata atlântica – e outras florestas altamente impactadas por atividades humanas – perca diversidade por conta da fragmentação. Afinal, esta favorece, a partir da borda da mata degradada, a proliferação de espécies de árvore conhecidas como pioneiras. Elas são as primeiras a nascer numa área perturbada, por gostarem de sol, terem sementes pequenas, dispersadas por vento ou por pequenos animais, crescimento rápido, muitas vezes terem porte diminuto e reprodução anual. Algumas dessas características, não por acaso, são compartilhadas com as exóticas vencedoras. Entre as espécies nativas que se saem bem nessas condições estão o pau-pombo ou cupiúba (Tapirira guianensis), que se tornou uma das espécies mais comuns da mata atlântica, além do caboatã-de-leite (Thyrsodium spruceanum) e do leiteiro (Hymatanthus phagedaenicus), espécie cuja densidade aumentou mais de 750% no Nordeste. Já madeiras de lei e árvores tolerantes à sombra, de crescimento lento, com sementes dispersadas por mamíferos grandes e reprodução plurianual, como virolas, sapucaias, jatobás e ucuúbas, sucumbem ao chamado efeito de borda. São as perdedoras do processo.

Escala regional

Acontece que as evidências de homogeneização em escala regional, para além de pequenos fragmentos, ainda são escassas. Um dos primeiros trabalhos a mostrar o tamanho do problema foi publicado pelo grupo de Tabarelli no ano passado na revista Diversity and Distributions. Os pesquisadores de Pernambuco estudaram uma região de 56 mil quilômetros quadrados que vai de Alagoas ao Rio Grande do Norte, comparando milhares de registros de flora em 12 áreas dessa macrorregião em dois momentos: de 1902 a 1980, quando a expansão da cana-de-açúcar arrasou praticamente toda a floresta contínua que existia por ali, e entre 1981 e 2006, após o fim do ciclo de expansão do Pro-álcool.

Mata Atlântica na Serra do Mar, Paraná.
Mata Atlântica na Serra do Mar, Paraná.

O grupo descobriu que, na média, as floras ao longo da mata atlântica nordestina ficaram 28% mais parecidas após 1980. “Foi uma homogeneização muito rápida, num período relativamente curto, de décadas”, conta Melo. “Hoje eu vou a Pernambuco e vejo uma coisa e 300 quilômetros para cima, no Rio Grande do Norte, observo algo muito semelhante”, relata Tabarelli, um gaúcho radicado em Recife desde o fim dos anos 1990. “Isso é impensável em florestas tropicais não perturbadas.”

Segundo Julie, parte da resistência desses biomas a espécies invasoras pode decorrer justamente do fato de que a diversidade é alta e de cada região ser diferente da outra. “Quanto mais espécies nativas, menos provável que haja nichos ecológicos abertos que possam ser ocupados por uma espécie exótica”, afirma a ecóloga. A homogeneização pode minar essa imunidade natural do ecossistema e criar problemas para as florestas brasileiras no futuro: à medida que a América do Sul cresce em importância econômica e se incorpora cada vez mais às rotas do comércio internacional, afirma a pesquisadora, cresce também sua exposição a espécies invasoras trazidas a bordo de navios e aviões. “Eu não espero que o padrão de resistência a espécies invasoras se mantenha por muito tempo em lugares como o Brasil e a Índia”, diz.


O risco futuro de invasões, porém, é o menor dos problemas trazidos pela proliferação de vencedoras nativas. Ao substituir florestas antigas e de crescimento lento por matas mais ralas e menos diversas – o que Tabarelli chama de capoeirização –, ela compromete várias funções ecológicas, como a capacidade de abrigar animais de grande porte, de armazenar carbono e de controlar as cheias dos rios. Interações cruciais entre espécies, como a de grandes animais dispersores de sementes e as árvores que lhes dão alimento, são perdidas, resultando em extinção, local ou total. Uma das vítimas mais conhecidas desse processo é o mutum-do-nordeste (Mitu mitu), o caso mais bem documentado de extinção de ave de grande porte na mata atlântica, hoje encontrada só em cativeiro.

