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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Arquitetos brasileiros projetam casa em harmonia com a Mata Atlântica



O escritório brasileiro Nitsche Arquitetos projetou e construiu uma casa sustentável em meio à Mata Atlântica. A moradia está situada na praia de Iporanga, no litoral de São Paulo, e mescla conforto, beleza e cuidado com a natureza.

A pedido dos proprietários os arquitetos tiveram que planejar uma casa que fosse espaçosa, mas que ao mesmo tempo ocupasse o menor espaço possível no terreno, para preservar a vegetação nativa que está em seu entorno. Assim, a opção escolhida foi construir uma casa alta, com três andares e cômodos muito bem divididos.


House In Iporanga / Nitsche Arquitetos Associados © Nelson Kon

O resultado foi uma casa com 400 m2. No primeiro pavimento está o espaço reservado para serviços, com uma lavanderia, um depósito e um quarto. No segundo piso estão as áreas comuns, sala de jantar, cozinha, sala de estar e também a piscina. Enquanto o último andar reserva cinco suítes.

Quase toda a fachada da casa é feita em vidro, para permitir o maior aproveitamento da luminosidade natural e permitir aos habitantes manter um contato maior com a paisagem externa. No entanto, os dormitórios também possuem grandes cortinas de nylon para fornecer maior privacidade aos residentes.


House In Iporanga / Nitsche Arquitetos Associados © Nelson Kon

Os principais materiais usados na estrutura da casa foram concreto, madeira e alumínio. Os arquitetos se preocuparam em seguir padrões da arquitetura local e em minimizar a quantidade de resíduos resultantes da obra. A construção teve início em 2005 e foi concluída em 2006. O trabalho rendeu aos arquitetos a segunda colocação no Prêmio Jovens Arquitetos IAB de 2007.


House In Iporanga / Nitsche Arquitetos Associados © Nelson Kon


Redação: Ciclo Vivo

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Caiapós, compreensão refinada dos microclimas e das relações entre animais e plantas.




O antropólogo Darrell Posey mostrou que os índios caiapós do sul da Amazônia cultivam batatas-doces resistentes ao fogo, que captam os nutrientes quando os troncos das árvores são queimados, e através de uma relação com uma espécie de formiga se livram das ervas daninhas. A sobrevivência desses índios depende da compreensão refinada dos microclimas e das relações entre animais e plantas.


A maioria das relações entre organismos vivos é essencialmente cooperativa, caracterizada pela coexistência e interdependência. Embora haja competição, esta ocorre usualmente num contexto mais amplo de cooperação, de modo que o sistema maior é mantido em equilíbrio.

A competição desenfreada e o comportamento destrutivo são aspectos predominantes apenas dentro da espécie humana; eles têm de ser tratados em termos de valores culturais, ao invés de se procurar entendê-los como fenômenos intrinsecamente naturais. A abordagem sistêmica vê o mundo em termos de relações de integração; em vez de se concentrar nos elementos básicos, enfatiza os princípios básicos de organização. Todo e qualquer organismo – desde a menor bactéria até os seres humanos, passando pela imensa variedade de plantas e animais – é uma totalidade integrada e, portanto, um sistema vivo.


Os organismos vivos são sistemas abertos – isto significa que têm de manter uma contínua troca de energia e matéria com seu meio ambiente a fim de permanecerem vivos.

Enquanto uma máquina é realmente construída para produzir um produto específico ou executar uma tarefa específica determinada por aquele que a construiu, um organismo está empenhado primordialmente em renovar-se. Uma máquina enguiçará se suas peças não funcionarem da maneira rigorosamente predeterminada, mas um organismo tentará manter seu funcionamento num ambiente variável.

À semelhança de todas as outras criaturas vivas, pertencemos a ecossistemas e também formamos nossos sistemas sociais. Em nossas interações com o meio ambiente há uma contínua permuta e influência mútua entre o mundo exterior e o nosso mundo interior.


Nossas respostas ao meio ambiente são determinadas não tanto pelo efeito direto de estímulos externos sobre o nosso sistema biológico mas, antes, por nossa experiência passada, nossas expectativas, nossos propósitos e interpretação de nossa experiência perceptiva. Como seres humanos, moldamos nosso meio ambiente com eficácia porque somos capazes de representar o mundo exterior simbolicamente, pensar conceitualmente e, assim fazendo, comunicar nossos símbolos, conceitos e ideias.

Ao pensarmos e nos comunicarmos, tanto lidamos com o presente como nos referimos ao passado e antevemos o futuro, o que amplia a nossa autonomia. Mas, ao desenvolvermos nossa capacidade de pensamento abstrato num ritmo tão rápido, parece que perdemos a importante aptidão para ritualizar conflitos sociais – as recentes manifestações de jovens ingleses é mais um claro exemplo disso.

A evolução da consciência deu-nos o potencial para vivermos pacificamente e em harmonia com o nosso meio ambiente, continua hoje a oferecer-nos liberdade de escolha.


  • Tarcisio Padilha Junior é engenheiro


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A gigante de couro pode atingir dois metros de comprimento e pesar até 750 kg.