A esse ciclo perverso se soma outro fator de pressão: a caça, que elimina principalmente animais de grande porte em fragmentos já atingidos pelo efeito de borda, a alteração na estrutura da floresta que ocorre em suas margens, mais expostas ao vento e ao sol. Em estudo publicado no ano passado na PLoS One, Peres e colegas descobriram que a maior parte da mata atlântica no Nordeste está “desabitada”, praticamente desprovida de mamíferos com mais de cinco quilos. O grupo percorreu 196 fragmentos de floresta em busca de 18 espécies que ali já ocorreram (antas, muriquis, queixadas e onças) e não encontrou mais que quatro ao mesmo tempo em nenhum fragmento. Na maioria dos locais visitados os moradores não tinham memória da existência desses bichos na região.

Zona da Mata 1.jpg
Mata Atlântica na Zona da Mata, em Pernambuco.

Transformação global

“O trabalho deles ilumina um processo de mudança global que está acontecendo numa escala muito grande e sugere que isso que vemos hoje nos nossos quintais possa ser o ‘novo normal’”, diz Julie, que, como McKinney, elogiou o trabalho dos brasileiros.

A pesquisa, afirma Peres, tem implicações diretas nas políticas de conservação da mata atlântica. “Uma das mensagens é que é importante preservar as áreas grandes e contínuas, porque nelas o efeito de borda consegue adentrar menos”, diz o cientista. “Tamanho, nesse caso, é documento.”

Os resultados do estudo reforçam a necessidade de aplicar rigorosamente as determinações do novo Código Florestal, que contribui para aumentar o risco de homogeneização à medida que reduz a dimensão das faixas de vegetação a serem permanentemente preservadas ao longo dos rios. A nova lei altera a forma de medir essas faixas por contar sua largura a partir do ponto médio, e não do limite da cheia, como mandava a lei antiga. E exige a restauração de pelo menos 15 metros (m) em propriedades que desmataram até a beira d’água – a maior parte delas. A princípio, pode-se imaginar que a exigência de restauração de pouco serve para reabilitar a biodiversidade em uma floresta já tão afetada pela fragmentação e pelo efeito de borda. “Essa é uma interpretação perigosa”, afirma Peres. “É como dizer, ‘meu tio está com hepatite, então vamos logo matá-lo”, compara. Mesmo fragmentos atrofiados da mata atlântica ainda fornecem serviços que um pasto ou uma lavoura não fornecem.

“O Código Florestal não permite que as florestas escapem à homogeneização”, pondera Tabarelli. Ele afirma que a faixa de 15 m a 20 m de largura que a lei obrigará os fazendeiros a reflorestar “é uma grande borda florestal”. No Nordeste, porém, mesmo essas bordas fazem falta. “Independentemente do grau de homogeneização, quando chove um pouquinho aqui alaga as cidades, quando para de chover falta água.” Embora não solucionem o problema, as matas ciliares a serem recompostas podem ajudar a conectar fragmentos de floresta hoje condenados a perecer devido ao efeito de borda.


“Mesmo um fragmento homogêneo é extremamente rico”, diz Tabarelli. Segundo ele, a melhor forma de lidar com o problema da homogeneização é adequar tecnologias de reposição florestal às políticas de proteção. Tabarelli lembra que no estado de São Paulo, por exemplo, o reflorestamento da mata atlântica exige o plantio de pelo menos 80 espécies. “Não tem que abandonar a recomposição, tem que torná-la mais eficiente.”

Agora o grupo começa a olhar para outras regiões em busca de sinais de homogeneização induzida por espécies nativas. Dados de Peres e seus colegas sugerem que o fenômeno também ocorra na Amazônia, no Arco do Desmatamento, embora numa escala menos destrutiva. A equipe da UFPE também está fazendo parcerias com pesquisadores da Paraíba e do México para realizar comparações de maior escala. “Ainda é um fenômeno que precisa de confirmação em outros sítios para ser mais robusto”, diz Melo, “mas é algo esperado, porque tem base teórica e empírica”. n

Vale da Serra do Mar retratado por Rugendas (1835)


Artigos científicos
TABARELLI, M. et al. The ‘few winners and many losers’ paradigm revisited: Emerging prospects for tropical forest biodiversity. Biological Conservation. Out. 2012.
CANALE, G.R. et al. Pervasive Defaunation of Forest Remnants in a Tropical Biodiversity Hotspot. PLoS One. 14 ago. 2012.
LOBO, D. et al. Forest fragmentation drives Atlantic forest of northeastern Brazil to biotic homogenization. Diversity and Distributions. v. 17. p. 287-96. 2011.
CARDOSO DA SILVA, J. M. e TABARELLI, M. Tree species impoverishment and the future flora of the Atlantic Forest of northeast Brazil. Nature. v. 404 (6.773), p. 72-4. 2000.
MCKINNEY, M.L. e LOCKWOOD, J.L. Biotic homogenization: a few winners replacing many losers in the next mass extinction. Trends in Ecology and Evolution. v. 14 (11), p. 450-53. 1999.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Sacola plástica deve ser abolida em 2012

A meta do governo e da associação 
é eliminar utilização dessas 
sacolas a partir de janeiro do ano que vem
No último final de semana, o governo de São Paulo anunciou que está tomando providências para transformar o Estado paulista no primeiro do Brasil a banir o uso de sacolas plásticas no comércio.
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), assinou um protocolo de intenções com a Associação Paulista de Supermercados (Apas) para acabar com o uso de sacolas plásticas descartáveis. Estima-se que, por mês, são consumidas cerca de 2 5 bilhões de sacolinhas plásticas de origem petroquímica nos supermercados paulistas.
A criação de um GT - Grupo de Trabalho, organizado pela SMA - Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, que estudará a viabilidade de extinguir, até o final deste ano, as sacolas plásticas de todos os supermercados paulistas. 
A meta do governo e da associação é eliminar a utilização dessas sacolas a partir de janeiro do ano que vem. A iniciativa já é realidade em Jundiaí, no interior do Estado, onde o uso da sacola descartável foi praticamente abolido. De acordo com a Apas, a maioria dos consumidores opta pelas sacolas retornáveis e carrinhos de feira, e poucos pagam os R$ 0,19 pela embalagem biodegradável, feita de amido de milho.
Além disso, o governo firmou, nesta segunda-feira, 9 de maio, acordo com a Apas - Associação Paulista de Supermercados para acelerar o processo de banimento das sacolinhas na rede varejista. A parceria visa a realização de uma campanha de conscientização, nos supermercados paulistas, que incentive a substituição das sacolas plásticas por embalagens biodegradáveis, feitas de amido de milho. 
A ação não tem força de Lei e, por isso, os supermercados não serão obrigados a aderir. No entanto, de acordo com a Apas, grandes redes - como Walmart, Carrefour e Pão de Açúcar/Extra - já mostraram interesse em participar do projeto. 
As empresas que aderirem à ação terão seis meses para banir as sacolinhas plásticas de todas as suas lojas paulistas e deverão oferecer aos clientes sacolas biodegradáveis.
Além disso, os supermercados oferecem caixas de papelão para o consumidor. Segundo a Apas, a substituição de embalagem teve adesão de 95% dos supermercados de Jundiaí e recebeu a aprovação de 75% da população. O protocolo assinado hoje por Alckmin para levar essa prática a todo o Estado, na abertura do 27º Congresso de Gestão e Feira Internacional de Negócios em Supermercados, na capital paulista, prevê que os supermercados terão seis meses para fazer campanhas de estímulo à mudança de hábito.O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, participou da cerimônia e disse que o projeto vai ao encontro dos anseios dos brasileiros. "É muito importante que a gente possa avançar em políticas públicas que protejam o meio ambiente", defendeu.
O prefeito disse ainda acreditar em um entendimento para que, numa segunda etapa, as sacolinhas biodegradáveis não sejam cobradas, mas oferecidas gratuitamente aos consumidores.Na chegada, o governador enfrentou protestos de representantes do Sindicato dos Químicos e Plásticos de São Paulo. Cerca de 50 manifestantes carregavam faixas em que acusavam Alckmin de reduzir empregos e aumentar o lucro dos supermercados. O coordenador político do sindicato, Osvaldo Bezerra, alega que o projeto pode representar o fechamento de 20 mil vagas diretas e 100 mil indiretas. "Essa iniciativa causa impacto negativo na geração de empregos e aumenta o custo para o consumidor, que terá de pagar pelas novas sacolas".O benefício ambiental, no entanto, deve ser grande.
Dados da Secretaria Estadual do Meio Ambiente indicam que são produzidas no País 210 mil toneladas anuais de plástico filme (matéria-prima da sacolinha). Nos aterros sanitários, elas levam 100 anos para se decompor e se misturar ao solo. Já a sacola biodegradável, segundo a secretaria, se desfaz em até 180 dias em usina de compostagem e em dois anos em aterro.
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), assinou hoje um protocolo de intenções com a Associação Paulista de Supermercados (Apas) para acabar com o uso de sacolas plásticas descartáveis. Estima-se que, por mês, são consumidas cerca de 2 5 bilhões de sacolinhas plásticas de origem petroquímica nos supermercados paulistas
A iniciativa já é realidade em Jundiaí, no interior do Estado, onde o uso da sacola descartável foi praticamente abolido. De acordo com a Apas, a maioria dos consumidores opta pelas sacolas retornáveis e carrinhos de feira, e poucos pagam os R$ 0,19 pela embalagem biodegradável, feita de amido de milho. Além disso, os supermercados oferecem caixas de papelão para o consumidor. Segundo a Apas, a substituição de embalagem teve adesão de 95% dos supermercados de Jundiaí e recebeu a aprovação de 75% da população.
O protocolo assinado hoje por Alckmin para levar essa prática a todo o Estado, na abertura do 27º Congresso de Gestão e Feira Internacional de Negócios em Supermercados, na capital paulista, prevê que os supermercados terão seis meses para fazer campanhas de estímulo à mudança de hábito.
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, participou da cerimônia e disse que o projeto vai ao encontro dos anseios dos brasileiros. "É muito importante que a gente possa avançar em políticas públicas que protejam o meio ambiente", defendeu. O prefeito disse ainda acreditar em um entendimento para que, numa segunda etapa, as sacolinhas biodegradáveis não sejam cobradas, mas oferecidas gratuitamente aos consumidores.
Na chegada, o governador enfrentou protestos de representantes do Sindicato dos Químicos e Plásticos de São Paulo. Cerca de 50 manifestantes carregavam faixas em que acusavam Alckmin de reduzir empregos e aumentar o lucro dos supermercados. O coordenador político do sindicato, Osvaldo Bezerra, alega que o projeto pode representar o fechamento de 20 mil vagas diretas e 100 mil indiretas. "Essa iniciativa causa impacto negativo na geração de empregos e aumenta o custo para o consumidor, que terá de pagar pelas novas sacolas".
O benefício ambiental, no entanto, deve ser grande. Dados da Secretaria Estadual do Meio Ambiente indicam que são produzidas no País 210 mil toneladas anuais de plástico filme (matéria-prima da sacolinha). Nos aterros sanitários, elas levam 100 anos para se decompor e se misturar ao solo. Já a sacola biodegradável, segundo a secretaria, se desfaz em até 180 dias em usina de compostagem e em dois anos em aterro. 
Belo Horizonte, modelo exemplar:
"Uso de sacolas plásticas renderá multa ao comércio"
Segundo o MMA - Ministério do Meio Ambiente, a cidade de Belo Horizonte foi a primeira do Brasil a criar uma *Lei para o uso de sacolas plásticas. 
A partir desta segunda-feira, 18 de abril, começa a valer, em caráter punitivo, em Belo Horizonte, aLei 9.529/08, que proíbe o comércio da cidade de distribuir aos seus clientes as convencionaissacolas plásticas.
Em vigor há cerca de três anos, a medida prevê a substituição das sacolinhas plásticas porembalagens biodegradáveis - feitas a base de amido de batata ou mandioca - , que devem ser vendidas nos próprios estabelecimentos comerciais. Os consumidores ainda têm a opção de utilizar suas próprias sacolas retornáveis.
A fiscalização da Lei ficará por conta da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. A partir de hoje, os estabelecimentos que forem flagrados descumprindo a Lei receberão multa de R$ 1 mil - que será dobrada em caso de reincidência. Caso a irregularidade persista, o estabelecimento poderá ser interditado ou, ainda, ter o alvará de localização e funcionamento cassado.

*Lei determina uso de sacolinhas 
biodegradáveis em BH1
A capital mineira - Belo Horizonte - tem uma nova legislação em vigor, que permite apenas a utilização de sacolas biodegradáveis em drogarias, lojas, padarias e supermercados, entre outros pontos de comercialização, que deverão ser vendidas ao consumidor, ao preço de R$ 0,19.
A média de tempo para decomposição do material é na faixa de seis meses e pode se transformar ainda em adubo. A multa para quem continuar a oferecer os modelos oxibiodegradáveis poderá chegar a R$ 1 mil. O objetivo é reduzir em 80% o uso anual de 157 milhões de unidades. Como medida de implementação, não serão adotadas punições nos próximos 45 dias, contando do dia 4. Nesse intervalo, está programada a campanha Sacola Plástica Nunca Mais. Os estabelecimentos que integrarem a iniciativa oferecerão um modelo de sacola retornável, no valor de R$ 1,98.

Fontes:
Infomoney 
Planeta Sustentável 

Às Estrelas


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